sábado, 25 de agosto de 2012

O FUTURO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA: BREVE REFLEXÃO

Acho a questão da formação de professores uma das mais importantes no momento. Tanto no que diz respeito à formação de professores de história (que tem tomado rumos obscuros, com a falta de profissionais), quanto ao que diz respeito à pesquisa em história. Sempre defendi que a pesquisa começa na escola, no dia a dia, incentivando os alunos a ter curiosidade a entender o que realmente é pesquisar, produzindo conhecimento. Nada mais dinâmico que o ensino aliado à pesquisa.  
O problema é que muitos pesquisadores (e cursos de pós-graduação) parecem achar que só se faz pesquisa na academia. Aí voltamos para a questão da formação: que profissional estamos formando? Acho que é algo no qual devemos refletir e algo fundamental, a meu ver para a sobrevivência da história enquanto disciplina.
Entra aí, também, a questão da valorização do profissional. Recentemente um aluno do ensino médio me disse que gostaria muito de fazer faculdade de história, mas como as perspetivas financeiras e a desvalorização do professor enquanto profissional pesam muito a família quer que ele invista em outra profissão e faça o curso de história quando não precisar se preocupar com dinheiro.
Talvez isso explique o porque de muitos cursos fecharem as portas, sem matrículas suficientes no vestibular para abrirem turma ( o que tem acontecido muito com faculdades particulares) e porque muitos graduandos tem quase horror quando lhes é sugerido que atuem na educação básica. Temos uma grande quantidade de doutores se acotovelando por uma vaga na docência superior, ao passo que faltam professores na educação básica.

Eu realmente tenho medo e sou pessimista com relação ao futuro do ensino de história (e quem me conhece sabe que pessimismo não combina comigo). Há grupos se organizando em torno do debate de temas como mestrado profissional, que acho muito válido, pois investe na questão da formação; há debates, também, acerca da valorização profissional do professor. No entanto, acho que a sociedade civil ainda não está falando alto o suficiente para que o Estado constituído, que regula profissões, que tem compromisso legal com a qualidade da educação possa ouvir.

Ou talvez ouça e ignore.

O fato é que estamos a beira do precipício: é preciso mobilizar e mudar. É preciso que o professor de história, e o magistério em seu todo, seja valorizado e se valorize. Isso tem que acontecer para que nossos jovens possam investir na sua vocação ao invés de trocar a realização profissional pela segurança financeira.

Evento sobre formação Educadores

A Faculdade de Educação da UFBA, preocupada com os rumos da formação de professores em exercício na Bahia e no Brasil, busca fortalecer os estudos sobre currículo e formação de professores através de diversos grupos de pesquisas ativos na universidade. O grupo FEP, em especial, tem buscado se consolidar como grupo e como referência aos estudos nesse campo específico de formação - a formação em exercício.

O II SEMFEP ocorrerá na cidade de Salvador, na Faculdade de Educação-FACED/UFBA com intenção de divulgar trabalhos desenvolvidos pelo grupo e por outras instituições do Estado. Por se tratar de uma temática em ascenção, a expectativa deste seminário é dar maior visibilidade ao que vem sendo produzido na Bahia sobre a temática de Formaçao em exercício de professores. Serão realizadas mesas de discussões, relatos de experiências, conferências, sessões de comunicação oral, e instalações.

Objetivo
Promover debates sobre a Formação de professores em Exercício nos cenários históricos e epistemológicos na contemporaneidade, abordagens que surgiram em torno de importantes questões no campo da Educação, como a eferverscência de propostas para a formação de professores desencadeado pela LDB 9.394/96 e pelo PNE de 2001.  Estabelecer intercâmbio entre instituições baianas sobre a formação docente, ampliando as redes de estudos e pesquisas sobre a temática da formação em exercício de professores.

MAIS INFORMAÇÕES, CLICANDO AQUI!

Solidariedade a Anita Prestes

Um absurdo que tem que ser denunciado. É uma irresponsabilidade colocar a imagem de uma pessoas inocente e defamá-la associando-a a um episódio deprimente da nossa história recente. Assista o video e entenda o que está acontecendo.



domingo, 19 de agosto de 2012

4 Olimpíada Nacional em História do Brasil


Começa nesta semana a 4 ª Olimpíada Nacional em História do Brasil, realizada pela UNICAMP. Infelizmente, tivemos duas equipes que não conseguiram se inscrever. Em 2009 e 2010, equipes da Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado ficaram entre as 300 melhores do Brasil, indo para a grande final. No ano de 2011 equipes do Colégio Imaculada e da Escola Municipal Judith Linz ficaram entre os 500 melhores do Brasil mas, infelizmente, não conseguiram vaga para a final. Este ano estamos dispostos a tentar novamente chegar em uma final, com mais de uma equipe e, se for, possível, das duas escolas. Estão participando alunos do 8º, 9º, 2º e 3º anos. Este ano teremos 12 equipes de concorrendo. São elas:

Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado

Equipe - Professora Judith Lintz
Delcilene Pereira Barbosa
Jessica Oliveira Almeida
Camilla Marcato Raimundo

Equipe -As Leopoldinenses
Alessandra Silva Bento
Patricia Mariano da Silva
Karolaine Soares Martins

Equipe - Os Conquistadores das Minas
Daniele Almeida Macedo
Amanda Silva de Almeida
Eberton Alvez Carvalho Montan

Colégio Imaculada Conceição

Equipe As Jacobinas do CIC
Laura Junqueira de Mello Reis
Hanna Policiano Serra de Almeida
Ingrid Carraro Pereira

Equipe -Petrova
Lucas Benício Lourenço Melo
Gabriella Vieira Amorim
Camilla Souza Monteiro

Equipe - SIBUNA
Matheus Fajardo Galvão
Felipe Salles
Eduarda Moura Moreira

Equipe -Tributos Vorazes
Bárbara Nunes Pontes
Julia Domingues Ferraz Jacob
Iara de Matos Oliveira 

Equipe - Nacionalistas do CIC
Alice Vasconcelos Correa
Carolina Saggioro Meissonier Passini
Mariana Oliveira 

Equipe -Revolucionárias do CIC
Laís Rodrigues de Souza
Júlia Pimentel Farage
Luísa Filgueira Pengo

Equipe -Santa Cândida - CIC
Lucas Gotardo MacharethLara Panza de Almeida
Barbara Ferreira dos Santos

Equipe -Regência Trina - CIC
Pedro Coutinho
Mariana Ávila d' Ornellas
Ana Carolina Santos

A 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil começará  segunda-feira, 20 de agosto, com o início da Primeira Fase Online. As salas das equipes serão liberadas a partir das 15h00 pelo Excelentíssimo Ministro da Educação, Dr. Aloízio Mercadante.

A cerimônia de abertura será realizada na Sala de Atos do Ministério da Educação e poderá ser acompanhada ao vivo, pela internet, no endereço http://pt-br.twitch.tv/mcunicamp

A partir deste horário todos os membros das equipes terão acesso à prova e às salas de equipe, utilizando o login e senha individuais cadastrados no site do Museu Exploratório de Ciências – Unicamp.



PALESTRA CANCELADA

A  Em consequência da greve das Universidades Federais o prof. Akkari teve que adiar sua vinda ao Brasil. Por esta razão, a palestra com que seria realizada aqui em Leopoldina no dia 01 de setembro foi cancelada e será remarcada para outra data.

domingo, 15 de julho de 2012

ENSINO DE HISTÓRIA E EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: UMA BREVE REFLEXÃO


Durante uma mesa redonda que assisti no VIII Encontro Nacional Perspectivas do Ensino de História, na Unicamp, uma fala da professora Maria de Fátima Guimarães (USF) chamou minha atenção. A pesquisadora afirma que somos condicionados pelo pensamento dominante a acreditar que o que deve ser preservado são os símbolos da prosperidade e do progresso, como se patrimônio fosse apenas aquilo que marca a ação da elite. É a colonização do presente pelo passado. É a elite que escolhe o que deve ser lembrado e tombado.

Daí, o interesse pela grandeza arquitetônica do monumento. Ele deve lembrar a era de ouro, período que resguarda a prosperidade local, simboliza o florescimento ou a consolidação de grupos que detêm o poder econômico ou o poder decisório. Assim, quando promovemos o tombamento de prédios públicos, palacetes, catedrais e teatros estamos preservando a memória de um grupo e não a memória de toda uma comunidade.

Os espaços da memória são muito mais amplos. Eles podem ser encontrados nos campinhos de futebol frequentados por gerações e gerações de crianças; na casa de pau-a-pique onde seu João criou seus filhos e netos, onde dona Francisca benzeu os filhos dos vizinhos e de pessoas das quais ela mal sabia o primeiro nome.

A memória em si enfrenta uma série de percalços, de interrogações, presentes na historiografia em seu todo. Seu estudo, seja a partir de testemunhos, seja a partir de relatos, apresenta questionamentos acerca do valor da narrativa – seja ela oral ou escrita – a partir do “eu”, do sujeito histórico, da(s) forma(s) como ele(a) constrói suas lembranças, interpreta passagens da sua vida e o próprio contexto em que vive: “... não temos nada melhor que a memória para significar que algo aconteceu, ocorreu, se passou antes que declarássemos nos lembrar dela”. [1]  

Para Paul Ricoeur o que diferencia história e memória é o fato da história ser a narrativa que se preocupa com ações importantes, ao passo que a memória trata somente de coisas cotidianas. Para o autor, toda narração é narração de uma ação e, portanto, narra ações dos protagonistas. A partir da memória podemos, assim, adentrar à narrativa cotidiana de uma forma específica e própria, impossível de ser obtida por meio da análise de um documento oficial, por exemplo.

E esta narrativa se faz, também, por meio da cultura material. O patrimônio material é formado por um conjunto de bens culturais classificados segundo sua natureza: arqueológico, paisagístico e etnográfico; histórico; belas artes; e das artes aplicadas. Eles estão divididos em bens imóveis – núcleos urbanos, sítios arqueológicos e paisagísticos e bens individuais – e móveis – coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos. 

Todos estes bens são depositórios da memória uma vez que são testemunhos do passado. O reconhecimento e a valorização do património é um direito de todo cidadão assim como o uso do patrimônio deve estar de acordo com os interesses da sociedade e não uma extensão dos interesses da elite.

Tão importante quanto restaurar e preservar, por exemplo, a casa onde morou Augusto dos Anjos, é preservar o que restou de uma vila operária ou um tipo de construção rústica que tenha marcado determinado período da nossa história. A última casa da vila Arminda, que fazia parte do patrimônio ferroviário de Leopoldina foi demolida recentemente teve seu processo de tombamento interrompido. 

Para a elite ela não representava um espaço importante da memória mas, para a cidade, era o último marco de uma época, testemunho de várias mudanças pelas quais a paisagem urbanística passou no último século. Entre os que defenderam sua demolição estava o argumento vazio de que ela não apresentava nenhuma relevância ou característica arquitetônica marcante que justificasse seu tombamento. 

É importante lembrar que o Plano Diretor Participativo de Leopoldina determina que sejam previstas ações para ações para preservação e recuperação do patrimônio ferroviário, essencial na história da cidade.[2]

Vila Arminda, Hotel Gomes e a estação ferroviária
(Fonte: Jornal Leopoldinense)
Presenciamos neste caso específico a colonização da memória: o que não representa a grandeza, que não marca a prosperidade da cidade e sua elite deve ser apagada. Assim, a memória Leopoldinense, e a de inúmeros outros municípios, vem sendo selecionada. Presenciamos há décadas o um grande silêncio construído no discurso acerca do nosso patrimônio histórico e cultural. Devemos levar em conta que o discurso é a prática social de produção e nele se reflete uma visão específica de mundo determinada, diretamente relacionada a seu autor(a) e à sociedade em que vive. [3] 
Temos, entretanto, um espaço onde o silêncio das camadas não privilegiadas pode ser quebrado, o discurso pode perder suas amarras e a memória pode ganhar um sentido mais amplo: a escola. Uma escola consciente da necessidade de se preservar nosso patrimônio histórico, nossa memória.
Mesmo que os prédios sejam demolidos a memória pode sobreviver por meio de imagens e de relatos. É necessário se implementar nas escolas, no ensino de história em especial, a valorização do conhecimento cotidiano. É preciso falar do passado como algo vivido e que pode permanecer vivo por meio dos relatos escritos, orais, imagéticos. É preciso ensinar que tão importante quanto conhecer a vida de um grande escritor ou um grande político é guardar a memória do seu João e da dona Francisca e romper com este ciclo infindável de colonização do passado. A memória precisa encontrar sua emancipação e este processo deve começar por meio da educação.


[1] RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Tradução: Alain François. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2007, p. 40.
[2] PLANO Diretor Participativo de Leopoldina: leitura da realidade municipal, p. 56. Disponível em http://www.camaradeleopoldina.mg.gov.br/arquivos/PlanoDiretorLeopoldina.pdf, acesso em 07/07/2012.
[3] OLIVEIRA, Geimes. Concepções de teorias do análise do discurso: da discursividade à criticidade textual. Disponível em: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/701059, aceso em 10/09/2011.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Apresentação de comunicação na UNICAMP

Ontem apresentei minha comunicação no GT Diversidades de linguagem e práticas na sala de aula, durante o VIII ENCONTRO   NACIONAL PERSPECTIVAS DO ENSINO DE HISTÓRIA, III ENCONTRO INTERNACIONAL DE ENSINO DE HISTÓRIA. Entre os trabalhos apresentados havia temáticas relacionadas a quadrinhos, música e uso de imagens na sala de aula. A coordenadora foi a professora Geni Rosa Duarte (UNIOESTE).


Seguem os slides que usei e o resumo da comunicação. O texto eu postarei em breve.



HISTÓRIAS EM QUADRINHOS COMO FERRAMENTA DIDÁTICA NO ENSINO DE HISTÓRIA
Natania Aparecida da Silva Nogueira*
Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado
Colégio Imaculada Conceição


O ensino de História tem passado por uma grande renovação nos últimos anos. Novos instrumentos de trabalho têm oferecido aos professores novas perspectivas de trabalho com temas considerados até então esgotados. Juntamente com a pesquisa, que vem se expandindo na área de metodologia também estão se tornando comuns o uso de recursos midiáticos e imagéticos. Um destes recursos são as Histórias em Quadrinhos que vem sido cada vez mais valorizadas como uma forma de incentivo à leitura e ao ensino. Reforçando esta tese, temos a produção cada vez mais intensa de histórias em quadrinhos enfocando temas históricos e literários. Os quadrinhos educativos têm invadido as prateleiras de livrarias e ganhado cada vez mais espaço nos catálogos de editoras tradicionalmente voltadas para a produção de material didático. Mesmo quadrinhos que não foram intencionalmente criados para serem utilizados nas salas de aula podem oferecer ao professor material para aulas criativas e dinâmicas. No presente trabalho pretende analisar este material, disponível no mercado editorial brasileiro e relatar os avanços conquistados com o uso de quadrinhos com alunos do ensino fundamental e realidades adversas.

Palavras-chaves:  história, quadrinhos, ensino



* Graduada em História pela FAFIC/Cataguases, especializada em História do Brasil pela UFJF, professora do Ensino Fundamental nas redes pública e privada, coordenadora do projeto Gibiteca Escolar na Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado (vencedor do Prêmio Professores do Brasil de 2008),  membro da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, de Leopoldina.
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Tenho disponível, também, os slides do meu minicurso e da Valéria Fernandes. Basta clicar aqui, aqui e aqui.

domingo, 24 de junho de 2012

PROJETO PATRIMÔNIO E MEMÓRIA:EDIFÍCIOS DE LEOPOLDINA

Além dos trabalhos expostos no nosso "varal" também foram recolhidas várias fotos tiradas por alunos do oitavo ano 205, que pesquisaram imóveis antigos e estudaram seu estado de conservação. Estas fotos foram exibidas em um telão para os convidados e demais alunos.



sábado, 23 de junho de 2012

PROJETO MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: FINALIZAÇÃO

Dizer que é o fim do projeto seria um exagero: educação patrimonial nunca termina. Mas estamos encerrado uma fase dele e começando a planejar as próximas atividades que podem ser no próximo semestre ou no ano de 2012.

Educação patrimonial se faz todos os dias, na verdade, e não apenas na aula e história. Além disse não é algo que apenas se aprende na sala de aula, mas se vive e se compartilha. seguem algumas fotos do nosso encontro de finalização, que contou com a participação de pais e amigos dos alunos. Deixei a máquina na mão deles (e ela literalmente passou de mãos em mãos) então, e a visão deles do final do nosso projeto.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Encerramento do projeto Memória e Patrimônio

Nesta quinta-feira, às 18 horas, estaremos encerrando o nosso projeto Memória e Patrimônio com a exposição dos trabalhos realizados pelos alunos do oitavo ano do Colégio Imaculada Conceição. Familiares e toda a comunidade escolar estão convidados a participar.

Os alunos de cada uma das três turmas que participaram da atividade irão relatar suas experiências e haverá exibição de mini-documentários.

Na oportunidade pretendemos reforçar a importância da preservação do nosso patrimônio  material e imaterial  na formação do indivíduo.
Fachada antiga  do Colégio Imaculada
Quem compreende o valor da preservação:
  1. completa sua formação como cidadão
  2. aprende a acolher os mais velhos
  3. compreende o valor de cuidar do outro e de si mesmo
  4. desenvolve valores moraís sólidos
  5. fortalece a auto-estima
  6. contribui para a divulgação do conhecimento
A educação patrimonial não deve se limitar à escola, por esta razão fazermos questão da participação da nossa comunidade e da partilha de experiências entre alunos. Que nossas boas ações possam inspirar aqueles que ainda não compreendem que preservar a memória é construir um futuro melhor.

Vamos dizer SIM à preservação!

sábado, 16 de junho de 2012

4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil




O Museu Exploratório de Ciências – Unicamp começou a receber a partir do dia 01/06/2012, as inscrições para a 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). A primeira fase da competição começa em 20 de agosto. Poderão participar estudantes regularmente matriculados no 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e demais séries do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil, incluindo alunos do Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Para orientar a equipe, composta por três estudantes, é obrigatória a participação de um professor de história.
O formulário de inscrição e o boleto para pagamento estarão disponíveis no site do MC de 01 de junho até 10 de agosto. A taxa de inscrição é de 21 reais para as equipes de escolas públicas e 45 reais para as equipes das escolas particulares. O valor da inscrição corresponde à inscrição de todos os membros da equipe (incluindo o professor-orientador).
Em 2012, O Museu Exploratório de Ciências custeará, para participarem da final, as passagens de avião das 27 equipes mais bem colocadas em cada estado da Federação (escolas públicas ou particulares) e mais 10 equipes de escolas públicas com a maior pontuação, sendo uma por região do país, e cinco escolas públicas com mais alta pontuação em todo o Brasil, independente de sua região. Após a final da Olimpíada, os professores responsáveis por essas equipes são convidados a permanecer na Unicamp para realizar capacitação de uma semana, com custos de hospedagem cobertos também pelo Museu.
A ONHB premiará escolas, alunos e professores, com medalhas de ouro (60), prata (100) e bronze (140) e certificados de participação para todos os inscritos e também para as escolas.

 Sobre
A 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa do Museu Exploratório de Ciências – Unicamp. O evento é patrocinado pelo CNPq e tem o apoio da Rede Globo de Televisão e da Revista de História da Biblioteca Nacional. A última edição, realizada em 2011, inscreveu mais de 65 mil participantes e reuniu cerca de duas mil pessoas na final presencial, realizada na Unicamp, nos dias 15 e 16 de outubro.
A ONHB é organizada pela equipe do Museu Exploratório de Ciências e as provas são concebidas e elaboradas por historiadores, professores e pós graduandos de História da Unicamp. Como proposta, os participantes têm a oportunidade de trabalhar com temas fundamentais da história nacional e de conhecer de perto as práticas e metodologias utilizadas pelos historiadores.

Primeira fase

A primeira fase inicia no dia 20/08/2012 e finaliza no dia 25/08/2012.

Segunda fase

A segunda fase inicia no dia 27/08/2012 e finaliza no dia 01/09/2012.

Terceira fase

A terceira fase inicia no dia 03/09/2012 e finaliza no dia 08/09/2012.

Quarta fase

A quarta fase inicia no dia 10/09/2012 e finaliza no dia 15/09/2012.

Quinta fase

A quinta fase inicia no dia 17/09/2012 e finaliza no dia 22/09/2012.

Grande Final Presencial

Prova: 20/10/2012
Cerimônia de Premiação: 21/10/2012


Para mais informações, clique aqui!

"Racismo e Ideologia Nas Histórias em Quadrinhos"


Amigos, estarei com uma oficina "Racismo e Ideologia Nas Histórias em Quadrinhos" na sexta-feira, dia 22 de junho, das 13:00 às 17:00h. É parte do minicurso que estarei ministrando com a colega/amiga Valéria Fernandes da Silva, nos dia 02.03 e 04 de julho na UNICAMP.
 
O trabalho está vinculado ao "Projeto Memória e Patrimônio: Leopoldina-MG", a Casa De Leitura Lya Botelho a
 
É voltado para educadores, são 20 vagas, mas havendo disponibilidade e, claro, interesse, outras pessoas da comunidade podem se inscrever.

As inscrições devem ser feitas por e-mail: casadeleitura@gmail.com , ou diretamente na Casa de Leitura Lya Botelho: R. José Peres, 4 (Centro) Leopoldina-MG

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Na reta final: projeto Memória e Patrimônio

Antiga cadeia ao lado do Fórum
Estamos encerrando a segunda fase até dia 18 de junho, prazo final para a entrega dos trabalhos. Hoje já comecei a receber alguns, sobre patrimônio arquitetônico. Olha, ficaram bons. Uns dois eu pedi que fossem revistos em alguns detalhes e devo recebê-los manhã.

Curioso que, quando ia na casa de uma amiga entregar um convite encontrei com um dos grupos aos quais eu pedi a revisão do trabalho. Eles me acompanharam até a casa dela e resolveram acrescentá-la à pesquisa. Conversaram, foram educados, causaram ótima impressão e, quando caminhava com eles na rua uma outra amiga me parou e perguntou:  
" - São seus alunos?".
Respondi que sim e ela me disse que eles haviam ido na casa dela, que tinha sido muito atenciosos, e aí desfilou mais uma série de elogios.

Gente, eu babei!

Ah, para quem estiver se preguntando: "Ela mandou rever o trabalho?", é bom esclarecer que eu vejo um trabalho escolar não como uma avaliação de quem fez melhor mas como um instrumento de aprendizagem. Se eu aponto o erro e peço que ele seja corrigido estou colaborando com a aprendizagem, se eu aceito o trabalho vendo que ele não está adequado eu tiro do aluno a chance de corrigir a aprender.

Bom, finalizando esta postagem, eu gostaria de comunicar que o encerramento do nosso projeto será na quinta-feira dia 21 de junho, provavelmente às 18 horas. Farei uma postagem específica sobre este assunto o nos próximos dias, com mais detalhes.

domingo, 10 de junho de 2012

Pesquisas sobre quadrinhos e ensino de história no VIII Encontro Perspectivas do Ensino de História e III Encontro Internacional de Ensino de História

Como tive a casa cheia no feriado e muito serviço acumulado nos últimos dias apenas hoje pude dar uma olhadinha na lista de trabalhos aprovados para o VIII Encontro Perspectivas do Ensino de História e III Encontro Internacional de Ensino de História, que vai acontecer na UNICAMP, início do mês de julho.

Para a minha surpresa (uma ótima surpresa por sinal) além do meu trabalho foram inscritos e aprovados mais cinco pesquisas que tem como foco as Histórias em Quadrinhos e o ensino de História. Teremos, então, os seguintes trabalhos a serem apresentados nos GTs na forma de comunicação:
  1. Os quadrinhos históricos no contexto do ensino de história: promovendo um redimensionamento da diversidade cultural na sala de aula - Alessandra Ferreira
  2. O uso de HQs para o ensino de conceitos históricos de segunda ordem - Anne Isabelle Vituri Berbert/Brayan Lee Thompson Ávila 
  3. Usos das histórias em quadrinhos no ensino de história: análises de práticas pedagógicas - Fabiana Conceição de Moura Gonçalves Rodrigues/Astrogildo Fernades da Silva Júnior
  4. Ensino de história e arte sequencial: um panorama - Janaina de Paula do Espírito Santo/Lucas Patschiki
  5. Histórias em quadrinhos como ferramenta didática no ensino de história - Natania Aparecida da Silva Nogueira
  6. Requadros em ação: a formação de conceitos históricos por meio dos quadrinhos na EJA - Wagner de Araújo Rabêlo
Eu, particularmente, não tinha me deparado com uma quantidade tão grande de trabalhos em um encontro sobre ensino de história. Ano passado, claro, tivemos 20 trabalhos inscritos na ANPUH, no ST sobre quadrinhos que, por sinal, foi o primeiro do tipo em um encontro de história. Tivemos, também, o Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial mas, em ambos os casos, havia um foco específico sobre o tema (quadrinhos)

No caso específico não há um GT direcionado para o tema e, pelos temas apresentados, os trabalhos parecem estar ligados diretamente à prática docente. 

Espero poder assistir a todos. O Encontro promete. A lista completa com todos os trabalhos inscritos e aprovados pode ser encontrada aqui!