segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Escola Municipal Judith Lintz nas Olimpíadas de História


Inscrevi duas equipes, do noturno, nas Olimpíadas Nacionais de História. A primeira fase começou semana passada e hoje eu verifiquei o resultado: as duas equipes passaram para a segunda fase! É uma grande conquista para para nós, pois os alunos do noturno foram os únicos que demonstraram interesse e me procuraram para a inscrição. As componentes de uma das equipes não sabem nem usar o computador e nem isto foi obstáculo. Estou orgulhosa deles.

Eu acompanho a realização das atividades mas procuro interferir o mínimo possível para que ele possam ter certeza de que passaram de fase pelo seu próprio mérito. Hoje iremos começar a fase 2. Estou torcendo para que cheguem até a terceira fase. Cada conquista está sendo uma pequena vitória. Torçam por nós!

sábado, 26 de setembro de 2009

Momento nostalgia

Quando fui procurar as fotos que tirei dos alunos durante o projeto de educação patrimonial, encontrei uma foto da minha formatura. Vou fazer um breve momento nostalgia. Tenho muitas saudades dos amigos e do tempo de faculdade.


Da esqueda para a direita: Renata Conte, Cinara (esposa do Julio), Júlio, o namorado da Cristina, a Cristina, Nilma, Silvana, Luiz Leitão, Elvia e eu agachada.

Resgatando antigos projetos

O registro de projetos desenvolvidos na escola, assim como relatos de experiências são fundamentais para o amadurecimento do profissional do ensino. No início da minha carreira como professora eu não tinha ainda esta preocupação. Assim, muitos dos meus projetos, realizados até o ano de 1998, não foram nem transformados em relatos, nem detalhados de qualquer outra forma.

Então, nada mais pertinente do que regatar a memória destes trabalhos, a começar pelo primero, que marcou muito a minha vida, como professora e como pesquisadora. Meu primeiro projeto com alunos do ensino médio, em 1995 e foi justamente um projeto de educação patrimonial. Não cheguei a escrever artigos ou comunicações sobre a experiência, pois ainda era uma professora bem imatura.

Na época eu cursava o primeiro ano da minha especialização em História Regional e estava tendo minhas primeiras noções de pesquisa. Praticamente não saia do Arquivo Histórico da UFJF. Meu projeto de monografia era sobre a escola onde eu trabalhava na época, o antigo Ginásio Leopoldinese.

Resolvi então propor aos alunos que formássemos uma equipe para recuperar e registrar livros antigos, fotos e outros documentos que marcaram a história da escola, fundada em 1906. Durante duas tardes por semana, cerca de 30 alunos se revezavam em turnos, fazendo limpeza de livros antigos e de equipamentos, como máquinas de datilografia. Nosso trabalho era realizado no antigo laboratório da escola, que hoje foi destruído e transformado em duas salas de aula.

Encontramos muita coisa interessante e pude começar a formar um perfil do tipo de aluno que frequentava a escola no início do século XX e o tipo ensino que a escola oferecia. Hoje, mais de 10 anos depois, o material que separamos e recuperamos foi parar em algum porão, infelizmente. No entanto me recordo que por mais de uma vez encontrei alguns destes alunos, muitos nem residem mais em Leopoldina. Nas vezes que nos encontramos eles comentaram justamente sobre o trabalho que fazíamos e eu sempre dizia que iria relatar a experiência um dia.

Embora o fruto do nosso esforço físico tenha se perdido, o objetivo do trabalho, que era valorização do patrimônio histórico-cultural foi alcançado. Prova disto é que mais de 10 anos depois ele continua na memória destes alunos, muitos deles pais e mães que irão repassar a seus filhos sua experiência, seu aprendizado. Se a escola faz seu papel como formador de mentes pensantes e conscientes do valor daquilo que as cerca, ela se torna uma peça fundamental da sociedade. Acho que naquele ano atingimos esta meta.

O projetos deste tipo, diferentemente das avaliações convencionais, é capaz de romper com a resistência que os alunos tem com relação à escola e ao aprendizado. Se sentir fazendo parte do processo de aprendizagem é fundamenta para que ocorra de fato a aprendizagem.

Seguem algumas fotos que tirei na época, único registro, até então, do trabalho que nós realizamos durante cerca de 4 meses.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mostra do Filme Etnográfico

A “Mostra do Filme Etnográfico” é uma realização do Grupo de Pesquisa CNPq “Memória, Ensino e Patrimônio Cultural”, Associação Nacional de História - ANPUH - Seção Piauí, Programa de Pós-Graduação em História do Brasil, Universidade Federal do Piauí – UFPI e Fundação de Apoio à Pesquisa no Estado do Piauí – FAPEPI, que patrocina este evento.

Os documentários desta mostra foram produzidos via Edital de Apoio à Produção de Documentários Etnográficos sobre o Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro/Etnodoc, uma iniciativa da Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro, Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O edital teve como patrocinadores, Petrobrás, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A mostra realizar-se-á entre os dias 28 de setembro a 01 de outubro de 2009, na Sala Newton Lopes, CCHL/UFPI. Ao longo desses dias o CCHL será um espaço de lazer, cultura e educação em uma comunidade carente de salas de cinema, teatro, livrarias. O evento é gratuito e pretende atingir, nesta primeira edição, a comunidade de professores, alunos e servidores da UFPI.

O objetivo é discutir o filme etnográfico com instrumento de pesquisa nas ciências humanas e sociais, além do desejo de realizar um trabalho que busca formar e sensibilizar um público de leitores e consumidores de filmes fora do circuito comercial, sobretudo o filme nacional.

Justifica-se pela necessidade de permitir o acesso aos recursos audiovisuais [filmes/documentários] além de propor desafios e possibilidades aos alunos, educadores e comunidade para utilização desses recursos no processo de educação e sensibilização para compreensão do outro e de si mesmo.

Ao tempo das exibições, organizaremos debates e palestras sobre concepção e produção do filme etnográfico, usos e tecnologias.

Em trabalhos futuros pretendemos continuar a exibir filmes gratuitamente, sobretudo aqueles fora do circuito comercial e os produzido no Norte e Nordeste brasileiros, sempre provocando debates ao final das sessões.

Programação

De 28/09 a 1º/10/2009
Local: Centro de Ciências Humanas e Letras/Universidade Federal do Piauí
Inscrições obrigatórias e gratuitas

Dia 28/09 – Segunda-Feira
17h – Abertura
Participantes membros do Grupo de Pesquisa CNPq/UFPI “Memória, Ensino e Patrimônio”
Mediador: Marluce Morais
Local: Sala de Vídeo Newton Lopes – CCHL/UFPI

18h - Mesa Redonda “O filme etnográfico”
Local: Sala Newton Lopes – CCHL/UFPI
Participantes: Cristiano Mota (Representante da Associação dos Amigos do Museu Edson Carneiro/Etnodoc), Diva Figueiredo (Superintendente do IPHAN no Piauí), Áurea Pinheiro (Historiadora/UFPI), Cássia Moura (Fotógrafa)
Mediador: Éverton Diego/UFPI
Local: Sala Newton Lopes – CCHL/UFPI

19h - Sessão 01 - Filmes: Passos de Oeiras, Trama Mineira, São Luiz dorme ao som de tambores

Dia 29/09
14h30m - Sessão 02 – Filmes: Quebradeiras de coco, Trans-bordando, O barco do mestre, A invenção do sertão
Coordenador: Ariane Lima/UFPI
Local: Sala Newton Lopes – CCHL/UFPI

Dia 30/09
14h30m -Sessão 03 – Filmes: As benzedeiras de Minas, Se milagres desejais, Mano Brau, Calangos e calangueiros
Coordenador: Maluce Morais/UFPI
Local: Sala Newton Lopes – CCHL/UFPI

18h - Palestra
"Os espaços museais, educação patrimonial e filmes etnográficos: abordagens e perspectivas no ensino de História"
Palestrante: Sandra Pelegrini (Historiadora/Universidade Estadual de Maringá)
Coordenador: Antonio Fonseca Neto (Historiador/UFPI)
Local: Sala Newton Lopes – CCHL/UFPI

Dia 1º/10
14h30m- Sessão 04 – Filmes: Folia no Morro, Caboclos da Liberdade, O Joaquim, Diana e Dijavan
Coordenador: Everton Diego/UFPI
Local: Sala Newton Lopes – CCHL/UFPI

Encerramento (Grupo de Pesquisa UFPI/CNPq “Memória, Ensino e Patrimônio Cultural”
Local: Sala Newton Lopes – CCHL/UFPI

Realização da Mostra do Filme Etnográfico
Associação Nacional de História - ANPUH - Seção Piauí
Grupo de Pesquisa UFPI/CNPq “Memória, Ensino e Patrimônio Cultural”
Programa de Pós-Graduação em História do Brasil - UFPI
Fundação de Apoio à Pesquisa no Estado do Piauí – FAPEPI
Parceria/Realizadores do Etnodoc
Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Patrocinadores do Etnodoc
Petrobrás
Ministério da Cultura
Governo Federal

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Trabalhos inscritos no VII Perpectivas do Ensino de História


Esta semana saiu a lista com os trabalhos aceitos para o VII Perspectiva do Ensino de História. O encontro será sediado no campus da Universidade Federal de Uberlândia, entre os dias 03 e 06 de novembro de 2009 e receberá professores e pesquisadores envolvidos no ensino de história de todo o país. É um dos mais prestigiados eventos da área.

Tive dois trabalhos aprovados: uma comunicação, no GT de História Local, com um trabalho sobre o ensino de história local no Ensino Fundamental I e uma oficina, dentro do GT O ensino de História nos anos iniciais da Educação Básica, que vou ministrar em parceria com a prof. dra. Valéria Fernandes, de Brasília. A oficina é voltado para o ensino de história utilizando histórias em quadrinhos, parte do trabalho que eu já faço aqui em Leopoldina. Valéria Fernandes também faz pesquisas na área de quadrinhos, especialmente os mangás Shoujo.

Agora é começar a fazer a poupança e aproveitar o máximo possível o encontro. Mais informações sobre o evento, a programação e a lista de trabalhos aprovados clicando aqui!

domingo, 13 de setembro de 2009

Meu artigo sobre Dilermando Cruz na Academia Mineira de Letras


O título já diz tudo: tive um artigo sobre Dilermando Cruz publicado na Academia Mineira de Letras. O convite para escrever o artigo aconteceu ainda do primeiro semestre deste ano, quando entrei em contato com a AML pedindo informações sobre o autor. Para a minha surpresa, a própria academia tinha pouco material e foi assim que recebi o convite. Ainda não estou com a revista em mãos, mas fui avisada da publicação pelo Monsenhor Châmel, irmão do escritor, historiador e acadêmico Oilian José.

Já que estou anunciando a publicação do artigo aproveito para avisar que fui convidada para fazer parte da Academia Leopoldinense de Letras e Artes e já estou frequentando as reuniões, dentro da minha disponibilidade de horários. Minha cadeira deve ser a nº 15, a mesma de Dilermando Cruz na AML, feliz coincidência, já que eu o escolhi para meu patrono.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O sentido de ensinar história


Não costumo postar este tipo de nota pessoal, mas sento a necessidade de compartilhar uma experiência que tive com outros colegas. Na segunda, dia 07 de Setembro, pela manhã, eu fui convidada para um programa na rádio, para falar um pouco sobre a Independência do Brasil. Para fugir um pouco do que comumente se fala, resolvi dar ênfase às guerras de independência, geralmente esquecidas. Preferi falar sobre os nossos heróis anônimos, que deram suas vidas na lita contra a opressão, pela liberdade e coisas do tipo. Não me aprofundei muito, pois minha participação no programa durou apenas alguns minutos.

No dia seguinte, a tarde, eu me encontrei com um ex-aluno do norturno, um senhor bem mais velho do que eu, trabalhador braçal, pessoa muito simples, sempre muito educado e atencioso, desde a época em que eu lhe dei aula, há uns 3 ou 4 anos atrás. Ele queria me cumprimentar pela participação no programa de rádio.

As palavras que ele me dirigiu foram muito profundas e me fez pensar no sentido de se ensinar história. Ele me disse que apesar da dificuldade que tinha na hora de fazer as avaliações e as atividades, que ele sempre procurou prestar atenção do que eu dizia e que isto lhe fez entender melhor as coisas e a desenvolver seu senso crítico. Ele se considera uma pessoa mais preparada para a vida hoje, porque não aceita as informações passivamente. Ele se despediu com uma frase simples: "História é como dinheiro, tem que ser contada".

Aquele encontro, que durou pouco mais de 5 minutos me deixou com uma inquietação. Muitas vezes nós, professores, sobre a pressão do dia a dia, as cobranças por resultados na forma de números, estatísticas, pontos, esquecemos do verdadeiro sentido de se ensinar história. Pensei comigo que o meu maior êxito como professora estava ali, naquele senhor simples, que estava redescobrindo o mundo através da história, que desenvolveu seu senso crítico através das aulas de história.

Ele não consta dos números publicados pelo MEC, mas é a prova de que nosso sistema de ensino tem seu lado bom. Infelizmente, este lado positivo é eclipsado pela necessidade em se mostrar altos índices de aprovação, como se este índices por si mesmo fossem suficientes para atestar a qualidade do ensino no nosso país.

De qualquer forma, este breve encontro teve um grande efeito sobre mim. Eu me senti muito motivada e entusiasmada. O salário é baixo, as dificuldades são muitas, mas este tipo de reconhecimento, vindo de forma sincera de um aluno é que dá realmente sentido em fazer o nosso trabalho.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Nota sobre o arquivo de Leopoldina


Algumas pessoas acham que eu estou responsável pelo Arquivo Municipal de Leopoldina. Não é verdade. Não tenho nenhum vínculo com a prefeitura, além de meu cargo (concursado) de professora. Eu juntamente com outras colegas, nada mais fizemos do que alertar sobre a necessidade de preservação dos nossos documentos.

Estive trabalhando na separação dos documetos mais antigos, com a permissão da Secretaria de Cultura e da Câmara Municipal, por minha conta, nos ultimos meses e estou encerrando este trabalho, na certeza de que a equipe que irá assumir o arquivo irá dar continuidade.

Infelizmente, tenho tido problemas de saúde que exigem uma certa atenção (tenho que fazer exercícios periódicos) e tem faltado tempo. Além disto, não estou dando conta de tudo que tenho que fazer, de outros projetos, mais imediatos, ligados a pesquisa e à escola. Por isto vou me afastar deste trabalho, mas sabendo que ele terá prosseguimento em breve.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Primeira Olimpíada Nacional de História

A 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa inédita de estudar e debater a história nacional, por meio da leitura e interpretação de documentos, imagens e textos. Serão cinco fases online e uma fase final com premiação, disputadas por equipes compostas por até 3 estudantes e um professor de história.

Podem participar somente alunos de oitavo e nono anos do ensino fundamental e do I, II e
III ano do ensino médio. As inscrições vão de 1 de agosto a 15 de setembro de 2009, e a Olimpíada começa no dia 21 de setembro de 2009. Para participar, as escolas públicam pagam o valor de R$ 15,00 por equipe, e as escolas particulares pagam o valor de R$ 35,00 por equipe. Para saber mais sobre as inscrições, datas, provas e premiação, clique aqui!

Sobre a Olimpíada

Estudar e conhecer a história do Brasil pode ser um desafio estimulante e enriquecedor. É nisso que acreditamos ao propor uma Olimpíada Nacional em História do Brasil. Tradicionalmente, as Olimpíadas científicas têm contemplado as ciências exatas e naturais. No Brasil, já são conhecidas a Olimpíada Brasileira de Matemática, a de Química, a de Biologia, a de Robótica, entre outras. Nosso objetivo com a 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é trazer para o âmbito das ciências humanas este tipo de atividade que estimula o conhecimento e o estudo, desperta talentos e aptidões e, fundamentalmente, envolve os participantes em atividades de desafio construtivo. O conhecimento histórico é sem dúvida um dos mais importantes para a nossa formação pessoal e profissional, e fundamental na constituição da cidadania.

Com exceção da última fase da Olimpíada – presencial – todas as demais fases serão virtuais, o que nos dá a possibilidade de agregar participantes de todas as regiões do país. Nossa plataforma é simples e pode funcionar bem em diferentes equipamentos e velocidades de conexão. Para participar, basta montar uma equipe composta por um professor de história e por estudantes regularmente matriculados em escola pública ou privada do Brasil, cursando o ensino médio e/ou o oitavo e nono anos (antigas sétima e oitava séries) do ensino fundamental. No mais, basta ter um acesso à internet para visitar a página da Olimpíada com as perguntas e atividades e para enviar as respostas. A nossa Olimpíada tem uma particularidade: ela não é realizada por competidores individuais e sim por equipes de estudantes, orientados por um professor. Queremos, desta forma, intensificar a conexão entre estudantes de diferentes séries e seu professor de história, numa atividade que pode se estender dentro e fora da sala de aula e fortalecer, assim, hábitos de estudo e vínculos de cooperação.

A 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa inédita do Museu Exploratório de Ciências, Unicamp, concebida e elaborada por historiadores e professores de história, voltada para o público das últimas séries de ensino Fundamental e do Ensino Médio. Nela, os participantes terão a oportunidade de trabalhar com temas fundamentais da história nacional e de conhecer de perto as práticas e metodologias dos historiadores, ao lidarem com documentos históricos, textos, imagens e outros materiais. Assim, mais do que buscar conteúdos, nosso convite é para uma reflexão sobre como a história é construída por seus participantes.

Basta olhar para o símbolo em nossa página, ou seja, o nosso logotipo: a letra H – a história – aparece sendo construída por diferentes linhas de força, que contribuem, com diferentes inflexões e pontos de vista, para a construção de um resultado final. Assim como a história, ela não é um todo definido e acabado: ela só tem sentido no processo, no fazer-se. Consultem com atenção nosso manual. Ele contém todas as informações básicas de que sua equipe necessita para participar da 1ª Olimpíada, bem como as regras e regulamentos, orientações e sugestões que podem ser úteis para o bom andamento de seu trabalho.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Documentos da Câmara de Leopoldina


Estou higienizando, junto com algumas colegas (Eva, Elizan e ocasionalmente, a Sandra), a documentação da Câmara de Leopoldina, assim como outros documentos de valor permanente (histórico) que estavam mal acondicionados nos depósitos da prefeitura. Ainda é um trabalho mecânico de limpeza, pois não estamos classificando os documentos - coisa que deve ficar a cargo do pessoal do Arquivo Municipal, quando este entrar em operação, creio que nos próximos dois meses.

Segundo o Art. 7, § 3º da Lei nº 8.159, de 08 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providência, "Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados".

Nossa preocupação é a fazer uma preservação preventiva da documentação, que ficou por décadas relegada a depósitos insalubres e mal acondicionada. Quando o Arquivo começar a funcionar, esperamos poder entregar esta documentação limpa e separada em pacotes para que possa ser separada de classificada em fundos.

Quem tem me ajudado muito é uma colega professora Elizan. Ela formou recentemente em química e está estudando os processos de oxidação do papel, para que possamos identificar as causas da deteriorização. A maior parte dos documentos danificados foram vítimas de insetos. Já identuficamos estragos feitos por cupim, lacraia, traça e até, imagine, por carrapato.

Esta sendo um trabalho interessante e enriquecedor. Tiramos duas a três manhãs para cuidar da documentação. Já encontramos livros de atas da Câmara de 1858-59, em excelente estado de conservação, apesar das péssimas condições às quais estavam acondicionados. Acredito que podemos recuperar boa parte da história da cidade.

Entre a documentação do século XIX, estão atas de reunião, relatórios de distritos e de despesas. Também encontramos uma série de processos referentes a eleições na Câmara e documentos que falam sobre saúde, saneamento básico, só para citar alguns. Estimamos, apesar do pouco tempo que dispomos para o trabalho - temos outras ocupações - e da escassez de material para trabaho - mas a gente sempre dá um jeito - até Novembro esta documentação deverá está toda limpa e separada. Assim, quando o arquivo começar a funcionar, o arquivo permanente já estará bem adiantado e poderá ser colocado à disposição do público.

É bom sempre lembrar que o acesso a estes documentos é um direiro garantido a todo cidadão. Eles fazem parte do nosso patrimônio histórico e cultural e são inalienáveis.

Ah, não posso deixar de agradecer a ajuda diária que estamos recebendo da Maria Helena (que faz um cafezinho ótimo) e da Izabel, que trabalham no Gabinete!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Educação Básica no Brasil


O texto que segue foi publicado recentemente por dois amigos, que participaram do nosso I SIEL: Abdeljalil Akkari e Camila Pompeu. Vale a leitura.

EducacaoBasicaBrasil_Akkari_Pompeu

terça-feira, 28 de julho de 2009

Unicamp promove Olimpíada de História


No Brasil, são famosas as “Olimpíadas de Matemática”, competições nas quais os alunos de todo o país demonstram suas habilidades nas disciplinas. O sucesso do evento é tão grande que milhares de professores de História já devem ter se perguntado: por que não uma Olimpíada de História?

Pois, chegou a hora de deixar a pergunta de lado e experimentar a realidade. A partir deste ano, os alunos da rede pública de ensino e seus professores de história

A 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil tem início no dia 7 de setembro. A ação é uma iniciativa inédita de estudar e debater a história nacional, por meio da leitura e interpretação de documentos, imagens e textos.

Serão cinco fases online e uma fase final com premiação, disputadas por equipes compostas por até três estudantes e um professor de história. Somente alunos de oitavo e nono anos do ensino fundamental e do I, II e III ano do ensino médio poderão participar. As inscrições vão de 1º de agosto a 1º de setembro.

Para participar, as escolas públicas pagam R$ 15 por equipe, e as escolas particulares pagam o valor de R$ 35 por equipe.

A 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa do Museu Exploratório de Ciências, Unicamp, concebida e elaborada por historiadores e professores de história, voltada para o público das últimas séries de ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Nela, os participantes terão a oportunidade de trabalhar com temas fundamentais da história nacional e de conhecer de perto as práticas e metodologias dos historiadores, ao lidarem com documentos históricos, textos, imagens e outros materiais. Assim, mais do que buscar conteúdos, o convite da instituição é para uma reflexão sobre como a história é construída por seus participantes.

Para mais informações, acesse o manual do concurso, e boa sorte!

Fonte: http://cafehistoria.ning.com/

terça-feira, 21 de julho de 2009

Programa de Educação Profissional capacitará cerca de 25 mil jovens e adultos mineiros

Para atender a crescente demanda dos jovens e adultos mineiros por melhores oportunidades de formação profissional técnica gratuita e, consequentemente, ao mercado de trabalho, uma nova modalidade do Programa de Educação Profissional foi implementada. Nesta nova etapa de construção do conhecimento, o Governo de Minas Gerais oferecerá cerca de 100 mil vagas em 77 cursos de Educação Profissional em 277 municípios do estado.

Desde sua criação (2008) o PEP já ofereceu 79 mil vagas destinadas a alunos do 2° e 3° anos do ensino médio da rede estadual e a estudantes com o ensino médio completo. A partir de agosto, atenderá também os estudantes do Curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os cursos técnicos são de Administração Empresarial, Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado e Assessoria.

Já a metodologia utilizada será a do Telecurso Tec, que consiste em 145 programas para cada um dos cursos. A proposta é de que o aluno seja o protagonista do processo do conhecimento por meio da observação, reflexão e discussão dos conceitos trabalhados em sala junto com seu orientador. Neste caso, o orientador é um educador que troca experiências e recebe apoio pedagógico permanente nos encontros presenciais de formação e no ambiente virtual.

Para usar essa tecnologia, as escolas receberam computadores e aparelhos de TV e DVD, fruto de um investimento de R$ 12,7 milhões do Governo do Estado de Minas Gerais em infraestrutura e capital humano. A primeira reunião técnica aconteceu no último dia 14, em Belo Horizonte. O evento contou com a presença de 479 diretores das escolas envolvidas, diretores e técnicos das superintendências regionais de ensino e da Secretaria de Estado de Educação para discutir como será o desenvolvimento do programa e o treinamento dos professores.

Fonte:
Thamires Andrade


sexta-feira, 17 de julho de 2009

João Maurício Wanderley: Barão de Cotejipe (1882-1885)

Barão de Cotejipe

Tenho uma amiga que não gosta do meu interesse por Biografias. Mas eu acho um passatempo interessante. Gosto de saber mais sobre pessoas que viveram na minha cidade e acho isto uma curiosidade natural e sadia. Hoje, no entanto, eu não vou postar sobre um Leopoldinense. O texto que segue é sobre um pernambucano. Mas porque ele? Primeiro, porque um amigo me perguntou se eu sabia alguma coisa sobre o personagem, eu realmente não sabia nada. Ele tinha algumas suposições e eu fiquei curiosa para conferir. Infelizmente, creio que o que achei sobre o Barão de Cotegipe não foi aquilo que meu amigo esperava.

No entanto, creio que o texto terá alguma utilidade para pesquisas escolares, pois Barão de Cotegipe é o nome de umas das principais – e mais conhecidas – ruas da nossa cidade. Político muito influente no Império, não me surpreende o fato terem dado seu nome uma rua de Leopoldina, embora tenha curiosidade de saber em que circunstâncias esta homenagem se fez.

Gostaria de adiantar que o texto é uma “colagem” de outros textos, encontrados na Internet. Não se trata de um estudo historiográfico e há muito pouca intervenção minha. Mas é informativo e segui uma linha do tempo interessante, que vai da Colônia ao Império.

ORIGENS
João Maurício Wanderley, primeiro e único barão de Cotejipe nasceu em Vila da Barra de São Francisco – Bahia, no dia 23 de outubro de 1815. Descendente de neerlandeses, era filho de João Maurício Wanderley e de Francisca Antônia do Livramento. Casou com Antônia Teresa de Sá Pita e Argolo, filha sucessora dos condes de Passé.

Baronesa de Cotejipe
As origens de sua família remontam ao período da Invasão Holandesa, no nordeste. Sua família (paterna) descende de Gaspar van der Ley, coronel holandês, amigo devotado do Conde Maurício de Nassau, que após a derrota e expulsão dos holandeses, preferiu permanecer no Brasil, em Pernambuco. Seus descendentes se espalharam para várias parte do Brasil (Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul). O primeiro filho de Gaspar van der Ley e de Dona Maria Melo, nascido no Brasil, foi João Maurício Wanderley, nascido em 1641.

Brasil Holandês
Segundo Wanderley Pinho:
“Gaspar van der Ley ou Wanderley, como vieram depois a corromper-se os seus apelidos, capitão de cavalaria, de nobre prosápia, conforme atestou Maurício de Nassau, citado por Borges da Fonseca, na "Nobiliarquia Pernambucana," foi um dos que, por ocasião do cerco do Pontal de Nossa Senhora de Nazaré, se declararam pelo partido brasileiro. Casado com Da. Maria Melo, filha de Manuel Games de Melo, senhor do engenho "Trapiche do Cabo", da melhor linhagem pernamubacana, neta de Arnau de Holanda e de Cristovão Lins, povoadores quinhentistas daquela capitania, foi fundador da família Wanderley, de grande e ilustre progenie no norte do Brasil” [1]

Walter Wanderley destaca em seu livro, uma citação de Gilberto Freyre, publicada no O Jornal do Rio de Janeiro, sob o titulo “A propósito dos Wanderley”:
“Os Wanderley, família a que pertenço, são, em sua origem holandesa, Van der Ley. Trata-se de gente nórdica, Ariana. Existem, ainda hoje, van der Ley na Holanda; e na Alemanha Lei ou Von Ley: a mesma gente. Sabe-se que no Brasil o fundador da família foi Gaspar van der Ley, no século XVIII. Era êle capitão da cavalaria entre os holandeses estabelecidos no Brasil, no tempo do Conde Maurício de Nassau. Foi figura eminente entre os principais auxiliares do Conde de Nassau que, aliás, era alemão e não holandês. E cujo governo foi, talvez, a mais notável obra de administração que realizou em qualquer das Américas um europeu durante a época colonial. Inclusive neste aspecto: como prefeito do Recife.(...)”.[2]

SUA TRAJETÓRIA

João Maurício Wanderley, cursou na Bahia, o primário e o preparatório, e em 1832 em Pernambuco, matriculou-se na Faculdade de Direito de Olinda (PE), formando-se aos 22 anos de idade em Ciências Jurídicas e Sociais, a 6 de outubro de 1837. Ingressando na Política, em 1839.Foi deputado provincial (1843), deputado geral, presidente da província da Bahia (nomeado por Carta Imperial em 21 de agosto de 1852, presidiu a província de 20 de setembro de 1852 a 1 de maio de 1855), senador do Império do Brasil de 1856 a 1889. A partir de 1865 passou a integrar o ministério, tendo ocupado as pastas da Fazenda (1865), da Marinha (1865 e 1868), dos Estrangeiros (1869, 1875 e 1885) e da Justiça (1887). Quando Chefe de Polícia de Salvador desbaratou, em Pernambuco, a Revolução Praieira. A Praieira foi a maior insurreição ocorrida no Segundo Reinado, e que teve início em 1848, na província de Pernambuco, e representou a última manifestação popular contra a monarquia e os poderosos proprietários rurais locais, os senhores de engenho. [3] João Maurício Wanderley enviou para Pernambuco quase toda a força baiana, impedindo que a revolução chegasse à Bahia.

Revolução Praieira (Pernambuco)

Como Presidente da Província da Bahia foi dinâmico e progressista, com várias providências que tomou na agricultura, na indústria, no comércio e na instrução pública. Combateu energicamente o tráfico escravo. Fundou, juntamente com Demétrio Tourinho, o Diário da Bahia.

Como Administrador-Geral da Santa Casa de Misericórdia, fundou, na Corte, o Instituto Pasteur e o Hospital N. S. das Dores, em Cascadura, para tratamento de tuberculosos. Pertencia ao Partido Conservador.

Participou de diversos gabinetes do império, quando o Brasil era agitado pelas idéias abolicionistas e republicanas. Como presidente do Conselho de Ministros (1885-1888), ajudou a aprovar a Lei dos Sexagenários (1885), proposta na gestão de José Antônio Saraiva, seu antecessor. A lei que tornava livres os escravos sexagenários, também conhecida como Saraiva-Cotejipe, foi tão importante quanto a do visconde do Rio Branco, Lei do Ventre Livre (1871), e enquadrava-se no projeto de extinção gradual da escravatura. Manteve-se à frente do Conselho durante quase três anos, durante os quais o país foi agitado pelas idéias abolicionistas e republicanas, bem assim pela chamada “questão militar”. O seu afastamento deu vitória aos defensores da extinção imediata do escravismo, por meio da Lei Áurea.Contribuiu para a sensível melhoria das finanças, deu impulso à agricultura e favoreceu a grande imigração. Como proprietário rural era adepto dos métodos agrícolas os mais modernos na época, em vez da escravidão preferia o trabalho livre.

Na política externa, negociou com o Paraguai (1872), o Tratado de Assunção, com o qual se encerrou diplomaticamente a guerra da Tríplice Aliança, e esforçou-se por solucionar a questão litigiosa do território de Palmas, pretendido pela Argentina.Faleceu no Rio de Janeiro. Faleceu repentinamente, em novembro no dia 13 de fevereiro de 1889, quando ocupava o cargo de Presidente do Bando do Brasil. Morreu na Rua Senador Vergueiro, Rio de Janeiro.

OBRAS E TÍTULOS

Publicou Trabalho sobre a Revolução da Bahia de 1837, Rio de Janeiro, 1837; Melhoramento do Fabrico de Açúcar, Bahia, 1867; Informações sobre o Estado da Lavoura, Rio de Janeiro, 1874; Apontamentos sobre os Limites do Brasil e a República da Argentina, Rio de Janeiro, 1882; proferiu vários discursos sobre temas importantes como: emissão de papel-moeda; mesas de rendas alfandegadas; fuga de escravos em Campinas; questão militar etc. Recebeu o título de Barão de Cotejipe (1860) e foi condecorado como Dignitário da Ordem do Cruzeiro; Comendador da Ordem da Rosa; da Ordem Portuguesa da Conceição da Vila (Viçosa); foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Belga de Leopoldo, a Ordem Espanhola de Isabel, a Católica, e a Ordem Italiana da Coroa.

Fontes consultadas

CANCIAN, Renato. Democratas pernambucanos pedem o fim da monarquia. Disponível em http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u42.jhtm, acesso em 17/07/2009.

WANDERLEY, Walter. Família Wanderley: História e Genealogia. Rio de Janeiro, Editora Pongetti, 1966. Disponível em http://www.irwanderley.eng.br/GasparLiteratura/FamiliaWanderleyWalter.htm, acesso em 15/07/09.

http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_biografia.asp?codparl=1819&li=9&lcab=1853-1856&lf=9

http://www.irwanderley.eng.br/Nobiliarquia/BaraoCotegipe/Cotegipe.htm

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JoaoMaur.html

http://www.cristina.mg.gov.br/2009/pag_impressao.php?id=34

http://www.sfreinobreza.com/NobC4.htm

http://www.senado.gov.br/sf/senadores/presidentes/p_imp_Joao_Mauricio_Wanderley.asp


[1] WANDERLEY, Walter. Família Wanderley: História e Genealogia. Rio de Janeiro, Editora Pongetti, 1966. Disponível em http://www.irwanderley.eng.br/GasparLiteratura/FamiliaWanderleyWalter.htm, acesso em 15/07/09.

[2] Idem.

[3] CANCIAN, Renato. Democratas pernambucanos pedem o fim da monarquia. Disponível em http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u42.jhtm, acesso em 17/07/2009