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domingo, 21 de dezembro de 2025

LANÇAMENTO DE LIVRO: PENSAMENTOS POÉTICOS


Nesta quinta-feira, dia 18 de dezembro de 2025, ocorreu o lançamento do livro de poemas "Pensamentos poéticos", de Lucas Dierverson.  O evento foi realizado no CEM Maria Luiza Junqueira Ferraz, onde o jovem escritor estuda. Pois é, Lucas é aluno do Ensino fundamental e tem 14 anos de idade. 

Em tão pouco tempo de  vida, este jovem que veio criança do Ceará para Minas Gerais, tem a capacidade de expressar suas ideias, sentimentos e valores por meio da poesia como eu nunca vi em alguém de tão pouca idade. Não são poemas rasos de amor, mas visões de mundo, crítica social e reflexões filosóficas que demonstra a capacidade apurada que Lucas tem de fazer uma leitura apurada da realidade. 

É um trabalho autobiográfico e memorialístico, uma vez que o autor fala de si e de situações que viveu. Ao mesmo tempo, dialoga com o todo e se alimenta da memória coletiva. Fluidez e sensatez estão presentes na sua poesia, que fala de família, de preconceito e até critica padrões e normas sociais.

O livro, com 130 páginas foi publicado com o selo da Marsupial Editora, e acreditem, já esgotou. 

Leia um trecho do prefácio do prefácio

Nesta obra, o leitor encontrará uma ampla gama de temas, tratados com uma honestidade por vezes desconcertante. Lucas fala do amor em suas múltiplas facetas: o amor familiar, terno e acolhedor; o amor romântico, cheio de encantamento e dor; o amor pela arte, salvador e inspirador; e o amor a Deus, que perpassa discretamente alguns de seus versos, refletindo sua fé católica e sua busca por conciliar criação artística e espiritualidade.

Mas este não é apenas um livro sobre o amor. É também um diário de angústias, um grito de revolta contra a injustiça, um lamento sobre a solidão e um manifesto contra os padrões opressores da sociedade. Em poemas como “Tentei me encaixar nos padrões, mas só me machucaram” e “O preconceito é desprezível”, o jovem poeta demonstra uma consciência social aguçada, denunciando o racismo, a hipocrisia e a exclusão. Seu olhar critica um mundo que frequentemente despreza o que é diferente, e sua voz ecoa o anseio por um futuro mais inclusivo e humano.

Há, ainda, uma reflexão profunda sobre a própria existência. Em “Agora um questionamento”, Lucas se lança em interrogações filosóficas que ultrapassam sua idade: “Qual é o propósito da nossa existência em um universo tão bonito e perfeito?”. É a voz de uma geração que, cada vez mais cedo, se depara com as grandes inquietações da vida, da morte, do tempo e do sentido da jornada terrena.

Nataniel dos Santos Gomes é pós-doutor em língua portuguesa (UERJ), doutor em linguística (UFRJ), professor da UEMS 

Sobre o autor

Lucas Dierverson, nasceu em Fortaleza, Ceará, no dia 26 de dezembro de 2010. No ano seguinte,  mudou-se para Leopoldina, cidade da Zona da Mata de Minas Gerais,  juntamente com sua Mãe.  Desde pequeno, desenvolveu uma paixão intensa pela arte, explorando diversas formas de expressão: desenho, piano, violão, composição musical, escrita de poemas e contos, além de cantar. Um menino católico, que procura conciliar arte e fé. Atualmente, cursa o 9º ano do Ensino Fundamental II no Centro Educacional Maria Luiza Junqueira Ferraz, Bairro Bela Vista, em Leopoldina, MG. Por esta escola conquistou em 2025 dois prêmios no Concurso Literário da Academia Leopoldinense de Letras de Artes (ALLA), nas categorias desenho e conto.

Fotos do lançamento:

 













sábado, 4 de outubro de 2025

LANÇAMENTO DO LIVRO "QUADRINHOS, CONCEITOS E LINGUAGENS"


Saiu esta semana o último livro da trilogia que ajudei a organizar de textos resultantes do I Encontro Internacional da ASPAS e do VII Fórum de Pesquisadores em Arte Sequencial, realizado entre 5 e 8 de novembro de 2024. 

Foi o fim de um ciclo de trabalhos que durou quase dois anos e que envolveu toda a preparação para o evento, o evento em si e, posteriormente a organização de três volumes de livros, a partir dos texto enviados e aprovados para publicação. Aproveito para agradecer aos colegas Nataniel dos Santos Gomes, Guilherme Sfredo Miorando, Lucio Luiz Corrêa da Silva, Sebastian Gago, Joyce Mirella dos Anjos Viana e  Luísa Arantes Bahia que participaram e colaboraram com todo esse processo.

O prefácio deste livro foi gentilmente escrito pela professora doutora Valéria Fernandes da Silva.

Confira os capítulos:

1. A teoria funcionalista e a tradução de HQs - Deborah Covre Simão Martim, Nataniel dos Santos Gomes. 

2. Clube de Conversação em Português utilizando quadrinhos: uma experiência de intercâmbio na Universidade de Buenos Aires (Argentina) - Eduarda Fernandes da Rosa, Angélica Rosa de Matos, Vanessa Maciel Franco Magalhães.

3. Carlos Trillo como agente de consagração dos Quadrinhos Argentinos (1970-1980) - Sebastian Horacio Gago.

4. Histórias quadrinizadas: algumas considerações sobre biografias em quadrinhos - Natania A. da Silva Nogueira.

5. Mulheres quadrinistas na Suécia – de quadrinhos infantis ao feminismo - Fredrik Strömberg.

6. Entre a madeira e o concreto: a poética da memória entre os espaços de Eisner e Chabouté - Alessandra Matias Querido, William Farago da Maia.

7. Histórias em quadrinhos: preferências de leitura em papel e tela - Leticia Gomes Oliveira Seiboth Nataniel dos Santos Gomes.

8. As fanzinotecas como manutenção solidária e coletiva sócio-político-paratópica - Gazy Andraus.

9. Os quadrinhos, a translinguagem e as conexões presentes - João Soares Rampi.
 
10. Quadrinhos, redes sociais e autoria coletiva: analisando o caso da série de tirinhas Cuscuz Surpresa, de Helô D’Angelo e Daniel Cesart - Maiara Alvim de Almeida.

11. Representatividade regional no Prêmio Angelo Agostini - Ivan Carlo Andrade de Oliveira.

Este  livro e os outros dois (Super-heróis, política e identidades e Quadrinhos, pesquisa e educação), podem ser ser acessados aqui!

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

CHÃO ANCESTRAL - LIVRO DE POESIAS

 

A poesia teve um papel importante na minha adolescência. No Ensino Médio eu escrevia cadernos e mais cadernos de poemas. Isto foi incentivado pela minha professora de português e literatura da época, Terezinha Meneghitti. Ela chegou até a organizar um grande sarau com os alunos quando eu estava no segundo ano. Mas o tempo da poesia acabou ficando no passado. Por décadas, sem exagero, eu não tive contato mais intenso com a poesia nem como leitora, e muito menos escrevi uma simples estrofe.

Isso mudou com a minha entrada para a Academia Leopoldinense de Letras e Artes - ALLA. Participando sempre do sarau da ALLA,  que ocorre mensalmente aos sábados no Museu Espaço dos Anjos, de Leopoldina (MG). Não voltei a escrever, mas a ler e ouvir atentamente declamação de poesias. Por isso tirei alguns minutos para escrever e recomentar este livro de poesias "Chão Ancestral" (2023), que também traz a fotografia como parte da narrativa. Este livro tem como autora Margarida Montejano. 


Conheci Margarida Montejano, e na época adquiri o livro, durante a 3ª Feira Literária da Academia Lavrense de Letras, de 2024, promovida pela Academia Lavrense de Letras - ALL. Seus poemas têm como tema principal as mulheres: mulheres simples, que lutam para sobreviver no dia a dia, mulheres que são condenadas por suas ações apenas por serem mulheres. Traz ainda, em seus versos a simbologia da bruxa e a ancestralidade da "deusa".

Eu particularmente gostei bastante deste livro que fui lendo a conta-gotas e revisitando algumas partes. Selecionei uma para finalizar esta postagem.

Maria

tarde da noite Maria sai
enfrenta as ruas
os olhares de esgueio
o julgamento alheio
Maria sabe que a caminhada é longa
que há perigos à espreita
e, mesmo temendo, confia
endireita o tronco, respira fundo
floreia e segue
espanta o medo, segura a fé,
enfrenta o mundo
sente na pele o preconceito,
o machismo, a ignorância
sente no corpo a sede,
a fome e o cansaço
Maria segue
Maria resiste

Maria vence

domingo, 19 de maio de 2024

COLÉGIO IMACULADA CONCEIÇÃO: FORMAÇÃO DOCENTE E MEMÓRIA

Ontem, no Dia Nacional do Museu, durante a 22º Semana Nacional do Museu, no Espaço dos Anjos, eu fiz o lançamento do meu livro "Colégio Imaculada Conceição: formação docente e memória". O evento é o primeiro de muitos lançamentos que ainda vamos realizar até o segundo semestre deste ano. 

O livro é uma produção independente e nasceu do desejo de escrever sobre a história do Colégio Imaculada Conceição, de Leopoldina (MG), que este ano completou 106 anos de existência. Foi, também uma forma de eu retornar àquilo que marcou o início da minha vida como pesquisadora, a História do Ensino e, também, a história Regional.

Eu já havia escrito um livro, na década de 2010, sobre o Ginásio Leopoldinense, outra escola centenária de Leopoldina. Foi minha primeira obra autoral e resultado da minha especialização, realizada entre 1996 e 1997 na UFJF. Eu sempre gostei muito de história regional, assim como gosto muito de história das mulheres. 

Eu me sinto muito confortável trabalhando estes dois temas. Confesso que eles me dão uma sensação de auto realização. Falar sobre minha região faz com que eu reforce meu sentimento de pertencimento, falar sobre mulheres faz com que eu me sinta mais confiante.

Com este livro eu tive a oportunidade de fazer as duas coisas. Eu escrevi sobre o ensino para mulheres em Minas Gerais e em Leopoldina, e pude falar bastante da nossa história local. Mesmo sendo um livro voltado para o caso de Leopoldina, ele pode ser usado como uma referência para o estudo da história do ensino em Minas Gerais, uma vez que eu busquei vincular o nosso contexto local com a história de Minas e do Brasil.

Enfim, estou muito feliz com o resultado e espero que todos aqueles e aquelas que compareceram ao lançamento ontem possam ter uma leitura agradável. Tenho que agradecer muito às pessoas que me apoiaram na elaboração da obra, seja lendo e dando sugestões, seja fazendo a correção ortográfica e a diagramação. 

Agradecimentos especiais a Guilherme Smee (que fez a arte da capa), Ana Cristina Fajardo e Luiz de Melo (que fizeram a correção ortográfica) e Conceição Zambrano, diretora do Colégio Imaculada, que me deu acesso à documentação para a pesquisa e possibilitou que o livro fosse lançado neste dia 18 de maio, de 2024, uma data que vou guardar dentro do coração.

Pessoas que quiserem obter o livro e não são de Leopoldina, podem fazê-lo entrando em contato pelo e-mail nogueira.natania@gmail.com


terça-feira, 14 de maio de 2024

QUADRINHOS FEMINISTAS OU QUADRINHOS PARA MULHERES?


Recentemente foi lançado livro "Interfaces Midiáticas e Quadrinhos", organizado por Rafael Senra e Ivan Carlo Andrade de Oliveira. O livro sai como uma co-edição da Editora da Unifap com a Editora Verter, e reúne artigos de autores que apresentaram na quarta edição do Evento ASPAS Norte. Um destes artigos é "Quadrinhos feministas ou quadrinhos para mulheres" um texto que eu produzi a partir de uma apresentação que realizei durante o ASPAS Norte.

No artigo eu analiso diversos tipos de HQs produzidas por mulheres e para mulheres buscando entender como este material pode ser apropriado por leitores e leitoras, buscando levar em consideração o contexto no qual foi produzido e o objetivo da produção.

Quem quiser conferir, o livro pode ser acessado gratuitamente, clicando aqui.

domingo, 9 de outubro de 2022

CAPÍTULO SOBRE QUADRINHOS AUTIOBIOGRÁFICOS NO LIVRO " QUADRINHOS & CONEXÕES INTERMÍDIAS"

Esta semana tivemos mais dois lançamentos da ASPAS: os volumes 01 e 02 de Quadrinhos e Conexões Intermídias, resultado de pesquisas apresentadas em evento da ASPAS de 2021. Eu dei minha pequena colaboração como organizadora e estou participando do primeiro volume com o um texto que eu particularmente adorei escrever, no qual eu trabalhei a questão da autobiografia. Usei como referência três autoras que eu gosto muito Anneli Furmark, Nicole Claveloux e Catia Ana Baldoíno, com seus quadrinhos, produzidos em  períodos e países diferentes, nos quais podemos trabalhar várias questões dentre elas a memória.

Convido a todos e todas conferir não apenas meu capítulo, mas a todos os capítulos dos dois livros. Há textos excelentes, para todos os gostos. Recomendo a leitura e o download dos livros, que são gratuitos, dentro do espírito da ASPAS de contribuir para a democratização e o acesso ao conhecimento. Para ter acesso aos dois volumes, assim como a outras publicações da ASPAS, basta clicar aqui! Segue um breve resumo do meu capítulo.

Os quadrinhos autobiográficos como forma de expressão para as mulheres

No texto iremos analisar o componente autobiográfico na produção de quadrinhos por mulheres, a partir da análise de obras de autoras como Anneli Furmark, Nicole Claveloux e Catia Ana Baldoíno.  São quadrinhos que misturam elementos ficcionais com as experiências das autoras que, por meio de seus personagens, trazem suas auto-representações e utilizam os quadrinhos como recurso como um espaço para autoconhecimento e autoanálise. Partimos da ideia de que, ao utilizar suas experiências, essas mulheres quadrinistas transformaram seus quadrinhos em “lugares de fala”, nos quais podemos encontrar não apenas representações sociais, ideias políticas ou posicionamentos ideológicos, mas, também, experiências de vida a serem apropriadas e compartilhadas com seus leitores e leitoras. Podemos, também, por meio deles, adentrar ao ambiente privado, tão restrito e pouco documentado enquanto objeto de análise. Neste sentido, trataremos essa produção midiática como um produto da cultura material e uma fonte para se estudar a História das Mulheres, uma vez que esse componente autobiográfico, muitas vezes implícito em uma obra, nos ajuda a compor um quadro geral acerca de relações familiares e profissionais que envolvem mulheres comuns cujas memórias possivelmente não serão registradas nos anais da história. Como base teórica utilizamos a obra de Michelle Perrot e Roger Chartier.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

DOIS LIVROS LANÇADOS EM SETEMBRO

Eu prometi a mim mesma que em 2022 eu assumira compromissos depois que defendesse minha tese. Infelizmente, não sou uma pessoa confiável. Acho que nunca escrevi tanto e nem trabalhei tanto como este ano. Eu participei até agora de vários eventos sobre quadrinhos, e ainda há mais chegando por até dezembro. Além disso, publiquei vários textos em revistas e capítulo de livro. Além disso, estou finalizando a escritura de dois livros de história e na organização de alguns livros sobre quadrinhos. 

Dois deles saíram este mês. O primeiro livro foi "Imagem, pesquisa e criatividade: os quadrinhos como vetores de conhecimento". Esse livro foi organizado juntamente com Amaro Xavier Braga Jr e Caetano Borges, este último é inclusive o autor da capa, de muito bom gosto, por sinal. O livro reúne vários textos de trabalhos apresentados durante os encontros da ASPAS e conta com o prefácio de Nataniel dos Santos Gomes. 

Trata-se de uma obra diferenciada em vários sentidos. Primeiro, porque traz muitos textos de referência, que tratam de questões metodológicas, como o capítulo assinado por Lucas de Almeida Melo e João Paulo Ovídio, que faz um levantamento trabalhos de iniciação científica usando quadrinhos, realizados na UFRJ, entre os anos de 2006 e 2017.  

Além disso, para pesquisadores que trabalham com fanzines há dois excelentes capítulos. Um deles, por Sara Gaspar, "Fanzines 'comer pra quê?' - relato e uma experiência  de aproximação com temas relacionados à Alimentação", é resultado de um projeto de iniciação científica, e traz um relato de experiências rico e instigante, do trabalho com fanzines na educação alimentar.  O capítulo  outro, "Fanzines cartoneiros: reflexões sobre o cenário ambiental contemporâneo global e regional", escrito por Danielle Barros, que já é conhecida por seus trabalho com fanzines, também traz experiências da pesquisadora com a produção de fazines e das oficinas que ela desenvolveu junto com seus alunos e a comunidade, com temas relacionados ao meio ambiente.

Há ainda o texto que eu escrevi em conjunto com Dani Marino. Aliás, minha parceria com ela já rendeu três artigos, sendo que um ainda permanece inédito, aguardando publicação. O título do capítulo é "Mulheres e quadrinhos no Brasil: a explosão dos quadrinhos femininos no século XXI". Nesse capítulos tentamos fazer um síntese sobre a produção de quadrinhos por mulheres no Brasil e sobre alguns obstáculos enfrentados por quadrinistas que ingressam nesse mercado, que ainda permanece muito restrito. Foi um prazer poder escrever esse texto pois ele basicamente inaugurou uma nova fase minha, na qual eu me volto um pouco mais para a produção de quadrinhos nacional, uma vez que tanto no mestrado quando o doutorado eu me concentrei na produção estrangeira.

Temos ainda outros capítulos, igualmente interessantes. Você pode conferir todo o livro, clicando aqui.

A segunda publicação é um dossiê que trata dos quadrinhos como instrumento de ensino. Esse dossiê é um projeto da ASPAS, cujos capítulos contam apenas com textos de aspianos, voltada para professores da educação básica. No livro "Do lazer ao fazer: as histórias em quadrinhos na escola", eu, Maiara Alvim e Nataniel Gomes ficamos a cargo da organização do livro, com a arte na capa de Catia Ana Baldoino. O prefácio foi generosamente escrito por Henrique Magalhães. 

Ao conceber esta publicação pensamos em produzir um material exclusivo para professores com uma linguagem acessível. Procuramos trazer uma abordagem mais prática, envolvendo temas que dizem respeito à mais diversas disciplinas. A ASPAS busca sempre reforçar a característica interdisciplinar da pesquisa acadêmica e, mais ainda, compartilhar experiências. E esse livro, em particular, tem essas características.

É até difícil escolher sobre quais capítulos escrever, então vamos pegar apenas alguns como exemplos. O primeiro é o Para surdo ouvir, para cego ver: a acessibilidade em histórias em quadrinhos é possível?", de Valéria Aparecida Bari e Ana Laura Campos Barbosa. Nesse capítulos os quadrinhos são apresentados como uma ferramenta importante para a inclusão de pessoas que necessidades especiais. Um trabalho excelente que merece ser conferido. Temos também o capítulo dedicado ao ensino religioso "Sugestões de quadrinhos a serem utilizados em aulas de ensino religioso", de Marcelo Buzzoni, que traz dicas para os professores de ensino religioso. Um material inédito e valioso, uma vez que essa disciplina, em especial, carece desse tipo de referência.

Temas a participação de nossos associados estrangeiros, no capítulo "El cómic en la escuela y el desafío de formar lectores y escritores", de autoria dos pesquisadores argentinos Sebastian Gago e Valeria Daveloza. Neste capítulo os autores trazer a experiência argentina dos quadrinhos nas salas de aula como ferramentas importantes para a formação de leitores. Uma experiência estrangeira mas que pode servir de referência para as escolas brasileiras.  

Temos, também, no ensino da matemática, o texto "Quadrinhos e matemática: uma fundamentação para produções de histórias em quadrinhos", de  Vanuza Camargo Durães e Aparecida Santana de Souza Chiari. Neste capítulos vamos ver como o texto pode ser importante no ensino da matemática e como o uso da criatividade e de ferramentas virtuais pode ajudar o professor de matemática a vencer alguns desafios na aprendizagem dessa disciplina.

E há, como eu disse, muito mais. O livro pode receber, em breve, uma versão impressa mas enquanto isso não acontece, ele pode ser acessado gratuitamente aqui.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

LANÇAMENTO DE LIVROS SOBRE QUADRINHOS E CULTURA POP

Esta semana foram lançados dois livros sobre quadrinhos e cultura pop pelo "Cult de Cultura", Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Arte Sequencial, Mídias e Cultura Pop, sediado em São Leopoldo, RS, ligado à Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS). O Cult de Cultura promove anualmente eventos acadêmicos sobre o tema e publica muito material de qualidade. 

A primeira publicação é o livro "sexo e gênero nos Quadrinhos", organizado por Guilherme “Smee” Sfredo Miorando, com a contribuição de diversos autores, inclusive, Trina Robbins, que publica neste livro seu segundo texto em língua portuguesa.

O segundo livro é resultado dos trabalhos apresentados pelo encontro do Cult de Cultura de 2019, "Vamos falar sobre cultura pop : episodio 4 : o pop não poupa ninguém", organizado por  Thuanny de Azevedo Bedinote, Marcelo Ávila Franco, Larissa Tamborindenguy, Becko e André Daniel Reinke. O livro esta com textos incríveis , sobre histórias em quadrinhos, temáticas e abordagens vairadas. 

As publicações do Cult de Cultura são realizadas com o selo da ASPAS e podem ser obtidas gratuitamente no site do grupo (é só clicar aqui).

Sobre o Cult de Cultura:

A proposta deste grupo de pesquisa é ser um espaço de discussão e pesquisa interdisciplinar, no qual diferentes pesquisadores, de diferentes áreas do conhecimento (especialmente das áreas das ciências humanas e das ciências sociais aplicadas) e de distintas regiões do Brasil, buscam compreender os bens culturais contemporâneos nas dinâmicas que regem seus principais veículos, as diferentes mídias, ocupando-se, em especial com a arte sequencial: filmes, animações e quadrinhos.

sábado, 1 de agosto de 2020

LANÇAMENTO DO LIVRO "GÊNERO, SEXUALIDADE & FEMINISMO NOS QUADRINHOS"


Live do dia 02 de agosto, com o lançamento do livro "Gênero, Sexualidade & Feminismo nos Quadrinhos", organizado por Amaro Xavier Braga Jr e por mim, um projeto que já vem rolando há uns bons dois anos.  O lançamento foi realizado no canal do Rapha Pinheiro, pesquisador e quadrinista, responsável pela linda capa do livro. Para acessar o canal e assistir à  gravação da live, clique aqui!

Agradecemos a todos os autores/pesquisadores, brasileiros e estrangeiros que contribuíram para a obra, assim como os colegas que ajudaram na edição, especialmente Iuri Andreas Reblin e Attila Piovesan.

O link para o livro já está disponível, clicando aqui!

sábado, 4 de julho de 2020

LIVRO "GÊNERO, SEXUALIDADE & FEMINISMO NOS QUADRINHOS"



Sabe aquele projeto que fica muito tempo na gaveta? Pois é "Gênero, Sexualidade & Feminismo nos Quadrinhos" foi um destes casos. Um projeto que ficou maturando durante quase três anos e que, finalmente, conseguimos concluir.  O mentor intelectual foi Amaro Braga, que já havia organizado outros dois livros com uma temática semelhante. Eu entrei como colaboradora e ajudei a reunir textos e fazer contato com alguns autores. 

Mas se a conclusão deste projeto talvez tenha sido tardia, o seu resultado valeu a a pena.  Os 10 capítulos que compõem esta obra trazem um rico material não apenas sobre a História das Histórias em quadrinhos, mas um debate profundo sobre as relações de gênero e do papel das mulheres na sociedade ao longo dos últimos cem anos. Temáticas que se complementam e alimentam a curiosidade dos amantes doa amantes dos quadrinhos e de pesquisadores que encontram neste produto da cultura pop uma fonte trabalhar questões extremamente pertinentes para a nossa sociedade.

São textos que perpassam várias realidades, com quadrinhos produzidos em países como França, Japão, Estados Unidos, Suécia e Chile. É uma obra que conta com a colaboração de autores nacionais e estrangeiros, alguns deles sendo traduzidos e publicados pela primeira vez no Brasil, como Trina Robbins e Fredrick Strömberg. O prefácio é de Sonia Luyten, uma das pioneiras nos estudos sobre quadrinhos no Brasil.

Confira o sumário:

Prefácio - Gênero, Sexualidade e Feminismo Comprova: a mulher não deve se converter em refém
de posição raramente escolhida por ela.
Sonia M. Bibe Luyten

Apresentação - Aprendendo as Questões de Gênero por Imagens Desenhadas
Amaro Xavier Braga Jr
Natania Aparecida da Silva Nogueira

1. Sangue de Artista: mulheres nos quadrinhos durante a segunda guerra mundial
Trina Robbins

2. Quadrinhos Suecos no Século XXI: a liderança feminina
Fredrik Strömberg

3. Ah! Nana - A Revolução Feminina nos Quadrinhos Franceses
Natania Aparecida da Silva Nogueira

4. Bécassine e as Selvagens: a mulher rural nas histórias em quadrinhos
Valéria Aparecida Bari

5. Mangá Feminino, Revolução Francesa e Feminismo: um olhar sobre a Rosa de Versalhes
Valéria Fernandes da Silva

6. Representação de Etnia e Gênero nos Quadrinhos de Super-heróis
Amaro Xavier Braga Jr

7. A Representação Feminina nas HQs de Super-Heróis:
uma demanda por superação de velhos estereótipos
das "Mulheres na Geladeira”
Amanda Freitas Ramos
Camila C. Magalhães de Miranda
Maria Amália Arruda Camara

8. Por esta eu não esperava! Gênero e Sexualidade
nas Páginas de X-factor
Lucas do Carmo Dalberto

9. Temidos e Odiados pela Sociedade que Juraram Proteger: a mutação como metáfora da condição queer
Guilherme Sfredo Miorando

10. Brasil e Chile: quadrinhos contra a lesbofobia
Daniela dos Santos Domingues Marino

Agradecimentos especiais e Attila Piovesan, responsável pela revisão dos textos, e Rapha Pinheiro, criador da capa do livro. 

O lançamento será dia 02 de agosto de 2020, e o livro ficará disponível gratuitamente, na forma de e-book. Mais detalhes, em breve!

sábado, 22 de fevereiro de 2020

CHANTAL MONTELLIER CONTRA A PEDOFILIA


Semana passada, a quadrinista e escritora francesa Chantal Montellier lançou o livro “Dans la tête de Gabriel Matzneff”, pela editora Les Cahiers de l’Égaré, no qual se propõe a analisar a vida,a obra e o pensamento de Gabriel Mastzneff, um romancista e poeta francês que aborda em suas obras temas polêmicos, como a pedofilia.

Ah, mas eis o detalhe: ele defende a pedofilia em seus escritos tendo, por vezes, declarado gostar dos "mais jovens" em entrevistas que deu ao longo da sua carreira. O conteúdo dos seus livros (e foram muitos) foi baseado em suas aventuras sexuais com menores de idade. Apesar disso, ele recebeu incentivo financeiro do Estado e até prêmios e críticas positivas à sua obra. 

Agora, aos 83 anos, ele está sendo investigado pelo Ministério Público francês por “violação de menor” depois da publicação do livro “Le Consentement”, da escritora Vanessa Springora, que na obra conta como viveu uma relação amorosa com Matzneff quando tinha dos 13 anos  aos 14 anos de idade. 

Para quem não conhece Chantal Montellier, ela é ativista política e feminista. O tipo de pessoa que não corre de uma briga. Eu não li ainda o livro, mas tenho expectativas a respeito dele a partir do que conheço da obra de Chantal Montellier. Ela vai bater com força e vai dizer coisas que muitas pessoas não querem ouvir. De fato, essa personalidade forte da autora lhe trouxe muitos problemas no meio dos quadrinhos e, como ela mesmo afirmou por diversas vezes, uma exclusão que não se justifica.

Mas é isso que eu gosto nela. Chantal tem muitos inimigos, e não se deixa intimidar por eles. Ela expressa em seus livros e seus quadrinhos a indignação que muitos de nós não têm coragem de admitir publicamente. Imagino que durante décadas os leitores e editores de Gabriel Mastzneff justificaram suas posições radicais como simples liberdade de expressão, reforçando as ações de um predador sexual que agiu livremente sem temer qualquer punição. Acredito até que, muitos deles, compartilham das opiniões do autor, caso contrário não leriam seus livros.

O processo contra Mastzneff, cujo julgamento foi marcado para 28 de setembro de 2021, e o próprio livro de Chantal Montellier, abrem o debate acerca de quem realmente somos e de quem queremos ser. De como as pessoas podem agir de forma omissa, de como a sociedade pode ser hipócrita. Um balde de água fria sobre aqueles que levantam a bandeira do moralismo mas que têm em sua cabeceira os livros de Gabriel Mastzneff.


sábado, 26 de outubro de 2019

ALLA LANÇA LIVRO COM OBRAS PREMIADAS EM SEU CONCURSO LITERÁRIO

Foto da capa: jardim do Colégio Imaculada Conceição e, ao fundo, a Catedral de São Sebastião.
A Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA) publicou as obras finalistas de seu VI Concurso Literário. A ALLA convida a todos a conhecerem, adquirirem, comentarem e compartilharem esta obra. Ela é resultado de um trabalho de incentivo à cultura que vem sendo realizado nas escolas e na comunidade de Leopoldina (MG) anualmente e que, para nossa alegria, tem dado atraído cada vez mais o interesse de jovens pela leitura e, principalmente, pela escrita.

O livro está disponível para compra na Amazon.
Para ver a versão E-book, clique aqui.
Para ver a versão impressa: clique aqui.

sábado, 28 de setembro de 2019

HOMO ETERNUS - LANÇAMENTO


O professor pesquisador dr. Gazy Andraus, está lançando o álbum  “Homo Eternus”, vol. 2, pela Editora Criativo, dando sequência à sua quadrilogia derivada do projeto de fanzine homônimo, coeditado originalmente entre 1993 e 1994 com Edgard Guimarães (pelo seu zine “QI”).  O álbum, cuja capa foi colorizada por Jorge Del Bianco, reproduz o fanzine original Homo Eternus n.º 2, e traz, além das HQs curtas do fanzine original de nº 2, outros quadrinhos inéditos produzidos na mesma época, sendo todos na linha fantástico-filosófica. 

Sobre o autor
Gazy Andraus possui Doutorado em Ciências da Comunicação pela ECA - Escola de Comunicações e Artes da USP - Universidade de São Paulo (2006), mestrado em Artes pela UNESP - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1999) e graduação em Licenciatura Plena Em Educação Artística pela FAAP - Fundação Armando Álvares Penteado (1992). Atualmente realiza pós-doutoramento no Programa de pós-Graduação em arte e Cultura Visual (Ppgacv). Foi professor designado da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), Unidade de Campanha/MG no curso de Pedagogia de 2017 a 2018, professor do Curso de Artes da FIG-UNIMESP, de 2005 a 2016 (onde também coordenou e lecionou pós-graduação bem como Tecnólogo em Design). É pesquisador do Observatório de História em Quadrinhos da ECA (USP); membro da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS); do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Interdisciplinaridade e Espiritualidade na Educação - INTERESPE (PUC) e do grupo Criação e Ciberarte (UFG). 

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

MULHERES & QUADRINHOS


Mulheres e Quadrinhos atingiu a meta de 100% de seu financiamento logo nas primeiras semanas de campanha, encerrando com 157% de apoio. Publicado pela editora Skript (a mesma que lançou a HQ sobre Bill Finger) e organizado pelas aspianas Dani Marino e Laluña Machado, o livro poderá ser adquirido na pré-venda da Amazon a partir de setembro. 

Com cerca de 500 páginas e a participação de 120 mulheres, a publicação traz uma grande variedade de traços e temas na perspectiva de quadrinistas, roteiristas, editoras, tradutoras, letristas, jornalistas, coloristas e pesquisadoras que atuam no mercado nacional de HQ.

Uma publicação que conta com artistas que terão suas HQ impressas pela primeira vez e outras já consagradas como Lu Cafaggi, Marina Sousa, Rebeca Prado, Mariana Cagnin, Carol Andrade, Cris Eiko, Lilian Mitsunaga e Fefê Torquato, passando por tantos grandes nomes como Carol Pimentel, Beth Kodama e Dandara Palankof. O livro também conta com entrevistas, depoimentos e textos acadêmicos das associadas Sabrina Paixão, Natania Nogueira, Valéria Fernandes e Cátia Ana compondo uma produção inédita no país, tanto pela diversidade de gêneros, origens e etnias que apresenta, como pelo seu tamanho.

Sobre as organizadoras:

Dani Marino é pesquisadora de Histórias em Quadrinhos e mestre em Comunicação pela USP. Além de ser editora do site MinasNerds, também integra grupos de pesquisa como o Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA/USP, a ASPAS – Associação de pesquisadores em Arte Sequencial e o Grupo de pesquisas e estudos Sonia Luyten. Grande parte de sua atuação está ligada às questões de representatividade feminina e questões de gênero na cultura pop.

Laluña Machado é Historiadora especialista em Batman. É uma das editoras das Minas Nerds, além de ser associada da ASPAS, integrante do Observatório de Histórias em Quadrinhos e coordenadora do grupo de pesquisas Sonia Luyten. Apesar de ser mais conhecida por seus estudos sobre o Homem-Morcego, suas produções abordam os aspectos históricos e filosóficos encontrados nas HQ com bastante profundidade.


quinta-feira, 1 de agosto de 2019

LIVRO: NAS HORAS MORTAS - VIDA NORTURNA NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO (1920-1929)


Divulgando o lançamento, independente, do livro de Maurício Limeira, baseado na sua pesquisa de conclusão do curso de história da UFRJ, sobre a vida noturna na cidade do Rio de Janeiro, na década de 1929. 


Leia o release:
Na década de 1920 as obras do prefeito Pereira Passos já haviam alterado a geografia física e social da cidade do Rio de Janeiro. A modernidade baseada no modelo francês consolidara a burguesia como classe dominante, e a sociedade, econômica e culturalmente, a ela se adaptava.

Para o cidadão médio, atravessado pela mudança de uma economia agrária para uma economia industrial, as mudanças em sua vida seriam profundas, e as relações com o outro (o vizinho, a esposa, o colega, o patrão, o Estado) também sofreriam tais mudanças. Da mesma maneira, mudava o Estado e mudavam as formas de controle sobre a população, visando tanto a submissão como a produtividade. Estabelece-se toda uma intrincada rede de relações a fim de atender estes objetivos, onde a maior liberdade em certos espaços complementa a repressão e o condicionamento em outros.

A fim de fugir deste condicionamento, do rigor de horários e de obediências, da submissão, o cidadão médio tinha a noite. Era nela que ele se refugiava, se divertia, e cometia os atos que o Estado proibia. A noite era o lugar da transgressão. E é deste espaço que trata Nas Horas Mortas: A vida noturna no Centro do Rio de Janeiro (1920-1929), obra que Maurício Limeira apresentou como monografia de final de curso na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde cursou História, e agora lança, como livro independente.

Nas Horas Mortas procura analisar, baseado principalmente na leitura de jornais da época, o funcionamento destes espaços dedicados à transgressão, à fuga da opressão do Estado. Dividido em duas partes, A Noite Iluminada (onde aborda a vida noturna autorizada pelo Estado, como as festas populares, o teatro e o cinema) e A Noite Obscura (em que trata das formas ilegais de transgressão, como o jogo, a prostituição e as drogas), o livro apresenta diversas curiosidades.

Seja acompanhando de perto os passos de autores como João do Rio, Benjamin Costallat e Ribeiro Couto, ou de anônimos das páginas do jornal Correio da Manhã, Nas Horas Mortas atravessa blocos de carnaval, entra nos espetáculos teatrais da Praça Tiradentes, acompanha a ação dos bolinas na nascente Cinelândia. Indo além, mergulha no funcionamento do jogo do bicho, dos clubes noturnos, dos prostíbulos e cabarés, das casas de ópio. Descreve com minúcias o variado comércio noturno e suas atividades de sedução, fornece endereços, reproduz diálogos e vocabulários, analisa a ação (ou a vista grossa) da polícia, e aproxima o contexto da época com o atual.

Onde encontrar
Nas Horas Mortas está disponível no site Portal dos Livreiros, em http://www.portaldoslivreiros.com.br/livro.asp?codigo=83512&titulo=Nas_Horas_Mortas:_A_vida_noturna_no_Centro_do_Rio_de_Janeiro_(1920-1929. O livro possui 138 páginas.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

E-BOOK DO II COLÓQUIO INTERNACIONAL MOVIMENTOS, TRÂNSITOS & MEMÓRIAS


Foi lançado semana passada o E-Book do II Colóquio Internacional Movimentos, Trânsitos & Memórias, que ocorreu em abril deste ano na Universidade Salgado de Oliveira. Eu apresentei um texto, que faz parte da minha pesquisa de doutorado: "O nascimento da imprensa feminista na França". Para quem tiver interesse no meu texto, em particular, basta clicar aqui! Para ter acesso aos dois volumes do E-Book, clique aqui!

sexta-feira, 29 de março de 2019

HQ: MULHERES & QUADRINHOS


A editora Skript está com um projeto muito legal, do qual eu estou fazendo parte. Trata-se do livro "HQ: MULHERES & QUADRINHOS", organizado pelas pesquisadores Dani Marino e Laluña Machado. Trata-se de uma obra inédita no Brasil, reunindo trabalhos de 100 mulheres, entre elas escritoras, desenhistas, editoras, revisoras, letristas, pesquisadoras, que vai contar com mais de de 500 páginas.

Uma obra que mistura quadrinhos, ensaios e entrevistas, feitas por mulheres mas, nas palavras das organizadoras, não apenas para elas. É uma obra importante tanto em termos de representatividade mas, também, como contributo para aqueles que leem e pesquisam quadrinhos no Brasil.

O projeto foi lançado no Catarse e estão sendo oferecidas recompensas exclusivas para os primeiros apoiadores (não perca tempo!). Para saber mais, é só clicar aqui  e visitar a página do projeto no Catarse.