domingo, 28 de agosto de 2016

ANITA GARIBALDI: A REPRESENTAÇÃO HEROICA DE UMA BRASILEIRA

Anita Garibaldi. Imagem disponível em: http://zip.net/bftrBX, acesso em 28 ago. 2016.
Esta semana eu estava trabalhando com meus alunos do 8º ano as Revoltas do Período Regencial e, quando chegamos na Farroupilha, havia um texto de apoio contanto a história de Giuseppe e Anita Garibaldi. É incrível a fascinação que as meninas e mesmo os meninos têm pela personagem. Ficam atentos e querendo saber mais. O que não deveria ser uma surpresa: Anita vai muito além do arquétipo de heroína que a maioria deles conhece.

Mulher destemida e que não pensou duas vezes em correr atrás do que queria. Eu particularmente não vejo a história de Anita como uma história de amor, mas uma história de luta. Um mulher que lutou para ser aceita numa sociedade onde as mulheres eram invisíveis. Uma sociedade que, acima de tudo, não perdoava a rebeldia feminina.

Para quem não conhece a história desta mulher, prepare-se para uma narrativa que quase beira à ficção.

Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva nasceu na aldeia de Morrinhos, subúrbio do município de Laguna (SC). Segundo a historiadora Fernanda Aparecida Ribeiro, sua certidão de nascimento nunca foi encontrada, mas seus biógrafos acreditam que ela nasceu no ano de 1821. A primeira documentação oficial em que aparece é sua certidão de casamento, ocorrido no ano de 1835 na igreja Santo Antonio dos Anjos, em Laguna. Casamento este, aliás, que ocorreu após a morte do seu pai e por insistência da sua mãe (e provavelmente por motivações econômicas), com sapateiro Manuel Duarte Aguiar.

Anita não foi feliz no casamento, principalmente por conta do seu temperamento: ela não havia nascido para ser uma esposa cordata. Não chegou a ter filhos do primeiro casamento, o que deve ter facilitado sua decisão de abandonar o marido quando, em 1837, conheceu Giuseppe Garibaldi. Apaixonaram-se e ela o seguiu quando ele partiu de Laguna. Anita aprendeu a lutar com espadas e usar armas de fogo, convertendo-se na donzela guerreira que o acompanharia em vários combates.

Anita ganhou uma biografia em quadrinhos em 2010.
Imagem disponível em: http://zip.net/bktrQV, acesso em 28 ago. 2010
Sua reputação foi construída a partir na narrativa de seus feitos pelo próprio Garibaldi, ao ditar suas memórias a Alexandre Dumas, em 1860. Pra quem não sabe, Dumas foi um importante romancista francês. Entre suas obras mais conhecidas estão: Os Três Mosqueteiros, o Conde de Monte Cristo  e, claro, Memórias Garibaldi.

Um desses feitos ocorreu durante a batalha de Curitibanos, quando Anita é capturada pelo exército imperial. Presa, foi informada de que Garibaldi estava morto. Como o corpo  de Garibaldi não foi encontrado, Anita desconfiou que estava sendo enganada e, se aproveitando do descuido dos soldados que deveriam escoltá-la, rouba um cavalo e protagoniza uma fuga cinematográfica. Em fuga e sendo perseguida, atira-se no Rio Canoas com seu cavalo. Os soldados acharam que ela tinha morrido mas ela havia conseguido atravessar o rio. Depois de quatro dias vagando à míngua, ela consegue chegar à cidade de Vacaria (RS), onde encontra Garibaldi.

Casou-se com o revolucionário italiano em 26 de março de 1842, na paróquia de San Bernardino, no Uruguai. Em 1847, Garibaldi enviou Anita sozinha à Itália, para averiguar a possibilidade de seu retorno. Ele pretendia iniciar sua luta pela Unificação da Itália. Anita morreu depois da Batalha de Gianicolo, por conta de uma moléstia adquirida durante a fuga de Roma. Tinha então 28 anos e quatro filhos. Giuseppe viveria ainda até 1882.

Sobre a morte de Anita, a historiadora Fernanda Aparecida Ribeiro relata:

“Em 04 de agosto de 1849, Anita falece na Fattoria Guiccioli, em Madriole. Por causa da aproximação dos austríacos, seu corpo é enterrado às pressas na areia, nas proximidades do Adriático. Diz a tradição, repetida pelos historiadores, que dias depois uma menina encontra um braço para fora da sepultura. Avisadas as autoridades, descobre-se que se trata do corpo da companheira de Garibaldi. Os restos mortais de Anita ainda passam por vários enterros até serem finalmente depositados em um monumento em sua homenagem, em Roma, no ano de 1932” (RIBEIRO, 2011,p. 27).

Apesar da morte prematura, Anita marcou seu lugar na história, sendo considerada uma heroína não apenas no Brasil como também na Itália e no Uruguai.


Capa da revista n. 01 da Mulher Maravilha bem poderia ter sido inspirada na fantástica fuga de Anita Garibaldi, após a batalha de Curitibanos. Imagem disponível em: http://zip.net/bvtr7q, acesso em 28 ago. 2016.
Anita poderia facilmente receber o título de “Mulher Maravilha Brasileira”. Uma mulher que enfrenta todas as provações e que não precisa ser salva por um homem: ela mesma se salva. Uma imagem tão heroica de uma mulher brasileira do século XIX é quase surreal. Pode-se até questionar onde está a linha que separa a ficção da realidade.

Leitura recomendada:

DUMAS, Alexandre. Memórias de Garibaldi. São Paulo: L&PM, 2000.


RIBEIRO Fernanda Aparecida. Anita Garibaldi coberta por histórias. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2001.

Assista!

sábado, 27 de agosto de 2016

POKÉMON GO: PROBLEMA OU SOLUÇÃO


Jogo Pokémon Go virou uma febre mundial. Pessoas de todos os tipos e todas as idades podem ser encontradas pelas ruas das cidades em busca dos monstrinhos digitais. Segundo especialistas, o jogo marca o início do uso de simulações, realidade aumentada e inteligência artificial em grande escala. Um avanço tecnólogo diretamente ligado à indústria do entretenimento. A partir dele podem-se agregar informações digitais à realidade para criar um mundo onde o real se mistura com o fictício.

Para quem não sabe, Pokémon surgiu como um jogo de videogame para o console portátil Game Boy da Nintendo, lançado no Japão em 1996 em duas versões Red e Green. Seu criador foi Satoshi Tajiri. A história gira em torno de um menino que vive em um mundo onde os jovens saem de casa cedo para se tornarem treinadores de pokémons. O treinador deve coletar o maior número desses monstrinhos e colocá-los para lutar contra os monstros de outros treinadores.

Uma temática simplista, mas que foi bem acolhida pelos consumidores de games, principalmente os mais jovens. No início, a Nintendo não apostou muito na ideia, mas em um ano foram vendidas cerca de um milhão de unidades do jogo e Pokémon acabou dando origem a outros produtos conquistando enorme popularidade.

Nos Estados Unidos o anime foi lançado pela Warner Bros, tornando-se uma das animações mais populares do país. Pokémon se tornou um dos maiores produtos da cultura popular japonês já exportado para países ocidentais. Um fenômeno midiático que está se reinventando na forma do Pokémon Go.

Mas quais os impactos deste jogo numa sociedade que tende a ser mais focada a cada ano na realidade virtual?

Lançado há poucos meses, Pokémon Go já se tornou alvo de debates entre educadores e até religiosos. Muitos contra, outros a favor do jogo que, ao que tudo indica, fará parte da rotina de muita gente durante um bom tempo.

Em Minas Gerais, por exemplo, Pokémon Go está sendo visto com preocupação pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep/MG), que já está organizando encontros com diretores e pedagogos para analisar o que eles consideram “um problema”. Já outros educadores são mais otimistas e veem no jogo um potencial pedagógico que pode e deve ser explorado pela escola.

Fico ao lado dos otimistas. O jogo não tem que ser um problema, pelo contrário. O jogo pode, por exemplo, aproximar alunos e professores. Eu jogo Pokémon Go, sem nenhuma vergonha diga-se de passagem, e meus alunos me dão dicas de como aproveitar melhor o jogo. Isso tem me permitido uma aproximação maior com eles e, da parte eles, mais entusiasmo nas aulas uma vez que deixo de ser apenas a professora e passo a ser uma pessoa que compartilha com eles o mesmo interesse.

Pokémon Go tem ainda uma função socializante. Jogos digitais são, em geral, solitários e selados entre quatro paredes. Quando há outras pessoas participando é de forma distante, representadas muitas vezes por avatares. Pokémon Go força os jogadores a saírem de casa, a se encontrarem com outros jogadores, a conhecerem outras pessoas, a frequentarem espaços públicos como praças.
 
Caçando Pokémon na praça com alunos do terceiro ano do ensino médio. Eu estava em casa a noite e eles me chamaram para lanchar, depois foram me ensinar a caçar Pokémon na praça da cidade.
Os pais também estão saindo com seus filhos de casa. Os jovens e mesmo os adultos estão deixando de ser sedentários. Um colega professor comentou comigo outro dia que caminhou durante a semana quase 30 km. Ele está deixando de ir de carro para o trabalho e caminhando para poder capturar Pokémons. Eu diria que Pokémon, neste caso, faz muito bem à saúde.

Há quem reclame que pessoas estão entrando em museus apenas para caçar os monstrinhos. Mas que bom que estão entrando! Alguém já parou para pensar que, em algum momento, a pessoa pode parar para admirar uma obra ou dar atenção a uma exposição? Que ela pode querer passar a frequentar aquele espaço por outros motivos além do jogo?

Claro, estamos lendo notícias sobre pessoas que se acidentam, que são atropeladas ou mesmo que ficam presas em cemitérios por conta do jogo. Notícias deste tipo podem passar uma impressão negativa e apresentam um quadro exagerado e alarmante que não pode ser considerado regra geral.

Considerando prós e contras, eu particularmente acho que Pokémon Go veio para mostrar que jogos podem trazer benefícios tanto sociais quanto educacionais. Fico imaginando se seus inventores tinha isso em mente. Se tinham, merecem um prêmio!

Finalizando, para mostrar como Pokémon Go pode ser útil em sala de aula, separei algumas dicas de atividades  envolvendo o jogo, formuladas pelos professores Rafael Lucena, professor de biologia do Stoodi; Roger Tavares, professor da UFRN, atualmente no pós-doutorado em Portugal; e Leonardo Freitas Alves, professor de português da rede privada, em Brasília (veja a postagem original, com todas as sugestões, clicando aqui):

LINGUAGEM
  • Pedir que seus alunos escrevam histórias baseadas em uma aventura vivida por um dos pokémons de sua coleção;
  • Pedir que seus alunos escrevam um diário sobre o que viram e aprenderam jogando, incluindo pontos históricos ou turísticos;

MATEMÁTICA/ FÍSICA/ QUÍMICA
  • Usar as características do pokémons do jogo para ensinar probabilidade, aplicando-a sobre o cálculo das chances de determinados pokémons vencerem os oponentes em combates;
  • Usar conceitos da velocidade e trajetória da física para calcular a distância e tempo da captura dos pokémons;

BIOLOGIA
  • Evolução: como os conceitos de evolução se relacionam com a evolução dos pokémons do jogo?;
  • Diversidade biológica: por que alguns pokémons são mais comuns que outros? Qual a relação entre seus poderes e as reais capacidades dos animais a que os pokémons são comparados?;

GEOGRAFIA
  • Usar o jogo para discutir posicionamento e direção; abordando por exemplo a discussão sobre em qual ponto cardeal está o ponto de interesse mais próximo no jogo;
  • Pedir para que os alunos desenhem um mapa com a área onde localizaram seus pokémons.


LINKS CONSULTADOS

DINIZ, Ana Beatriz. Pokémon Go e Educação: preparem-se, muita coisa vai mudar. Disponivel em:  http://zip.net/bptsfP, acesso em 27 ago. 2016.

EDUCAÇÃO em tempos de ‘Pokémon Go’. Disponível em:  http://zip.net/bbtrwj, acesso em 27 ago. 2016.

POKÉMON e suas Origens no Videogame. Disponível em: http://zip.net/bctrKg,

PROFESSORES aproveitam febre do Pokémon Go; veja mais de 20 dicas. Disponível em: http://zip.net/bltq6Y, acesso em 27 ago. 2016.



sexta-feira, 26 de agosto de 2016

INSCRIÇÕES PARA O 25º CONCURSO NACIONAL DE POESIAS AUGUSTO DOS ANJOS


As inscrições para o  25º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos serão encerradas na sexta-feira, dia 2 de setembro. O concurso é promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina.  A temática é livre. Clique aqui para ver a íntegra do edital. A Ficha de Inscrição estará disponível no blog da Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA) e pode ser acessada clicando aqui. A ficha deve ser enviada junto com a(s) poesia(s).

O Concurso de poesias Augusto dos Anjos tornou-se um dos eventos mais prestigiados do país, recebendo a cada ano centenas de inscrições, inclusive do exterior. Não deixe de divulgar e prestigiar.


Premiação
O concurso premiará cinco poesias e três intérpretes, segundo os critérios da Comissão Julgadora.

Confira a premiação dos autores das poesias vencedoras:
• 1º Lugar: R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais)
• 2º Lugar: R$ 1.000,00 (hum mil reais)
• 3º Lugar: R$ 800,00 (oitocentos reais)
• 4º Lugar: R$ 500,00 (quinhentos reais)
• 5º Lugar: R$ 300,00 (trezentos reais)

Confira a premiação dos intérpretes das poesias finalistas:
• 1º Lugar: R$ 500,00 (quinhentos reais)
• 2º Lugar: R$ 300,00 (trezentos reais)
• 3º Lugar: R$ 100,00 (cem reais)


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

OLIMPÍADAS DO RIO DE JANEIRO - IMPRESSÕES

Quando a sede das Olimpíadas de 2016 foi anunciada muita gente, inclusive eu, estava cética: será que sai?

Problemas não faltaram. O Rio de Janeiro virou um canteiro de obras, o trânsito mudava constantemente. Passei dois anos indo para Niterói toda semana, via Rio de Janeiro, sei do que estou falando. A revitalização da zona portuária deixou muita gente irritada. Além disso, as obras de forma geral, foram pontuadas de críticas e de denúncias. O Estado do Rio de Janeiro faliu, mas as Olimpíadas, imaginem, deram certo. Pelo menos na maior parte do tempo. 

Museu do Amanhã.
Mas não vou ficar repetindo o que todo mundo já sabe. Tem muita coisa na internet, boa e ruim, sobre os Jogos Olímpicos de 2016. Vou me limitar aqui a falar das minhas impressões pessoais. E aí entram não apenas os jogos em si, mas as mudanças feitas no Rio de Janeiro para receber os turistas. 

Apesar de eu não achar que o Brasil estava em condições de sediar uma Olimpíada, até que o Rio de Janeiro deu conta do recado, pelo menos até onde eu pude ver.

Desde criança eu sou fã dos jogos Olímpicos. Nunca perdi uma abertura e assistia a tudo que podia. Sou uma atleta frustrada. Fisicamente não tenho aptidão para o esporte. Era boa em natação mas, no resto, sou um desastre. Acho que por isso gosto de assistir as disputas, ver pessoas fazendo o que sei que não consigo fazer. Mas não com inveja, que fique claro, mas com admiração. 
 
Cerimônia de entrega de medalhas para o Handebol masculino.
Então, nada mais natural do que eu poder assistir a pelo menos a uma disputa olímpica. Acabei escolhendo, por força das circunstâncias, o último dia de competições e, claro, uma final com medalha de ouro. Fui assistir à final do handebol masculino entre França e Dinamarca. Apostei na França, favorita. Venceu a Dinamarca. Acho que sou pé frio, como diz meu amigo Pedro Bouça. 

Mas, pra falar a verdade, eu vibrei com os dois lados. Quando se assiste a uma disputa de grande nível cada lance é único e emocionante. Então, torci para França mas também comemorei os bons lances da Dinamarca. Por sinal, fiquei bem no meio da torcida dinamarquesa, o que dificultou um pouco eu gritar "Allez France". 

A Dinamarca venceu. A prata ficou para a França e o bronze foi para a Alemanha. E eu vi a premiação: bônus de quem deixa para ir no último dia e assistir a uma final.

Torcida da Dinamarca - tive que assistir ao jogo praticamente o tempo todo de pé!

Mas vamos falar de organização. Eu achei tudo muito mais organizado do que esperava. Começando com o transporte. Peguei o VLT ao lado da rodoviária do Rio sem grandes dificuldades e me encantei com o trajeto feito pelo veículo. Pra começar, ele atravessa toda a zona portuária revitalizada. Ponto para o Rio de Janeiro. Está tudo muito lindo. O VLT tem paradas em vários pontos, como o Museu do Amanhã, a Cinelândia e segue até o aeroporto Santos Dumont. 

Para quem vai ao Rio de Janeiro e quer passar um dia, visitar museus, conhecer o centro, agora ficou muito fácil. O VLT não enfrenta o trânsito. Por exemplo, no retorno à rodoviária, a chuva havia causando um congestionamento. Passamos por ele tranquilamente, coisa que não seria possível caso estivéssemos de ônibus. Claro, eu sei que este tipo de serviço beneficia os turistas, que quem mora no Rio talvez pouco usufrua. Mas é bom lembrar que o turismo é uma fonte de renda para muitos cariocas, principalmente os que vivem de comércio ambulante. 
 
Mapa com as linhas e as paradas do VLT. Eu peguei a linha Azul, não sei se a verde está funcionando, não me perguntei.
Visto por este lado, as obras de revitalização da área portuária e a instalação do VLT talvez sejam o maior legado das Olimpíadas para o Rio. Mas não posso deixar de comentar que as obras não acabaram. Saindo da rodoviária dá pra ver que falta ainda bastante coisa para ser terminada. Espero que continuem o trabalho mesmo depois dos jogos.
 
Tentando pegar o fogo Olímpico. Espero que
Zeus não me castigue!
Nosso primeiro objetivo era conhecer o Boulervard Olímpico e ver a Pira Olímpica, na Candelária. O ruim foi que eu peguei chuva, então as fotos não estão tão bonitas quando deveriam. Mas mesmo com chuva, foi ótimo. Aliás, a chuva deu um charme ao dia, que foi cheio de aventura, enfrentando rajadas de vento na saída do Parque Olímpico, tênis encharcado o dia todo e longas caminhadas no Parque Olímpico. 

Mas deu tudo certo e, por incrível que pareça, tudo funcionou, do VLT ao Metrô e o BRT. Demorou um pouco, mas chegamos todos inteiros e a tempo de conhecer um pouco do Parque Olímpico e tirar fotos. Todos a quem me refiro são os meus acompanhantes, aluno (Lucca), ex-aluno (Vinícius), futuro aluno (Vitor), a amiga Ana Cristina e marido (Antônio Marcos). Os únicos que tiveram coragem de me acompanhar na minha aventura. E foram ótimas companhias, diga-se de passagem.

Da esquerda para direita: Vitor, Vinícius, Antônio Marcos e Ana Cristina. Candelária ao fundo.
No Parque Olímpico também não tivemos problemas. A entrada foi tranquila e lá dentro sempre tinha alguém pronto para dar uma informação. Mas tudo caro. A comida principalmente. Pior é que lá só se aceitava cartão VISA. Nem meu cartão de débito é VISA, acabei não gastando quase nada. Minha poupança agradece. 

Quanto ao Parque Olímpico em si, ele está belíssimo. Um complexo esportivo de primeiro mundo. Uma pena que parte dele será desmontado depois das Paraolimpíadas. O prédio mais bonito, para mim, foi a arena construída para o jogos aquáticos. Gostaria de ter entrado para conhecer.
Torcedores mexicanos na maior farra.

Ah, não posso esquecer de falar sobre a segurança. Acho que nunca caminhei com tanta tranquilidade pelo centro do Rio de Janeiro. Havia soldados por todos os cantos. Na verdade quase se tropeçava neles. No trajeto da maratona, então, nem se fala. Eles estavam formando quase uma parede humana. Sem risco de alguém invadir e atacar um maratonista. No Parque Olímpico também havia bastante policiamento.

Outra atração a parte eram os estrangeiros, Muitos fantasiados. Todos sempre alegres. Pode-se dizer que o espírito esportivo estava presente em todos. Jovens, idosos, crianças. Vale destacar a simpatia dos franceses. Pois é, eles que tem fama de serem meio antipáticos foram bem gentis conosco. Vitor tirou foto um torcedor sorridente e eu e Lucca conversamos com um jornalista. 
Xavier Barachet, handebolista profissional
 francês.Medalha de ouro em Londres.

Ah, sabe aquele momento em que você encontra uma pessoa famosa, não sabe quem é, a pessoa tenta explicar, dentro do metrô lotado e só depois você se dá conta de que estava conversando com um campeão Olímpico? Pois é, aconteceu comigo. Puxamos conversa com um francês que estava que eu tinha certeza que era atleta. Era nada menos que Xavier Barachet, campeão olímpico de handebol na Olimpíada de Londres. Ele foi cortado da seleção este ano porque machucou o joelho. Estava meio aborrecido que a derrota da França. É compreensível, né.

Tirando isso, não se via uma pessoa de cara triste. Aliás, nem tinha como estar. Tristeza não combina com Olimpíada.


POPULISMO E PERÍODO DEMOCRÁTICO - MATERIAL PARA O TERCEIRO ANO

Seguem slides de vídeos recomendados para o terceiro ano do Ensino Médio. Mas atenção, este material é apenas um complemento, não dispensa a leitura do livro.








Recomendo ainda assistir este pequeno vídeo sobre a construção de Brasília:


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

LANÇAMENTO DO LIVRO: MEMÓRIAS DE UM PEDIATRA


Membro da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, Antônio Márcio Junqueira Lisboa nasceu em em Leopoldina (MG), em seis de janeiro de 1927, sendo filho de Irineu Lisbôa e Cinira Ribeiro Junqueira Lisboa. Seguiu a carreira de médico tendo se tornado uma das maiores referências da pediatria no Brasil, influenciando várias gerações de médicos. É um dos fundadores da  Academia de Medicina de Brasília e possuí vários livros publicados sobre pediatria e outros temas relacionados à saúde. 

Além disso, é fundador de quatro sociedades científicas e membro honorário de sociedades nacionais e internacionais da Costa Rica, Peru, Equador, Argentina, entre outras. Tem 10 livros publicados e é membro do corpo editorial de 12 revistas sobre saúde. Contribuiu com o Centre International de l'Enfance de Paris; o Instituto Interamericano del Niño e do Centro Latinoamericano de Perinatologia y Desarrollo Humano, ambos em Montevidéu, entre várias outras colaborações com instituições nacionais.

Não menos importante, ele é responsável pelos meus exemplares mais raros de revistas em quadrinhos, com as quais generosamente me presenteia. Então, posso dizer que o Dr. Lisboa é quase um mecenas, que me ajuda a compor vários textos e iniciar pesquisas a partir do material com o qual me presenteia.

O Dr. Antônio Márcio estará em Leopoldina para lançar seu novo livro e para falar sobre a importância dos pais na formação dos filhos. A palestra está sendo promovida pela ALLA e é a aberta ao público.

 Contamos com sua presença.


domingo, 14 de agosto de 2016

VOCÊ CONHECE A HISTÓRIA DO QUIABO?

Imagem disponível em: http://zip.net/bstq86, acesso em 14 de ago. 2016.
No Dia dos Pais, meu pai pediu para o almoço com os filhos seu prato preferido: frango com quiabo acompanhado, claro, de angu. Inspirada pelo cheiro delicioso que está vindo da cozinha da minha casa, resolvi fazer uma pequena postagem, em homenagem a todos os pais, falando sobre a origem deste alimento muito apreciado em Minas Gerais e em tantas outras regiões do Brasil, o quiabo.

O quiabo (cujo nome científico é Abelmoschus esculentum) é um alimento de origem africana. Surgiu provavelmente entre o Egito e a Etiópia, mas é também muito consumido no Sudão, Nigéria, Mali, Guiné-Bissau e Burkina Faso. Nos Estados Unidos ele é considerado um alimento típico dos Estados do sul. 

O quiabo é fruto do quiabeiro, uma planta da família da malva (Malvaceae). Possui origem africana. Também é conhecido como quingombô,  gombô,  quibombó,  quibombô,  quigombó, quibombó,  quimbombô,  quingobó, quingombó e quingombô.  

Com o intenso tráfico de escravos para a América, para trabalhar nas plantações e, posteriormente, na mineiração houve igualmente um intenso intercâmbio cultural entre os dois continentes, o que  possibilitou a vinda de várias espécies de plantas e animais para o Brasil. Dentre os alimentos que vieram juntamente com os escravos estava o quiabo.

“A população negra que vivia no Brasil plantou inúmeros vegetais que logo se tornaram populares, tais como: quiabo, caruru, inhame, erva-doce, gengibre, açafrão, gergelim, amendoim africano e melancia, entre outros. Os negros trouxeram para o país a pimenta africana, cujo nome localizava a origem, Malagueta”[1].

O quiabo passou a fazer parte da culinária brasileira, estando ainda relacionado à rituais de festas religiosas. O Caruru (quiabo cozido com camarão seco, castanha, amendoim, gengibre e azeite de dendê), por exemplo, é um prato servido na Bahia no dia 27 de setembro, em homenagem aos santos Cosme e Damião. O quiabo é um alimento presente nas oferendas a orixás dentro das religiões de matriz africana, sendo considerado muito mais do que um simples alimento para os seguidores destas religiões. Veja um exemplo:

“Ajebo ou ajébo é comida ritual do Orixá Xango ayra. É feito com seis ou doze quiabos cortado em "lasca", batido com três clara de ovos até formar um musse, regado com gotas de mel de abelha e azeite doce. Colocado em uma gamela forrada com massa de acaçá ou pirão de farinha de mandioca, ornado com doze quiabos inteiros, doze moedas circulante, doze bolos de milho branco e seis Orobôs. A mesma oferenda pode ser oferecida a outras qualidades de Xangô, todavia acrescenta-se azeite de dendê e substitui os doze bolos de milho branco por doze acarajés”[2].

A culinária mineira, assim como a de muitas outras partes do país foi influenciada pela culinária africana, indígena e portuguesa. Temperos e alimentos vindos de vários continentes se encontraram dando origem a pratos que se tornaram característicos de várias regiões.

Em Minas Gerais o quiabo está presente desde o início da ocupação da região, no final do século XVII, com a descoberta do ouro e, posteriormente, dos diamantes. O quiabo era preparado juntamente com a carne de animais ou misturado ao angu. Quando chegaram as galinhas e porcos trazidos pelos portugueses vieram, então, o frango com quiabo e a costelinha com quiabo, sempre acompanhados de angu.

O frango com quiabo é um ensopado, tipo de comida característica da culinária portuguesa trazida para o Brasil pelos colonizadores. Os ensopados eram preparados pelos colonos com carne de animais de caça ou animais criados em sítios e fazendas, como galinhas e porcos. Geralmente, eles eram acompanhados de farinha de mandioca, outro alimento típico da culinária nacional, de origem indígena.

Por exemplo, a história do Feijão Cru, lenda de fundação do município de Leopoldina (MG) parte de uma prática culinário comum entre colonos: o cozimento de feijão. O feijão tropeiro, outro alimento típico de Minas, surgiu do hábito de se cozinhar feijão e comê-lo acompanhado de farinha de mandioca. Passou-se a acrescentar à refeição tudo que os viajantes tinham em mãos: carne de caça, toucinho, carne seca, verduras, etc. Os caldeirões de ferro eram dependurados sobre fogueiras.

“O feijão tropeiro recebeu esse nome porque o feijão era servido, na época, durante as longas viagens em tropas de burro. Quanto às sobremesas, há fartura de doces e compotas: doce de buriti, de leite, rocambole recheado, geléias com queijo de minas, doces de amendoim etc”[3].

O historiador Carlos Alberto Antunes dos Santos destaca que o feijão era consumido em praticamente todo o território colonizado por Portugal e fazia parte da agricultura de subsistência.[4] Ao lado dele outros alimentos eram amplamente consumidos, como o milho, a mandioca e a carne seca. Alimentos que tinham maior durabilidade e que podiam ser transportados em longas viagens.

Finalizando, pode-se dizer que experimentar um bom frango caipira com quiabo é uma forma não apenas de honrar uma tradição mineira mas, também, preservar parte do nosso patrimônio cultural e enriquecer ainda mais nossa História da Alimentação, responsável pela formação de parte na nossa identidade nacional. Então, bom apetite e Feliz dia dos Pais.

Uma curiosidade: Cleópatra, rainha do Egito, usava o quiabo como produto de beleza.

OUTRAS FONTES CONSULTADAS

A ORIGEM da Culinária Mineira: 300 anos de receitas bem guardadas. Disponível em: http://zip.net/bjtqWy, acesso em 14 ago. 2016.


ALIMENTAÇÃO e Cultura. Disponível em:  http://zip.net/bytrqc, acesso em 14 ago. 2016.

 

DO QUIABO ao dendê, caruru baiano é marco do sincretismo na gastronomia. Disponível em: http://zip.net/bftqQF , acesso em 14 ago. 2016.


MINEIRIDADES - Frango com quiabo e angu é um bom motivo para a gula. Disponível em: http://zip.net/bmtqV3, acesso em 14 ago. 2016.

 

OFERENDAS e comidas dos Orixas. Disponível em: http://zip.net/bvtrlg, acesso em 14 ago. 2016.

 

QUIABO. Disponível em:  http://zip.net/bntq4D, acesso em 14 ago. 2016.






[1] ALIMENTAÇÃO e Cultura. Disponível em:  http://zip.net/bytrqc, acesso em 14 ago. 2016.
[2] OFERENDAS e comidas dos Orixas. Disponível em: http://zip.net/bvtrlg, acesso em 14 ago. 2016.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

BREVE BALANÇO DE SEIS ANOS DE BLOG

Há pouco mais de seis anos atrás eu resolvi criar um este blog. Queria usá-lo para registrar as minhas experiências de trabalho, opiniões e sugestões. No final, ele se tornou um blog de Ensino de História, de História Local e de outras temáticas que tratei nestes últimos anos. Neste meio tempo eu ganhei e perdi seguidores. Recebi e respondi a muitos comentários. Espantosamente por raríssimas vezes estes comentários foram ofensivos, coisa que na internet não é lá muito comum.

Hoje, por mera curiosidade, resolvi olhar as estatísticas destes seis anos de trabalho e, veja só, o blog tem servido realmente à sua função original. Das postagens mais acessadas estão aqueles que falam de práticas de ensino ou que disponibilizam material tanto para estudantes quanto professores. Isso muito gratificante, poder compartilhar com outras pessoas nossas ideias. 

Elas podem não ser as mais originais, mas podem trazer luz a quem precisa de um ponto de partida. Quantas vezes eu busquei na internet por material que pudesse usar na sala de aula? E quantas vezes este mesmo material me serviu de inspiração para produzir atividades e até mesmo preparar aulas inteiras?

Então, não tem como não me sentir gratificada quando chego para olhar as estatísticas (coisa que nunca faço) e vejo que o tráfego no meu blog pode não ter uma escala assombrosamente grande, mas é bem maior do que eu poderia ter um dia sonhado. Melhor ainda é ver que ele não se limita apenas aos usuários brasileiros, mas de todo o mundo.

Assim, nesta breve postagem, eu gostaria de agradecer a quem visita meu blog. É um incentivo para que ele continue a ser alimentado e para que eu continue escrevendo sobre meu trabalho. Obrigada!


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

POSSE DOS MEMBROS DA ACADEMIA JOVEM DE LETRAS E ARTES DE LEOPOLDINA


Acontece no dia 25 de agosto, do ano corrente, a posse dos primeiros membros da Academia Jovem de Letras e Artes de Leopoldina. Os membros deste  novo segmento criado pela Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA) foram selecionados entre os vencedores do Concurso da ALLA, de 2016, todos eles vencedores das categorias em que concorreram. Eles são, por assim dizer, pioneiros e, por isso, terão uma responsabilidade enorme.

Na verdade não apenas uma, são várias. 

Para começar eles estarão representando os jovens de Leopoldina, ligados ou não às artes e à literatura. Eles representam o potencial de cada leopoldinense, sua sensibilidade, sua capacidade de colocar em traços e palavras sentimentos, ideias e valores. Eles também se tornaram promotores da cultura em Leopoldina. 

Cabe a eles não apenas participar mas, também, organizar eventos culturais voltados principalmente para outros jovens. Eles serão multiplicadores. E o que eles estão multiplicando? Cidadãos que futuramente também irão desempenhar um papel importante tanto na preservação quanto na divulgação da cultura local.

Eles representam ainda novas perspectivas em relação à educação no nosso município, que abriga tantos talentos, muitos deles desconhecidos. Por essas e outras razões a ALLA tem o prazer de convidar todos a participarem da cerimônia de posse da nossa ALLA Jovem. Ela é um presente e o futuro de Leopoldina.

domingo, 7 de agosto de 2016

BIANCA PINHEIRO E OS URSOS

Numa postagem anterior eu falei sobre uma HQ sueca chamada Bamse (clique aqui para ler a postagem), estrelada por um urso. Hoje eu vou falar sobre outra HQ, que também tem um urso como protagonista: Bear. Embora ursos não sejam animais típicos de países tropicais eles estão presentes no imaginário infantil, graças à expansão de meios de comunicação como o cinema, a televisão e as HQs. Então, estaremos falando hoje de um urso “brasileiro”.

Bear foi criado inicialmente como uma webcomic (que pode ser acessada clicando aqui) pela quadrinista Bianca Pinheiro, em 2013. Seu principal trabalho, Bear narra as aventuras de uma menina perdida e um urso que se torna seu amigo. A HQ teve suas histórias reunidas e publicadas pela Nemo, em 2014, com um segundo volume sendo lançado em 2015. Há planos para que a série seja impressa em dez números.

Se Bamse é o urso mais forte do mundo, Dimas, o urso, é o mais gentil, que se dispõe a ajudar uma criança perdida a encontrar seus pais. Os diálogos são simples, mas inteligentes, e a narrativa pontuada de referências a livros autores e personagens conhecidos do público geral. De contos de fadas à cultura pop, Bear transita em meio à literatura, folclore e aborda temas como despotismo, por exemplo, mostrando que é muito mais do que um quadrinho fofinho feito para crianças. Nisso, os dois quadrinhos e assemelham muito.

Simpático e bem humorado, fala sobre amizade e sentimentos.  Assim como Bamse, trabalha com aspectos morais. Tem potencial pedagógico na medida em que oferece elementos para se desenvolver narrativas mais dinâmicas e criativas, podendo se usado em aulas de língua portuguesa e filosofia, por exemplo.

Bear pode ser lido por pessoas de todas as idades. Cada um irá tirar dele uma impressão diferente. O ato da leitura em si traz esta possibilidade, pois a interação entre o leitor e o texto vai depender da vivência de cada um. Uma criança pode vir a divertir com os diálogos bem humorados, um adulto pode ser levado a refletir sobre determinada situação. Esta é uma virtude das HQs que nem sempre pode ser encontrada em determinados tipos de literatura.
Imagem disponível em: http://zip.net/bntqJr 
Bamse e Bear devem se encontrar em breve, na Suécia. Bianca foi convidada para representar o Brasil na Feira Internacional do Livro de Gotemburgo, que acontece entre os dias 22 a 25 de setembro. O convite é resultado da aproximação literária entre o Brasil e a Suécia, que já vem acontecendo há algum tempo. Em 2014, por exemplo, o Brasil foi o primeiro país sul-americano homenageado pelo evento.

A participação de Bianca no evento, assim como a publicação de Bear na forma de álbum em quadrinhos, aponta para um maior interesse na produção nacional, que ainda é tímida entre as grandes editoras, mas que tem crescido exponencialmente no mercado independente. Bianca Pinheiro representa hoje um grupo privilegiado de mulheres e homens que têm conseguido levar seu produto para as livrarias, já com um público leitor cativo formado a partir de sites onde se publicam tiras, geralmente semanais.

Sobre a autora:

Bianca Pinheiro.
Imagem disponível em http://zip.net/bstqNd
Bianca Pinheiro Cristaldi da Silva nasceu no Rio de Janeiro em 21 de setembro de 1987.  Mudou-se com a família para Curitiba aos 5 anos.  É formada em Artes Gráficas na Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR) e pós-graduada em História em Quadrinhos pela Opet. Além de quadrinista é ilustradora freelancer de materiais didáticos e de revistas.  Considerada um dos grandes expoentes da geração atual de quadrinistas independentes.

Como muitas outras cartunistas, começou a ser influenciada pelos quadrinhos ainda na infância, sendo eles fundamentais na sua alfabetização. Começou a produzir histórias para a internet em 2012, com a página do Tumblr A Vaca Voadora. Ganhou em 2015 o 27º Troféu HQ Mix, na categoria Novo Talento (Roteirista). Também em 2015, sua HQ Dora foi apresentada em forma de leitura encenada no projeto Cena HQ, em Curitiba.

Participou como convidada no Festival Internacional de Quadrinhos em Novembro de 2015, onde lançou seu segundo livro independente, a HQ 'Meu Pai é um Homem da Montanha', dessa vez em parceria com Gregório Bert. Na ocasião foi anunciando oficialmente que Bianca Pinheiro fará a Graphic MSP inédita da Mônica.

Links consultados.

Bear. Disponível em http://bear-pt.tumblr.com/, acesso em 05 ago 2016.

Entrevista: Bianca Pinheiro, autora de Bear. Disponível em: http://zip.net/bhtqJb, acesso em 05 ago. 2016.


Quadrinista brasileira é convidada para feira de Gotemburg. http://zip.net/bbtqvs, acesso em 05 ago. 2016.