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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

4ª FEIRA LITERÁRIA DE LAVRAS - FLILAVRAS

Nos dias 24 e 25 de outubro de 2025 está ocorrendo a 4ª  Feira Literária de Lavras, a  FLILAVRAS, organizada pela Academia Lavrense de Letras. Este ano a homenageada é um dos grande nomes da poesia brasileira, Cecília Meireles. O evento na sexta-feira, dia 24 de outubro a noite e segue no dia 25 de outubro, com palestras, lançamento de livros e momentos lúdicos. O evento é gratuito.

Confira a programação:


quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

PRÊMIO ARTEMÍSIA 2024 - RESULTADO ANUNCIADO

Saiu o resultado do Prêmio Artemisa, de 2024, criado há 17 anos para dar visibilidade ao trabalho de mulheres quadrinistas na França. O resultado é divulgado tradicionalmente no dia 9 de janeiro, data em que se comemora o nascimento de Simone de Beauvoir. 

Criado em 2007 por Chantal Montellier e Jeanne Puchol, o Prêmio Artemísia possui cinco categorias diferentes. O júri composto por Chantal Montellier , Isabelle Beaumenay-Chaland , Julie Scheibling , Patrick Gaumer , Pascal Guichard e Christophe Vilain , é acompanhado pelo presidente honorário Laurent Gervereau . O Grande Prêmio anterior de 2023 foi concedido a Valentine Cuny-Le Callet por Perpendicular ao Sol (Delcourt) .

As vencedoras de 2024:

  • Grand Prix Artémisia: Madones et putains (Madonas e Prostitutas) de Nine Antico (Dupuis)


  • Prêmio Artemisia Weed: Devenir de Joanna Folivéli (Futuro de Joanna Folivéli) (Dois Pontos)



  • Prêmio Artémisia Poésie-Mixte: Grande échappée (A Grande Fuga) de Bérengère Delaporte , variação gráfica em torno do poema La Panthère (A Pantera) de Rainer Maria Rilke (Nathan)

  • Prêmio Artémisia de Humor: Le grand incident (O grande incidente) de Zelba (edições Futuropolis / Louvre)


  • Prêmio Artémisia Survireuse: (Sultana) de Lili Sohn e Élodie Lascar (Steinkis)

  • A entrega dos prêmios vai acontecer no dia 17 de janeiro, no L'Espace des Femmes - Antoinnete Fouque, em Paris, França. Des Femmes é uma editora criada em 1973 por Antoinette Fouque com o objetivo de impulsionar a vida editorial, intelectual e cultural francesa, destacando a criação das mulheres. Antoinette Fouque foi uma psicanalista francesa envolvida no Movimento de Libertação das Mulheres. 

domingo, 17 de dezembro de 2023

MINHA TESE FOI PREMIADA NO HQ MIX

 

Finalmente consegui fôlego para falar sobre a minha premiação no 35º HQ MIX, que ocorreu no dia 06 de dezembro, no SESC 24 de maio, em São Paulo. Pois é, minha tese de doutorado, que analisa a revista francesa Ah! Nana e o movimento feminista na Franca, na década de 1970 recebeu o prêmio de melhor tese, por unanimidade (palavras de Sônia Luyten durante a premiação). 

Pois é, a ficha ainda não caiu totalmente. 

Eu olho para o troféu e me questiono: "É meu mesmo?".

Com Dani Marino
Isso tudo porque meu doutorado foi muito diferente do meu mestrado. O mestrado foi relativamente fácil e eu estava muito segura do que eu queria realmente fazer. Tanto que, quando fiz minha qualificação minha dissertação estava praticamente pronta. Já no doutorado foi diferente. Foi tenso, eu passei por bloqueios criativos, troquei de orientadora no meio do caminho, fiquei insegura e me questionava sobre minha escolha de tema. Mas meti a cara e corri atrás do prejuízo. 

Com Sabrina da Paixão

Já que eu tinha me decidido sobre falar sobre a história e os quadrinhos na França, eu não iria recuar. Não é da minha natureza deixar uma coisa pela metade. Mas parece que o universo conspirou a meu favor. Eu conheci muita gente que me ajudou e  motivou. Pessoas se aproximaram de mim para oferecer ajuda, olha que coisa! Rompi barreiras de idioma e consegui o máximo que eu pude dentro dos limites que eu tinha. Sinceramente, as pessoas acreditaram mais do que eu. 

O doutorado foi sofrido mas o resultado foi maravilhoso. Ao ver minha tese pronta eu me senti recompensada  pelo meu esforço e pelo meu trabalho.

Com Sônia Luyten
Receber o prêmio foi muito mais do que eu poderia esperar, de várias formas. Eu me emocionei com a alegria dos amigos. Não sabia que era querida por tanta gente. Vi pessoas comemorando como se elas tivessem ganhado.  Minha diretora, assim que soube, disse que iria comigo receber o prêmio do meu lado. Ela e uma outra amiga querida da escola, Elizandia, cobriram os gastos com a viagem (que não foi pequeno) para poder estar do meu lado no dia da entrega. Muitos amigos e  familiares largaram o estavam fazendo, para comparece à entrega do troféu. E não foi pouca gente. 

Com Claudia e Elizandia
Isso foi o maior prêmio: o reconhecimento por parte dos meus pares e o carinho recebido dos amigos, amigas e familiares, antes, durante e depois da premiação. Por tudo isso valeram 4 anos de pesquisa e escrita. Por tudo isso valeu meu diploma, que é tanto meu quando de vocês, assim como esse prêmio que eu dedico a todos e toda que acreditam em mim, muito mais do que eu mesma.

Muito obrigada aos avaliadores que viram potencial na minha pesquisa, muito obrigada a quem acreditou e acredita em mim. É isso que motiva acordar todo dia, a ler, escrever e produzir conteúdo. Uma tese não se escreve sozinha, ela é escrita por mãos invisíveis, as mãos de quem acredita e apoia o pesquisador/a na sua jornada.

terça-feira, 2 de março de 2021

V ENTRE ASPAS - AS INSCRIÇÕES JÁ COMEÇARAM

 

O Entre ASPAS é um encontro promovido pela Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS) com o objetivo de reunir seus associados e associadas, a cada dois anos, na cidade de Leopoldina, sede física da ASPAS. Este ano todas as atividades serão remotas e distribuídas em três dias, sendo o dia 26 de maio a abertura e o dia 28 de maio o encerramento. Uma oportunidade que, para aqueles que se interessam pelo tema, participarem pela primeira vez sem a necessidade de deslocamento.

O tema deste ano é “Quadrinhos e conexão intermídia”. Estamos vivendo um momento em que as mídias nunca foram tão acessadas e a palavra conexão ganhou um significado mais amplo, o qual resume bem a missão que a ASPAS possuí há quase 10 anos: estabelecer uma rede de conexões entre pesquisadores dedicados aos quadrinhos. 

Uma das características da ASPAS é congregar pesquisadores de todas as áreas. Dos trabalhos inscritos em outras edições do Entre ASPAS tivemos participação de biólogos. historiadores, sociólogos, pedagogos, teólogos, geógrafos, entre tantos outros profissionais e, também, relatos de experiências de profissionais do ensino básico. Todos são bem-vindos e sua participação igualmente relevante.

As inscrições para comunicações começaram dia 01 de março e vão se encerrar no dia 15 de abril., então não perca tempo. Poderão participar do V Entre ASPAS os associados e as associadas da ASPAS, bem como demais profissionais que desenvolvam ou tenham interesse em desenvolver ações relacionadas ao estudo ou à pesquisa envolvendo artes sequenciais (quadrinhos, animação, cinema). Podem participar, também, alunos do ensino médio envolvidos em projetos de extensão envolvendo mídias e quadrinhos, sob orientação de um professor/pesquisador.

Confira mais informações e/ou faça sua inscrição clicando aqui!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

PRÊMIO ARTÉMISIA 2021 - OBRAS SELECIONADAS

O Prix Artémisia  anualmente premia as melhores autoras de quadrinhos publicados em idioma francês  e é oferecido pela Associação Artémisia, que leva o nome da artista italiana do século XVII Artémisia Gentileschi. A cada ano, a associação estabelece uma lista de prêmios e entrega seus prêmios a vários laureados.

As obras  selecionadas para a edição de 2021 foram publicadas em 2020 e sua escolha tive como critérios, sua qualidade, originalidade e criatividade. As vencedoras serão anunciadas dia 07 de janeiro de 2021 durante a abertura de uma exposição dedicada às obras de algumas das autoras premiadas em edições anteriores, na livraria Espace des Femmes-Antoinette Fouque, localizada na rue Jacob 35, em Paris, no 6º arrondissement.

A exposição  "Artemisia, du 15e  siècle  à  l’année de la BD" homenageará Artémisia Gentileschi, que nos brindou com obras maravilhosas até sua morte, em 1656. Artémisia Gentileschi foi umas primeiras mulheres a se destacar na história da arte. Na exposição serão expostas obras de Chantal Montellier, Catel, Laureline Mattiussi, Claire Mallary, Una e Jacky Flemming, assim como uma mostra de vídeos gravados durante a entrega dos prêmios anteriores, por Line Scheibling.

As obras selecionadas para a edição de 2021 são:

1 -  Anaïs Nin de Léonie Bischoff (Casterman)

2 - Baume du tigre de Lucie Quéméner (Delcourt)

3 - Corps en grève de Valentine Boucq et Amandine Puntous (Steinkis)

4 - Les Croques de Léa Mazé (Éditions de la Gouttière)

5 - La déesse requin de Lison Ferné (CFC éditions)

6 -  Hippie Trail de Séverine Laliberté et Elléa Bird (Steinkis)

- La mécanique du sage de Gabrielle Piquet (Atrabile)

8 - Melvina de Rachele Aragno (Dargaud)

9 - Moi Mikko et Annikki de Tiitu Takalo (Rue de l’Échiquier)

10 - Sauf imprévu de Lorena Canottiere (Ici même)

11 - Sourvilo d’Olga Lavrentieva (Actes Sud)

12 - Vent Mauvais de Cati Baur (Rue de Sèvres)


O júri deste ano é composto pela quadrinista, escritora e co-fundadora do Prêmio Artemísa, Chantal Montellier , pela professora de história e geografia Julie Scheibling, pela jornalista Laure Garcia , pelo teórico do cinema Gilles Ciment , ex-diretor da Cité Internationale de la comic et l’image Patrick Gaumer e o escritor, jornalista, autor do World Comic Book Dictionary (Larousse) , Pascal Guichard. O presidente do júri é Laurent Gervereau , artista visual, escritor, diretor de instituições de patrimônio (Musée du vivant) e redes internacionais, presidente do Institut des images. Escritor Gilles Ratier, autor do relatório anual sobre a situação econômica e editorial dos quadrinhos.


Na edição de 2020, o Grande Prêmio foi concedido a Barbara Baldi por seu romance gráfico Ada, publicado pelas edições Ici Even.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

FESTIVAL INTERNACIONAL DE QUADRINHOS DE ANGOULÊME - 2021


O Festival Internacional de la Bande Dessinée de Angoulême, assim como muitos outros eventos internacionais, teve que se adaptar aos tempos de pandemia. Por isso sua 48ª edição, em 2021, irá acontecer em duas etapas. A primeira, em 29 e 30 de janeiro de 2021, irá ser dedicada à entrega de prêmios como o Price Goscinny. A segunda etapa ocorrerá entre 24 e 27 de junho de 2021, já com a possibilidade (mas não certeza) de encontros presenciais. 


Para 2021 foram selecionados 75 álbuns que estão concorrendo a prêmios em 5 categorias: la Sélection Officielle, Patrimoine, Jeunesse, Fauve des Lycéens e Polar SNCF ao que foi adicionado o Prix du Public - France Télévisions, que anunciará em dezembro os títulos concorrentes. O festival ainda vai conceber mais dois prêmios Fauves Jeunesse, para estudantes entre 8 e 12 anos e 12 e 16 anos, que serão entregues em 29 de janeiro de 2021.

Cabe comentar aqui a importância da participação das escolas no festival, tanto na seleção de álbuns e na premiação de autores quanto na premiação da produção infantil e juvenil. Não apenas novos talentos são descobertos, mas, também, os jovens são incentivados a ler, desenhar e desenvolver sua criatividade. As exposições dos trabalhos finalistas assim como a premiação do Fauve des Lycéens são alguns dos momentos mais emocionantes Festival de Angoulême.

O Grand Jury este ano será presidido pelo roteirista e crítico literário Benoît Peeters , formado em filosofia pela Sorbone e discípulo de Roland Barthes. Peeters é especialista na obra de Hergé e um dos teóricos mais respeitados dentro da 9º Arte.  O Grand Jury conta ainda com mais seis membros, entre eles jornalistas, livreiros e representantes da grande mídia, num total, sete pessoas, quatro homens e três mulheres. Caberá a eles premiar os cinco Fauves d´Angoulême: o Fauve d´or - Prix du Meilleur Album, e também o Prix Spécial du Jury, oPrix Révélation, o Prix de la Série, e o Prix de l’Audace.

 

*Roland Barthes (1915 - 1980) foi um escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político.


sábado, 1 de agosto de 2020

LANÇAMENTO DO LIVRO "GÊNERO, SEXUALIDADE & FEMINISMO NOS QUADRINHOS"


Live do dia 02 de agosto, com o lançamento do livro "Gênero, Sexualidade & Feminismo nos Quadrinhos", organizado por Amaro Xavier Braga Jr e por mim, um projeto que já vem rolando há uns bons dois anos.  O lançamento foi realizado no canal do Rapha Pinheiro, pesquisador e quadrinista, responsável pela linda capa do livro. Para acessar o canal e assistir à  gravação da live, clique aqui!

Agradecemos a todos os autores/pesquisadores, brasileiros e estrangeiros que contribuíram para a obra, assim como os colegas que ajudaram na edição, especialmente Iuri Andreas Reblin e Attila Piovesan.

O link para o livro já está disponível, clicando aqui!

quinta-feira, 21 de maio de 2020

QUARENTENA CON


Pessoal, estarei participando no último fim de semana de maio do QUARENTENA CON, um evento online sobre quadrinhos que estará reunindo estudiosos e quadrinista. O evento está com uma programação fantástica e tem tudo para ser um grande sucesso. Há opções para todos os gostos. Agradeço a Rapha Pinheiro pelo convite.

Confira o release!

As medidas de isolamento social para combater o novo coronavírus têm gerado desafios e uma nova dinâmica para os quadrinistas. A visibilidade e a renda desses artistas estão diretamente ligadas a eventos presenciais, como convenções, mostras e exposições. Foi pensando em uma alternativa para agitar o cenário de quadrinhos nacional que surgiu a Quarentena Con, evento que acontece no YouTube, entre os dias 30 e 31 de maio.

Completamente virtual e gratuita, a convenção reúne editoras, artistas e formadores de opinião para propor uma nova dinâmica de contato entre quadrinistas e o público. O projeto é idealizado pela editora Guará, que viu no digital a possibilidade de expandir os horizontes para além dos eventos presenciais. Com transmissões ao vivo durante dois dias, a Quarentena Con conta com painéis, workshops, lives de desenhistas, anúncios de lançamentos independentes e também de diversas editoras, além de um beco dos artistas virtual.

Para um dos idealizadores do evento, o editor-chefe da Guará, Rapha Pinheiro, a Quarentena Con pode se tornar uma nova forma de se pensar as convenções de HQs, durante o isolamento social. “Eventos são essenciais para a saúde da cena de quadrinhos. A ideia do evento é mostrar às pessoas que os quadrinistas não estão parados, mas, sim, se adaptando ao cenário que a gente se encontra. Dar voz ao quadrinista
nacional é a prioridade do projeto e vamos direcionar todos os esforços pra isso”, reforçou.


A Quarentena Con será transmitida por meio do canal de mesmo nome, a partir de 11h do sábado, dia 30 de maio.

As mesas serão transmitidas pelo canal do Quarentena Con no youtube. Clique aqui para se inscrever!

Segue a programação!



quarta-feira, 6 de novembro de 2019

I ENCONTRO HISTÓRIA, IMPRENSA, CULTURA E FAMÍLIA



No dia 09 de novembro, das 9 horas da manhã, até as 17 horas, estará ocorrendo no Centro Cultural Mauro Almeida Pereira o  "I Encontro História, Imprensa, Cultura e Família", no Centro Cultural Mauro de Almeida, em Leopoldina (MG). O evento é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), Niterói (RJ) em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina. Participarão do encontro alunos e professores do mestrado e doutorado e convidados. 

Serão realizadas apresentações de pesquisas cujos temas estão relacionados à História da Imprensa (jornais e revistas) e à História Cultural e Regional. O encontro é aberto à comunidade e os participantes receberão certificado emitido pela UNIVERSO. Não há necessidade de inscrição prévia. O evento é gratuito.

Confira a programação.

Apresentações – 09h às 12h
Mesa I – Imprensa e Cultura
  • João Filipe Domingues Brasil - "Os índios "Chanás" na obra "El Paraguay Católico" de Sanchez Labrador"
  • Arthur da Costa Orlando – “Informações acerca das dinâmicas espaciais de São Paulo do Muriahé entre os anos de 1888 a 1910 a partir da utilização da imprensa muriaeense”
  • Nicolas Theodoridis - "O Espiritismo na Imprensa entre 1870 a 1889" 
  • Natania Nogueira –“A Guerra Fria em charges,  Gazeta de Leopoldina (1951)”
  • Bárbara Schettini - "A contracultura entrelinhas: as fanzines como representação do punk juizforano"
  • Juliana Moura Martins da Fonseca - "O jornalista José Saramago: os editoriais do Diário de Notícias (1974-1975)”
Apresentações – 14h às 17h

Mesa II – Imprensa e Família
  • Gisele Nascimento - “A família estava nos anúncios do Leopoldinense”
  • Natalia Ferreira –“Folhas Malditas: práticas de violência contra mulher na imprensa mineira”
  • Silvana Santos – “Impressões do silêncio: o dito e o não dito nos periódicos capixabas sobre as meninas escravizadas (1869-1891)”
  • Randolpho Radsack Correa – “Justiça, Conflitos Sociais e o papel da Imprensa em Santa Luzia do Carangola (1873-1892)”
  • Igor Nogueira Lacerda – “Da suspeição à liberação: o perfil dos impedimentos de consanguinidade no enlance matrimonial de São João Baptista do Presídio (1839 - 1845)”
  • Beatriz Simão Gontijo Silva – “Batismos, casamentos e a dinâmica social entre escravizados e livres em São Paulo do Muriaé 1852-1888”.
Atualização:
Veja algumas fotos do encontro








quarta-feira, 24 de julho de 2019

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE O XXX SIMPÓSIO NACIONAL DA ANPUH

Composição da mesa de abertura do XXX Simpósio de História da ANPUH, no dia 15 de julho, no Teatro Gararapes, em Olinda (PE).
Retornando do XXX simpósio Nacional de História, encontro bianual promovido pela ANPUH (Associal Nacional de História), eu não poderia deixar de escrever algumas palavras.

Normalmente eu faço alguns relatos sobre as impressões que tive das mesas-redondas, das conferências e do simpósio temático do qual eu participei mas desta vez eu optei um texto mais intimista. Nele quero tentar expressar em palavras o significado que este encontro, em especial, teve para mim.

Sou filiada à ANPUH desdes 1994. São 25 anos que eu sou oficialmente membro da associação, embora eu tenha começado a frequentar os encontros da ANPUH em 1991, quando ainda estava na faculdade. Mas foi nesse XXX Simpósio  que , pela primeira vez,  eu realmente senti um grande orgulho de fazer parte da ANPUH. 

Não me entendam mal, mas houve momentos em que eu pensei em me desfiar e apenas permaneci pela necessidade de manter o vínculo com outros pesquisadores e poder me manter atualizada. No entanto, este ano, em meio a tantas dificuldades e tanta perseguição às universidades e aos profissionais ligados às ciências humanas, eu senti  pela primeira vez que a ANPUH realmente me representa. Talvez eu tenha finalmente tomando consciência da importância de fazer parte de algo maior. 

Fala inspiradora de  Joana Maria Pedro (UFSC), acompanhada de Márcio Ananias Ferreira Viana (UFPE), ao centro, e Roger Chartier, que fez uma conferência logo em seguida.

A abertura do XXX Simpósio foi emocionante. A energia no auditório, que reuniu milhares de pessoas de todos o país e do exterior foi revigorante. Tanto os convidados quanto os membros da direção e da organização do evento foram felizes em cada palavra proferida. Eu não teria como nomear a todos, pois foram tantas falas pertinentes, então eu gostaria de citar a ex-presidente da ANPUH Joana Maria Pedro cujas palavras aqueceram meu coração. Por meio dela, agradeço a todos os demais. 

A ANPUH é hoje uma força de resistência contra a ordem estabelecida, que caça direitos, distorce a história e dissemina o caos. A ANPUH representa aqueles que acreditam na educação e na pesquisa como forma de desenvolvimento humano. Ela é um oásis de sanidade em meio a tanta loucura. 

Ao retornar para casa eu me senti revigorada e determinada a continuar resistindo, continuar pesquisando. A dar o meu melhor como pesquisadora e educadora. A ANPUH me represente e eu quero representá-la da melhor forma possível, também.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

A MEMÓRIA DAS MULHERES E AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS - IV FÓRUM DISCENTE UNIVERSO


Estará acontecendo entre os dias 04 e 05 de dezembro o IV Fórum Discente Universo, na Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO, em Niterói (RJ). Os trabalhos terão início no dia 04 de dezembro às 14 horas. A programação completa do evento pode ser acessada clicando aqui.

É o encerramento oficial do ano letivo para a pós-graduação em História (mestrado e doutorado). Na oportunidade, estarei fazendo uma apresentação sobre a memória das mulheres nas histórias em quadrinhos. 

Mais do que divulgar o evento e a minha apresentação, gostaria de agradecer a todos, colegas de pós-graduação, professores, ex-professores e amigos, pelo suporte me deram durante o ano de 2018. Sem o apoio e a confiança de vocês em mim, eu não seria o sou e não teria as oportunidades que tenho. Muito obrigada.

domingo, 28 de outubro de 2018

SOBRE O IV COLÓQUIO SUL DE ARTE SEQUENCIAL

Nos dias 12 e 13 de outubro do ano corrente ocorreu na EST - São Leopoldo (RS), o IV Colóquio Sul de Arte Sequencial, sob coordenação do Professor Doutor Iuri Andreas Reblin, ex-coordenador Geral e sócio fundador da ASPAS. O evento reuniu, pela quarta vez, pesquisadores do Rio Grande do Sul e regiões vizinhas que se dispuseram a abrir mão do feriado de 12 de outubro e do sábado para participarem de atividades acadêmicas sobre quadrinhos.

A EST, seu campus oferece uma estrutura fantástica para receber encontros acadêmicos. Além de ceder salas e mesmo prédios inteiros para as atividades ainda há a possibilidade de se hospedar dentro da Universidade na Casa Matriz de Diocesanas, que oferece acomodações superconfortáveis e um ambiente tranquilo para quem quer descansar depois de um dia todo de trabalho/estudo.
Campus da EST - São Leopoldo - RS.
Apesar de ser um evento derivado da ASPAS, esta foi a primeira vez que eu participei do Colóquio Sul de Arte Sequencial e pretendo participar novamente nos próximos anos. É um encontro bem típico da ASPAS, intimista, possibilitando debater mais a fundo com colegas, um ambiente descontraído e super proveitoso. Muito diferente dos encontros monumentais onde somos bombardeados de informações e o aproveitamento é muito pequeno. 

Conferência de abertura do IV Colóqui Sul de Arte Sequencial.
É o que acontece, por exemplo, nos encontros da ANPUH, principalmente os nacionais. O tempo é subaproveitado, pois geralmente ficamos atados a simpósios temáticos, obrigados a e escolher entre centenas de salas. Muita oferta e um risco ainda maior de não fazer uma boa escolha. Tenho preferido, por isso, os encontros pequenos. Acho-os mais produtivos, tanto no aproveitamento do tempo quando na qualidade dos debates.

Em linhas gerais eu posso dizer que foi revigorante poder estar junto aos meus pares nestes dois dias e, também, muito produtivo. Além de reencontrar amigos, nasceram novas amizades e novas ideias para projetos futuros.
Livros e canecas comercializados durante o IV Colóquio Sul de Arte Sequencial.
Outro encontro da ASPAS, que aconteceu nos dias 25 e 26 de outubro, foi o I ASPAS Norte, na Universidade Federal do AMAPÁ. Foi o primeiro encontro realizado na região norte e, assim como o Colóquio Sul de Arte Sequencial, lançou a bases para novos eventos envolvendo quadrinhos e cultura pop, tão importantes para entendermos a dinâmica social do século XXI. 

domingo, 21 de outubro de 2018

INSCRIÇÕES PARA O 30º SIMPÓSIO TEMÁTICO DE HISTÓRIA DA ANPUH


O 30º SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA ocorrerá na cidade de Recife, entre os dias 15 e 19 de julho de 2019. O encontro é organizado a cada dois anos pela ANPUH (Associação de História) e conta com a participação de historiadores e professores de todo o país.

O tema para 2019 é de extrema importância, uma vez que levanta a questão do futuro da disciplina e como devemos estar preparados para ele. Em tempos em que a emergência de um pensamento reacionário, que demoniza o ensino de história, é preciso mais do que nunca abrir para o debate e buscar formas de fortalecer a educação no Brasil. 

Curiosamente, foi em Recife que participei pela primeira vez de um Simpósio da ANPUH, em 1995 (só havia participado, até então, de encontros regionais). Foi uma experiência única, um marcador de águas na minha vida profissional, por assim dizer. É com um certa nostalgia que pretendo participar de mais este.

As inscrições para COORDENADOR(A) DE SIMPÓSIO TEMÁTICO e para COORDENADOR(A) DE MINICURSO já estão abertas. Os requisitos são: estar associado à ANPUH, com a anuidade em dia, e ter título de doutor(a).

O prazo para inscrição nas modalidades indicadas acima é até o dia 6 de novembro e 2018.

Para mais informações ou inscrever-se, clique aqui.

Participe e colabore na divulgação!

Caso haja interesse de associar-se para poder inscrever-se nas modalidades acima, indique que acesse o site da ANPUH-Brasil.  

 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

ALGUNS APONTAMENTOS SOBRE AS 5ªS JORNADAS INTERNACIONAIS DE QUADRINHOS DA USP

Meu crachá!
Em pouco menos de um mês eu participei de dois encontros acadêmicos sobre quadrinhos. Foi uma verdadeira maratona, ainda mais no início do doutorado. Primeiro porque existe toda aquela logística de escrever o artigo, preparar a apresentação, deixar as coisas mais ou menos encaminhadas no trabalho para poder me ausentar. Mudou toda a minha rotina e isso vem com um custo, que devo quitar nos fins de semana e feriados, só para constar. Do primeiro evento eu já falei em postagem anterior (clique aqui para conferir), para o segundo vou dedicar esta postagem. 

Entre os dias 22 e 24 de agosto eu participei das 5ªs Jornadas Internacionais de Quadrinhos da Escola de Comunicação e Artes da USP. Três dias, muitas opções e relaticamente pouco tempo. Por isso eu fiz  questão de não perder nem um minuto e aproveitar a oportunidade de conhecer o trabalho de outros pesquisadores, de interagir e criar parcerias. 
Mesa de abertura (da esquerda para a direita) com Nobu Chinen, Waldomiro Vergueiro, Roberto Elisio dos Santos, Paulo Ramos e Sônia Bibe Luyten.

Já na chegada, para a minha felicidade,  encontrei vários colegas. É estranho estar em São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, com população equivalente à de muitos países europeus, e esbarrar com conhecidos no metrô. E mesmo na USP, eram tantas pessoas que compartilhavam dos mesmos interesses que a sensação é de estar num microcosmos acadêmico.

É, claro, um encontro muito maior do que aqueles que realizamos anualmente pela ASPAS. Se não me falha a memória, tivemos a inscrição de 38 comunicações de pesquisa este ano no IV FNPAS, um número muito bom dentro do que o encontro se propõe e a participação de cerca de 65 pessoas. Nas Jornadas foram inscritos e aprovados 264 trabalhos para 2018. E este não é número redondo. Muitos trabalhos possuem coautoria, portanto, o número de participantes é muito maior. 
Com os amigos/pesquisadores Maiara Alvim e Rubem Marcelino
Coloquemos, então, que estavam reunidos lá mais de 300 pesquisadores, de diversas áreas, para falar sobre quadrinhos. É muito mais do que eu poderia um dia sonhar que encontraria em um evento acadêmico. A convidada estrangeira, Barbara Postema, pesquisadora da Universidade Massey, Nova Zelândia, chegou a afirmar na conferência de abertura que se considerava as Jornadas o maior evento voltado à pesquisa sobre quadrinhos do qual ela já teve a oportunidade de participar. 

Os trabalhos se concentraram no segundo andar do prédio da Escola de Comunicação e Artes (ECA) e se dividiram em sessões de comunicação em dois blocos, com uma média de 3 a 5 apresentações cada. Os trabalhos iniciavam-se às 14:00 e se encerravam às 17:30. O início da noite ficava reservado às conferência, uma para cada dia.
Noite de lançamento de livros: eu estou ali no fundo, ao lado de Iuri Reblin.
Na quinta-feira, dia 23 de agosto aconteceu o lançamento de livros, onde eu e Iuri Reblin lançamos dois livros pela ASPAS. São coletâneas de artigos, referentes a pesquisas apresentadas durante o encontro da ASPAS em Leopoldina, em 2015. Para nossa alegria, as publicações foram muito bem recebidas e uma delas chegou a esgotar já no segundo dia.

Eu assisti uma média de seis comunicações por dia, não era possível assistir a todas, dado o grande número de trabalhos inscritos. E aí eu me identifico com as palavras do professor Waldomiro Vergueiro, um dos organizadores, que em uma postagem no facebook comentou que a coisa que mais lhe frustou foi justamente não ter conseguido conversar com todos, assistir a todos que estavam apresentando. Eu, como mera participante senti o mesmo. 

Um pedacinho a turma reunida!
De fato, foram tantos os estímulos, tantas pessoas com quem eu queria conversar e outras tantas que queriam conversar comigo, que ficou a sensação de que foi pouco tempo para muita coisa. Mas não acho que isso deva ser visto como algo negativo, muito pelo contrário. Significa que o evento foi um sucesso. 

E para além do capital cultural que se adquire nestes eventos, a possibilidade de reforçar laços de amizade, fazer novos contatos e confraternizar com colegas permite não apenas o amadurecimento profissional como o pessoal. Enfim, eu fui feliz em poder estar num ambiente acolhedor, criativo e democrático, onde havia espaço para que todo tipo de pesquisa, nas mais diversas áreas do conhecimento, encontrasse seus interlocutores.


Enquanto isso...
Na hamburgueria "Taverna Medieval", com Amaro Braga e Nildo Viana.
As Jornadas não se resumem apenas a trabalho. Eu tive ótimos momentos com os amigos fora da USP. Vou falar rapidinho deles aqui. 

Na quinta-feira, após o lançamento de livro, fomos todos para a Taverna Medieval, uma hamburgueria localizada em Vila Clementino, cuja decoração é inspirada na idade média, com capacetes, espadas, bebidas servidas em frascos de porção mágica e toda aquela atmosfera bem característica de filmes medievais. Foi muito divertido, levamos até a convidada estrangeira, Barbara Postema, que parece ter se divertido bastante.
Detalhe da decoração
do "Leôncio"

No dia 24 de agosto, sexta-feira, passei uma manhã agradável, antes de ir para a USP, com Conceição Azevedo, da Editora Peirópolis. Conceição tem sido nossa parceira já a algum tempo, enviando para nossas gibitecas quadrinhos produzidos pela Peirópolis e brindes para os encontros da ASPAS. Eu ainda não a havia encontrado pessoalmente e fiquei encantada com o convite para conhecer a editora. Um lugar muito agradável e aconchegante, em Vila Madalena. Ela me convidou para almoçar em um restaurante muito acolhedor, o Leôncio, onde eu comi uma deliciosa carne argentina. A conversa agradável serviu para me deixar mais relaxada antes da minha apresentação, que seria naquele dia.
Com minhas tias Marli e Eni no Mercado Municipal de São Paulo.
A noite eu fiz um programa de família, com meu afilhado, sua esposa e filha. Eles me levaram a um restaurante japonês, em São Bernardo, chamado Nakoo Shushi. Eu adoro comida japonesa, e aquele restaurante é fora de série. A melhor comida japonesa que eu já experimentei. E, por fim, passei uma tarde agradável, no sábado, com minhas tias, antes de retornar a noite para Leopoldina. Fomos ao Mercado Municipal de São Paulo. Fiz um turismo culinário bem ao estilo do amigo Amaro Braga.