quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

MINHA RETROSPECTIVA DE 2025

Ao final de todo ano, desde bem nova, eu listava em um caderninho  tudo que havia acontecido comigo ao longo do ano e o que eu gostaria que acontecesse no ano novo. Coisa boba de adolescente. Mas tarde, comecei postar no Blog algumas considerações e fazia até uma relação das postagens mais lidas durante ano que estava encerrando. Não sei quando, mas parei de escrever sobre isso. 

Na verdade, parei de fazer muitas coisas. Constatar isso me fez pensar sobre muitas coisas e escrever me ajuda a aprofundar essa autorreflexão. Por isso resolvi retomar o hábito de fazer um balanço do ano, na véspera do ano novo, e listar minhas memórias de 2025. Aliás, fiquei até surpresa com a quantidade de coisas que aconteceram, e muitas eu já tinha até esquecido.

Para recuperar essa memória, eu recorri às redes sociais, onde eu registrei ao longo do ano de 2025 uma série de atividades e fui rememorando pouco a pouco. Montei uma linha do tempo, que começa em janeiro de 2025 e vai até dezembro de 2025.

JANEIRO - Passei férias na Europa com um grupo de amigos. Organizei toda a viagem ao longo do ano de 2024. Éramos oito, saindo do Brasil, e encontramos um amigo em Lisboa, que se uniu ao grupo. Partimos de São Paulo dia 13 de janeiro e retornamos 3 de fevereiro. Fomos a Portugal e França, com uma programação intensa de 20 dias. Em Portugal, eu destacaria nossa ida a Beja, para participar de um encontro na Bedeteca, organizado por mim em parceria com Paulo Monteiro, no dia 18 de janeiro. Foi o primeiro evento da ASPAS, associação de pesquisadores da qual faço parte, fora do Brasil.

Beja - Portugal, 18 de janeiro de 2025.

Fomos para a França no dia 20 de janeiro, para fazer um tour pela Normandia. Alugamos três automóveis no aeroporto e começamos a aventura. O ponto final era Monte Saint-Michel, lugar que eu tinha vontade de visitar já há algum tempo. Retornamos a Paris no dia 24 de janeiro, onde passamos alguns dias e, de lá, em 28 de janeiro, fomos para Congnac, cidade do interior da França que foi nossa base para o Festival Internacional de Bande Dessinée de Angoulême. No dia 29 de janeiro participamos do dia dos profissionais, com acesso exclusivo a todas as principais exposições antes da abertura oficial. Em Angoulême tivemos mais uma atividade acadêmica, no dia 30 de janeiro. uma apresentação com a participação de pesquisadores e gestores dia EUA, Espanha, Suécia, Portugal e Brasil, na Cité de la BD.

Monte Sant-Michel, França, 23 de janeiro de 2025.

FEVEREIRO - Eu concluí o meu pós doutorado em Letras pela UEMS, que havia iniciado há um pouco mais e um ano, sob supervisão do professor Nataniel Gomes.

MARÇO - Em março, comecei meu pós doutorado em história, sob supervisão da professora Manuela Areias, na UEMS. Ainda em março tive uma aventura em família com a minha mãe, Cristiane Magalhães e sua mãe Regina, um passeio de fim de semana em Guapimirim e em Teresópolis, com direito a visitar minha ex-orientadora, Mary Del Priori.

ABRIL - Fui a um mega show de K-Pop no Morumbi a convite da amiga Fani, Show do Stray Kids, dia 7 de abril. Uma baita experiência, em um estádio com mais de 60.000 pessoas. De brinde, viajei na ida no avião da Gol do "Chico Bento". Ainda em abril, eu saiu minha primeira publicação do ano, um capítulo no livro História e Linguagens: pesquisas em quadrinhos e cinema. Fui também, à Feira Literária Internacional de Tiradentes, FLITI, dia 12 de abril e aproveitei para conhecer Bichinho, dia 13 de abril.

Morumbi, 6 de abril, Show do grupo Stray Kids.


MAIO - No dia 3 de maio eu parti para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para participar de atividades do meu pós-doutorado durante uma semana. Lá encontrei com a amiga Valéria Bari, que estava começando seu pós-doutorado em Letras. Realizamos, inclusive, algumas atividades juntas. Depois participei da Semana dos Museus, no dia 16 de maio, em uma palestra sobre bibliotecas e arquivos digitais. No dia 25 de maio, recebi uma revistas suíça, em esperando, na qual eu publiquei um texto juntamente com o amigo Nataniel Gomes, em esperanto (minha segunda publicação do ano). No no dia 29 de maio, tomei posso como membro da Academia Feminina Sul-Mineira de Letras (Afesmil). Fechei o mês com a festa de 80 anos da minha tia, Marly Nogueira.

JUNHO - Em 11 de junho teve início o VII Entre ASPAS, encontro da Associação de Pesquisadores em Arte sequencial, em Leopoldina (MG), cidade onde a associação foi fundada em 2012. Eu fui uma das organizadoras do encontro. Deste encontro participaram pessoas do MS, RJ, SP, PE, SE, AP, DF e até da Argentina. Um dos pontos altos foi um almoço organizado pela amiga Claudia Mendes, no CEM Maria Luiza Junqueira Ferraz, para os participantes do encontro. No dia 16 de junho lançamos o livro "Super-Heróis, política e identidades", do qual sou uma das organizadoras. Ao final do VII Entre ASPAS, eu entregue a Coordenação Geral da associação à Nataniel Gomes. Na semana seguinte, no dia 18 de junho eu participei como convidada em um dos painéis da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Bienal Internacional do Rio de Janeiro, no dia 18 de junho, juntamente com Sidney Gusman e Jal. No dia 19 de junho aproveitei para passear antes de ir embora. Fui almoçar com a amiga Luisa Peres no Forte de Copacabana.

Com Sidney Gusman e Jal, no dia 18 de junho de 2025.

JULHO - Foi um mês menos intenso, participei do 33º Simpósio Nacional de Historia da ANPUH, em Belo Horizonte, na UFMG, levando a experiência de trabalhar com História Local e Educação Patrimonial na formação de professores em Leopoldina (MG). Minha apresentação no ST sobre educação patrimonial foi no dia 16 de julho. Reencontrei amigas queridas que não via há tempos, como Luciana e Martinha e fiz novas amizades, mas fiquei apenas dois dias, pois ainda não estava de férias. No dia 22 de julho, lançamento do meu segundo livro este ano Lançamento, "Quadrinhos, pesquisa e educação".

AGOSTO - No dia 9 de agosto eu participei de uma visita guiada ao Museu da Caricatura, no Rio de Janeiro, organizada pela professora Cláudia Mesquita, acompanhada das amigas Conceição Pires e Eva Aparecida e depois encontrei com o querido Caetano. Foi um bate-volta muito divertido. Dia 16 de agosto participei da Jornada do Patrimônio, em Leopoldina (MG). Dia 19 de agosto eu já estava participando das Jornadas Internacionais de quadrinhos da USP. Dia 20 de agosto fiz minha a apresentação e dia 21 de agosto participei do lançamento de livros da ASPAS. No dia 24 de agosto fui ao encontro sobre quadrinhos e mulheres organizado pela Conceição Pires, na UGRA, na Consolação, junto com o amigo Caetano. Ao longo da semana aproveitei o tempo livre pela manhã para ir a várias exposições, como do Ziraldo, no CCBB, do Raul Seixas, no MIS, e uma exposição maravilhosa de Hip Hop, Sesc 24 de Maio. No dia 28 e agosto Recebi semana passada a publicação da Antologia da Academia Lavrense de letras com 2 textos meus: "Moneypenny e a representação das mulheres no universo de James Bond" e "O rapto como estratégia amorosa nas Minas Gerais do século XIX".

Saindo da USP, a noite, com os amigos.

SETEMBRO - Dia 9 de setembro foi o lançamento do álbum "Curiosidade" de Cecília Capuana, em São Paulo. Fiz a introdução e participei do processo de produção. Infelizmente não pude ir, pois estava ainda me recuperando de uma infecção respiratória que contraí durante as Jornadas Internacionais de Quadrinhos. Participei juntamente com Amanda Almeida, 10 de setembro, de uma atividade 10ª Jornada do Patrimônio Cultural de Minas Gerais, realizada no Museu Espaço dos Anjos, em Leopoldina, com a presença dos estudantes que fazem parte do projeto Parlamento Jovem. O tema foi “Paisagem Cultural e Patrimônio Toponímico”, convidando a comunidade a refletir sobre como os nomes das ruas e lugares guardam memórias, fortalecem identidades e conectam patrimônio cultural e natural. Organizei e participei como apresentadora do Encontro Internacional "Patrimônio Documental e Cultura Visual", 15 a 19 de setembro, um evento realizado pela Pós-graduação em Letras e História da UEMS e da ASPAS, que fez parte da Jornada Estadual do Patrimônio Cultural do Mato Grosso do Sul (2025) - Caminhos De Memória: Territórios, Saberes e Resistências. O encontro teve a participação de pesquisadores do Brasil, da Espanha, de Portugal e da Suécia.

OUTUBRO - No dia 4 de outubro foi o lançamento do livro "Quadrinhos, conceitos e linguagens", do qual sou organizadora e autora e que conta com textos de colegas da Argentina e da Suécia. No dia 15 de outubro, foi publicado o meu trabalho sobre Educação Patrimonial, nos anais do 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH. No dia 25 de outubro eu participei da FLILavras, com palestrante e aproveitei para dar uma esticada no dia 26 de outubro em São João Del Rei. Fui junto com as amigas Eva Aparecida, Cristiane Magalhães e Maiara Alvim.

Declamando poesias no encerramento da FLILavras, dia 25 de outubro

NOVEMBRO - Seis de novembro eu apresentei um trabalho durante o 2º Quatrital, evento online realizado pela UnB e organizado pela maravilhosa Alessandra Querido. No feriado de 15 de novembro fui ao espetáculo "Guibli in Concert", com a amiga Débora e ainda aproveitei as comemorações dos 200 anos do Parque da Luz. No fia 27 de novembro eu e Amanda Almeida participamos hoje da gravação de um programa da Rede Minas, em Providência, distrito de Leopoldina (MG), sobre ferrovias.

DEZEMBRO - No dia 2 de dezembro eu realizei a conferência a de abertura do X Fórum Discente e VI Fórum e Egressos do PPGH- UNIVERSO. Dia 19 de dezembro foi lançamento do livro "Pensamentos Poéticos" do ex-aluno Lucas Dierverson, que eu ajudei a produzir. E para fechar o ano, eu recebi uma Menção Honrosa do Projeto Boas Práticas 2025, projeto que que desenvolvi juntamente com a professora Eva Aparecida da Silva . Ficamos em primeiro lugar com um trabalho que realizado no primeiro semestre, com  alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II, do CEM Maria Luiza Junqueira Ferraz, em Leopoldina (MG)

domingo, 21 de dezembro de 2025

LANÇAMENTO DE LIVRO: PENSAMENTOS POÉTICOS


Nesta quinta-feira, dia 18 de dezembro de 2025, ocorreu o lançamento do livro de poemas "Pensamentos poéticos", de Lucas Dierverson.  O evento foi realizado no CEM Maria Luiza Junqueira Ferraz, onde o jovem escritor estuda. Pois é, Lucas é aluno do Ensino fundamental e tem 14 anos de idade. 

Em tão pouco tempo de  vida, este jovem que veio criança do Ceará para Minas Gerais, tem a capacidade de expressar suas ideias, sentimentos e valores por meio da poesia como eu nunca vi em alguém de tão pouca idade. Não são poemas rasos de amor, mas visões de mundo, crítica social e reflexões filosóficas que demonstra a capacidade apurada que Lucas tem de fazer uma leitura apurada da realidade. 

É um trabalho autobiográfico e memorialístico, uma vez que o autor fala de si e de situações que viveu. Ao mesmo tempo, dialoga com o todo e se alimenta da memória coletiva. Fluidez e sensatez estão presentes na sua poesia, que fala de família, de preconceito e até critica padrões e normas sociais.

O livro, com 130 páginas foi publicado com o selo da Marsupial Editora, e acreditem, já esgotou. 

Leia um trecho do prefácio do prefácio

Nesta obra, o leitor encontrará uma ampla gama de temas, tratados com uma honestidade por vezes desconcertante. Lucas fala do amor em suas múltiplas facetas: o amor familiar, terno e acolhedor; o amor romântico, cheio de encantamento e dor; o amor pela arte, salvador e inspirador; e o amor a Deus, que perpassa discretamente alguns de seus versos, refletindo sua fé católica e sua busca por conciliar criação artística e espiritualidade.

Mas este não é apenas um livro sobre o amor. É também um diário de angústias, um grito de revolta contra a injustiça, um lamento sobre a solidão e um manifesto contra os padrões opressores da sociedade. Em poemas como “Tentei me encaixar nos padrões, mas só me machucaram” e “O preconceito é desprezível”, o jovem poeta demonstra uma consciência social aguçada, denunciando o racismo, a hipocrisia e a exclusão. Seu olhar critica um mundo que frequentemente despreza o que é diferente, e sua voz ecoa o anseio por um futuro mais inclusivo e humano.

Há, ainda, uma reflexão profunda sobre a própria existência. Em “Agora um questionamento”, Lucas se lança em interrogações filosóficas que ultrapassam sua idade: “Qual é o propósito da nossa existência em um universo tão bonito e perfeito?”. É a voz de uma geração que, cada vez mais cedo, se depara com as grandes inquietações da vida, da morte, do tempo e do sentido da jornada terrena.

Nataniel dos Santos Gomes é pós-doutor em língua portuguesa (UERJ), doutor em linguística (UFRJ), professor da UEMS 

Sobre o autor

Lucas Dierverson, nasceu em Fortaleza, Ceará, no dia 26 de dezembro de 2010. No ano seguinte,  mudou-se para Leopoldina, cidade da Zona da Mata de Minas Gerais,  juntamente com sua Mãe.  Desde pequeno, desenvolveu uma paixão intensa pela arte, explorando diversas formas de expressão: desenho, piano, violão, composição musical, escrita de poemas e contos, além de cantar. Um menino católico, que procura conciliar arte e fé. Atualmente, cursa o 9º ano do Ensino Fundamental II no Centro Educacional Maria Luiza Junqueira Ferraz, Bairro Bela Vista, em Leopoldina, MG. Por esta escola conquistou em 2025 dois prêmios no Concurso Literário da Academia Leopoldinense de Letras de Artes (ALLA), nas categorias desenho e conto.

Fotos do lançamento:

 













sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

PROJETO MUSEU COM POESIA


O projeto "Museu com Poesia", que desenvolvi juntamente com a professora  Eva Aparecida da Silva, professora de língua portuguesa, recebeu uma Menção Honrosa do Projeto Boas Práticas 2025. Ficamos em primeiro lugar com um trabalho que realizado no primeiro semestre, com  alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II, do CEM Maria Luiza Junqueira Ferraz, em Leopoldina MG.

O projeto trabalha a questão do Patrimônio Cultural através do museu e da poesia, no caso, da poesia de Augusto dos Anjos. Enquanto os alunos tinha aulas de educação patrimonial, aprendendo o qual a função dos museus, em língua portuguesa, eles trabalharam o gênero poesia e a biografia do poeta Augusto dos Anjos.

Para quem tiver interesse, o projeto completo pode ser acessado clicando aqui!

domingo, 14 de dezembro de 2025

GHIBLI IN CONCERT - RELATANDO A EXPERIÊNCIA

No feriado de 15 de novembro de 2025 eu me presenteei com um ingresso para o Ghibli in Concert, um espetáculo musical com trilhas sonoras de animes produzidos pelo do Studio Ghibli. O Studio Ghibli é um estúdio japonês de animação, fundado em 1985 por Hayao Miyazaki e Isao Takahata, conhecido por sua estética artesanal, narrativas profundas e cativantes. Eu sempre gostei de animes, embora eu não seja exatamente uma entusiasta ou especialista no tema. No entanto, confesso que algumas animações do Studio Ghibli me deixaram boas memórias. Por isso, eu acabei comprando ingressos para a turnê. E não me arrependo.

A orquestra foi regida pelo Maestro Eliseu Barros, celebrando a obra de Joe Hisaishi, compositor e diretor musical responsável pela trilha sonora de animes como “O Serviço de Entregas da Kiki” (1989), “Porco Rosso: O Último Herói Romântico” (1992), “Princesa Mononoke” (1997), “A Viagem de Chihiro” (2001) e “O Castelo Animado” (2004), citando alguns dos animes que eu já assisti e cuja trilha sonora eu conheço.

Lamento ter demorado um pouco para fazer o relato, mas no final do ano as coisas se atropelam. Passa um dia, uma semana e um mês sem a gente perceber. Mas a turnê está fazendo tanto sucesso que há shows marcados até janeiro de 2026, então, acho que ainda está em tempo de escrever algumas coisa.

Viajei para São Paulo, na sexta-feira, 14 de novembro, onde encontrei a amiga Déborah, minha colega nesta aventura. Depois de instaladas e de cumprir alguns compromissos de trabalho online, fomos dar uma volta na Rua Augusta, e jantar em um restaurante. Eu gosto de ir para a região da Consolação. Há muitas opções de bares e restaurantes, espaços alternativos, sem falar que é uma região muito animada. Foi muito tranquilo para ir, pois pegamos o metrô de Santa Cecília e, para a volta, optamos por um UBER, pois já estava um pouco tarde. 

Ficamos hospedadas em Santa Cecília, em um hotel bem aconchegante, o Hotel Centro 433, que aliás, foi uma ótima escolha. Os quartos são ótimos, o ambiente agradável, com espaços comuns e um café da manhã bem caprichado. Vai ficar, inclusive, na minha lista para quando eu precisar me hospedar novamente em São Paulo por poucos dias. Tipo, as fotos condizem com o que hospede encontra, o que nem sempre acontece. Neste caso foi acima das nossas expectativas iniciais.

No sábado, fomos para  bairro do Bom Retiro, pela manhã, para almoçar e aproveitamos para passar no Parque da Luz, que estava completando 200 anos, com uma programação especial. O Parque Jardim da Luz, é o mais antigo de São Paulo, Inaugurado em 19 de novembro de 1825 como Jardim Botânico, ele foi o primeiro espaço verde de lazer público de São Paulo. com estruturas como coreto, casa de chá e lagos. Havia até um aquário subterrâneo construído no final do século XIX ou início do século XX, e redescoberto durante reformas em 2000, revelando passagens e janelas de observação lacradas. Dá para imaginar como o espaço era moderno para o século XIX.

Aliás, uma das coisas que eu gosto em São Paulo é que sempre tem uma boa programação cultural e, geralmente, grátis. No caso da comemoração dos 200 anos do Parque da Luz, havia uma programação para o dia todos, atores com roupas de época, além de pontos de cultura, que falavam da história do Parque da Luz e de São Paulo. 

Depois do almoço, fomos para o show, marcado para 14h no Teatro APCD, literalmente do ladinho da estação de metrô Tietê. A espera não foi longa e foi bem animada, com jovens e adultos bem entusiasmados, famílias inteiras bem empolgadas.  Tudo muito organizado e sem confusão. Inclusive, com medo da chuva, a organização abriu os portões mais cedo, para que o público fosse para a parte externa coberta.

A entrada também foi muito organizada. O problema foi encontrar nosso lugar, porque a numeração era muito complicada, e olha que tinha uma pessoa do staff nos ajudando. Mas no final deu tudo certo. Cenário no palco era simples, mas muito bonito e alguns dos músicos e cantores estavam vestidos como personagens do Studio Ghibli. Foram cerca de duas horas de apresentação, com trilhas sonoras lindas, cantores fantásticos e público emocionado. Tanto a parte instrumental quanto vocal estavam lindíssimas. 



Um dos pontos altos do espetáculo foi a entrada do Sem-Rosto (No Face). Sem-Rosto é um personagem da A Viagem de Chihiro, que sem identidade própria é uma representação dos indivíduos em nossa sociedade. O personagem surge na história como uma figura espectral com uma máscara branca. Ele é um personagem que, pelo menos para mim, passa uma certa tristeza, pois não pertence a lugar algum. O sentimento de pertencimento surge à medida que se cria uma identidade, coisa que ele não tem, mas que deseja ter quando se apega a Chihiro.

Embora o show fosse a parte principal da viagem, e o motivo dela, conseguimos incluir várias outras coisas o que compensou, e muito, o tempo e o investimos que foi feito. Um bate-volta do interior de Minas Gerais a São Paulo, que foi o meu caso, pode ser cansativo, mas quando a gente consegue usufruir de momentos como estes, ao lado dos amigos, vale a pena.