Ontem eu visitei, com as amigas Cristiane e Alessandra o Museu-Parque Usina Maurício, que foi inaugurado na última quarta, no dia 22 de abril. Deve dizer que o que eu encontrei superou as minhas expectativas. Para quem não conhece, o Museu Parque é um equipamento cultural, histórico e ambiental dedicado à preservação, interpretação e difusão da memória da energia elétrica e do patrimônio industrial do Grupo Energisa e da Zona da Mata Mineira. Ele está instalado na antiga Usina Maurício, inaugurada em 1908, uma das das primeiras hidrelétricas do Brasil, e se localiza em Piacatuba, distrito de Leopoldina (MG).
O espaço é amplo e a estrutura é
fantástica. Logo de entrada, na recepção recebemos todas as orientações para
fazer a visita livre, Há também a visita mediada, mas no horário que chegamos ela já tinha
acontecido. Ao apresentar nossos ingressos (que são gratuitos, mas que devem ser previamente retirados na plataforma Ingressos FOJB), recebemos orientações gerais de como proceder (o que se pode e não se pode fazer) durante a visita e nos ofertado o uso de filtro solar com repelente.
Ao lado da recepção, há um ótimo
espaço para oficinas. O museu já havia recebido alunos de escolas públicas ao
longo da semana e ainda havia vestígios dos trabalhos que eles realizaram no
local. Atividades voltadas para a educação estão entre os objetivos do museu,
tanto a educação ambiental e patrimonial como, também, uma educação voltada para a leitura e para a
cultura de uma forma geral.
Há espaços com livros e histórias em quadrinhos, além de locais para a realização de reuniões e palestras. Perfeito
para estudantes e pesquisadores. Mesmo sendo um espaço
criando para preservação da memória da produção da energia no Brasil, acho que
eu posso classificar o museu como um espaço multidisciplinar, no qual
diferentes aspectos da cultura e das ciências se encontram. E isso fica bem claro em um trecho
do texto de apresentação publicado no site da Energisa:
"O Programação de Mediação
Cultural e Educativa propõe uma experiência que evolui da observação sensível a
análise crítica, permitindo que os estudantes compreendam não apenas como a
energia é produzida, mas também seu papel na transformação das cidades e nos
desafios do futuro energético e ambiental. O educativo articula conteúdos de
ciências, tecnologia, geografia, história, literatura e educação
ambiental."
Eu realmente pude sentir isso.
Tanto pelas instalações, das mais simples às mais tecnológicas, quando à forma
como a cultura e a natureza são valorizadas. Um visita não foi, por sinal,
suficiente. Eu acho que preciso voltar mais vezes para aproveitar o potencial
que o espaço tem a oferecer. Além disso, é um misto perfeito de natureza e tecnologia.
Fomos para conhecer o local mas também aproveitamos para nos increver em uma oficina, de Cianotipia, com a professora Silvana Marques. A cianotipia é um processo fotográfico artesanal e histórico, criado em 1842, que utiliza luz solar e sais de ferro para criar impressões em tons de azul (azul da Prússia). É uma técnica simples que permite criar imagens, fotogramas de objetos ou impressões botânicas em papel ou tecido.
Eu realmente não sabia o que era, fiquei curiosa e gostei muito da experiência. Aprendemos o básico da técnica e cada pessoa que participou da oficina criou sua obra, usando como material folhas e flores. Ainda, de quebra, tivemos uma aula sobre a introdução da fotografia no Brasil. Foi o fechamento perfeito para o passeio.
Além disso, o Ecomuseu possui acessibilidade para pessoas com deficiência. Há informações em braile, plataforma que ligam os espaços e adequadas para pessoas cadeirantes. Os banheiros adaptados são os melhores que já vi.










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