sábado, 12 de novembro de 2011

ARTIGO SOBRE ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL PUBLICADO NA REVISTA POLYPHONÍA - CEPAE/UFG

Saiu um artigo meu na Revista Polyphonía, resultado de um trabalho que desenvolvi com a amiga Lucilene Nunes, sobre ensino de História Local e Educação patrimonial. O título é  Os desafios para a construção de uma história local - o caso de Leopoldina, Zona da Mara de Minas Gerais.


(Revista Polyphonía. Revista de Educação Básica do CEPAE/UFG. V. 21, n.1, p. 229 – 242, jan.jun.2010)

Resumo: Ensinar história é um desafio enfrentado no dia a dia do professor. Cabe a ele socializar, em sua prática docente, os conhecimentos adquiridos na faculdade. Este conjunto de habilidades adquiridas durante sua experiência profissional possibilita ao mestre tornar o ensino de história mais próximo e interessante ao educando. Não existem fórmulas pré-estabelecidas, mas um conjunto de habilidades que podem e devem ser colocadas em prática pelo mestre em suas aulas. A este profissional cabe a função de ensinar e, ao mesmo tempo, produzir a história, principalmente aquela que possibilite ao educando se interagir mais diretamente com o que é ensinado, como o estudo da história local, meio de aproximar cada vez mais o aluno da história de sua localidade e da sua vivência. Neste artigo, iremos abordar o uso do ensino baseado na História Local como um caminho para o desenvolvimento de atividades ligadas, ao mesmo tempo, a um ensino de história comprometido com a formação social do estudante e com o debate acerca de temas fundamentais de toda uma comunidade, como a preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico. Iremos utilizar, como estudo de caso, o município de Leopoldina, Zona da Mata de Minas Gerais, que, a partir do ano de 2008, decretou obrigatoriedade do ensino de história local em suas escolas municipais.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Diretrizes do CNPq para Ética e Integridade nas Pesquisas - Ética e Integridade na Prática Científica

Instada a manifestar-se sobre denuncia de fraude em publicações científicas envolvendo pesquisadores apoiados pelo CNPq, e diante da inexistência de normas internas específicas e instrumentos estabelecidos para o tratamento adequado de ocorrências desta natureza, a Diretoria Executiva decidiu criar, através da portaria PO-085 de 5 de maio de 2011, uma Comissão Especial constituída por cientistas brasileiros de grande experiência e liderança, com a missão de propor recomendações e diretrizes sobre o tema da Ética e Integridade na Prática Científica.

É, portanto, com muita satisfação que a Diretoria Executiva recebeu recentemente o relatório final da Comissão Especial, o qual recomenda que o CNPq adote duas linhas de ação referentes ao tema: 1) ações preventivas e educativas e 2) ações de desestímulo a más condutas, inclusive de natureza punitiva. Destacam-se no documento as excelentes propostas de produção de publicações e materiais educativos em língua portuguesa, sobre os diferentes tipos de fraude ou má prática na pesquisa e em publicações científicas. A estes materiais deverá ser dada ampla divulgação entre cientistas, orientadores acadêmicos e estudantes, inclusive na forma de disciplinas sobre o tema oferecidas nos cursos de pós-graduação e graduação. Recomenda-se ainda que o CNPq constitua uma Comissão Permanente de Integridade Científica, constituída por membros de alta respeitabilidade e originados das diferentes áreas do conhecimento, à qual caberá: 1) coordenar as ações preventivas e educativas sobre o tema; e 2) examinar situações em que surjam dúvidas fundamentadas quanto à integridade da pesquisa realizada ou publicada por pesquisadores apoiados pelo CNPq, podendo requerer o apoio de especialistas da área nomeados ad hoc para caso específico. Caberá também a essa comissão propor à Diretoria Executiva do CNPq os desdobramentos adequados. O relatório estabelece também algumas Diretrizes de caráter geral sobre o tema, orientadoras aos pesquisadores e estudantes e que devem pautar a futura Comissão Permanente nas suas ações subseqüentes.

O Relatório Final da Comissão será agora analisado pelas instâncias competentes para seguimento às tratativas pertinentes, mas com o intuito de fomentar as discussões e acolher sugestões sobre o tema, a Diretoria Executiva decidiu dar divulgação ao documento com as recomendações.

A Diretoria Executiva manifesta seu especial agradecimento especial à Comissão pelo excelente trabalho realizado.
Glaucius Oliva
Presidente – CNPq
Brasília, 07 de Outubro de 2011


Relatório da Comissão de Integridade de Pesquisa do CNPq
A comissão instituída pela portaria PO-085/2011 de 5 de maio de 2011, constituída pelos pesquisadores Alaor Silvério Chaves, Gilberto Cardoso Alves Velho, Jaílson Bittencourt de Andrade, Walter Colli e coordenada pelo Dr. Paulo Sérgio Lacerda Beirão, diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, vem apresentar seu relatório final
Introdução
A necessidade de boas condutas na pesquisa científica e tecnológica tem sido motivo de preocupação crescente da comunidade internacional e no Brasil não é diferente. A má conduta não é fenômeno recente, haja vista os vários exemplos que a história nos dá de fraudes e falsificação de resultados. As publicações pressupõem a veracidade e idoneidade daquilo que os autores registram em seus artigos, uma vez que não há verificação a priori dessa veracidade. A Ciência tem mecanismos de correção, porque tudo o que é publicado é sujeito à verificação por outros, independentemente da autoridade de quem publicou.

Como ilustração, podemos citar alguns exemplos emblemáticos, como o chamado “Homem de Piltdown” - uma montagem de ossos humanos e de orangotango convenientemente manipulados, que alegadamente seria o “elo perdido” na evolução da humanidade. Embora adequada para as ideias então vigentes, a farsa foi desmascarada quando foi conferida com novos métodos de datação com carbono radioativo. Outros exemplos podem ainda ser citados, como o da criação de uma falsa linhagem de células-tronco embrionárias humanas que deu origem a duas importantes publicações na revista Science em 2004 e 2005. Por esse feito, o autor principal foi considerado o mais importante pesquisador de 2004. O que seria um feito extraordinário mostrou ser uma fraude e resultou na demissão desse pesquisador e na exclusão desses artigos da revista.

Essa autocorreção, no entanto, não é suficiente para impedir os efeitos danosos advindos da fraude, seja por atrasar o avanço do conhecimento ou mesmo por consequências econômicas e sociais resultantes do falso conhecimento. Um caso exemplar das consequências danosas que podem ser causadas por fraudes científicas foi a rejeição dos princípios da genética, por meio da manipulação de dados e informações com objetivos ideológicos e políticos, feita pelo então presidente da Academia Soviética de Ciências, Trofim Lysenko. Essa falsificação, mesmo sendo posteriormente contestada cientificamente, trouxe grande atraso na produção agrícola da então União Soviética, o que contribuiu sobremaneira para a deterioração econômica e sustentabilidade do regime soviético.

Esses casos mostram que resultados falsos ou errados podem atrasar acentuadamente o avanço do conhecimento, sem contar com o custo, financeiro e humano, envolvido na correção dos desvios. Mais difíceis de serem corrigidos são os problemas advindos de plágios, onde o verdadeiro autor, seja de descobertas ou de textos, pode ter seu mérito subtraído com possíveis prejuízos profissionais.

A falsificação de dados pode ser caracterizada quando as manipulações introduzidas alteram o significado dos resultados obtidos. Por exemplo, introduzir ou apagar imagens em figuras podem alterar a interpretação dos resultados. Algumas situações são consideradas legítimas, como, por exemplo, o emprego de software de aumento de contraste usado por astrônomos pode revelar objetos celestes dificilmente identificáveis de outra maneira. Alterações de contraste ou brilho para melhorar a qualidade global de uma imagem são consideradas legítimas se aplicadas a toda a imagem e descritas na publicação. Nesses casos a imagem original deve ser mantida, e publicada como informação suplementar quando possível.

Além das referidas consequências danosas da falsificação e do plágio, essas práticas podem favorecer indevidamente seus autores para conseguirem vantagens em suas carreiras e na obtenção de auxílios financeiros. Em relação a isso, surge também como significativa a prática crescente de autoplágio. Em um ambiente de competição para a obtenção de auxílios financeiros, isso pode significar o investimento em pessoas e projetos imerecidos, em detrimento daqueles que efetivamente são capazes de produzir avanços do conhecimento. A existência de software capaz de identificar trechos já publicados de manuscritos submetidos tem facilitado a prevenção de plágio e de autoplágio.

Por todas essas razões as más condutas na pesquisa são assunto de interesse das agências de financiamento, que devem zelar pela boa aplicação de seus recursos em pessoas que sejam capazes de produzir avanços efetivos (isto é, confiáveis) do conhecimento. Isso significa instituir mecanismos que permitam identificar e desestimular as práticas fraudulentas na pesquisa, e estimular a integridade na produção e publicação dos resultados de pesquisa.
Para lidar com esses problemas, a comissão recomenda que o CNPq tenha duas linhas de ação: 1) ações preventivas e pedagógicas e 2) ações de desestímulo a más condutas, inclusive de natureza punitiva.

Com relação às ações preventivas, é importante atuar pedagogicamente para orientar, principalmente os jovens, nas boas práticas. É também importante definir as práticas que não são consideradas aceitáveis pelo ponto de vista do CNPq. Como parte das ações preventivas, o CNPq deve estimular que disciplinas com conteúdo ético e de integridade de pesquisa sejam oferecidas nos cursos de pós-graduação e de graduação. Também a produção de material com esses conteúdos em língua portuguesa deve ser estimulada e disponibilizada nas páginas do CNPq. Como ponto de partida, algumas diretrizes orientadoras das boas práticas nas publicações científicas, inclusive nos seus aspectos metodológicos, devem ser imediatamente publicadas, podendo ser aperfeiçoadas com contribuições subsequentes. Há que se salientar nessa direção a importância dos orientadores acadêmicos.

Com relação às atitudes corretivas e punitivas, recomenda-se a instituição de uma comissão permanente pelo Conselho Deliberativo do CNPq, constituída de membros de alta respeitabilidade e originados de diferentes áreas do conhecimento. Deverá caber a esta comissão examinar situações em que surjam dúvidas fundamentadas quanto à integridade da pesquisa realizada ou publicada por pesquisadores do CNPq - detentores de bolsa de produtividade ou auxilio a pesquisa. Com relação a denúncias, é de se cuidar para não estimular denúncias falsas ou infundadas. Caberá a essa comissão examinar os fatos apresentados e decidir preliminarmente se há fundamentação que justifique uma investigação específica, a ser realizada por especialistas da área nomeados ad hoc . Caberá também a essa comissão, a partir dos pareceres dos especialistas, propor à Diretoria Executiva do CNPq os desdobramentos adequados. Será também incumbência dessa comissão avaliar a qualidade do material disponível sobre ética e integridade de pesquisa, a ser publicado nas páginas do CNPq.


Definições
Podem-se identificar as seguintes modalidades de fraude ou má conduta em publicações:
Fabricação ou invenção de dados - consiste na apresentação de dados ou resultados inverídicos.
Falsificação: consiste na manipulação fraudulenta de resultados obtidos de forma a alterar-lhes o significado, sua interpretação ou mesmo sua confiabilidade. Cabe também nessa definição a apresentação de resultados reais como se tivessem sido obtidos em condições diversas daquelas efetivamente utilizadas.

Plágio: consiste na apresentação, como se fosse de sua autoria, de resultados ou conclusões anteriormente obtidos por outro autor, bem como de textos integrais ou de parte substancial de textos alheios sem os cuidados detalhados nas Diretrizes. Comete igualmente plágio quem se utiliza de ideias ou dados obtidos em análises de projetos ou manuscritos não publicados aos quais teve acesso como consultor, revisor, editor, ou assemelhado.

Autoplágio: consiste na apresentação total ou parcial de textos já publicados pelo mesmo autor, sem as devidas referências aos trabalhos anteriores.


Diretrizes
1: O autor deve sempre dar crédito a todas as fontes que fundamentam diretamente seu trabalho.
2: Toda citação in verbis de outro autor deve ser colocada entre aspas.
3: Quando se resume um texto alheio, o autor deve procurar reproduzir o significado exato das ideias ou fatos apresentados pelo autor original, que deve ser citado.
4: Quando em dúvida se um conceito ou fato é de conhecimento comum, não se deve deixar de fazer as citações adequadas.
5: Quando se submete um manuscrito para publicação contendo informações, conclusões ou dados que já foram disseminados de forma significativa (p.ex. apresentado em conferência, divulgado na internet), o autor deve indicar claramente aos editores e leitores a existência da divulgação prévia da informação.
6: se os resultados de um estudo único complexo podem ser apresentados como um todo coesivo, não é considerado ético que eles sejam fragmentados em manuscritos individuais.
7: Para evitar qualquer caracterização de autoplágio, o uso de textos e trabalhos anteriores do próprio autor deve ser assinalado, com as devidas referências e citações.
8: O autor deve assegurar-se da correção de cada citação e que cada citação na bibliografia corresponda a uma citação no texto do manuscrito. O autor deve dar crédito também aos autores que primeiro relataram a observação ou ideia que está sendo apresentada.
9: Quando estiver descrevendo o trabalho de outros, o autor não deve confiar em resumo secundário desse trabalho, o que pode levar a uma descrição falha do trabalho citado. Sempre que possível consultar a literatura original.
10: Se um autor tiver necessidade de citar uma fonte secundária (p.ex. uma revisão) para descrever o conteúdo de uma fonte primária (p. ex. um artigo empírico de um periódico), ele deve certificar-se da sua correção e sempre indicar a fonte original da informação que está sendo relatada.
11: A inclusão intencional de referências de relevância questionável com a finalidade de manipular fatores de impacto ou aumentar a probabilidade de aceitação do manuscrito é prática eticamente inaceitável.
12: Quando for necessário utilizar informações de outra fonte, o autor deve escrever de tal modo que fique claro aos leitores quais ideias são suas e quais são oriundas das fontes consultadas.
13: O autor tem a responsabilidade ética de relatar evidências que contrariem seu ponto de vista, sempre que existirem. Ademais, as evidências usadas em apoio a suas posições devem ser metodologicamente sólidas. Quando for necessário recorrer a estudos que apresentem deficiências metodológicas, estatísticas ou outras, tais defeitos devem ser claramente apontados aos leitores.
14: O autor tem a obrigação ética de relatar todos os aspectos do estudo que possam ser importantes para a reprodutibilidade independente de sua pesquisa.
15: Qualquer alteração dos resultados iniciais obtidos, como a eliminação de discrepâncias ou o uso de métodos estatísticos alternativos, deve ser claramente descrita junto com uma justificativa racional para o emprego de tais procedimentos.
16: A inclusão de autores no manuscrito deve ser discutida antes de começar a colaboração e deve se fundamentar em orientações já estabelecidas, tais como as do International Committee of Medical Journal Editors.
17: Somente as pessoas que emprestaram contribuição significativa ao trabalho merecem autoria em um manuscrito. Por contribuição significativa entende-se realização de experimentos, participação na elaboração do planejamento experimental, análise de resultados ou elaboração do corpo do manuscrito. Empréstimo de equipamentos, obtenção de financiamento ou supervisão geral, por si só não justificam a inclusão de novos autores, que devem ser objeto de agradecimento.
18: A colaboração entre docentes e estudantes deve seguir os mesmos critérios. Os supervisores devem cuidar para que não se incluam na autoria estudantes com pequena ou nenhuma contribuição nem excluir aqueles que efetivamente participaram do trabalho. Autoria fantasma em Ciência é eticamente inaceitável.
19: Todos os autores de um trabalho são responsáveis pela veracidade e idoneidade do trabalho, cabendo ao primeiro autor e ao autor correspondente responsabilidade integral, e aos demais autores responsabilidade pelas suas contribuições individuais.
20: Os autores devem ser capazes de descrever, quando solicitados, a sua contribuição pessoal ao trabalho.
21: Todo trabalho de pesquisa deve ser conduzido dentro de padrões éticos na sua execução, seja com animais ou com seres humanos.


Referências

Roig, M. (2006) Avoiding plagiarism, self-plagiarism, and other questionable writing practices: A guide to ethical writing. http:// facpub.stjohns.edu/~ roig m/plagiarism/
Angell, M. and A.S. Relman (1989). Redundant publication. New England Journal of Medicine, 320, 1212-14.
Kassirer, J. P. & Angell, M. (1995). Redundant publication: A reminder. The New England Journal of Medicine, 333, 449-450. Retrieved, March 7, 2003 from http://content.nejm.org/cgi/content/full/333/7/449 .
International Committee of Medical Journal Editors. http://www.icmje.org/ethical_1author.html

BAIXA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO PODE MATAR

Já tem um tempinho que eu venho pensando sobre o assunto, principalmente quando leio notícias sobre imperícia médica e falhas berrantes de auxiliares e enfermeiros. Daí, agora de manhã, quando li sobre o caso do bebê que morreu com leite injetado na veia eu não tive como não comentar e dizer o que eu penso.

Não é de hoje eu venho ouvindo pessoas que eu sei que tem competência mínima, que não tiveram boa formação, que foram empurradas na escola (porque a gente que está lá dentro sabe que muitas vezes o professor é pressionado pelo sistema a promover o aluno que tenha o mínimo do mínimo de condições de passar de ano) dizerem que vão trabalhar em hospital e fazer curso de enfermagem porque é fácil conseguir emprego. Olha, já ouvi mesmo, muitas vezes, não é exagero.

Assim como já ouvi gente dizendo que não precisa estudar porque tem "padrinho" e pode conseguir emprego onde quiser. Temos, então, uma leva bem considerável de profissionais não-preparados exercendo funções de grande responsabilidade, onde em muitos casos se coloca a vida de outras pessoas em risco. E aí eu não me limito apenas a quem trabalha na área de saúde. Temos aí motoristas de transporte escolar (público e privado), policiais (sem estrutura psicológica e mesmo formação para aguentar as pressões do trabalho). 

Então, quando eu digo que baixa qualidade da educação mata não estou sendo exagerada, pelo menos não me sinto assim. Acho que temos que pensar que na escola devemos formar a COMPETÊNCIA acima de tudo. Não estou tendo uma visão mercadológica, mas pragmática: os nossos alunos irão construir nossas casa, dirigir ônibus, cuidar da segurança pública, nos atender em hospitais, se tornarem administradores públicos, enfim, exercerem uma grande variedade de profissões onde eles terão que ser competentes porque estarão lidando com outras pessoas, com outras vidas. 

Eu brinco com minha supervisora quando digo que gosto de nivelar meus alunos por cima. Mas não é brincadeira. Respeitando as diferenças individuais, eu acredito que eles estão na escola para serem preparados para a vida e a vida não vai nivelar por baixo.

sábado, 5 de novembro de 2011

Site do Núcleo de História Oral da UFMG


Criado em 1989, O Programa de História Oral, está vinculado ao Centro de Estudos Mineiros da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas e reúne pesquisadores de várias unidades acadêmicas da UFMG. Seu objetivo tem sido o de pesquisar e documentar a complexidade e a diversidade da vida política, econômica, social e cultural de Minas Gerais.

Para ir ao site, clique aqui!

Lançamento de Livro - Intelectuais e História da Educação no Brasil

LEITE, Juçara Luzia; ALVES, Claudia (Org.). Intelectuais e História da Educação no Brasil: poder, cultura e políticas. Vitória: SBHE/ Ed. UFES, 2011. Coleção Horizontes da pesquisa em História da Educação no Brasil.
SUMÁRIO
 Dimensões conceituais

- Erasmo Pilotto: identidade, engajamento político e crenças dos intelectuais vinculados ao campo educacional brasileiro. Carlos Eduardo Vieira.
- O decreto Couto Ferraz em um contexto e transformação da res-pública. Marlos Bessa Mendes da Rocha.
- Dimensões da formação de intelectuais militares no século XIX. Claudia Alves
- “Trabalhadores intelectuais”: ensino secundário e magistério no Estado Novo. Amália Dias

Imprensa e História da Educação

- Os expertos e o jornalista na formação da opinião pública sobre educação: o caso do inquérito de 1914. Bruno Bomtempi Jr.
- Letras femininas: missão intelectual de professoras jornalistas na imprensa brasileira. Clarice Nunes.
- Imprensa periódica, intelectuais e organização da cultura em Goiás (1942 – 1944). Maria de Araújo Nepomuceno.

 Livros, professores e escritores na História da Educação

- História da Educação no Espírito Santo: contatos e conflitos na escrita didática no século XIX. André Luiz Bis Pirola
- Literatura e História: a intertextualidade na obra da escritora Sophia Lyra. Maria Arisnete Câmara de Morais
- Professores-escritores e suas práticas simbólicas de escrita ficcional: o estudo do jogo discursivo efetuado entre os campos educacional, intelectual e literário. Dislane Zerbinatti Moraes
- Rocha Pombo: a “invenção” de uma cultura americana no livro didático. Marcus Aurélio Taborda de Oliveira.

Educação, civilização e modernidade

- Intelectuais e professores pensando a paz no período entreguerras. Juçara Luzia Leite
- Glórias à Educação: Manoel Francisco Correia e as Conferências Populares (1873-1890). Maria Helena Câmara Bastos.
- Educando com Penna: a educação sanitária na Primeira República nos escritos de Belisário Penna. Iranilson Buriti de Oliveira.
- Um intelectual sertanejo no século XIX: história e memória. Maria do Amparo Borges Ferro.

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domingo, 30 de outubro de 2011

REVISTA ELETRÔNICA: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO


Está disponível o n. 35 da Revista Eletrônica História da Educação. Para conferir é só clicar na imagem.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

LANÇAMENTO: FORMAÇÃO E PROFISSÃO DOCENTE


Célia Maria Guimarães, Pedro Guilherme Rocha dos Reis, Abdeljalil Akkari & Alberto Albuquerque Gomes - orgs. 

Este livro reúne dois fatores particularmente relevantes na abordagem investigativa e teorizante da problemática da docência e da formação de docentes nos dias de hoje: (1) por um lado, a transversalidade institucional e de pertenças que congrega um conjunto de valiosos contributos de diversos pesquisadores e instituições, de vários países e com diversas tradições, de Portugal ao Brasil, da Suíça ao México e ao Canadá; (2) por outro, reúnem-se neste livro abordagens com enfoques diferenciados mas convergindo para um objeto comum complexo – a clarificação deste duplo objeto de estudo – a docência e a formação dos docentes - numa sociedade que configura realidades novas neste domínio. 

A própria estrutura e seleção adotada pelos organizadores traduz de forma feliz essas diferentes dimensões, incorporando eixos centrais como a relação teoria-prática, o lugar formativo da pesquisa, as dimensões éticas da profissão, a complexidade dos problemas identitários na história e atuação social dos docentes, a própria problematização diacrônica da ideia de profissão e profissionalidade nas últimas décadas. 


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Revista que marcou a história do agronegócio está presente no acervo da Coopleste.

A COOPLESTE, numa iniciativa inédita em Leopoldina, está organizando seu memorial. O objetivo do projeto é preservar a memória do agronegócio em nossa região, a partir de documentos reunidos do acervo da empresa e de doações feitas por membros da cooperativa e da comunidade.

Num primeiro momento estamos nos concentrando no tratamento dos documentos e separação do acervo bibliográfico, que apresenta uma riqueza se igual, com títulos que remontam o ano de 1904 e que tratam de assuntos diretamente relacionados ao campo. Muitos dos livros e manuais encontrados versam sobre assuntos de interesse científico relacionado ao combate a doenças que afligem animais e plantas.

Há um considerável número, também, de periódicos, como as revistas A Lavoura e Chacaras de Quintaes. Esta última, com vários números – alguns encadernados – que começam em 1911 e vão até o final da década de 1940.

Chácaras e Quintaes foi criada pelo conde italiano Amadeu Amadei Barbiellini, que chegou ao Brasil com mulher e filha em 1907.  Naquele mesmo ano Barbiellini fundou a revista Entomologista Brasileiro, que durou apenas dois anos. Em 1909 Barbiellini funda a Chácaras e Quintaes, com o objetivo do conde de reunir no periódico artigos sobre agricultura e pecuária escritos por especialistas.

Trazia, além de propagandas direcionadas ao campo, respostas a perguntas dos leitores, artigos originais de cientistas e especialistas em agricultura e pecuária e notícias ligadas ao mundo agropecuário, e história da agricultura.[1]

Publicada mensalmente, a revista tornou-se um sucesso editorial. No seu auge a revista, na década de 1940, chegou a ter  200 mil assinantes e recebia cerca de 500 cartas por dia.[2]

A revista, que chegou a circular na Argentina, no Uruguai, em Portugal e nas colônias portuguesas. Em 1912 o conde lançou um suplemento feminino, chamado Aigrette.

A coleção completa de Chácaras e Quintais pode ser consultada na Biblioteca de Ciências Biomédicas da Fiocruz.

Dentre a documentação levantada até o momento forma identificados 23 volumes da revista.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

PARTICIPAÇÃO NO I SEMINÁRIO REGIONAL DE HUMANIDADES - XVI SEMANA DE HISTÓRIA E XVI SEMANA DE LETRAS

Iniciarei hoje minha participação no evento promovido pela UFMT, em Rondanópolis. Rodei (e voei) muito chão para chegar até aqui, mas está valendo a pena. Hoje iremos trabalhar a importância das hqs nas escolas e a criação de gibitecas escolares. Irei falar sobre a experiência que temos na Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado e passar algumas sugestões para trabalhar quadrinhos em história e outros conteúdos. O minicurso será dado em duas parte e terá oito horas de duração. O evento em si está ocorrendo o dia todo, inclusive à noite. Muita programação e pouco tempo. Uma pena, gostaria de poder participar de tudo.

Amanhã, Valéria Fernandes irá entrar com a segunda parte do nosso minicurso, falando sobre quadrinhos e pesquisa histórica e de mangás. Aguardem fotos.

sábado, 15 de outubro de 2011

Ensino de história e consciência histórica: implicações didáticas de uma discussão contemporânea

Livro de Luis Fernando Cerri


A noção de consciência histórica tem se constituído em uma importante ferramenta para pensar as relações entre o conhecimento científico, produzido pelos acadêmicos, e a vida prática. Nesse sentido, a noção de consciência histórica nos permite rever questões fundamentais para professores e demais interessados nos usos sociais do conhecimento histórico. Os leitores terão acesso às principais contribuições que envolvem o tema, refletindo sobre o papel da História dentro e fora da escola. 

Este título da Série História integra a Coleção FGV Bolso, voltada para a produção de obras de síntese sobre os mais diversos temas das ciências humanas e sociais. Destina-se a estudantes, professores e profissionais interessados em conhecer de maneira rápida e eficaz, por meio de textos claros e acessíveis, os assuntos tratados em cada volume. 

MAIS UM DIA DO PROFESSOR...

Não resisti à piadinha...
Hoje é dia do professor. Eu tirei para dormir de tarde e relaxar os músculos depois de uma semana muito corrida, onde eu não dei aula mas me ocupei de outras formas. Então, depois daquele soninho bateu uma inspiração e eu resolvi deixar minha mensagem para o dia dos professores.

Pois é, professor ganha pouco, trabalha muito e está sempre sobre pressão. Não é lá um ofício dos mais valorizados e conheço gente que nem terminou o ensino médio e ganha mais do que eu, com quase 20 anos de carreira, e trabalha bem menos. Fazer o que? Eu escolhi a profissão, posso sair dela se quiser, mas prefiro mudar de escola quando não me sinto bem no ambiente e quando acho que meu trabalho não dá os frutos que eu gostaria que desse. 

Não quero deixar de ser professora embora goste de não ser apenas professora. Estou sempre escrevendo meus textos, fazendo minhas pesquisas, me metendo em coisas que considero legais. Aprender me motiva a ensinar. Parece frase de traseira de caminhão, mas é a pura verdade. 

E para que eu ensino? Ensino muito mais preocupada em tentar libertar o espírito crítico do que se meu alunos vai saber a diferença entre jacobinos e girondinos (isso é preocupação da escola, é um exigência curricular, é uma necessidade gerada pela meritocracia, pela necessidade de pontuar, de passar em vestibulares, provinhas, etc).

Eu me sinto muito mais realizada em encontrar um ex-alunos pedreiro, honesto, trabalhador e bom pai de família que encontra comigo na rua e para para falar como os tempos de escola eram bons, de como ele aprendeu boas lições com os professores e dizer que um dia ira colocar o filho dele na escola e que quer que eu seja sua professora, do que um ex-aluno médico ou advogado, sem ética, preocupado em como vai ganhar mais dinheiro para comprar um carro novo ou uma mansão mais espaçosa.

Enfim, embora eu queira que meus alunos gostem e saibam História, fico muito mais contente e ver que eles se tornaram boas pessoas  e que eu tive alguma participação nesse processo. O professor é um formador de opiniões, uma pessoa que tem um papel importante na construção do individuo. Nós damos bronca, rimos, choramos, reclamamos, mas tudo isso vale a pena se o nosso aluno encontra seu lugar na sociedade, como pessoa produtiva, ativa politicamente, atenta aos seus direitos e cumpridor dos seus deveres.

Embora a mensagem que eu estou deixando pareça em alguns momentos uma daquelas aulas antigas de Moral e Cívica, ela descreve aquilo que eu tenho sentido de uns tempos para cá: a satisfação em ver meus ex-alunos trabalhando, criando seus filhos e dando a eles bons exemplos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

NOVA EDIÇÃO DA REVISTA HISTÓRIA, IMAGEM E NARRATIVAS

Já se encontra no ar a edição número 13 de História, imagem e narrativas. Confiram no link abaixo.Para a edição 14, a ser lançada em abril de 2012, estamos preparando uma nova edição temática junto à tradicional. Nela retomamos com ênfase as análises sobre as publicações ilustradas, quer sejam as histórias em quadrinhos, os livros ilustrados, as ilustrações em revistas e jornais e outras mídias. Desse modo, convidamos a todos os pesquisadores interessados ao envio de seus artigos para apreciação e possível publicação. O prazo final para envio é 15 de março de 2012. 

domingo, 9 de outubro de 2011

INTERNACIONALIZAÇÃO DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS

Livro publicado pelo amigo Abdeljalil Akkari no Brasil pela ed. Vozes. Eu recebi e estou fazendo a leitura. segue o release:

A compreensão das políticas educacionais nacionais e internacionais exige novos conhecimentos e habilidades, na medida em que a gestão dos sistemas de ensino, as experiências e os projetos educacionais se internacionalizam e os desempenhos são comparados. Assim, habilidades específicas de análise, tomada de decisão, planejamento e gestão dos sistemas educacionais são necessários para a compreensão desta realidade complexa. Nesse sentido, o livro sintetiza os principais trabalhos internacionais de análise comparada das políticas educacionais e propõe questões importantes a serem discutidas no contexto brasileiro.

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