sábado, 31 de dezembro de 2011

Reflexões de final de ano

Como tenho todo fim de ano deixado algumas palavras no blog, não poderia romper com esta tradição logo agora. Mas me falta inspiração, então eu vou me limitar a pontuar o que houve de bom e ruim em 2011.

  1. Pude participar de muitos eventos importantes, dentro e fora de Leopoldina.
  2. Recebi muito convites e tive oportunidade de conhecer muitas pessoas interessantes cuja amizade eu pretendo manter.
  3. Iniciei novos projetos: alguns foram concluídos, outros estão em andamento.
  4. Viajei basteante!
  5. Lancei um livro!!! Finalmente!!!
  6. Estive mais perto da família.
  7. Tive muito stresse no trabalho.
  8. Fiquei esgotada fisicamente e mentalmente.
  9. Eu me decepcionei com algumas pessoas.
  10. Passei por alguns constrangimentos...
No final das contas, se for pesar os pós e os contras, 2011 foi um bom ano, mas espero que 2012 seja ainda melhor.

Um feliz ano novo para todos!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Curiosidades do arquivo da Coopleste

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Os grandes produtores rurais de Leopoldina estavam alinhados às tendências nacionais, cultivando relações com políticos e produtores rurais de diversas regiões do Brasil, não se limitando ao eixo sul-sudeste. Encontramos esta semana um cartão postal comemorativo da XIV Exposição agropecuária de Aracaju, do ano de 1955.

No postal  estão sendo homenageados os pioneiros da pecuária no Estado de Sergipe:


1. Antônio Antonio Militão de Bragança, médico baiano formado pela Faculdade de Medicina  da Bahia,  em 15 de dezembro de 1883. Nasceu no ano de 1860 e viveu até os 89 anos de idade. Foi senhor de engenho e criador de gado, tanto em Laranjeiras como nas margens do São Francisco.  Progressista e inovador, inclui-se entre os primeiros a importar gado indiano e introduzi-lo nos rebanhos sergipanos[i]. Curiosidade: Consta que o dr. Bragança prestou atendimento médico a Virgulino Ferreira da Silva, vulgo “Lampião”, extraindo-lhe um graveto que penetrou em um dos olhos.[ii]


2.  José do Prado Franco, foi diretor da  indústria do Pinheiro e participou do sindicato dos usineiros de Sergipe, tendo fundado o Banco Comércio e Indústria para competir com o banco dos Leite, o Banco Mercantil Sergipense. Foi filho do Dr. Augusto do Prado Franco, ex- deputado federal, senador e governador do Estado. [iii]


3.      Silvio Garcez, pai do escritor José Augusto Garcez.[iv]


4.  Felisberto Firmo de Oliveira Freire,  nasceu em 30 de janeiro de 1858 em Itaporanga d'Ajuda no estado de Sergipe e faleceu em 08 de maio de 1916, no estado do Rio de Janeiro, filho de Felisbelo Firmo de Oliveira e de Rosa de Amarante Góes Freire. Após os estudos primários e secundários no Ateneu Sergipense, deslocou-se para Salvador. Em 1882, com 24 anos de idade, formou-se Médico, Doutorado pela Faculdade de Medicina da Bahia; turma de 1882. Mudou-se para Laranjeiras, Sergipe, passou a dedicar-se à política e a história.  Foi médico, jornalista, parlamentar, político (foi o primeiro governador de Sergipe após a Proclamação da República e Ministro no governo de Floriano Peixoto), distinguiu-se como historiador. [v]


5. Leandro Ribeiro de Siqueira Maciel, nascido em 4/7/1825, em Rosário - SE. Formou-se pela Faculdade de Direito de Recife. Foi advogado e Proprietário Rural. Na política exerceu os cargos de Deputado Provincial, Deputado Geral, Deputado federal, Senador.

Buscamos informações na internet, uma vez que não temos acesso a fontes bibliográfica acerca da história política de Sergipe. Então, se alguém souber de alguma informação que possa ser usada para complementar a postagem ou identificar algum dado incorreto, fique a vontade para cometar.  



[i]  A Saga dos Bragança. Capturado em http://www.infonet.com.br/lucioprado/ler.asp?id=78159&janelaenviar=sim&acao=imprimir acesso em 08/11/2011.
[iii]  Governador Augusto do Prado Franco e o seu tempo Capturado em http://iaracaju.infonet.com.br/osmario/igc_conteudo.asp?codigo=7565&catalogo=5&inicio=19  acesso em 08/11/2011
[iv]  Os partidos no Estado Oligárquico. Capturado em http://historiadeitaporangadajuda.blogspot.com/p/arnaldo-rollemberg-garcez-um-politico.html , acesso em 08/11/2011

MEMÓRIA DE LEOPOLDINA: IMAGENS DA I EXPOSIÇÃO AGROPECUÁRIA (1936)

 Seguem algumas fotos da I Exposição. Como estamos montando o acervo fotográfico da Coopleste, se alguém tiver alguma foto antiga e puder nos emprestar para ser digitalizada, agradecemos muito.



Estas e outras imagens pode ser encontradas no site da Coopleste, clicando aqui!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TRABALHO NO ARQUIVO DA COOPLESTE: EVOLUÇÃO

Algumas imagens parta ilustrar o trabalho no Arquivo da Coopleste. Já estamos quase no final da primeira fase na qual higienizamos e inventariamos a documentação. Infelizmente algumas caixas de arquivo forma muito danificadas. No entanto, em um quadro geral, a documentação recuperada representa uma considerável parcela do material armazenado.

A iniciativa da Coopleste é exemplar e a única de que tenho conhecimento realizada em Leopoldina. Tomemos o exemplo da Coopleste por duas perspectivas.

  1. O antigo arquivo da Coopleste representava uma amostra de como uma boa parte dos arquivos da cidade se encontram atualmente;
  2. A situação atual do arquivo da Coopleste deve servir de modelo para o demais arquivos existentes na cidade, sejam eles públicos ou privados.
Caixas de aquivo, com documentação tratada

Documentação danificada pela ação de roedores e insetos

Documentação embalada e inventariada

Documentação embalada e inventariada
"A documentação de uma empresa só não é mais valiosa que seu patrimônio humano, por isso, deve ser guardado com todos os cuidados necessários a prevenção de perdas." 
(frase retida do texto "A importância da organização dos arquivos da empresa" que pode ser lido clicando aqui!)


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CAMPANHA PELA PAZ NA ESCOLA

Em meio a inúmeras notícias de agressões contra professores em todo o país, o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), que representa a categoria nas escolas privadas do estado, lança a Campanha pela Paz nas Escolas.  

A campanha tem o objetivo de ampliar o debate e a conscientização de professores, pais, alunos, gestores, poder público e toda a sociedade sobre as causas e conseqüências acerca da violência nas escolas. O tema é complexo e não há soluções prontas, mas o diálogo e ações efetivas podem apontar caminhos.

Ao cumprir o seu papel em defesa dos professores e de uma educação de qualidade, o Sinpro Minas promoveu algumas ações como a realização de uma pesquisa sobre o tema e a criação de um serviço de disque-denúncia (0800 7703035).

Conheça a campanha clicando aqui!

sábado, 3 de dezembro de 2011

VIII ENCONTRO NACIONAL PERSPECTIVAS DO ENSINO DE HISTÓRIA


O  VIII  PERSPECTIVAS DO ENSINO DE HISTÓRIA significa a continuidade de um  projeto criado e implementado em 1988, pela Professora Dr.a Elza Nadai, na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE USP, SP). 

O primeiro evento foi marcado pelo encontro de professores de  história de todos os níveis de ensino e por debates, críticas, revisões curriculares na área do ensino de História e  das trocas de experiências entre a Universidade e as escolas de  educação básica.   

Em 06 de novembro de 2009, a Plenária do VII Perspectivas do Ensino de História, realizado  na Universidade Federal de Uberlândia (UFU, MG), aprovou a proposta de realização do VIII Encontro Nacional na Universidade Estadual de Campinas. O VIII Encontro dará continuidade à trajetória construída nas edições anteriores promovidas pela USP, UFPR, UFOP, UERJ, UFRN, UFU.  

O tema escolhido para esta edição,  “ENSINO DE HISTÓRIA: MEMÓRIA, SENSIBILIDADES E PRODUÇÃO DE SABERES”, representa um desdobramento das temáticas anteriormente já desenvolvidas. 

Temos a preocupação, neste evento, de dar continuidade às ações que desenvolvemos em todos os níveis de ensino e também aprofundar as nossas relações com os países ibero-americanos. Desta forma, buscamos articular às problemáticas do Ensino de História em âmbito nacional e internacional, remetendo-nos aos processos formativos, à história, às políticas, aos  saberes e às práticas de ensino e à pesquisa e aprendizagem em História.

Assim sendo, justificamos a realização de mais uma edição do “Perspectivas do Ensino de História”  com a finalidade de propiciar o permanente diálogo entre os profissionais da área de História, do Ensino de História e da Educação. Buscamos  estimular  reflexões, produção e difusão de novos conhecimentos. Esperamos que o evento  seja, de fato,  um espaço de trocas, de formação, de cidadania entre sujeitos que vivem a educação em todas as suas dimensões e que buscam  diálogos entre os seus companheiros ibero-americanos.  

PARA MAIS INFORMAÇÕES, CLIQUE AQUI!

NAVIO NEGREIRO

terça-feira, 29 de novembro de 2011

CAFEICULTURA E POLICULTURA EM LEOPOLDINA (1930-1950) - ACERVO COOPLESTE

No acervo da Coopleste existem diversos títulos dedicados à agropecuária, muitos deles monografias impressas, cartilhas explicativas e manuais para agricultores e criadores. Uma boa parte desta material são publicações científicas. Destaque para uma série de “cartilhas” publicadas pelo Ministério da Agricultura/Serviço de Informação Agrícola, no início da década de 1940, durante o Estado Novo (ditadura de Getúlio Vargas).

Estas publicações possuem uma  média de 20 páginas cada e pertenciam ao Serviço de Fructicultura de Leopoldina. Nota-se um interesse em se incentivar a policultura em Leopoldina, que já havia sido expresso décadas antes por José Monteiro Ribeiro Junqueira (Na Gazeta de Leopoldina, já nas primeiras décadas do século XX editoriais e notas estavam direcionadas à necessidade da policultura no município).

Um exemplo é “A Noz do Brasil”, publicação do Ministério da Agricultura de 1943.

a noz do Brasil

Entre os anos de 1930 e 1940 está presente uma rica bibliografia acerca do café, inclusive muitos periódicos especializados (como diversos números da Revista do Instituto de Café de São Paulo), a quantidade deste material diminui durante a década de 1940, quando, ao que parece, o interesse pela cafeicultura vai diminuindo gradativamente.

domingo, 27 de novembro de 2011

GRUPO DE DANÇA FOLCLÓRICA ASSUMPRETO NO MG TV

Gente, até eu já dancei no grupo. O trabalho do Assumpreto é muito bom e envolve pessoas de toda a comunidade e de todas as idades. É, com certeza, parte do patrimônio de Leopoldina.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

COMEMORAÇÃO AO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA EM LEOPOLDINA

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FOTO ANTIGA: RAMAL DA ESTAÇÃO DA LEOPOLDINA

Uma aquisição para o memorial da Coopleste: uma foto antiga do Ramal do Porto Novo, entroncamento da Estrada de Ferro Leopoldina.

Origem: coleção de fotos da Imperatriz Thereza Christina (Biblioteca Nacional)

Foto enviada pela historiadora Claudia Fonseca

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Comissão aprova regulamentação da profissão de historiador

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de historiador. De acordo com a proposta, historiador é o profissional responsável pela realização de análises, de pesquisas e de estudos relacionados à compreensão do processo histórico e pelo ensino da História nos diversos níveis da educação.
O texto aprovado é o Projeto de Lei 7321/06, do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que tramita apensado ao PL 3759/04, do ex-deputado Wilson Santos. A relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do projeto apensado, com emenda, e a rejeição do projeto principal. Segundo ela, os projetos regulam a matéria em termos análogos, mas o PL 7321/06 não obriga o Poder Executivo a criar conselho de fiscalização do exercício profissional, como faz o PL 3579/04 – o que é inconstitucional. “Tais conselhos são considerados autarquias especiais e só podem ser criados por meio de lei de iniciativa do Presidente da República”, explica.
O PL 7321/06 prevê, porém, a inscrição do historiador em conselho de fiscalização do exercício profissional. A emenda da relatora retira essa previsão.
Profissionais habilitados
Segundo o projeto, poderão exercer a profissão de historiador no País:
- quem tiver diploma de nível superior em História, expedido no Brasil, por instituições de educação oficiais ou reconhecidas pelo governo federal;
- os portadores de diplomas de nível superior em História, expedidos por escolas estrangeiras, reconhecidas pelas leis de seu país e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor;
- os diplomados em cursos de mestrado ou de doutorado em História, devidamente reconhecidos;
- os que, na data da entrada em vigor desta lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período mínimo de cinco anos, a função de historiador.

Para exercerem as funções relativas ao magistério em História, os profissionais deverão comprovar formação pedagógica exigida em lei.
Atividades 
A proposta também define as atividades e funções dos historiadores, entre elas:
- planejar, organizar, implantar e dirigir serviços de pesquisa histórica, de documentação e informação histórica;
- planejar o exercício da atividade do magistério, na educação básica e superior, em suas dimensões de ensino e pesquisa;
- elaborar critérios de avaliação e seleção de documentos para fins de preservação;
- elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre assuntos históricos;
- assessorar instituições responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural (museus, arquivos, bibliotecas).

Tramitação
A matéria segue para a análise, em caráter conclusivo, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Lara Haje 
Edição – Regina Céli Assumpção

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO site da Câmara dos Deputados

POR QUE 15 DE NOVEMBRO É FERIADO?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Abolição da Escravatura em Leopoldina

Não visitava o site da Nilza Cantoni fazia um tempinho (é tanta correria) mas hoje resolvi dar uma passada por lá e encontrei muitas novidades. Chamou a atenção um texto sobre a abolição da escravidão em Leopoldina, que pretendo trabalhar com meus alunos. O texto pode ser lido clicando aqui!

sábado, 12 de novembro de 2011

Evasão de acadêmicos indígenas chega a 40% no ensino superior

Com 292 acadêmicos indígenas matriculados no ensino superior e um programa de cotas para índios implantado desde 2003, a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) possui, atualmente, um índice de evasão escolar indígena em torno de 40%. O dado faz parte de um levantamento preliminar da instituição apresentado na tarde desta sexta-feira, 11/11, durante a audiência pública: Educação Superior Indígena em MS, proposta pelo deputado estadual Pedro Kemp em parceria com o projeto Rede de Saberes, e revela a realidade de pelo menos 700 estudantes indígenas de Mato Grosso do Sul.

No encontro desta sexta-feira, cerca de 200 universitários índios participaram da audiência e cobraram do poder público estadual e federal políticas públicas que garantam a permanência do estudante indígena na universidade. Entre os gargalos apresentados pelos alunos está a ausência de programas de apoio institucional voltados para os acadêmicos das diversas etnias do país, diante da carência financeira das famílias indígenas.

A mãe da enfermeira Rose Mariano, da etnia Terena, emocionou a todos ao relatar as angustias pelas quais passou ao acompanhar as dificuldades da filha, que concluiu o ensino superior há dois anos. “Ela passava o dia todo com uma bala. Tudo isso para conseguir concluir o ensino superior”, disse. “Muitas vezes eu comia, sem saber se ela estava comendo”, recordou.

Prestes a concluir o curso de ciências biológicas na UEMS, Leosmar Antônio falou das dificuldades enfrentadas diariamente. “ Nós que ousamos permanecer nas universidades recorremos a todo tipo de subterfúgio para contornar as situações. Alugamos pequenos quartos em fundos de bares, locais inadequados. Dormimos no chão, tendo dificuldade com vestuário e, principalmente, alimentação”, contou.

O estudante  lembrou das perspectivas depositadas pelos povos indígenas  na educação. “A graduação tem sido a ferramenta que nós encontramos  para transformar a realidade das comunidades indígenas”, enfatizou. “Queremos voltar para nossas comunidades e atuar com o conhecimento científico adquirido na universidade”, completa Rose Mariano.

Mato Grosso do Sul tem aproximadamente 700 acadêmicos nas universidades públicas e particulares do Estado. Não há ainda um levantamento global de percentual de universitários índios que abandonam o curso superior, no entanto, o que se sabe é que boa parte dos indígenas desiste do curso superior bem antes da concluí-lo.

O deputado estadual Pedro Kemp  explicou que, com base nos relatos e sugestões da audiência, será elaborado um relatório e o texto encaminhado as autoridades competentes, dente elas a secretaria de Educação Superior do MEC (Ministério da Educação), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e FUNAI (Fundação Nacional do Índio).


PUBLICADO ORIGINALMENTE NO DOURADOS NEWS