Este mês saiu finalmente um artigo que eu publiquei junto com a querida Fabiana Rubira. Nos nos desafiamos a fazer um estudo de gênero a partir de duas séries históricas coreanas. Foi muito instrutivo e prazeroso escrever sobre o tema.
Segue o resumo:
Na presente pesquisa iremos analisar duas séries dramáticas sul-coreanas, Mr. Queen (2021) e Hae-Ryung, A Historiadora (2019), disponíveis no serviço de streaming da Netflix, e distribuídos para diversos países. Estas séries têm por característica serem protagonizadas por mulheres e ambientadas na Coreia do século XIX, durante a dinastia Joseon. Outra característica é o fato de que, apesar de ambientadas no passado, essas séries dialogam com o presente, apresentando-nos questões que vão desde a necessidade de se combater preconceitos e estereótipos, relacionados a papéis de gênero, à corrupção política. Suscitando, assim, debates contemporâneos de grande relevância, o que torna a narrativa não apenas rica, mas altamente politizada, ao criticar, por vezes de modo muito bem-humorado e, em outras, bastante sério, valores socioculturais construídos sobre uma base moral neoconfucionista. A parte destas produções podemos realizar contrapontos com o tempo presente, e identificar discursos que ecoam atualmente na sociedade sul-coreana e mundial. Para tanto vamos trabalhar com autores como David Lowenthal, que trabalha a aproximação entre a ficção e a história, Roger Chartier e seus conceitos de apropriação e representação e Joan Scott, com base teórica para o estudo de questão de gênero.
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