quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SOBRE O DIA DO HISTORIADOR

O dia 19 de agosto é o do Historiador. segunda a lei n. 12.130, de 17 de dezembro de 2009 que instituiu o Dia Nacional do Historiador: 

O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1 É instituído o Dia Nacional do Historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.
Art. 2 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 17 de dezembro de 2009; 188 da Independência e 121 da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
João Luiz Silva Ferreira    (1)


Os Historiadores são profissionais que, interpretando e analisando o passado a partir do estudo das fontes históricas, constroem o chamado conhecimento histórico, sempre baseado em uma metodologia de pesquisa cujo rigor na análise das fontes é uma exigência fundamental.

Assim, o historiador é acima de tudo um pesquisador. Se formado em história não faz de uma pessoa necessariamente um historiador. Para ser historiador é necessário adentrar no campo da pesquisa. Um professor de história pode ser um historiador, desde que se dedique ao ensino e à pesquisa. Há historiadores que nunca exerceram o magistério, assim como professores de história que nunca se tornaram historiadores. Por outro lado, existem profissionais de outra áreas (como sociologia, filosofia e até mesmo matemática) que se dedicaram a pesquisa história e são, por isso, considerados historiadores.


O historiador é uma peça impontante no motor da história; ele tem o poder de classificar um fato, seja ele grandioso ou pequeno com o mesmo grau de importância o qual colocam em evidência a subjetividade e a parcialidade. Portanto, o historiador, em meio ao processo e evolução os métodos históricos, deve ficar atento ao iniciar sua pesquisa, pois os fatos históricos não mudam, o que sofre mutações é a interpretação; no entanto nós como historiadores devemos analisar, o discurso que esta escondido por trás de um fato e a partir deste ponto, trabalhar a sua objetividade buscando resposta em varias fontes, explorando os diversos recursos que podemos utilizar (2).

Sua função é compreender o outro, o passado sempre atento às diversas formas e expressões culturais, representadas nas fontes e vestígios preservados

Um bom dia do Historiador. 
Que os historiadores do Brasil e do mundo continuem seu trabalho, fundamental para a construção da identidade de um povo, de uma nação.


Curiosidade:
De acordo com pesquisa realizada pelo sítio CareerCast.com e publicada no The Wall Street Journal ( melhores e piores profissões do mundo em 2010) no último dia 05, o exercício profissional do historiador foi definido como a 5ª melhor profissão nos EUA no ano de 2009. Leia mais sobre o assunto, clicando aqui!

(1) Disponível em: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/1564077/dou-secao-1-18-12-2009-pg-1, acesso em 18/08/2011.
(2) Disponível em http://www.webartigos.com/articles/21402/1/Funcao-do-Historiador/pagina1.html, acesso em acesso em 18/08/2011.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

TEXTO MUITO BOM DO CARLOS FICO SOBRE A FORMAÇÃO NOS CURSOS DE HISTÓRIA

Neste blog não tenho por hábito postar textos de outras pessoas, nem reportagens de jornal, embora eu o faça ocasionalmente. O texto do Carlos Fico vai ser uma destas exceções. Gostei muito e concordo com muita coisa que ele fala.

A CARREIRA DO PROFESSOR DE HISTÓRIA


Muitos cursos de graduação em História privilegiam a formação do pesquisador apesar de a maioria dos estudantes acabarem atuando, depois de formados, como professores do ensino fundamental. Existe até mesmo uma percepção preconceituosa de que a pesquisa é a atividade mais nobre e o importante é a produção de conhecimento pelo historiador, a carreira acadêmica, associada ao ensino universitário.

Assim, é frequente que a “formação pedagógica” seja uma responsabilidade específica das faculdades de Educação. Quando eu fiz a graduação, havia o curso de bacharelado, que todos fazíamos, e as disciplinas da Educação, que deviam ser cursadas por quem quisesse fazer a licenciatura. Para tornar-se bacharel em História também era preciso redigir a monografia de bacharelado e, no caso da licenciatura, além das disciplinas da Educação, havia a necessidade de se estagiar em alguma escola. Creio que, na essência, isso pouco mudou.

Estranhamente, não havia qualquer contato entre a faculdade de Educação e o departamento de História. Era como se nós aprendêssemos um conteúdo histórico a ser ministrado segundo as técnicas ensinadas pela Educação.

Quando cheguei à faculdade de Educação fiquei muito espantado com o tecnicismo que imperava (estou falando do longínquo ano de 1980). Havia uma disciplina que apenas apresentava as leis sobre o ensino! Desisti da licenciatura quando percebi que aqueles conteúdos eram formalistas e pouco críticos. Eu também não tinha planos de atuar no ensino fundamental, para o qual não me sentia preparado ou vocacionado.Creio que a existência dessas duas habilitações, nesses termos, é um equívoco total. Entretanto, a ideia de que o ensino e a pesquisa são indissociáveis não deve encobrir a obviedade de que muitos estudantes de História serão professores e não farão pesquisa em termos estritos. É preciso, portanto, que os departamentos de História assumam, como uma tarefa que lhes é própria, a formação pedagógica. Isso significa, por exemplo, extinguir definitivamente a ideia de “conteúdos históricos” a serem “repassados”.

Leia o texto completo, clicando aqui!


LANÇAMENTO: IMPÉRIO DOS LIVROS


LIVRO: O HISTORIADOR E SUAS FONTES

"Para os estudantes de história, penetrar em arquivos, procurar e manusear documentos, ouvir depoimentos e buscar vestígios de uma civilização no solo é a única maneira de reconstruir o passado. Mesmo aos acadêmicos que não estão no "trabalho de campo", reconhecer uma fonte confiável é essencial."

Li a resenha do livro e gostei. Não é fácil encontrar uma bibliografia específica sobre o assunto, pelo menos eu não vi nada igual no encontro da ANPUH deste ano - e olhe que as bancas de livros das editoras trazem tudo que você pode imaginar sobre história e afins. Se bem que era muita coisa e tiveram os lançamentos, dos quais não pude participar pois estava hospedada do outro lado da cidade e haviam dificuldades de deslocamento. 

O livro se destina a estudantes de história e a acadêmicos. Acredito que possa ser uma boa fonte de consulta. Por mais que se faça trabalho de campo sempre há alguma coisa a mais para aprender. 

Enfim, recomendo a leitura da resenha, que pode ser acessada clicando aqui.

domingo, 14 de agosto de 2011

RELAÇÃO DAS EQUIPES INSCRITAS PARA A 3ª ONHB

Amanhã começam as provas da 3ª ONHB. Olha, eu já me stressei antes das provas começarem (e muito), mas parece que agora está tudo certo. Segue relação das equipes que inscrevi este ano. São 18 equipes no total, entre alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. No total,  10.711 equipes já estão confirmadas na ONHB.


  1.   Os Leopoldinenses (E. M. Judith Lintz Guedes Machado)
  2.     Guardiãs da História (E. M. Judith Lintz Gudes Machado)
  3.     As Tesourinhas (E. M. Judith Lintz Guedes Machado)
  4.     Os Mineiros (E. M. Judith Lintz Guedes Machado)
  5.     As Mineirinhas (E. M. Judith Lintz Guedes Machado)
  6.     Os mineirinhos de Leopoldina (E. M. Judith Lintz Gudes Machado)
  7.          Professora Judith Lintz (E. M. Judith Lintz Guedes Machado)
  8.     Guedes Machado (E. M. Judith Lintz Guedes Machado)
  9.     Regência Trina (Colégio Imaculada Conceição)
  10.     Historiadoras do CIC - I (Colégio Imaculada Conceição)
  11.     MMJ (Colégio Imaculada Conceição)
  12.     Wutkovesky (Colégio Imaculada Conceição)
  13.    Maquiavélicos do CIC (Colégio Imaculada Conceição)
  14.    Discovery - CIC  (Colégio Imaculada Conceição)
  15.    'Fênix - CIC (Colégio Imaculada Conceição)
  16.     Bandeirantes do CIC (Colégio Imaculada Conceição)
  17.     'As Jacobinas (Colégio Imaculada Conceição)
  18.    As Napoleônicas do CIC (Colégio Imaculada Conceição)


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

OLIMPÍADAS DE HISTÓRIA DO BRASIL


Estamos de novo nas ONHB e este ano com 18 equipes inscritas (espero que todos tenha pago a inscrição). semana que vem começam as provas. São 09 equipes do Ensino Fundamental e 09 equipes do Ensino Médio. Espero que possamos fazer boas provas e reserva uma(s) vaguinha(s) para a final, como nos anos anteriores. O meninos e meninas estão bem empolgados.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MEU ARTIGO SOBRE NAIR DE TEFFÉ

Amigos, segue meu artigo sobre Nair de Teffé, apresentando no Simpósio Temático sobre quadrinhos e história, no XXVI ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA ANPUH, realizado na USP. O texto estará disponível nos Anais do Encontro, mas como a publicação será eletrônica, resolvi disponibilizar o texto aqui no blog, para quem não terá acesso à publicação.

Rian e o Pioneirismo Feminino Na Caricatura

domingo, 24 de julho de 2011

XXVI SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA - RESUMÃO

Vocês não fazem ideia da correria que foi nestes últimos dias, como Simpósio Temático a todo vapor, o minicurso e ontem a palestra no CCJ. Mas consegui um tempinho para respirar e falar um pouco mais sobre a experiência prazerosa que foi estar na USP estes dias, com pessoas tão especiais, trocando ideias, planejando novos encontros, enfim, lavando a alma. 

Amei cada momento e espero que possamos estar novamente juntos em Recife e nas Jornadas Internacionais de Quadrinhos, que pretendo participar, mesmo como ouvinte pois acabei não me inscrevendo para apresentar. Mas isso é o que menos importa. 

Enfim, ao final desta semana de trabalhos eu posso dizer que tivemos ótimos momentos acadêmicos, nasceram novas amizades e futuras parcerias. Já iniciamos um grupo na internet e estamos pensando na formação de um GT, futuramente.

No mais, eu finalizo colocando aqui meus sentimentos de saudades dos novos amigos, Alessandra, Nobu, Geisa, Thiago, Jefferson e tantos outros. Esta, com certeza, foi a melhor ANPUH dos últimos tempos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O ENCONTRO NA USP NÃO ACABOU!!

O encontro de história ainda não acabou, mas eu estou chegando tão cansada em casa, depois de horas de metrô e ônibus (e acordando cinco e meia para poder ir me arrumando), que não estou tendo  condições físicas de fazer meus relatórios diários.

Assim, vou deixar para falar sobre todo o resto no sábado. Aguardem!!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

XXVI SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA - SEGUNDO DIA DO ST DE QUADRINHOS

Segundo dia de ST. Se eu achei que não podia ficar melhor, me enganei. As apresentações hoje foram diferentes - em temática - das de ontem e levantaram debates de todos os tipos. Foram três apresentações (contanto com a minha). A primeira, do Luciano Henrique, versou sobre a questão da  construção histórica da linguagem dos quadrinhos, anterior à criação do Yellow Kid. Adorei. Não fiz comentários diretos, mas gostei muito da abordagem que ele fez e ela, de certa maneira me ajudou a ligar alguns pontos soltos na minha apresentação de quinta-feira próxima, no minicurso.

Gostei muito, também, da apresentação da Professora Alessandra Ferreira. Simpatizei com o trabalho principalmente pela descoberta (se posso assim dizer) que ela está fazendo dos quadrinhos nas aulas de história e, principalmente, como fonte de pesquisa. É raro encontrar professores em ST apresentando trabalho. Geralmente são mestrandos, doutorandos ou alunos da graduação. Espero que ela retorne no próximo encontro.

Aliás, o dia teve algo especial: a presença de Waldomiro Vergueiro e de Paulo Ramos. Inicialmente, os dois ficaram quietos lá no fundo, mas no final acabaram participando do debate, instigados pela Geisa. Foi muito bom, muito espontâneo. 

Recebi muitas perguntas, para algumas eu realmente não tinha resposta até porque meu enfoque sobre Nair de Teffé foi limitado, mas serviu para levantar novas hipóteses e ideias que de repente eu ou algum dos presentes podem desenvolver futuramente.

Aliás, eu achei que receberia poucas perguntas, tendo em vista o enfoque do meu tema, mas não foi assim, fiquei surpresa com o interesse dos participantes.

Quanto ao texto, eu vou disponibilizá-lo no blog em breve. Preciso antes fazer uns reparos de emergência, pois encontrei uns errinhos de digitação. 

Amanhã tem mais e em dose dupla. Vai ser o primeiro dia de minicurso. A apresentação de amanhã vai ficar por conta da Valéria, que vai falar sobre a História das Histórias em Quadrinhos. Quinta é a minha vez, com o trabalho que eu estou desenvolvendo sobre o uso de tiras cômicas na sala de aula. Estamos com 52 inscritos, mas quem quiser assistir como ouvinte será bem vindo (se a sala couber).

Para conferir a programação completa do ST, clique aqui!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

XXVI SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA - PRIMEIRO DIA DO ST DE QUADRINHOS

No primeiro dia de trabalhos do XXVI ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA, eu participei do ST sobre História e Quadrinhos, coordenado pela Dra Geisa Fernandes. Tivemos quatro apresentações. 

A primeira foi feita por Emília Teles da Silva, "Qu´est-ce que c´est?": O relato autobiográfico e a questão da memória, que examina a questão na narrativa auto-biográfica nos quadrinhos de Fábio Moon e Gabriel Bá. Emília não é da área de história ( é formada em designer), mas fez colocações muito pontuais. O texto da sua apresentação, que eu li, é muito rico. Ela ainda precisa se enquadrar um pouco mais dentro da perspectiva histórica, mas no geral a sua escolha teórica e suas análises estão muito boas. Arisco a dizer que bem melhores do que muitos graduados ou  mestrandos em história.

A segunda apresentação foi de  Priscila Pereira, com o título: “Todo lo humano es ajeno": sátira política e violência delirante nos quadrinhos de Boogie, o seboso  (1972-1983). Um delícia ouvir a apresentação dela, princialmente porque Priscila fala sobre quadrinhos argentinos. Ela nos apresenta um personagem diferente, um universo de quadrinhos novo e um autor que eu não conhecia, mas que agora gostaria de estudar, que foi Roberto Fontanarrosa.

A terceira apresentação foi de Aline Martins dos SantosO Gesto Profanador: Angeli e seus quadrinhos marginais “autobiográficos”. A pesquisadora trabalha com quadrinhos do Angeli, procurando  observar no trabalho deste autor  situações que me façam refletir no quadrinho também como gesto e no engajamento, na característica participante, na maneira empenhada, como autoria.

Por fim, tivemos a apresentação de Gustavo Montalvão FreixoReflexões da Guerra Fria nas páginas de "V de Vingança". Eu gostei muito do trabalho deste rapaz. Acho que ele tem tudo para desenvolver um boa pesquisa com o tema e com um quadrinho contemporâneo, lido, relido e republicado. Eu, particularmente, acho difícil fazer este tipo de estudo. Prefiro trabalhar com períodos mais distantes e admiro muito quem trabalha temáticas mais atuais sob a perspectiva da história.

Acho que o ST está cumprindo bem o seu papel e o público em si está muito interessado. Aliás, um dado que eu gostaria de colocar: as mulheres estão se destacando tanto na apresentação de trabalhos quando na participação do ST. Cai o mito de que quadrinhos são coisa de "meninos". As "meninas" estão arrasando.

Bom, amanhã tem mais. Aliás, amanhã tem Nair de Teffé, na apresentação que irei fazer no ST. Preparem-se para mais uma página do meu "diário de campo da ANPUH".