O túmulo não tinha numeração e, com a queima dos livros de registros anteriores a 1960, durante o incêndio da prefeitura, talvez seja impossível descobrir a quem pertence o sepulcro. Tirei algu
Este site foi criado para que eu pudesse postar meus trabalhos sobre a História de Leopoldina, sobre História do Ensino e Educação. Com o tempo ele acabou se tornando muito mais do que isso. Hoje eu o uso para fazer reflexões sobre meu trabalho na escola, sobre minhas pesquisas com quadrinhos e sobre minhas opiniões sobre livros e filmes.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Mais sobre o nosso cemitério
O túmulo não tinha numeração e, com a queima dos livros de registros anteriores a 1960, durante o incêndio da prefeitura, talvez seja impossível descobrir a quem pertence o sepulcro. Tirei algu
domingo, 2 de novembro de 2008
Curiosidades sobre múmias
1º - O cadáver era aberto na região do abdômen e retirava-se as vísceras (fígado, coração, rins, intestinos, estômago, etc. O coração e outros órgãos eram colocados em recipientes a parte. O cérebro também era extraído. Para tanto, aplicava-se uma espécie de ácido pelas narinas, esperando o cérebro derreter. Após o derretimento, retirava-se pelos mesmos orifícios os pedaços de cérebro com uma espátula de metal.
2º - O corpo era colocado em um recipiente com natrão (espécie de sal) para desidratar e também matar bactérias.
Após a múmia estar finalizada, era colocada dentro de um sarcófago, que seria levado à pirâmide para ser protegido e conservado. O processo era tão eficiente que, muitas múmias, ficaram bem preservadas até os dias de hoje. Elas servem como importantes fontes de estudos para egiptólogos. Com o avanço dos testes químicos, hoje é possível identificar a causa da morte de faraós, doenças contraídas e, em muitos casos, até o que eles comiam.
Graças ao processo de mumificação, os egípcios avançaram muito em algumas áreas científicas. Ao abrir os corpos, aprenderam muito sobre a anatomia humana. Em busca de substâncias para conservar os corpos, descobriram a ação de vários elementos químicos.
Para transformar um corpo em múmia era muito caro naquela época. Portanto, apenas os faraós e sacerdotes eram mumificados. Alguns animais como, por exemplo, cães e gatos também foram mumificados no Egito Antigo.
sábado, 1 de novembro de 2008
Defesa de Tese
Uma grande vitória e merecida, para quem fez doutorado trabalhando no Colégio Militar, dando aulas em faculdade e ainda tendo que dar conta de 4 gatos, um cachorro, uma casa e um marido! Eu não poderia deixar de postar este breve comentário.
PARABÉNS, DOUTORA VALÉRIA!!!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Semana Acadêmica da FIC
icipantes. Estou ansiosa pela experiência.quinta-feira, 23 de outubro de 2008
História e arte no cemitério de Leopoldina
Em Leopoldina, por exemplo, causei um grande espanto quando, na sexta-feira, dia 17 de Outubro, resolvi caminhar pela manhã, com minha máquina fotográfica e passear pelo Cemitério Municipal Nossa Senhora do Carmo.
sábado, 4 de outubro de 2008
Mais uma participação em artigo
Bom, notícia boa a gente tem que passar. Pois é, eu me lembrei que participei como tradutora de um artigo para o Prof. Dr. Abdeljalil Akkari e para o Prof. Doutor Maurice Tardif que estava para ser publicado em um livro da Editora Junqueira & Marin. Fui conferir e, para minha grata surpresa o livro já está anunciado entre os lançamentos.O texto está no livro Gestão Educacional: questões contemporâneas, organizado por Célia Maria Guimarães e Arilda Inês Miranda Ribeiro. O texto que eu traduzi chama-se Alternância, formação prática e organização curricular: por uma visão coletiva da formação de professores. O lançamento oficial do livro irá ocorrer durante o encontro da ANPED, no dia 21 de outubro.Saiba mais sobre os autores:
Abdeljalil Akkari
Docente da universidade de Genebra. Dirigiu o setor de pesquisas da Haute Ecole Pédagogique Berne-Jura-Neuchâtel (Suisse). Seus principais trabalhos de pesquisa enfocam a educação das minorias culturais, a análise das desigualdades educativas e a internacionalização das políticas educativas.
Maurice Tardif
Atualmente é Reitor da Haute Ecole Pédagogique Berne-Jura-Neuchâtel (Suisse). Foi professor da Universidade de Montreal onde dirigiu o CRIFPE – Centro de Pesquisa Interuniversitária sobre a Formação e a Profissão Docente. Seus trabalhos de pesquisa enfocam o trabalho docente, sua evolução e análise das reformas da formação docente.
A Junqueira & Marin é uma editora que iniciou suas atividades em 1995, com a proposta de publicar obras que pudessem colaborar com a educação no país, voltadas para os que pensam e fazem educação.Publicou livros na área de educação e formação de professores e lançou uma coleção, a Coleção Escola, dedicada aos desafios das escolas brasileiras. A Editora mantém sua atuação na área da educação e, em 2006, ampliou sua atividade no mercado editorial, iniciando a edição de obras em outras áreas.
Bom lembrar que esta editora foi uma das patrocinadoras do nosso II Seminário sobre quadrinhos, leitura e ensino, tendo enviado diversos livros que foram distribuídos entre os participantes.
Artigo na Revista Praxis Educacional
Não posso reclamar do ano de 2008. Ele está sendo muito produtivo. Eu diria que o ano mais produtivo da minha vida. Publiquei vários textos em revistas e anais de encontros, isto sem contar com o livrinho que fiz junto com Lucilene Nunes. E ainda há prespectiva de novas publicações, se não para este ano para o nício de 2009.
Agora em outubro, um texto do qual participei como co-autora com o Dr. Prof. Abdeljalil Akkari está saindo pela revista Praxis Edicacional.
O ensino público e a formação de professores no Brasil: na direção de novas reformas curriculares
Este artigo examina a história da formação de professores no Brasil e aponta que o atual estado do processo de formação de docentes no país é produzido por meio de políticas públicas específicas. A baixa qualidade da educação pública expressa a falta de apoio aos profissionais de educação. Este artigo apresenta também um novo programa de formação de quadros de professores, na Suíça, baseado na estreita relação com as escolas locais.
AKKARI, Abdeljalil; NOGUEIRA, Natania A. S. . Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v.4, n.1, p. 11-48, jan./jun. 2008. ISBN 1809-0249.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Fazendo algumas ressalvas

terça-feira, 9 de setembro de 2008
Nominato José de Souza Lima
1 - O povoadao que deu origem à cidade começou a se formar a partir de 1920. Uma fazendeira da região chamada de Euzébia de Souza Lima doou terras para a cosntrução da estação ferroviária e da Igreja de Nossa Senhara das Dores. Informação disponível emhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Dona_Eus%C3%A9bia, acesso em 09/09/2008.
2 - Informação fornecida por Nilza Cantoni, oriunda de fontes orais.
3 - BLASENHEIN, Peter. Uma história regional: a Zona da Mata mineira (1870-1906). In.: Seminário de Estudos Mineiros: a República Velha
4 - Estou particularmente interessada neste personagem, uma vez que minha família, por parte paterna, tem sobre nome Delfim.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Leopoldina, povoamento, café e atualidade
sábado, 30 de agosto de 2008
Quarto dia de Seminário
Em seguida veio a fala de Giselda Melo, da UEL, que atua na área de literatura e teoria literária. A pesquisadora está trabalhando com antologias de escritoras afro-brasileiras e com confecção de material didático sobre estudos africanos, voltado para escolas de ensino regular.
A terceira, e confesso que a que mais me agradou, foi de Jurema Werneck, que trabalha mulheres negras na cultura brasileira. No caso, ela estuda a trajetória de mulheres sambistas. Apresentou três casos: Alcione, Leci Brandão e Jovelina Perola Negra. Ela as considera Ialodês (representante das mulheres, algumas mulheres emblemáticas, lideranças políticas femininas. aquela fala por todas as mulheres e participa das instâncias do poder.
Adorei uma frase que ele disse, com um tom de humor: "Na neutralidade científica, a gente pesquisa o que gosta".
A tarde eu fui para meu simpósio - consequi entrar desta vez - onde o tema do dia foi a violência e o mundo infanto -juvenil. Todas as falas foram ótimas, com destaque para uma pesquisadora (cujo nome me falha agora) que tratou da questão da violência física no início do século XX. No geral, foi um dia muito produtivo pena que foi o último.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Fazendo Gênero: terceiro dia
Assisti à mesa redonda Corpo Violência e Discurso. Foi, no mínimo, inusitada. Desde 1995, quando fui à ANPUH Nacional de Recife, quando assisti a uma mesa com Luis Mott, não tinha tido oportunidade de ouvir conferências sobre homossexualismo e história. Chamou-se a atenção a palestra do prof. Durval Muniz de Alburqueque Jr, sobre escritor, poeta e dramaturgo Reinaldo Arenas, perseguido pela ditadura cubana, tanto pelas suas idéias quanto pela sua opção sexual.
Reinaldo Arenas era assumidamente homossexual e passou grande parte da sua vida combatendo o regime comunista e a política de Fidel Castro. Apesar de ter apoiado a revolução cubana nos seus primeiros anos, devido à extrema miséria em que vivia com a sua família nos anos de Fulgêncio Batista, acabou por ser vítima de censura e de repressão, tendo sido várias vezes perseguido, preso e torturado e forçado a abandonar mesmo diversos trabalhos (como conta na obra autobiográfica Antes que anoiteça), mostrando que o governo de Fidel Castro não havia trazido mais democracia à ilha.
Durante a década de 1970, tentou, por vário meios, abandonar a ilha, mas não obteve sucesso. Mais tarde, devido a uma autorização de saída de todos os homossexuais e de outras persona non grata e depois de ter mudado de nome, Arenas pôde deixar o país e passou a se estabelecer em New York, onde diagnosticaram o vírus da Aids. Nessa época, escreveu "Antes que anoiteça" (no original "Antes que anochezca"). Em 1990, terminada a obra, Arenas suicidou com uma dose excessiva de álcool e droga.
Na mesma mesa, estava a pesquisadora argentina Adriana Maria Valobra, que tratou da questão do corpo e da sexualidade nas escolas. Adorei. As experiências dela quanto pesquisadora e suas aflições em relação ao tema me vez refletir sobre minha própria realidade, como professora. Aceitar e entender as diferenças é um processo muito difícil, mas necessário para se construir uma escola e uma sociedade mais justa.
Por fim, houve a fala do sociólogo Richard Miskolci (UFSCa), que coordena o grupo de pesquisa Corpo, Identidade Social e Estética da Existência e orienta estudos que exploram intersecções dos marcadores sociais das diferenças (classe, gênero, raça e sexualidade) por meio de produtos culturais. Seu tema também foi a questão do homossexualismo. Leia um texto de Miskolci sobre o tema, clicando aqui.
Para minha tristeza, tive um probleminha de estômago na hora do almoço e me atrasei para o simpósio temático do qual estava participando e acabei ficando fora. Aliás, esta é minha única reclamação: uma professora da pedagogia levou todos os alunos para assistir o simpósio (sem terem feito/pago inscrição) e pessoas que estavam participando não puderam entrar, porque a sala estava cheia. Foi o meu caso e de outras pessoas.
Para não perder a minha tarde por completo, visitei as exposições de fotos e de porters, que estavam espalhadas pelo campus. Aliás, encontrei posters muito bons e que irão gerar ótimos trabalhos, futuramente.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Minha apresentação no Seminário Fazendo Gênero 8
DA FICÇÃO À REALIDADE
Natania A. S. Nogueira[i]
Introdução
Um meio de comunicação em massa que está presente entre nós há mais de um século, as histórias em quadrinhos têm uma proposta democrática e se propõe a tingir públicos diferenciados, econômica e socialmente. Ao trabalhar com texto e imagem, os quadrinhos (ou HQs), podem ser entendidas por todos os tipos de leitores, independentemente de sua faixa etária, grupo sócio-econômico ou origem étnica. Esta virtude torna este tipo de leitura um espaço privilegiado de representações sociais. Dos cenários aos enredos, passando pelos personagens, tudo nas histórias em quadrinhos pode ser visto como uma apropriação imaginativa de conceitos, valores e elementos que foram, são ou podem vir a ser aceitos como reais.[ii]
(...) saber a respeito das diferenças sexuais. Uso saber, seguindo Michel Foucault, com o significado de compreensão produzida pelas culturas e sociedades sobre as relações humanas, no caso, relações entre homens e mulheres. Tal saber não é absoluto ou verdadeiro, mas sempre relativo. (...) O saber não se relaciona apenas a idéias, mas a instituições e estruturas, práticas cotidianas e rituais específicos, já que todos constituem relações sociais. O saber é um modo de ordenar o mundo e, como tal, não antecede a organização social, mas é inseparável dela.[iii]
Desde que surgiram, as histórias em quadrinhos se adaptaram e se integraram ao contexto histórico no qual estavam inseridas, sendo que os personagens e os enredos se tornam expressões dos anseios, valores, preconceito e mesmo das frustrações de seus criadores, eles mesmo produtos de sua época. Nos quadrinhos estão as representações do real, ou daquilo em que se deseja transformar a realidade.
“Protegidos pela tinta e pelo papel, os personagens das histórias em quadrinhos materi
alizam representações que são constantemente retomadas, reatualizadas e normatizadas sob a forma de um simples exercício de leitura; do jogo lúdico entre palavra e imagem, que aparentemente desvinculado do mundo real, retoma, recria e fundamenta modelos e saberes.” (23)[iv]O mundo das histórias em quadrinhos (HQs) norte-americanas é um mundo de supremacia masculina. Mesmo as personagens femininas sofreram nos quadrinhos de super-heróis. Por anos, elas foram quase que sempre retratadas ora como mocinhas indefesas que precisavam de heróis para salvá-las, ora como vilãs sem moral, que provocam os heróis virtuosos. Nos dois casos, elas sempre saem perdendo, seja pela dependência que desenvolvem em relação ao homem, seja por suas ações imorais, suas roupas decotadas, sua falta de pudor ao desfilar sua feminilidade – ou pelo menos aquilo que os autores transformaram em feminilidade.
ma repórter que se metia em diversas encrencas para que os seus leitores pudessem saber a verdade.[v]Heroínas sem super-poderes, sempre dispostas a encarar o perigo, mas sempre esperando serem salvas pelos verdadeiros heróis, as mulheres dos quadrinhos assumiram modelos diversos, que foram se modificando à medida em que as mulheres reais iam conquistando seu espaço na sociedade. De simples heroínas românticas, elas ganharam poderes. No entanto, o poder maior, de se igualar aos homens nos quadrinhos, ainda está para ser conquistado.
[i] E-mail: nogueira.natania@gmail.com
[ii] BARCELLOS, Janice Primo O feminino nas histórias em quadrinhos. Parte I: A mulher pelos olhos dos homens. Disponível em http://www.eca.usp.br/agaque/agaque/ano2/numero4/artigosn4_1v2.htm, acesso em 18/05/2008
[iii] SCOTT, Joan Wallach. Prefácio a Gender and Politics of History. Cadernos Pagu (3) 1994, p. 12.
[iv] OLIVEIRA, Selma Regina Nunes. Mulher ao Quadrado - as representações femininas nos quadrinhos norte-americanos: permanências e ressonâncias (1895-1990). – Brasília: Editora Universidade de Brasília: Finatec, 2007, 23
[v] DOMINGUES, Guilherme Kroll. Mulheres nos Quadrinhos. Disponível em: http://www.homemnerd.com/coluna.php?sessao=COM&id=0, acesso em 23/03/2008
Fazendo Gênero: segundo dia
Dia 26 de agosto de 2008
Mesa redonda: Gênero e educação
Muito boa. Nesta mesa eu assisti a duas apresentações, pois tinha interesse, também, em outra mesa redonda que estava acontecendo em outro prédio (como eu disse são muitas apresentações). Voltado à mesa, nela foi focada a questão das relações de gênero na escola.
A primeira apresentação que assisti foi da pesquisadora da UNCAMP, Ana Lúcia Goulart de Faria. Para ela a escola comete uma violência contra a criança ao reproduzir o modelo de família nuclear (pai, mãe, filhos), como se fosse o único, o ideal para a sociedade. Ela afirma que há muitos tipos de família e todos são legítimos, sendo, portanto, uma questão de respeito saber reconhecer todas as formas privadas de organização familiar.
Relata uma experiência realizada em uma escola italiana, com alunos entre 5 e 6 anos de idade. Estes alunos fizeram uma “pedinovela”, uma espécie de fotonovela onde os protagonistas são os pés das crianças. Na pedinovela, as crianças falam sobre o início e o fim de uma família, descrevendo uma crise conjugal, sob seu olhar infantil e atento. A novela termina com a conclusão de que é melhor separar do que viver junto sempre brigando. Experiência muito interessante, pois dá voz às crianças.
A segunda apresentação foi feita pela pesquisadora da FURG, Paula Regina Costa Ribeiro. Ela trabalha dentro da linha de Estudos Culturais. Ela faz uma análise sobre o estudo da sexualidade nas escolas e assinala que este estudo sempre foca os órgãos reprodutores, que nunca são caracterizados como órgãos de prazer, mas apenas como uma parte qualquer do corpo. Faz um balanço das pesquisas que estão em andamento no seu núcleo:
- mulheres nas ciências
- blogs, orkut e sites (tecnologias da informação), focando questões referentes à sexualidade.
Afirma que os artefatos e pedagogias sociais usam as mídias para veicular idéias equivocadas sobre a relação entre gêneros. Acha que o debate sobre a sexualidade deve estar presente nas escolas e na legislação que a ampara.
A segunda mesa que assisti foi a mesa Memórias do Feminino. Nela eu tive o prazer que assistir a apresentação a Dra. Heleieth Saffiot (PUC/SP), que fez um resumo da sua trajetória acadêmica, iniciada no ano de 1962. Feminista e marxista, a professora afirma que sobreviveu à ditadura graças às contradições. Começou sua vida acadêmica estudando mulheres que trabalhavam fora de casa, notadamente professoras e operárias da industria têxtil.


