quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Posse na Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA)


Caros amigos,

Venho convidar a todos para minha posse na Academia Leopoldinense de Artes e Letras, que acontecerá nesta quinta, dia 25 de Fevereiro, às 20 horas, no auditório do CEFET (clique no convite para ampliar). Durante a cerimônia será feita uma homenagem ao já falecido artista plástico Luiz Raphael Domingues Rosa.

Serão empossados, também, Elias Fajardo Fonseca e Paulo Ferreira Garcia.

Na sexta, 26 de Fevereiro, acontecerá a abertura da mostra de Pintura Luiz Raphael (clique em cima do convite para ampliar e obter mais informações).

Sei que a maioria não pode ir, sei que atrasei muito para mandar alguns convites pelo correio, mas gostaria de compartilhar este momento com todos vocês. Obrigada!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Vídeos sobre Idade Média

Amigos, estou coletando uma série de vídeos sobre Idade Média para disponibilizar no Blog, como reforço extra do conteúdo para alunos do 7º ano. São vídeos curtos, alguns tirados do Youtube, por meio de indicações feitas no Café História, uma rede de social de História que eu estou começando a conhecer e que tem muito material bom.

Selecionei alguns temas que estou trabalhando, tais como feudalismo, Igreja na Idade Média, Peste Negra e Inquisição. Seguem os vídeos, que podem ser assistidos no blog.


Ache outros vídeos como este em Cafe Historia















quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O CARNAVAL NA IDADE MÉDIA - A FESTA DOS LOUCOS



Amigos,

Reteirei o texto que estava aqui apostado. Ele não era um texto da minha autoria. Como eu citei na postagem original, é uma coletânia de textos que eu reuni e usei em sala de aula. Em momento nenhum afirmei que era meu. Citei as fontes de onde retirei, mas sem rigor, pois não se tratava de uma pesquisa apenas uma atividade escolar. Não foi minha intenção me apropriar indevidamente de conhecimento alheio. Os textos da minha autoria são todos bem citados e referenciados. Mas ficam as fontes que consultei, para quem quiser consultar diretamente os textos.


FONTES:
BORGES, Paulo Alexandre. Da loucura da cruz à festa dos loucos: loucura, saedoria e santidade no cristianismo (2001) Dsiponível em: http://religioes.no.sapo.pt/pborges2.html, acesso em 15/02/2010.

CARNEIRO, Eduardo de Araújo, CARNEIRO, Egina Carli de Araújo Rodrigues.
http://www.duplipensar.net/artigos/2007s1/historia-do-carnaval-de-culto-pagao-festa-popular.html, acesos em 15/02/2010.

PADILHA, Pricila Genara. Carnavalização e Liminaridade: o bufão como ente-liminal. Revista Gambiarra. Disponível em http://www.uff.br/gambiarra/artigos/0002_2009/teatro/Genara/, acesso em 15/02/2010.



Cachoeira do Bambú

Ontem eu fui conhecer a Cachoeira do Bambú, que fica a cerca de 8 km da sede do município de Leopoldina, na estrada (de terra), para o distrito de Providência. Fiz uma postagem sobre a sede do distrito com fotos, em 2008 que pode ser visualizada clicando aqui.

Sobre a cachoeira, posso dizer que tive uma ótima impressão. Não é uma cachoeira muito grande, mas tem uma certa estrutura (estacionamento, bar) e não é muito movimentada. Infelizmente, alguns visitantes ainda não desenvolveram consciência de preservação ecológica, e jogam lixo no local, mas é bem pouco e o proprietário do local (que abre fins de semana e feriado) tem procurado reforçar esta parte.

Em geral, é bem limpinha e tem uma ótima aparência, com pequenos poços, rasos, onde dá pra se banhar sem perigo. Um local ótimo para se fazer um piquenique em família. Renata, minha amiga, fez alguns vídeos com minha máquina. Vou colocar alguns à disposição no youtube. Interessante o oratório que o proprietário fez, no meio da cachoeira, com a imagem d N. S. da Conceição, protetora das águas.

Quem quiser vir a Leopoldina já tem mais uma opção de passeio. Eu mesma, morando aqui a vida inteira estou agora descobrindo os recantos ecológicos que existem aqui. Ano passado, eu fui na cachoeira Poeira d´água, também na época do Carnaval. Quem quiser dar uma espiada na postagem que fiz, na época, clique aqui!

Sobre a região onde fica a cachoeira é bom comentar que lá se localizam algumas das mais belas fazendas da região, algumas da época da escravidão, com casario e instalações ainda preservadas. Não estou ciente das ações da Secretaria de Turismo de Leopoldina, mas já ouvi comentários sobre a possibilidade de se criar um circuito de fazendas e cachoeiras, com foco no distrito de Providência.





segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Blocos de Carnaval: Leopoldina 1926


Continuando meu levantamento sobre Carnaval antigo de Leopoldina, gostaria de destacar algumas notas publicadas na Gazeta de Leopoldina, no ano de 1926, sobre os blocos carnavalescos. Os blocos de Carnaval, até o início do século XX recebiam vários nomes: ranchos, cordões, grupos sociedades e, claro, blocos.

Mas na década de 1920, intelectuais brasileiros, representando os anseios da elite, resolveram organizar as brincadeiras. O Carnaval se consolidava como uma festa nacional, da qual participavam todos os segmentos da sociedade. Era, portanto, necessário "ordená-la", enquanto festa nacional. O Carnaval, em especial o Carnaval Carioca passou a ser visto como um "resumo" da diversidade cultural brasileira.

Começaram ser divididas as diferentes categorias, que iam das sofisticadas sociedades carnavalescas – ou grandes sociedades – até os temidos cordões. Dentro dessa nova organização, os grupos do Carnaval chamado de popular eram classificados como ranchos (organizado), os blocos e cordões (desorganizado).

O bloco se tornava um meio termo e, na década de 1920 começaram a buscar por aceitação social, dando origem às escolas de samba na década de 1930.

Podemos identificar alguns tipos mais comuns de blocos:
  • os blocos de enredo (possuem um samba enredo, uma temática)
  • os blocos de embalo (blocos sem enredo)
  • os blocos de sujo (foliões com fantasias improvisadas, geralmente desorganizado)
  • os blocos das piranhas (homens vestidos de mulher desfilam pelas ruas em grupo, acompanhados ou não do som de instrumentos musicais).

Em Leopoldina existiam blocos diversos. Aqui vamos destacar os blocos de Carnaval formados por moças. O primeiro deles, que desfilou pelas ruas em 1926 foi o Bloco Prazer das Morenas, que era organizado na Rua Tradentes:

" Essa novel sociedade tem progredido bastante e este ano promete se apresentar melhor do que no ano passado.

À sua diretoria é a seguinte:
Presidente: senhorita Alice Gama
Vice-Presidente: senhorita Claudiana Barroso" (1)

Outro bloco formado apenas por mulheres era o Bloco das Cartolinhas, que fez sua estréia naquela ano:

"Um grupo de distintas senhoritas da sociedade leopoldinense está organizando o "Bloco das Cartolinha", prometendo grandes surpresas para os dias de Carnaval.

Esse alegre bloco dará a nota distinta do Carnaval, aparecendo na cidade um dia com seus elementos tarjados de "futuristas", outro de "pierrets" e com algumas outras várias fantasias."(2)

O bloco das Tesourinhas, que estréiava naquele ano, foi um dos que ganhou mais destaque no jornal:

"Está em plena florescência, na Grama, a constituição do bloco das "Tesourinhas". Essa encantadora agremiação, presidida pela graça adorável de um grupo de distintas senhoritas, promete abrilhantar as festas carnavalescas deste ano.

As "Tesourinhas", tendo por tema ridendo castigar mores - pretendem dar a nota chic, folgar e ... tesourar, pela raiz, as tristezas que não empolgarão nunca a jovialidade e a animação."(3)

Notem que os blocos femininos são formados por senhoritas. Não há menção de mulheres casadas. Supostamente, estas estariam impossibilitadas de participar de blocos sem a presença do marido. Acredito que, nestes casos - dependendo do segmento social - as mulheres casadas participassem do corso de automóveis, juntamente com marido e filhos mais jovens. Os blocos eram para moças - senhorias distintas. Estes blocos eram aceitos socialmente e classificados como distintos, chics, por serem formados por moças de família.

No Carnaval, as moças tinham relativa liberdade de poderem se agrupar em blocos, fazer fantasias e desfilarem, embora acredito eu que sempre sobre a vigilância dos pais, que deviam acompanhar todo o processo de organização dos blocos. No jornal, aparecem relatos de blocos, bailes e corsos, mas sempre organizados pela elite local, chic. Não há menção, pelo menos em 1926, de manifestações populares, como se a periferia estivesse afastada do Carnaval. Também naquele ano sobre o Carnaval dos menos favorecidos, de como se divertiam nos dias de folia.

Da mesma forma que aconteceu no Rio de Janeiro, procurava-se passar a imagem do Carnaval como uma festa ordenada, reconhecida pela elite através da presença de seus filhos e filhas, dos bailes chics e reservados, dos corso de automóveis dos quais participavam os que podiam alugar um automóvel e gastar com decoração e fantasias. Ao restante da população ficava o papel de mero observador, pelo menos em tese.
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(1)Gazeta de Leopoldina, Leopoldina, 31/012/1921, p. 03
(2) Idem.
(3) Gazeta de Leopoldina, Leopoldina, 04/02/1926, p. 03


ATENÇÃO: O texto acima pode ser livremente reproduzido, desde que seja citada a fonte e o autor.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O CARNAVAL DE LEOPOLDINA (1926)

Adoro pesquisar sobre Carnaval. Já fiz um artigo sobre representações do Carnaval por meio dos quadrinhos que foi publicado na revista História, Imagem e Narrativa (clique aqui), tendo como foco os quadrinhos de Ângelo Agostini e fiz uma nota sobre o Carnaval em Leopoldina no livrinho que ajudei a fazer sobre a história de Leopoldina. Adoro estudar as festas populares. Acho que se aprende muito sobre os hábitos sociais e sobre cultura, de uma forma geral.

Sobre o Carnaval em Leopoldina, encontrei recentemente algumas notas em jornais de época. Em 1926, os preparativos para a festa eram noticiados de forma animada na Gazeta de Leopoldina:

"Ao que ouvimos , a mocidade leopoldinense não deixará passar em branca nuvem os três dias consagrados à folia.

Serão organizados lindos bailes a fantasia para as três noites de folguedos.
o bloco dos Cotubas, que tanto realce deu ao carnaval do ano findo está prometendo a sua festa e promete outro grande sucesso para este ano" ( Gazeta de Leopoldina, 10/01/1926, nº 204, ano XXXI, p. 01).

A tradição do Zé Pereira estava presente na cidade. "Vários foliões da cidade promoveram animados Zé Pereira nas noites de sábado e domingo últimos, anunciando os próximos dias de reinado do Mono" (Gazeta de Leopoldina, 10/01/1926, nº 205, ano XXXI, p. 01).

O Zé Pereira é uma tradição carnavalesca de origem lusitana que se tornou uma das brincadeiras carnavalescas mais comuns no Rio de Janeiro já no século XIX. O termo era usado, na segunda metade do século XIX, para qualquer tipo de bagunça carnavalesca acompanhada de zabumbas e tambores, semelhantes ao que chamaríamos hoje de bloco de sujo.

A brincadeira se consolidou em 1869, com a encenação de uma de uma burleta carnavalesca intitulada O Zé Pereira carnavalesco. O sucesso da apresentação — uma espécie de adaptação livre da peça Les pompiers de Nanterre (Os bombeiros de Nanterre) — deveu-se, principalmente, à versão para o português da música-tema francesa que se transformaria num verdadeiro hino carnavalesco, sendo tocado até hoje:
E viva o Zé Pereira.
Pois a ninguém faz mal
E viva a bebedeira
Nos dias de Carnaval (1)

A partir daí o conceito da brincadeira do Zé Pereira iria adquirir feições tipicamente brasileiras (e cariocas) associando-se à alegria característica das ruas da folia no Rio de Janeiro.

"O zé-pereira cresceu de fama no fim do século XIX, quando o ator Vasques elogiou a barulhada encenando a comédia carnavalesca O Zé-Pereira, na qual propagava os versos que o zabumba cantava anualmente: E viva o Zé-Pereira/Pois que a ninguém faz mal./Viva a pagodeira/dos dias de Carnaval! A peça não passava de uma paródia de Les Pompiers de Nanterre, encenada em 1896. No início do século XX, por volta da segunda década, a percussão do zé-pereira cedeu a vez a outros instrumentos como o pandeiro, o tamborim, o reco-reco, a cuíca, o triângulo e as "frigideiras". (2)

O Carnaval em Leopoldina, ao que parece, recebeu influencia do Carnaval carioca, o que é compreensível, dada a proximidade da cidade com a então capital do Brasil. Sobre os dias de folia, a Gazeta de Leopoldina relata:

"Ante-ontem, à tarde e a noite, a cidade tomou o aspecto dos grandes dias de pleno Carnaval. saíram à rua, acompanhados de bem arranjado conjunto musical, nada menos que dois blocos carnavalescos, espadamando risos e alegria por todos os cantos.

Seguiam-lhes por toda a "urbs" grande massa popular.

O primeiro grupo que tão alegremente pôs à mostra, na cidade o entusiasmo que empolga o elemento folião da terra, foi o cordão - Quem tem orgulho não brinca, composto de meninas trajadas à marinheiro. Acompanhava o bem organizado cordão um "jazz-band" das "arábias", ao som do qual as meninas entoavam canções alusivas ao Carnaval. Pandeiros, chocalhos, guizos, manejados com todo o requebro e trejeitos, formavam a ideia dos caso sério que vai ser este ano a festa de Momo nesta velha Leopoldia que nunca relaxou.

Muitas palmas alcançaram as folias do Quem tem orgulho não brinca, por toda a cidade." (
Gazeta de Leopoldina, 26/01/1926, nº 216, ano XXXI, p. 03)

Desfilaram no Carnaval Leopoldinense daquele ano os seguintes Blocos:
1 - Cotubas
2 - Prazer das Morenas
3 - Quem tem orgulho não brinca
4 - Cartolinhas
5 - Tesourinhas
6 - Maravilhas

O jornal faz uma descrição detalhada da atuação de muitos destes blocos e fala ainda do Corso de automóveis.
O Corso, é um desfile de caminhões e carros abertos, com ou sem decoração conduzindo famílias e grupos de foliões pelo centro da cidade. (3)

"Como nos anos anteriores, vai ser brilhante o corso de automóveis. Nele tomarão parte as mais distintas famílias lepoldinenses.

O Corso de automóveis constitui, sempre, a parte mais chic do Carnaval na cidade. a quantidade de serpentinas e confete consumida durante a passeata é extraordinária" (Gazeta de Leopoldina, 26/01/1926, nº 216, ano XXXI, p. 03)

O Corso, no início do século XX, era um privilégio dos poucos proprietários de carros e um espetáculo para os "populares", que viam desfilar as famílias mais tradicionais. Para moças de "família" era a única oportunidade de aproveitar o Carnaval de rua, pois os pais não permitiam que elas de misturassem com os foliões. Fora isso, só havia a opção dos bailes a fantasia, que aconteciam no Cine-Brasil

Ainda sobre o Corso, havia concurso de automóveis. Como havia poucos em Leopoldina as famílias alugavam automóveis em Tebas e Argirita.

"Em vista de serem poucos automóveis de aluguel existentes na cidade, deverão vir de várias localidades do município, entre as quais Argirita e Tebas, vários outros que serão postos à disposição do público para alugar durante os três dias de Carnaval." (Gazeta de Leopoldina, 06/02/1926, n. 226, ano XXXI, p. 03)

Vou finalizar esta postagem com uma marchinha de Carnaval da época, Zizinha, um sucesso do Carnaval de Leopoldina de 1926:

ZIZINHA
(Marcha da Folia - Música de J. F de Freitas)

Por ser deveras conhecida
Palavra, em ando aborrecida.
Em qualquer lugar
Sou muito perseguida!
O meu tormento não tem fim!
Nunca pensei sofrer assim.
Velhos e mocinhos.
Pedem-me beijinhos.
Dizendo , enfim para mim:

(Estubilho)

Zizinha! Zizinha!
Ó! Vem
Comigo vem,
Minha santinha,
também quero tirar
Uma Casquinha.

II

D'outro dia num bondinho
Um coronel já bem velhinho
Deu-me um beliscão
Pegou0me na mão
Tais coisas fez, enfim,
Que quando olhei admirada
Até parece caçoada
Ainda suspirou
Os olhos revirou
Dizendo assim:

(Estubilho)

Zizinha! Zizinha!
Ó! Vem
Comigo vem,
Minha santinha,
também quero tirar
Uma Casquinha.

(Gazeta de Leopoldina, 05/02/1926, nº 225, ano XXXI)

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(1) Zé Pereira. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Pereira, acesso em 12/02/2010.
(2)
Carnaval: história e atualidade. Disponível em http://www.miniweb.com.br/cidadania/Dicas/carnaval.html, acesso em 12/02/2010.
(3)CARDOSO, Monique. História do Carnaval. Disponível em http://www.areliquia.com.br/Artigos%20Anteriores/57HistCarn.htm, acesso em 12/02/2010

ATENÇÃO: O texto acima pode ser livremente reproduzido, desde que seja citada a fonte e o autor.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

TRABALHANDO MEMÓRIA E HISTÓRIA DE VIDA COM ALUNOS DO 6º ANO

Esta semana eu realizei um trabalho com meus alunos do 6º ano. Depois de fazer uma introdução ao ensino de história, dei a eles uma tarefa para o final de semana: iriam procurar um objeto de família (foto, livro, utensílio ou qualquer outro tipo de objeto) e contar a história dele para a classe.

Para incentivar e orientar a tarefa eu levei para a sala de aula fotos antigas e falei sobre elas. Hoje duas turmas apresentaram o resultado de suas pesquisas: fotos de bisavós, fotos antigas da cidade, moedas raras (inclusive uma moeda de 2000 réis, de prata, datada do ano de 1889, ainda no final do II Reinado), objetos de uso doméstico como uma panela de bronze, uma cafeteira antiga, um telefone de manivela, um livro sobre o centenário de Leopoldina, um fusível utilizado em bases aéreas durante a II Guerra Mundial, discos de vinil e muitas outras coisas.

Cada um escreveu sobre o objeto e contou como fez para descobrí-lo. Um aluno, por exemplo, descobriu na pesquisa que o bisavô era cego e que mesmo cego confeccionava objetos como bengalas com entalhes e canivetes.

Os alunos avaliaram o trabalho como uma forma de conhecer a história de suas famílias e ficaram admirados com a quantidade de informação que receberam de seus pais e avós. Informação que não tinham ainda. Para realizar a tarefa, descobriram pequenos tesouros que escondiam a história de suas famílias.

OBS: Eu tirei fotos dos alunos e seus trabalhos, mas como são mais de 60 crianças, seria injusto colocar as fotos de algumas e deixar as de outra se lado, por isso procurei imagens de alguns dos objetos que foram apresentados para ilustrar a postagem.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA COLÔNIA CONSTANÇA

Fundada em 12 de abril de 1910 (ano do nascimento da minha falecida e amada avó, Mariquinha), a Colônia Constança está completando este ano seu centenário. Sua criação foi muito importante para Leopoldina, pois trouxe para o município um número significativo de imigrantes italianos. Estes imigrantes influenciaram nossa sociedade, de tradição escravista e pouco adptada ainda ao trabalho livre, muito menos ao trabalho livre realizado por brancos de origem européia.

A Colônia Constança foi responsável pelo abastecimento de gêneros alimentícios para a cidade, como pode ser visto em uma nota publicada no Pharol, jornal de Juiz de Fora:

"Na colonia ‘Constança’, do município de Leopoldina, foram plantadas este anno 117 alqueires e 35 litros de arroz e 143 alqueires e 37 litros de milho. Segundo calculo feito pelo esforçado director da colonia, sr. Climenio Godinho, a colheita ali será a seguinte: arroz 9360 alqueires, e milho, 858 carros. O tempo tem corrido muito bem para as roças, sendo muito possível que a colheita exceda o calculo. Na ‘Constança’ fizeram este ano tambem grandes sementeiras de fumo."[1]

Os grandes responsáveis pelas comemorações deste ano são os pesquisadores Nilza Cantoni e José Luiz Machado Rodrigues. Estes dois Leopoldinanses, que não moram mais no município já há muitos anos são responsáveis pelo resgate da memória das antigas famílias que faziam parte da Côlonia. Eles são especialistas em imigração italiana em Leopoldina.

Dentro dos limites impostos pela distância, trabalho e compromissos familiares, eles conseguiram mobilizar um grupo de pessoas que toparam participar das comemorações, que começam agora em fevereiro, durante o Carnaval, com um desfile da escola de sambaUnidos do Pirineus.

No dia 20 de fevereiro, todos estão convidados a ouvirem um programa especial na Rádio Jornal, sobre o Centenário da Colônia Costança. No dia 01 de abril será publicado um encarte especial no jornal Leopoldinense.

Finalmente no dia 11 de abril, às 11 horas, será realizada uma missa na capela da Colônia.

Para ampliar ainda mais a participação da comunidade, os pequisadores fazem um convite a todos:

SE VOCÊ É DESCENDENTE OU AMIGO DE IMIGRANTE, ABRACE ESTA IDEIA


Em abril de 2010 a Colônia Agrícola da Constança completará 100 anos de criação. E neste ano a Imigração Italiana em Leopoldina completará 130 anos. São dois acontecimentos que mudaram a face de Leopoldina e não podem ficar esquecidos. Algumas instituições e pessoas já aderiram à ideia e estão organizando comemorações para os dias 10 e 11 de abril de 2010. Convidamos você a fazer o mesmo!

  • Se você gosta de futebol, vôlei, malha ou outro esporte.... programe um campeonato para abril;

  • Se você faz capoeira, natação ou lutas marciais.... pense em apresentações para abril de 2010;

  • Se você é adepto do vôo livre.... sobrevoe a Onça, a Constança e a Boa Sorte, nos dias 10 e 11.

  • Se você curte cavalgada.... reúna os amigos para um passeio até a Igrejinha da Onça, no dia 11;

  • Se você gosta de ciclismo ou motociclismo... combine um passeio até a Igrejinha da Onça;

  • Se você gosta de desfile de carros antigos.... organize um para os dias 10 e 11 de abril;

  • Se você é comerciante.... programe com o fornecedor uma promoção de produtos da culinária italiana para o mês de abril.

  • Se você é dono de bar ou restaurante.... crie algum prato para lembrar a Imigração e a Colônia;

  • Se você é diretor de clube social ou de serviço.... promova algo para os seus associados, muitos deles descendentes de imigrantes italianos;

  • Se você é professora, professor ou diretor de escola.... não perca tempo. Incentive seus alunos a escreverem sobre a Colônia e sobre a imigração italiana.

Mas se você tem sobrenome italiano faça algo ainda mais prazeroso. Promova um encontro da sua família e participe da missa no dia 11 de abril, domingo, às 11 horas, na Igrejinha da Onça.


E lembre-se que esta Igreja, construída com o auxílio dos colonos, foi escolhida por enquete do Jornal Leopoldinense como “O TERCEIRO CARTÃO POSTAL MAIS BONITO DE LEOPOLDINA”.

Vamos abraçar esta idéia e comemorar mais um marco da nossa história. Não podemos deixar passar em branco este momento.

Da minha parte, pretendo motivar pesquisas nas escolas junto aos meus alunos. Gostaria de poder oferecer mais. No entanto, acretido que cada pequena contruibuição pode ser importante para tornar um evento como esse memorável. Participe, também! Ajude a construir mais um pedaço da nossa história.

Visite o site da Colônia Constança, clicando aqui!

(1) O Pharol, Juiz de Fora, 13/01/1916, n. 11, p. 01.

domingo, 31 de janeiro de 2010

DIA NACIONAL DO HISTORIADOR

A Revista Tema Livre informa:

A partir deste ano, os historiadores passarão a ter o seu próprio dia: A homenagem recaiu sobre 19 de agosto, data que remete ao natalício do intelectual pernambucano Joaquim Nabuco (nascido no ano de 1849), que exerceu uma série de atividades, como, por exemplo, a de diplomata, político e historiador. Além disto, Nabuco foi grande opositor à escravidão e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL). A seguir, a publicação da lei no Diário Oficial da União (http://www.jusbrasi l.com.br/ diarios/1564077/ dou-secao- 1-18-12-2009- pg-1):

“LEI N 12.130, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009

Institui o Dia Nacional do Historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.

O VICE-PRESIDENTE DA REPUBLICA , no exercicio do cargo de PRESIDENTE DA REPUBLICA

Faco saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1 E instituido o Dia Nacional do Historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.

Art. 2 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicacao.

Brasilia, 17 de dezembro de 2009; 188 da Independencia e 121 da Republica.

JOSE ALENCAR GOMES DA SILVA

domingo, 17 de janeiro de 2010

VAMOS AJUDAR O HAITI


Há vário canais para cidadãos e empresários interessados em fazer doações para as vítimas do terremoto no Haiti. Veja quais são as principais formas de ajudar:

Embaixada do Haiti no Brasil
Banco do Brasil
Agência 1606-3
Conta corrente 91.000-7
CNPJ 04170237/0001-71

Cruz Vermelha
HSBC
Agência 1276
Conta corrente 14526-84
CNPJ é 04359688/0001-51

Viva Rio
Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta corrente 5113-6
CNPJ 00343941/0001-28

Care Internacional Brasil
Banco Real-Santander
Agência 0373
Conta corrente 5756365-0
CNPJ 04180646/0001-59

Pastoral da Criança
HSBC
Agência 0058
Conta Corrente 12.345-53
CNPJ 00.975.471/0001-15

Caixa Econômica Federal*
Agência 0647
Conta corrente 3.600-1
CNPJ 00.360.305

* As doações da Caixa serão encaminhadas à Coordenação de Assistência Humanitária (Ocha, na sigla em inglês) pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Escritório das Nações Unidas
.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sugestão de trabalho usando receitas de família

Estou estudando memorialistas nas minhas férias, então devo citar algumas coisas interessantes que tenho lido aqui no blog, com uma certa frequência. Acredito que se possa fazer bom usos de algumas dessas informações para desenvolver um trabalho interessante com os alunos na sala de aula. Vou começar com algo bem exótico: a culinária. Deparei-me com uma comida típica portuguesa nas memórias da professora Áurea Nardelli: Ovos verdes. Cuja receita segue abaixo.

Ovos Verdes (do livro - Cozinha Tradicional Portuguesa Editorial Verbo)

Ingredientes:
Para 4 pessoas

  • 8 ovos cozidos
  • 1 colher de sopa de margarina
  • 2 colheres de sopa de salsa picada
  • sal
  • pimenta
  • 1 ovo inteiro
  • farinha
  • óleo

Confecção:

Cozem-se os ovos durante 10 minutos a partir da fervura.
Passam-se imediatamente por água fria e descascam-se. Depois de frios cortam-se ao meio no sentido do comprimento, e com a ajuda de uma colher de chá retiram-se as gemas, tendo o cuidado de não partir as claras. Deitam-se as gemas numa tigela e, com um garfo, misturam-se com a salsa e a margarina. Temperam-se com sal e pimenta e enchem-se as claras com o preparado. Passam-se os ovos por farinha e depois pelo ovo batido temperado com sal. Fritam-se em óleo bem quente. Acompanham-se com arroz de tomate e salada.

Dica para trabalhar o tema na escola: pedir aos alunos que tragam uma receita de família, algo que não se encontra em qualquer restaurante, passado e pai para filho, por várias gerações. O professor monta um livro de receitas junto com os alunos (que podem inclusive ilustrar, ou acrescentar fotos do prato em questão, acompanhado ou não de quem o produziu), onde o alunos faz uma espécie levantamento histórico da receita (fala sobre a pessoa que a introduziu, por quantas gerações que ela está na família, o significado que ela tem, etc). Dá uma pesquisa muito boa onde se trabalha muitos conceitos relacionados à memória e ao tempo.

Mas atenção, o professor dever preparar um roteiro para que o aluno possa elaborar uma pesquisa usando uma "metodologia" que permita dar ao trabalho realizado mais relevância. Sem roteiro, a pesquisa corre o risco de "desandar".

Atenção: Esta postagem, assim como a idéia nela contida podem ser reproduzidas livremente, desde que citada a fonte e a autora.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dilermando Cruz por Pedro Nava

Estou relendo algumas anotações e pesquisas para aproveitar as férias escolares e desencalhar alguns artigos inacabados, que tiveram que passar a vez para as prioridades de trabalho. Pois é nas férias eu descanso, passeio e aproveito para tocar meus projetos pessoais. Numa destas anotações, realizadas há alguns anos atrás, encontrei uma passagem do livro de Pedro Nava - Baú de ossos - , onde ele dedica toda uma página a Dilermando Cruz. Além de uma descrição do personagem, ele ainda fala da casa onde Dilermando morava, em Juiz de Fora.

Para quem não conhece, Pedro Nava foi um médico memorialista de Juiz de Fora, considerado um dos grandes memorialistas brasileiros. Através de sua premiada obra, ele reabilitou o gênero e mostrou que é possível dar a uma narrativa de memória sentimento, coerência e até um pouco de poesia.

Seguem alguns fragmentos:

O Dr. Dilermando (Martins da Costa) Cruz era um leopoldinense fixado em Juiz de Fora. Fino, elegante, calvo desde muito moço e usando bigode e barbicha que disfarçavam seu ligeiro prognatismo superior. Tinha uma dentadura esplendida e era dono do sorriso mais contagioso que se possa imaginar. Eu adora ir com meu pai à sua casa, por causa dele, dos seus filhos e sobretudo do ambiente de que conservei uma impressão veludosa e colorida. Vastos claros de paredes brancas, pardos de mobílias lustrosas, verde musgo de cortinas e panos de mesa, compondo natureza morta onde as cores eram surdas e sem estridência como nos quadros de Bracque. (...) Estudei sua lembrança, a de seus filhos, a de sua esposa e afinal a de sua residência. Era esta que me levava a liga-lo a Georges Bracque – porque ele morava, sem mais nem menos, dentro de uma natureza morta do mestre. Obrigado, Dr Dilermando, obrigado! Por suas salas cuja arrumação e cujas tintas me prepararam para entender as guitarras, violinos, facas, jarros e travessas de beleza mitológica e de cor abafada do pintor fovista e cubista. Depois soube que o Dr. Dilermando era poeta.[1]



[1] NAVA, Pedro. Baú de Ossos. – 6ª ed – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983, p. 317.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Reflexão de final de ano


Caros amigos, colegas educadores e pesquisadores,

Com essa reflexão gostaria de desejar a todos um feliz 2010, onde possamos continuar errando e aprendendo. Onde possamos fazer novas descobertas sobre o outro e sobre nós mesmos.Que o ano de 2010 seja um ano fértil para que possamos cultivar o amor, a esperança e plantar a semente da paz, pois só desta forma iremos trilhar um caminho de realizações.

Educar é errar e aprender com os erros. Acredito que o ofício de professor nos ensina essa lição: todos nós temos falhas e todos nós cometemos erros, apesar das boas intenções que muitas vezes movem as nossas atitudes. Então, o professor é um aprendiz em constante processo de aperfeiçoamento profissional e pessoal.

Não há como separar as duas coisas, como algumas pessoas acreditam. O professor é um ser humano que vive conflitos diários no ambiente de trabalho e no ambiente privado. Erramos muito mais do que acertamos, uma vez que somos “gente”. Mas o erro ajuda a mostrar os caminhos que não devemos tomar. Não somos detentores da verdade absoluta dos fatos. Umas vezes esquecemos a grafia correta de uma palavra, outra vezes respondemos alunos e colegas de forma rude. Estes são os sintomas da nossa humanidade.


A perfeição é uma meta almejada, mas nunca alcançada. Temos que ser capazes de aprender com os obstáculos, com nossos erros e buscar seguir em frente na nossa vida e no nosso trabalho de cabeça erguida, mas deixando de lado a arrogância. Sim, somos arrogantes, mesmo quando achamos que não, principalmente quando não queremos sê-lo.

Para o professor como para qualquer outro profissional é difícil dizer: eu errei. No entanto, é mais difícil viver escondendo os erros ou fingindo que eles não existem.


Certa vez, nos primeiros anos da minha profissão, por não entender um aluno, entender suas limitações e dificuldades, eu o decepcionei. Não podia desfazer o que havia feito, mas podia admitir meu erro e procurar não repeti-lo. Continuei errando, claro, mas procurando sempre aprender com meus erros.


Durante a vida nós decepcionamos muitas pessoas, mas nossos alunos são aqueles que mais sofrem quando o professor não entende suas necessidades, quando deixa suas incertezas ou mesmo o excesso de confiança em si mesmo influenciarem suas ações diárias.


É muito difícil. Nunca vamos entender todos, nunca vamos agradar todos, mas devemos aprender que educar é demonstrar carinho, compaixão, ser firme nas horas certas, mas não ter medo de admitir que erros podem acontecer e devemos estar preparados para enfrentá-los, por mais sofríveis que sejam.


A humildade de admitir que podemos errar e que devemos buscar a redenção dos nossos erros através de ações construtivas faz o professor crescer. Esta “formação” deve ser tão trabalhada quanto a formação intelectual do docente.


Educar então é errar, aprender com erros, tentar entender o próximo e evitar parâmetros de comparação, pois todos somos pessoas com capacidades e incapacidades, temos que aprender que na escola ou na vida somos chamados a trabalhar para a nossa felicidade e a felicidade daqueles com quem compartilhamos nosso tempo, sejam 365 ou 200 dias por ano.


Feliz Ano Novo!


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Discurso, poder e subjetivação: Uma discussão foucaultiana


Se fôssemos eleger o termo que melhor sintetiza as noções de história, sujeito, discurso e poder dentro de uma perspectiva foucaultiana , seguramente este termo seria Dispersão. O pensamento de que estes conceitos não são mais "o lugar do repouso, da certeza, da reconciliação, do sono tranquilizador " , e sim categorias constituídas eminentemente por lutas e batalhas discursivas é a espinha dorsal da obra de Michel Foucault. Neste livro, tomamos a produção do francês a partir da História da sexualidade para perceber como, de forma descontínua, a história do Ocidente produziu discursos que têm servido de âncora para a criação de diferentes subjetividades baseadas na sexualidade. Dentre tais subjetividades, aquelas circunscritas longe dos padrões heteronormativos serão aqui nosso objeto.
Este livro é uma parte da minha dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós- Graduação em Linguística – PROLING – da Universidade Federal da Paraíba. A ideia da pesquisa se torna concreta dentro das articulações da Linguística com outras áreas do saber e da linguagem com a história. Para tanto, tomou-se o discurso – enquanto instrumento que sustenta práticas - como objeto mediador entre a sistematicidade e as representações sociais da linguagem. Foucault, especialmente em A arqueologia do saber (2008), teorizando sobre a linguagem e o discurso vinculou este último aos processos históricos exteriores à língua. Enquanto conjunto de enunciados, o discurso, neste sentido, não repousaria numa aparente clarividência dos sentidos; estaria além de um jogo de signos linguísticos. Esta direção de pensamento sobre o discurso e a linguagem orientou toda a pesquisa.
A partir desta perspectiva, o objeto de estudo da pesquisa foram os modos de subjetivação discursivisados em perfis de homoafetivos, que se denominam ursos , filiados a sites de relacionamento dirigidos a este grupo. Atentando para o significado e a relevância desse material para os estudos da linguagem, ao mesmo foi dado um enfoque sócio-histórico de cunho qualitativo, a fim de se privilegiar a compreensão e a interpretação do objeto. Por tratar-se de um objeto (no caso, o discurso dos ursos) inscrito em condições sócio-históricas específicas, viu-se a necessidade de focalizá-lo teoricamente considerando a relação entre a linguagem e a história. (...) J.J. Domingos

Discurso, poder e subjetivação: uma discussão foucaultiana
J. J. Domingos
Série Veredas nº 11, 2009. 100p. 13x19cm. R$14,00.

Fonte: Marca de Fantasia
Obs: Gosto desta editora. Ela abre espaço para autores iniciantes e tem preços muito bons.