quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

FRANCES E HISTÓRIA NA SALA DE AULA: SERÁ QUE DÁ CERTO?


Uma coisa curiosa aconteceu comigo ontem. Eu estava dando aula na turma do 8º ano C, da Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado, falando sobre pensadores iluministas -, matéria que geralmente não provoca muito interesse nos alunos - quando fui pega de surpresa com uma pergunta: - Professora, a senhora não pode ensinar francês para a gente?

Primeiro eu ri, achei engraçado, depois eu fiquei surpresa porque eles realmente estavam me fazendo uma proposta. Querem que eu tire alguns minutos do final da aula para ensinar o (pouco) que eu sei de francês para a turma.

Eu já tenho lá quase 20 anos de magistério e nunca havia acontecido isso. Então eu fiz um acordo com eles: os 10 minutos finais da aula - começando hoje - eu tiraria para estudarmos francês. Já preparei o material do primeiro dia: vou trabalhar a pronûncia. Tenho também material audiovisual. Agora é aguardar para ver se o interesse é passageiro ou não.

Caso os alunos se entusiasmem, já estou aqui fazendo meus planos de trabalhar com eles pequenos textos - futuramente - em francês, onde eles possam ler, compreender e traduzir. No início, textos pequenos e simples, depois alguns fragmentos de textos que tenham alguma relação com história. Não sei se eles irão sair falando francês, mas vai ser um incentivo a mais para que eu pratique e uma motivação para que os alunos desejem conhecer outros tipos de linguagem.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dossiê Ensino de História


Recebi por e-mail, da Profa. Dra. Cristiani Bereta da Silva (UDESC) duas dicas de leitura para professores de história e especialistas em educação, que estão disponíveis na Internet.

  1. Dossiê História e Ensino. Teorias e metodologias publicado na Revista Antíteses, periódico semestral eletrônico on-line do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Estadual de Londrina (clique aqui para ler.
  2. Dossiê Ensino de História publicado na Revista PerCursos, periódico editado semestralmente pelo Centro de Ciências Humanas e da Educação/FAED, da Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC (Clique aqui para ler)
Ainda não li os textos, apenas alguns resumos. Mas vale a pena ter o material.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CARTILHA DO SEXTO ANO - REVISADA

Fiz uma revisão e ampliei atividades da apostila que eu montei em 2008 para uma turma do sexto ano com a qual eu tinha dificuldade em trabalhar. Fiz a adaptação do conteúdo de acordo com o CBC de MG. Como muita gente acessa e pede a apostila, achei melhor dar uma ampliada e uma revisada, pois eu fiz tudo "correndo". Ainda não está 100%, mas já dá para "quebrar um galho".

Apostila_completa_revisada_2011


A versão em PDF ficou com algumas "falhas" na formatação que não existem na versao em word, então peço desculpas antecipadas elas "falas fora dos balões".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Passeio pelo meu cantinho de trabalho

A primeira faxina do ano começou ontem e terminou hoje. Eu deixei por último meu local de trabalho e estudo, onde faço de tudo: de preparar provas, postar nos blogs, pesquisar e escrever textos. A arrumação demorou 5 horas! Fiquei exausta, mas gostei tanto do resultado que resolvi documentar em vídeo. Quem tiver curiosidade em conhecer meu cantinho, veja o vídeo abaixo:

sábado, 22 de janeiro de 2011

As condições para uma educação de base com qualidade na América Latina: Revista Diálogo Educacional


Eu estou focando doida com tanto e-mail atrasado para responder.

Ontem eu li um e-mail onde uma pessoa me pedia o artigo publicado na Diálogo Educacional, As condições para uma educação de base com qualidade na América Latina, em co-autoria com o prof. Akkari. Eu deletei o e-mail, sem querer e hj fui responder e, bem, não estava lá.

Então, para tentar minimizar o problema, estou disponibilizando uma cópia em pdf, para quem tiver interesse. É só enviar um e-mail para nogueira.natania@gmail.com. Não irei deletar , prometo!



domingo, 16 de janeiro de 2011

SOBRE O ARQUIVO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LEOPOLDINA E O OFICIAL DA SECRETARIA (1892)

Por muito tempo eu sonhei com um arquivo publico organizado em Leopoldina. Arquivo nós temos, organizado é um outro detalhe. Estou dando um olhada no regimento da Câmara de 1892 e encontrei um capítulo dedicado ao arquivo da Câmara. Simples, ele define função do arquivo determina que tipo de documento deve ser arquivado. O responsável é pela organização do arquivo, na época, era o secretário da Câmara. Segue o trecho do Regimento de 1892, p. 58 e 59:

REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LEOPOLDINA




Quase em seguida, vem as atribuições do Oficial da Secretária, personagem ativo e presente nos relatórios da Câmara, reponsável pela escrituração de toda a documentação circulante.

SOBRE AS ATRIBUIÇÕES DO OFICIAL DA SECRETARIA

Comentando o livro "Introdução às perspectivas interculturais em educação"

Aproveitei as férias para fazer a leitura do livro do amigo Abdeljalil Akkari* "Introdução às perspectivas interculturais em educação" (106p.), publicado neste fim do ano de 2010 pela EDUFBA. Não constituiu necessariamente um esforço, visto que a leitura foi imensamente prazerosa.

O livro tem seu enfoque, como o título mesmo já esclarece, nas relações interculturais na educação. No entanto, engana-se quem pensa que ele se limita apenas a esse tema. Os primeiros capítulos versam sobre conceitos como cultura, etnocentrismo e multicultu
ralismo, apresentando-os de forma bem didática, cujos apontamentos vão muito além da sociologia da educação.

O autor analisa as realidades europeia e norte-americana, trazendo à luz o processo histórico que contribuiu para a formação de sociedades multiculturais assim como as políticas públicas de que promoveram ora a assimilação, ora a integração destas culturas. Passa pela questão da segregação social nos Estados Unidos, pela questão da imigração europeia para a América e da imigração africana e asiática para
a Europa. A questão das migrações recebe uma atenção especial pois ajuda a entender a questão multicultural, principalmente nos países europeus.

Enfim, não estou fazendo uma resenha, portanto não estou me atendo ao compromisso de seguir um roteiro, fazer citações ou reflexões mais profundas. Eu o livro em primeira mão (olha que chique), gostei e recomendo. Acredito que ele possa ser adquirido diretamente no site da EDUFBA (clique aqui). Até a presente data ele ainda não se encontra resenhado no site, então, creio que seja necessário enviar um e-mail
para saber qual o preço e condições para remessa.
* Abdeljalil Akkari é professor em Dimensões Internacionais e Comparadas da Educação da Universidade e Genebra e Pró-Reitor de Pesquisa da Haute Ecole Pedagogique Berne-Jura-Nauchâtel (HEP-BEJUNE).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

SOBRE AS ATRIBUIÇÕES DO AGENTE EXECUTIVO MUNICIPAL


Ao ler parte do Estatuto Municipal de Leopoldina (1892), que se adequa à nova Constituição do Estado de Minas e do Brasil (1891), deparei-me com uma informação importante: as atribuições do Agente Executivo Municipal.

Eu já havia pesquisado na Internet sobre o tema, procurado em livros e buscado mais informações por meio de fontes orais. Nunca encontrei nada muito concreto. Como eu pesquiso história local no período da Primeira República a situação em si era um problema.

O Estatuto, nesse sentido, acabou por romper esta barreira. Pensando em outros colegas que podem estar passando pela mesma dificuldade, resolvi postar um resumo sobre o assunto.

  • O cargo de Agente Executivo era preenchido mediante eleição, com mandato de três ano;
  • Havia remuneração (subsídio);
  • Na ausência do Agente Executivo, assumia o cargo o Presidente da Câmara;
  • Se o Presidente da Câmara não pudesse exercer a função ela passava na ordem, para o vice-presidente, para vereador distrital conforme ordem de votação;
  • Era uma das obrigação do agente enviar para a Câmara um relatório anual, prestando contas de suas ações.

Mais informações, assim como atribuições do cargo, seguem no documento abaixo, de onde retirei as informações resumidas acima.

Agente Municipal

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!


O ano de 2011 foi um ano muito bom, de novas descobertas, novos projetos e novas amizades. Não desejo mais do que isso para 2011. Agradeço a todos que visitam o blog pelos comentários, pelas dicas e por estarem conosco neste ano de 2010. Um Feliz 2011 a todos!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

NOVAS INFORMAÇÕES SOBRE O THEATRO ALENCAR



Revendo o livro com os relatórios da Câmara, encontrei várias notas sobre o Theatro Alencar. Elas se referem aos anos de 1923 a 1926, que antecedem à venda do prédio ao sr. Salvador Rodriguez y Rodriguez. Os relatos do Presidente da Câmara, Carlos Coimbra da Luz, falam sobre o estado precário em que o prédio se encontrava e da necessidade de reformas urgentes.

O prédio, na época, estava arrendado para a empresa
Arantes & Nogueira e pertencia à Câmara Municipal. O teatro era uma das formas de lazer mais procuradas pela população da cidade, o que pode ser confirmado pela leitura de várias notas lançadas na Gazeta de Leopoldina. e em outros periódicos que circularam em Leopoldina no final do século XIX e boa parte do século XX. O prédio do Theatro Alencar teria sido o primeiro para tal fim -

entretenimento - a ser construído em Leopoldina.


Respondendo aqui a uma questão levantada pela pesquisadora Nilza Cantoni, em texto publicado na Internet (clique aqui para conferir), a estrutura arquitetônica do Theatro Alencar que resiste até nossos dias, foi resultado de reforma efetuada a partir de 1927 por
Salvador Rodriguez y Rodriguez, após adquirir o prédio da Câmara Municipal pelo valor de 25 mil réis.

Segundo relatórios da Câmara, o prédio estava em vias de interdição em 1923, tendo sido posteriormente fechado. A princípio parecia intenção do Presidente da Câmara promover a reforma do Theatro Alencar ou construir outro prédio, tendo sido promulgada lei nesse sentido.

No entanto, alegando ônus aos cofres públicos, Carlos Luz acabou por autorizar a venda o edifício, em 1926. Seguem, trechos retirados do relatório do Presidente da Câmara acerca do processo acima descrito.


THEATRO
O velho casar]ao do Theatro Alencar, que é hoje propriedade da Câmara, não satisfaz às exigências dos modernos regulamentos de casas de diversões. Reformá-lo ou substituí-lo por outro é, pois, dever da administração.

Para esse fim, tenho entabolado negociações com a atual empresa arrendatária, que parece disposta a construir novo Theatro, em lugar apropriado, sem ônus para a Câmara, desde que lhe faça esta algumas concessões, conforme se tem praticado em outros municípios. Essas concessões, porém, só poderão ser feitas em virtude de lei e mediante concorrência pública.

Fonte: Câmara Municipal de Leopoldina. Mensagem do Presidente da Câmara Carlos Coimbra da Luz, contendo relatórios referentes ao exercício de 1923. Typ. Gazeta de Leopoldina, Leopoldina, 1924, p. 22.


THEATRO

Por oferecer perigo público, mandei fechar o Theatro Alencar, que se achava arrendado à Empresa Arantes & Nogueira.

A Lei n. 373 de 12 de novembro, deu-me poderes para contratar, com quem melhores vantagens oferecer, a construção, sob moldes modernos, de um prédio para theatro, ou reformar o atual, podendo desapropriar para esse fim os imóveis que forem necessários.

Por motivo financeiro, parece preferível reformar o atual prédio do Theatro, transformando-o convenientemente, de modo que se torne elegante e confortável.

Para isso, será necessário talvez adquirir um dos prédios vizinhos.

Fonte: Câmara Municipal de Leopoldina. Mensagem do Presidente da Câmara Carlos Coimbra da Luz, contendo relatórios referentes ao exercício de 1924. Typ. Gazeta de Leopoldina, Leopoldina, 1925, p. 32

THEATRO

Por ter sido fechado o Theatro Alencar, em virtude de vistoria realizada no mesmo, a requerimento da empresa arrendatária, está a cidade, há dois anos, privada dessa casa de diversões. não pode a Câmara, sem sacrifício de outros serviços urgentes, custear as despesas de reforma do prédio.

Mandei projetar e orçar as obras mais necessárias do mesmo e penso em abrir concorrência pública para a respectiva execução, mediante concessão de vantagens ao concorrente aceito, quando à exploração do Theatro.

Fonte: Câmara Municipal de Leopoldina. Mensagem do Presidente da Câmara Carlos Coimbra da Luz, contendo relatórios referentes ao exercício de 1925. Typ. Gazeta de Leopoldina, Leopoldina, 1926, p. 42

THEATRO
De acordo com a vossa autorização, expus à venda em hasta pública, o prédio do Theatro Alencar, a fim de ser reconstruído pelo arrematante, para o mesmo destino.
Aceita a proposta do sr. Salvador Rodriguez y Rodriguez, assinou-se , a 11 de agosto, a respectiva escritura de venda, pelo preço de 25 contos de réis, manifestamente vantajoso para o município.

A cidade ficará, destarte, dotada de uma boa casa de diversões, sem ônus para a Câmara.

Fonte: Câmara Municipal de Leopoldina. Mensagem do Presidente da Câmara Carlos Coimbra da Luz, contendo relatórios referentes ao exercício de 1926. Typ. Gazeta de Leopoldina, Leopoldina, 1927, p. L


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

UM FELIZ NATAL


Que o Natal aqueça nossos corações e ilumine nosso espírito para que possamos ser mais solidários com o próximo e com nosso planeta!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ENFIM, AS FÉRIAS!


Pois é, sou filha de Deus e mereço umas férias, que começam oficialmente amanhã. Com o calor que anda fazendo em Leopoldina, o cérebro não funciona muito bem, então terei que me dedicar à exploração de piscinas e cachoeiras locais. Em Janeiro nada como uma boa viagem para estar perto dos amigos e curtir uma boa praia ( sabe como é, Minas não tem praia e diversão de mineiro é invadir a praia de outros Estados).


Mas como acontece sempre, quanto mais descansada eu fico, mais ideias eu tenho, então, neste verão podem pintar alguns novos projetos para 2011 assim como alguns fragmentos de pesquisa.


No mais, boas férias para todos, descansem bastante, mas não deixem de conferir o blog, pode ser que tenhamos uma boa surpresa por aqui!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

QUADRINHOS NO ENCONTRO DA ANPUH DE 2011


Eu e Valéria Fernandes tivemos nosso minicurso aprovado para o Encontro Nacional da ANPUH de 2011, que vai comemorar os 50 anos da instituição. O evento será realizado na USP.

Histórias em quadrinhos: pesquisa e ensino

Coordenadores: NATANIA APARECIDA S NOGUEIRA (Pós-graduado(a)/Especialista - Secretaria Municipal de Educação de Leopoldina), VALERIA FERNANDES DA SILVA (Doutor(a) - Faculdade Teológica Batista de Brasília)
Ementa: Esta proposta é resultado de um trabalho que vem sendo realizado há alguns anos pelas proponentes nas instituições nas quais lecionam e em comunicações científicas apresentadas em diversos eventos. Ela parte do princípio de que as Histórias em Quadrinhos são uma mídia ainda pouco explorada como fonte de pesquisa e de ensino de História. Acreditamos que as Histórias em Quadrinhos são produto de uma determinada época e possibilitam discutir e refletir sobre o contexto que o produziu, assim como discutir os períodos históricos que buscam retratar. Examinaremos as possibilidades de pesquisa com quadrinhos, em História do Brasil dentro do recorte que vai de 1869 – ano da publicação da primeira HQ – até a década de 1970; e em História Geral através de HQs produzidas em várias partes do mundo – EUA, França, Japão – e que se proponham a discutir períodos ou eventos específicos, como a Revolução Francesa.

Também foi aprovado um Simpósio Temático sobre quadrinhos e história

História e Quadrinhos: pesquisa e ensino em História e as interações com a nona arte

Coordenadores: GÊISA FERNANDES D´OLIVEIRA (Doutor(a) - Observatório de Histórias em Quadrinhos/USP)
Resumo: Discutir as relações entre História e a linguagem das Histórias em Quadrinhos, enfocando aspectos como: ensino, fidelidade histórica, tensão entre ficção e realidade, registro histórico e registro ficcional. Esta proposta será dividida nos seguintes subtemas:

• Tudo é História (em quadrinhos)? - Registro histórico e ficção
• Quadrinho é documento? - Histórias em quadrinhos como fonte de pesquisa em História.
• Fidelidade histórica e quadrinhos
• História, HQs e Estudos Culturais
• A nova História (em quadrinhos) - HQs e práticas sociais
• HQs e o ensino de História: propostas, usos, experiências
• Os donos da história: como as HQs foram usadas em diferentes conflitos históricos
• História das histórias em quadrinhos: novas abordagens
• Quem conta um quadro...: HQs e os novos recursos didáticos para o ensino de História

Para mais informações sobre o evento, clique aqui!

domingo, 12 de dezembro de 2010

ATUALIZANDO CARTILHA DE HISTÓRIA PARA O SEXTO ANO


Tenho recebido pedidos de várias pessoas que tem interesse em um cartilha que eu montei há alguns ano. No entanto ela está precisando ser atualizada, tanto em conteúdo quanto em propostas de atividades. Então, verei se começo a mexer nela ainda este mês para que até o início do ano eu possa republicá-la e disponibilizá-la para download.

MEU PÉ DE LARANJA LIMA E A HISTÓRIA DA ELETRICIDADE

Hoje pela manhã fui a Piacatuba, distrito de Leopoldina, para ver de perto as filmagens do filme "Meu pé de Laranja Lima", nova adaptação do livro de José Mauro Vasconcelos . Eu li o livro quando tinha lá meus 13 anos de idade. Uma história emocionante e terna. O livro conta a história de Zezé, um menino de aproximadamente 6 anos (que no filme é vivido pelo ator João Guilherme), de família pobre e numerosa. Por causa do desemprego de seu pai, eles foram obrigados a mudar para uma casa menor, onde o garoto conheceu Minguinho seu pé de laranja lima, que fica sendo seu melhor e único amigo.


Apesar de muito levado, Zezé era também muito inteligente, tendo aprendido a ler bem cedo e por isso foi matriculado na escola, aos cinco anos , aproximadamente. Lá ele era um garoto muito comportado e gostava muito da professora Célia Paím. Um dia o garoto foi pegar uma carona do lado de fora do carro, mas o carro era de um português chamado Manuel Valandarez, que tinha o carro mais bonito da cidade. O português viu isto e lhe deu uma surra que o garoto jurou se vingar.

Bruna e o ator João Guilherme, que faz o papel de Zezé



Com o passar tempo, ele acabou esquecendo o
ocorrido, até que um dia ele pisou num caco de vidro que abriu um corte. O português vendo aquele corte enorme levou o garoto de carro até o hospital, e fizeram muitos ponto nele. Desde então eles ficaram muito amigos, e passaram a ter uma relação pai e filho.

Um dia porém, Zezé recebeu a notícia que o carro do português foi esmagado por um trem. Com a morte do amigo o garoto entrou numa depressão profunda. Sua família achou que foi a notícia que seu pé de laranja lima seria cortado. Aos poucos ele acabou se recuperando da perda e conseguiu retornar a sua vida normal.
José de Abreu e eu (temos bom gosto para roupa)

O livro já havia sido adaptado para o cinema e até para a televisão. Na nova versão, o português é interpretado pelo ator José de Abreu, sempre muito simpático com todos que visitam o local das filmagens. Além de Piacatuba, o filme está sendo rodado também em outros distritos de Leopoldina e na cidade de Recreio.

Local das filmagens faz parte da memória de Leopoldina e da Zona da Mata

Hoje as filmagens ocorreram a antiga Usina Maurício, hoje parte do Museu da Eletricidade, da Energisa. A Usina Maurício foi construída por José Monteiro Ribeiro Junqueira, João Duarte Ferreira e Norberto Custódio Ferreira, que na época estabeleceram na Zona da Mata uma das primeiras empresas de geração de energia de Minas Gerais, a Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina, com sede na cidade de Cataguases, Minas Gerais. Fundada em 1907, a Cataguazes-Leopoldina é a terceira sociedade anônima a obter registro na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

A construção da usina foi uma verdadeira aventura. As obras ficaram sob o comendo do engenheiro Otávio Carneiro enfrentou todo tipo de obstáculos, como a topografia acidentada do local, carência de mão-de-obra especializada, estradas precárias para o transporte dos materiais, além de prolongada estação de chuvas. O lançamento da pedra fundamental da futura hidrelétrica se deu no dia 2 de setembro de 1906. A Usina Maurício entrou em operação em 14 de julho de 1908, portanto em 22 meses e 12 dias após ter sido iniciada. A usina Maurício com seus equipamentos originais encontra-se até hoje em funcionamento.

O passeio a Piacatuba foi duplamente vantajoso, além de visitarmos o local das filmagens e conhecermos alguns dos atores ainda foi possível visitar a antiga usinam que é um verdadeiro sítio arqueológoco, com suas imensas tubulações e maquinário. Aproveitando demos uma passadinha a cachoeira Poeira d' Água que sempre fornece lindas imagens.