segunda-feira, 15 de abril de 2013

Artigo sobre educação internacional

Fiz esse texto quando estava em uma pós que não deu certo. Nunca publiquei, nunca ofereci para publicação, mas deu tanto trabalho que não valia a pena deixar guardado sem compartilhar. Leiam e usem com sabedoria (de preferência sem plagiar). 


(COOPERATION FOR THE EDUCATION IN THE COMMUNITY OF THE COUNTRIES OF PORTUGUESE LANGUAGE: BRAZIL, ANGOLA AND GREEN HANDLE)

RESUMO: No presente artigo iremos analisar as relações entre três países que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, fundada em 1996. Nosso foco será estará sobre a cooperação para o desenvolvimento da educação entre Brasil/Angola e Brasil/Cabo Verde. Optamos por realizar um breve relato sobre o percurso dos sistemas de ensino nos países africanos aqui analisados, para então partir para a cooperação bilateral, ratificada por acordos que antecedem a criação da comunidade e que são reforçados e redimencionados pela entrada em cena da CPLP e pelos horizontes que ela abriu, no que tange ao desenvolvimento social e econômico dos países membros.

ABSTRACT: In this article we examine the relations of three countries that are part of the CPLP (Community of Portuguese Language Countries), founded in 1996. Our focus is on cooperation for the evolvement of the education between Brazil and Angola and Brazil and Cape Verde. We decided to build up a brief report on the path of education in the chosen African countries, and then analyze the bilateral cooperation, ratified by agreements prior to establishment of the community.  These agreements were strengthened by the admission to the CPLP and got a new dimension with the group and the possibilities presented by the group, in terms of social and economic development of the member countries.


domingo, 31 de março de 2013

Artigo publicado na Revista labrys, estudos feministas (UnB)

Publiquei meu primeiro artigo do ano (de vários, espero) e o primeiro em como mestranda! A Labrys é uma revista eletrônica, então todos que quiserem podem ler meu texto que, modéstia a parte, está muito bom. Segue o resumo e, depois, o link.


A fragilidade feminina nos quadrinhos de superaventura na década de 1960




Resumo:
Inicialmente, tratados apenas como uma forma de lazer, hoje, as histórias em quadrinhos inspiram uma gama variada de pesquisas em diversas áreas do conhecimento. Um dos gêneros mais populares dos quadrinhos, a superaventura, tem ganhado especial destaque. Todo o discurso e toda a mitologia criada em torno dos super-heróis tornaram os comics uma fonte particularmente rica para os estudos de gênero. Entre os ícones mais cultuados dos quadrinhos está o Superman. No entanto, pouco ou quase nada se fala de sua contraparte feminina, a Supergirl. Nossa proposta, então, é trazer à luz este personagem e analisar o conteúdo de algumas de suas aventuras, publicadas entre 1959 e 1965. A partir da análise deste material, estabelecer relações entre as representações femininas nos quadrinhos da Supergirl e a dominação masculina estabelecida por meio da violência simbólica.

Palavras-chave: Família. Gênero. Quadrinhos. Violência simbólica.


domingo, 10 de março de 2013

Lançamento de livro sobre ensino de história e cultura afro-brassileira


Serão lançados no dia  21 de março às 18:30h, Dia Internacional de Luta contra a discriminação racial., o livro  "O mundo negro: relações raciais e a constituição do movimento negro contemporâneo no Brasil"  de autoria de Amilcar Araujo Pereira, e do livro "Ensino de História e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas", organizado por  Ana Maria Monteiro e Amilcar Araujo Pereira, publicados pela Editora Pallas do Rio de Janeiro



Estes lançamentos  acontecerão na Livraria Cultura, no Centro do Rio.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Lado a lado: história e feminismo

Quem costuma fazer esse tipo de postagem é a amiga Valéria Fernandes (imagino que ela vá comentar, se já não comentou sobre a novela), mas eu não tive como resistir. Não sou noveleira e não assisti a novela tanto quanto eu gostaria, pois trabalho a noite. Mas procurei me informar sempre que possível, nos dias que eu não pude assistir.

Lado a Lado foi um presente pra todas as mulheres. Nada mais justo que terminasse no dia Internacional da Mulher. Tanto pelos personagens, quanto pela forma como abordou alguns temas e chamou atenção para passagens da história como a Reforma Urbana do Rio de Janeiro e a Revolta da Chibata a novela mostrou que é possível divertir e ensinar. Quando isso aconteceu antes? Não faço ideia. Eu pude ouvir meus alunos comentarem sobre esses fatos na sala de aula! Quando eu poderia imaginar isso? Chegou a ser um complemento para a aprendizagem deles.

Pois é algumas vezes a televisão ajuda, embora me entristeça o fato de se valorizar muito mais a baixaria das novelas das nove horas do que a qualidade e delicadeza de uma novela como Lado a Lado, que vai deixar saudade e que espero que seja reprisada várias e várias vezes. 

O que não dizer de Izabel e sua busca por emancipação e pelo reconhecimento de sua importância como mulher e profissional? Ela não lembra nossa Chiquinha Gonzaga, que tanto lutou para ter sua arte e talento reconhecidos?

Podemos apontar mais uma dúzia de mulheres fortes e batalhadoras que povoaram o universo da ficção de Lado a Lado e que foram inspiradas em personagens reais. E elas estiveram lá, do início ao fim. Um exemplo de como a novela homenageou essas mulheres reais na ficção foi o caso da personagem Fátima, que ingressou agora, quase no final da trama. Uma médica pesquisadora, certamente uma homenagem a Rita Lobato Velho Lopes, a primeira mulher brasileira a se formar em medicina, no ano de 1887, outra pioneira

A inspiração de Laura é a escritora potiguar Nísia Floresta (1810-1885), considerada a precursora dos ideais feministas no Brasil. Em 15 livros, Nísia defendeu uma educação igualitária entre homens e mulheres, além de ter fundado no Rio um colégio revolucionário para meninas.  A Tia Jurema é inspirada na baiana Tia Ciata (1854-1924), cozinheira e mãe de santo que chegou ao Rio aos 22 anos e montou seu tabuleiro na Rua Sete de Setembro, no Centro. Além de grande quituteira, ela promovia em sua casa festas dançantes, frequentadas por compositores como Donga, João da Baiana e Sinhô.


Eu poderia falar aqui, também, do resgate da cultura afro-brasileira, do racismo e muitos outros assuntos polêmicos, mas fica para outra oportunidade. Hoje é dia da Mulher e, apesar de tanta coisa ruim que tem acontecido com as mulheres, no Brasil e no Mundo, pelo menos hoje eu quero escrever só para nós e sobre nós. 

Enfim, a um belo trabalho de pesquisa, um elenco maravilhoso, uma novela de época para marcar época. Uma pena que o horário das 18h não seja "nobre" e o público um tanto limitado (a gente sabe que muitas pessoas chegam em casa do trabalho depois das 19h e acaba não assistindo novela, isso acaba fazendo o Ibope cair em relação às outras novelas). Lado a Lado já está deixando saudades. Que venho outras novelas, tão boas e tão ricas em detalhes e cultura.

Leia mais sobre a novela nos links abaixo:

Prêmio Sarau Brasil 2013



Prêmio Sarau Brasil 2013
Concurso Nacional Novos Poetas

Inscrições Gratuitas
De 01 de março a 05 de abril de 2013

www.concursonovospoetas.com.br
Apoio Cultural: Revista Universidade
Realização: Vivara Editora Nacional  

Dia internacional da Mulher apresenta Lyudmila Pavlichenko



Lyudmila Mikhailivna Pavlichenko
Nascimento: 12 de julho de 1916 - Bila Tserkva - Ucrânia
Morte: 10 de outubro de 1974 (58 anos) - Moscou
Nacionalidade: ucraniana
Serviço Militar:
Patente: Major

Lyudmila Mikhailivna Pavlichenko (12 de julho de 1916 - 10 de outubro de 1974), foi uma franco-atiradora soviética durante a II Guerra Mundial. A ela foi creditada a morte de 309 soldados alemães, e é até hoje considerada a sniper feminina mais bem sucedida na história.

Nascida em Bila Tserkva, Ucrânia em 12 de julho de 1916. Aos quatorze anos mudou-se para Kiev com sua família. Nesta época, associou-se em um clube de tiro local, vindo a tornar-se uma exímia atiradora. Trabalhou em uma fábrica de armamentos em Kiev, até sua entrada na Universidade em 1937. Como aluna da Universidade de Kiev, defendeu em seu mestrado a vida de Bohdan Khmelnytsky.

Em junho de 1941, aos 24 anos de idade Pavlichenko já estava em seu quarto ano de história na Universidade de Kiev, quando a Alemanha nazista começou a invasão da União Soviética.

Pavlichenko estava entre os primeiros da lista de voluntários para recrutamento. Onde foi selecionada para participar da infantaria e posteriormente, ela foi designada para o 25º Exército Vermelho -Divisão de Infantaria. Pavlichenko tinha então a opção de se tornar uma enfermeira, mas recusou, sua intenção era participar ativamente dos combates. Desta forma se tornou um dos 2.000 atiradores de elite do sexo feminino no Exército Vermelho, dos quais somente cerca de 500, sobreviveria à guerra. Como atiradora furtiva, fez sua primeira vítima nas proximidades de Belyayevka, usando um rifle de ferrolho Mosin-Nagant[2], com luneta. Tipo de rifle comum entre os atiradores russos e que se tornaria famoso nas mão de outro atirador furtivo russo, Vassili Zaitsev.

Pavlichenko lutou por mais ou menos dois meses e meio em Odessa, onde contabilizaria 187 mortes. Quando os alemães tomaram o controle de Odessa, sua unidade foi evacuada através do Mar Negro até o porto de Sevastopol na Península da Crimeia. Em maio de 1942, já então Tenente, foi condecorada por ter matado 257 soldados alemães. Seu número total de mortes durante a Segunda Guerra seria de 309, incluindo 36 snipers e pelo menos 100 oficiais. Normalmente costumava trabalhar com um observador a uns 200-300m à frente de sua unidade, muitas vezes ficando imóvel por 18 horas seguidas. Em junho de 1942, Pavlichenko foi atingida por um morteiro e foi retirada da batalha por quase um mês, até sua recuperação.

Após a recuperação ela foi enviada para o Canadá e para os Estados Unidos, para uma visita pública e se tornou o primeiro cidadão soviético a ser recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, que a recebeu na Casa Branca. Depois, ela foi convidada por Eleanor Roosevelt a fazer um tour pela América relatando suas experiências em combate. Como presente ganhou uma pistola Colt automática, e no Canadá foi presenteada com um rifle Winchester, que atualmente está no Museu das Forças Armadas de Moscou.

Promovida a major, nunca mais voltou ao combate mas se tornou instrutora e treinou vários snipers soviéticos até a guerra terminar. Em 1943, ela recebeu a Estrela de Ouro de Herói da União Soviética, fato que rendeu sua imagem num selo comemorativo. Seu rifle preferido era um Rifle Tokarev SVT-40, semi-automático, conforme foto acima.[3]

Depois da guerra, ela terminou seus estudos na Universidade de Kiev e começou uma carreira como historiadora. De 1945 a 1953, foi assistente de pesquisas do Chefe do Quartel-General da Marinha Soviética.

Em 1976, foi novamente lembrada em outra edição dos selos comemorativos. Sendo depois integrada ao Comitê Soviético de Veteranos da Guerra. Pavlichenko morreu dia 10 de outubro de 1974, aos 58 anos, e foi enterrada no Cemitério Novodevichy em Moscou. Dois anos depois um navio cargueiro ucraniano seria batizado com seu nome.

Publicado no RECANTO DAS LETRAS

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

DOAÇÃO DE LIVROS PARA CABO VERDE


Recebi da ALLA um pedido do historiador português Pedro Silva para doação de livros a uma biblioteca em Cabo Verde. Ele doou seu acervo de 2500 livros, que dará início à biblioteca. Estou separando alguns. Mas a gente sabe que quanto mais melhor. 2500 livros ainda é pouco. Só a gibiteca da minha escola (sem contar a biblioteca) tem 7000 volumes, para atender cerca de 800 alunos. Lá a biblioteca estará a serviço de toda uma comunidade e arredores. 

Caso alguém tenha interesse em enviar sua produção ou algum livro que ache que possa ser bem usado por eles, entre em contato com:

Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago (Cabo Verde)
Assessor de Comunicação: Sr. Nuno Rebocho
Email: nrebocho45@gmail.com

Lembrando que Cabo Verde é país africano, de colonização portuguesa, cuja economia é subdesenvolvida e que vive basicamente do turismo. Vamos ser solidários. Nosso país anda jogando livro fora (sem serem praticamente usados) e eles estão precisando de livros lá.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Revista Tempo e Argumento


A Revista Tempo e Argumento é uma publicação do Programa de Pós-Graduação em História, da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC. A revista tem periodicidade semestral, de fluxo contínuo para o recebimento de artigos, resenhas, traduções e documentos inéditos. Apresenta como objetivos estabelecer-se como canal de divulgação de estudos recentes e inovadores na área de concentração do Programa de Pós Graduação: História do Tempo Presente; estimular e desenvolver o intercâmbio entre pesquisadores e profissionais atuantes na área de História e/ou áreas afins; fomentar o intercâmbio de informações e experiências entre instituições nacionais e/ou estrangeiras; fomentar o debate de questões teórico-metodológicas referentes à História; divulgar publicações, comentários, entrevistas e documentos concernentes à pesquisa em História.

Para ler a edição atual, clique aqui!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A morte de Augusto dos Anjos nos periódicos, em 1914.


Tendo morrido em 1914, de uma pneumonia, Augusto dos Anjos recebeu homenagens em Leopoldina, Paraíba e Rio de Janeiro, que foram registradas em jornais da época como O Paiz, o Correio da Manhã e o Imparcial, periódicos que circularam no Rio de Janeiro durante muitos anos e que registraram não apenas a presença do poeta naquela cidade, assim como sua obra.

Correio da Manhã, Rio de Janeiro de janeiro, 13 de novembro de 1914, p. 03

O Paiz, Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1914, p. 04

Sobre a morte de Augusto dos Anjos, escreveu o "Imparcial", de 14 de novembro de 1914, p. 02:


"As letras brasileiras perderam ante-ontem um dos poetas novos que mais a dignificavam, pela sua originalidade, pela sua sinceridade e pela sua cultura: Augusto dos Anjos. Espírito votado, todo inteiro ao culto da ideia e da rima, que tratava como objetos da sua religião, Augusto dos Anjos era, talvez, o poeta mais perfeito, mais completo, da sua geração, no Brasil; Inimigo da "reclame", odiando o elogio mutuo tecia em silêncio a trama de seu verso, qual se cumprisse, nesse trabalho, como aranha do pensamento, seu verdadeiro destino na terra. Daí não ter seu nome soprado constantemente nas folhas, entre adjetivos mentirosos e retumbantes; daí não andar de roldão entre as nossas celebridades da Avenida, que tem a imortalidade dos cogumelos; mas daí também ter morrido com a consciência do seu valor e da impericibilidade do seu esforço na vida"

Jornais da região, como o Pharol, de Juiz de Fora, chegaram a publicar poesias de Augusto dos Anjos, anos depois de sua morte.
O Pharol, Juiz de Fora, 01 de maio de 1915, p. 02

O Pharol, Juiz de Fora, 20 de maio de 1915, p. 02
Logo após sua morte vieram as primeiras manifestações de pesar e o reconhecimento do seu valor para a poesia brasileira. Anos mais tarde, não esquecido, encontramos textos extensos que analisam sua poesia, poesia essa que é publicada em revistas e jornais. 

FONTES:

Correio da Manhã, Rio de Janeiro de janeiro, 13 de novembro de 1914, p. 03
O Paiz, Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1914, p. 04
O Pharol, Juiz de Fora, 01 de maio de 1915, p. 02
O Pharol, Juiz de Fora, 20 de maio de 1915, p. 02





A poesia chegou antes do poeta: Augusto dos Anjos

Augusto dos Anjos esteve em Leopoldina por um breve período. Aqui, em Leopoldina,  ele foi nomeado em 1914, Diretor do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, por indicação de José Monteiro Ribeiro Junqueira. Naquele mesmo ano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos morre em Leopoldina, devido a uma pneumonia,  no dia 12 de novembro de 1914.

O interessante é que , cinco anos antes de vir para Leopoldina, Augusto dos Anjos já era conhecido aqui, pela sua poesia. No dia 18 de julho de 1909 a Gazeta de Leopoldina, periódico de propriedade de José Monteiro Ribeiro Junqueira publicou uma de suas mais conhecidas poesias, "Versos Íntimos".


Gazeta de Leopoldina, Leopoldina, 18 de julho de 1909. p. 01.


Antes de se fixar em Leopoldina, Augusto mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1910. sua chegada chegou a ser noticiada nos jornais, uma vez que, além de advogado, pertencia a uma família influente na Paraíba. No entanto, atua muito mais como professor do que como advogado, o que pode ser comprovado, também, nos periódicos da Capital Federal, como "O Paiz", onde ele colocou anúncios diários oferecendo seus conhecimentos para ministrar aulas particulares em sua casa.


O Paiz, Rio de Janeiro, 06 de janeiro de 1911, p. 08


No jornal, o Imparcial, aparece o anúncio do Colégio Sagrado Coração de Jesus. Nele há um Dr. Augusto dos Anjos, professor. Em 1914 seu nome não aparece mais, o que sugere que Augusto dos Anjos talvez tenha lecionado também naquela escola. conforme pode ser observado no recorte abaixo:


O Imparcial, Rio de Janeiro, 07 de dezembro de 1914, p. 15.
Segundo referências bibliográficas do autor, disponíveis na internet, Augusto foi  nomeado professor de Geografia, no Colégio Pedro II, em 1911. No entanto, a frequência com que os anúncios de aulas particulares aparecem no jornal é um indicador da necessidade do poeta de prover sua casa com um salário além daquele que recebe por suas aulas. O Augusto professor sofre já naquela  época com os baixos salários oferecidos pelo magistério. 

FONTES: 

Augusto dos Anjos - Poeta brasileiro. Disponível em: www.e-biografias.net/augusto_anjos/, acesso em 11/01/2013.


Gazeta de Leopoldina, Leopoldina, 18 de julho de 1909. p. 01.
O Imparcial, Rio de Janeiro, 07 de dezembro de 1914, p. 15.
O Paiz, Rio de Janeiro, 06 de janeiro de 1911, p. 08

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O pesadelo da educação

O título é radical, eu sei, mas ele tem uma explicação. Esta noite eu sonhei com a escola. Acredito que seja algo relativamente normal sonhar com o trabalho. Mas a lembrança desse sonho me fez meditar sobre uma aflição minha como professora e que não se resumo apenas aos meus alunos mas, também, a outros grupos de profissionais que atuam não apenas na educação mas em diversas áreas. 

Quem nunca ouviu a frase "A escola não me ensinou isso" ou "A universidade não me ensinou ou preparou para aquilo". Pois bem, no meu sonho uma aluna me questionava sobre uma questão de múltipla escolha que peguntava sobre algo que ela não sabia, pois não estava no livro. Na verdade, a questão principal era relacionada à terminologia: a escola não ensino a ela o significado daquele termo.

Existe um equívoco muito comum entre estudantes e profissionais em geral. Eles acreditam que a escola vai lhe oferecer tudo que eles precisam. Isso não é verdade. A escola lhe oferece a habilidade de ler e a competência de entender o que está lendo, entre outras coisas. Ela lhe sugere leituras mas ela não te diz: leia isso que será suficiente.

Então, se eu sou estudante, professor, advogado, engenheiro ou qualquer outro profissional e achar que toda  muita cultura, conhecimento e erudição irá se limitar àquilo que eu li e aprendi na escola, não serei um profissional competente.

A qualidade do nosso trabalho advém muito mais do reconhecimento da necessidade de ampliar nossos horizontes de conhecimento, de buscar por aperfeiçoamento. Não confundam aperfeiçoar com fazer uma pós ou um curso de extensão apenas. O aperfeiçoamento profissional e o crescimento pessoal não vêm daquilo que me mandaram ler ou estudar, mas daquilo que eu achei que seria necessário saber; do meu interesse em conhecer coisas novas; de frequentas ambientes diferentes; de ouvir e valorizar o que o outro tem a me dizer e oferecer.

A escola é um lugar de passagem, o conhecimento mais amplo está no mundo e na vivência. Acho que falta hoje o reconhecimento de que é necessário um esforço diário e constante para o aperfeiçoamento. É muito mais fácil dizer que a "escola não me ensinou".

sábado, 29 de dezembro de 2012

SIMPÓSIO TEMÁTICO SOBRE HISTÓRIA E QUADRINHOS APROVADO PARA O SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA DE 2013



ST:  História e Quadrinhos: Pesquisa e Ensino em História e as Interações com a Nona Arte

Coordenadores: GÊISA FERNANDES D´OLIVEIRA (Doutor(a) - Observatório de Histórias em Quadrinhos/USP)


Resumo: Visando dar continuidade ao trabalho realizado no XXVI Simpósio Nacional de História, o ST História e Quadrinhos se propõe a discutir os limites da representação histórica e a construção de narrativas históricas e ficcionais nas Histórias em Quadrinhos (HQs). 

A proposta compreende os seguintes subtemas:
  • Tudo é História (em quadrinhos)?: registro histórico e ficção;
  • Documentação em quadrinhos: HQs, fidelidade histórica e memória;
  • Teoria e metodologia para o uso das HQs como fonte primária em História; 
  • História, HQs e Estudos Culturais;
  • A nova História (em quadrinhos): HQs e práticas sociais;
  • HQs e o ensino de História: propostas, usos, experiências; 
  • Os donos da História: o papel das HQs na história das mídias; 
  • História das histórias em quadrinhos: novas abordagens;
  • “Quem conta um quadro...”: HQs e os novos recursos didáticos para o ensino de História
Justificativa: As Histórias em Quadrinhos são um bom exemplo da influência das linguagens na formação de saberes históricos. Estes, por sua vez, se dispersam em programas de cultura (SCHMIDT, 2000) diversos que muitas vezes reforçam a separação entre saberes dominantes e saberes periféricos, discursos competentes e linguagens desqualificadas.

Os saberes dominados (FOUCAULT, 2004) podem ser definidos como: 1) conteúdos históricos que passam despercebidos em coerências funcionais ou em sistematizações formais e 2) série de saberes, previamente “desqualificados como não competentes ou insuficientemente elaborados: saberes ingênuos, hierarquicamente inferiores, saberes abaixo do nível requerido de conhecimento ou de cientificidade.” (FOUCAULT, 2004, p.170)

A expansão e diferenciação dos suportes trazem, por sua vez, novos problemas ao ensino e à pesquisa em História. O uso de Histórias em Quadrinhos em livros didáticos, ou como fonte primária em dissertações ou teses são exemplos das mudanças ocorridas no discurso científico.

Os objetos de análise histórica mudaram, bem como a relação que se pode estabelecer com eles, a ponto de podermos encará-los, se assim o desejarmos, ora com o distanciamento indispensável à crítica, ora com a aproximação necessária para a fruição. 

A boa acolhida ao Simpósio Temático em sua primeira edição gerou frutos, como a formação de novas parcerias entre pesquisadores, provando a necessidade de espaços de discussão e reflexão sobre o tema. A inclusão das Histórias em Quadrinhos como documentação válida para o entendimento de questões pertinentes à pesquisa e ao ensino de História renova o diálogo entre linguagens e disciplinas acadêmicas, para proveito de ambas.


XXVII Simpósio Nacional de História ocorrerá de 22 a 26 de julho de 2013 na UFRN, em Natal - RN. Mais informações, clicando aqui!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Reavendo meus contatos


Pessoal, fiquei 10 dias sem meu computador. O HD dele simplesmente parou e eu quase perdi tudo que tinha (e é muita coisa, mesmo, algo perto de 300 GB). 

Mas deu tudo certo e o prejuízo não foi grande. Acontece que eu fiquei sem meus arquivos do Outlook, tanto e-mails quanto mensagens arquivadas. Por isso, se alguém que recebe mensagens do blog ou que já mantinha contato comigo quiser me reenviar seu endereço de e-mail, é só escrever para nogueira.natania@gmail.com para que eu possa atualizar meu banco de dados.

Abraços e Boas Festas!!

Preservação do patrimônio arquitetônico em Leopoldina

Rua Barão de Cotegipe
No dia 19 de dezembro saiu uma reportagem no MG TV, na TV Integração, filiada à Rede Globo, sobre a falta de preservação do patrimônio arquitetônico de Leopoldina. A reportagem foi motivada pelo texto publicado no Jornal Leopoldinense, no dia 13 de dezembro, acerca de preocupação da pesquisadora Nilza Cantoni sobre o patrimônio histórico da cidade, que tem se perdido com o tempo.

O jornal entrou em contato com ela e ela indicou a OSCIP Felizcidade como sendo uma referência, dado o excelente trabalho realizado com a publicação da Revista Eletrônica que reúne documentos sobre a cidade, desde o século XIX. A reportagem foi feita no dia 18 de dezembro e veiculada no dia 19 de dezembro. Nela, falamos, eu. José Gabriel e Renata Arantes, um pouquinho sobre a questão da destruição do patrimônio arquitetônico em Leopoldina e o que vem causando uma gradativa descaracterização da cidade, principalmente na Rua Barão de Cotegipe. 

Oras, pode haver progresso sem destruição do patrimônio. Infelizmente, as pessoas não entendem que quando descaracterizam a cidade estão, também, abrindo mão de várias vantagens que vem com a preservação. Leopoldina é uma cidade bonita, que tem sua singularidade em seus casarões, seu calçamento, sua arborização. O turista que vêm à nossa cidade considera isso um atrativo. É o charme de Leopoldina. Se nós começarmos a destruir aquilo que nos caracteriza, estamos destruindo, também, a possibilidade de aumentar o rendimento do comércio, dos hotéis e restaurantes. Quando não tivermos mais atrativos, o que vaio atrair nossos turistas? O que vai fazer nossos primos, tios e amigos desejarem vir passar as férias com suas famílias aqui? O calor?

São alguns pontos que devem ser levados em consideração. Mas não devemos esquecer, também, que não basta o desejo de preservar, é necessário incentivo. O que o morador ganha caso sua casa seja tombada? Ele tem desconto no IPTU? O que o comerciante ganha ao preservar a fachada da sua loja e evitar a poluição visual? É preciso que se criem leis de incentivo, aí então, ao invés de termos apenas quatro imóveis tombados, teremos quarenta.

Infelizmente, o que tem acontecido é uma corrida para se "desfigurar" ou "demolir" o casario, com medo de que ele seja tombado pelo município (histeria desnecessária, visto que faz tempo que não se tomba nada por aqui). Basta andar pelas ruas mais antigas da cidade e você irá encontrar um exemplo do que eu estou falando.

Para ler a reportagem sobre o descaso com a preservação do patrimônio, clique aqui. Para assistir o vídeo sobre a reportagem, clique aqui.