domingo, 7 de novembro de 2010

Colégio Sagrado Coração de Jesus

Este texto caiu nas minhas mãos por acaso, quando pedi um trabalho escolar para o nosso projeto POESIA, CONTOS E HISTÓRIA NA ESCOLA. Infelizmente, a aluna não copiou a bibliografia pois, segundo ela, era um texto que a mãe dela encontrou. Imagino que, talvez, eu possa achá-lo na biblioteca.

Parece legítimo, pelos dados que apresenta. Assim, vou arriscar reproduzí-lo aqui no blog, como uma possível referência. O Colégio realmente existiu e aparece listado nos relatórios da Câmara, na década de de 1920, como pode ser comprovado no tabela abaixo:


Relatório da Câmara Municipal de Leopoldina, 1924, p. 22.

O texto em si me despertou para um questão:Educandário Santa Terezinha, que eu acreditava ser da década de 1920, na verdade comecou a funcionar no final da década de 1940 e sua origem está no Colégio Sagrado Coração de Jesus, como podemos perceber no texto.

Reminiscências de um estabelecimento de ensino

Dentre os estabelecimentos de ensino particulares que existiam em Leopoldina, registramos o extinto Colégio Sagrado Coração de Jesus, fundado em Juiz de Fora, Minas Gerais, pela ilustre senhora Dona Perpétua Vidal Leite Ribeiro, excelente educadora, depois transferido para o Rio de Janeiro, sediado à rua São Francisco Xavier, nº 929, e mais tarde, retornando a Minas, sendo instalado em Leopoldina, à rua Tiradentes, nº 266. O colégio era um estabelecimento exclusivamente feminino dividido em internato e externato com capacidade para 26 alunas internas e 50 externas.

Era oferecida instrução completa do curso primário ao secundário, como também trabalhos manuais e domésticos. O corpo docente era composto pelos professores Carlindo Mayrinck(1), Militino Rosa, Júlio Ferreira Caboclo e as senhoras D. Judith Lintz e Ana Elisa Vidal, cuja direção nesta fase estava aos encargos das irmãs Ernestina e Consuelo Vidal Leite Ribeiro.

Foi um estabelecimento exemplar, inclusive, facultava às alunas o ensino do desenho, pintura e música.

Fechou suas portas em 1926 ou em 1927, cujo prédio pertenceu primeiramente ao arquiteto e escultor português Ignácio de Buenna Flor (2), que também, era proprietário de todas as casas da referida rua, antiga rua das Melas Éguas, pertencendo depois ao Dr. Direito da Comarca de 19.04.1926, pai do decano Dr. João B. de Freiras Lustosa. O prédio mudou de dono, sendo estabelecida a pensão Assis. No ano de 1947, o prédio reabriu novamente suas portas como estabelecimento de ensino "Educandário Santa Terezinha", sob supervisão das irmãs professoras D. Zizinha, Ceci e Nair (o nome das três professoras tem que ser confirmado, pois não constavam do texto original, mas é certo que as novas proprietárias eram três irmãs e professoras).

Foto da Rua Tiradentes. O prédio em destaque é o Colégio Sagrado Coração de Jesus. Ao fundo podemos identificar a Igreja do Rosário.

Agradeço quem puder confirmar ou acrescentar informações a respeito do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Colégio Santa Terezinha e Educandário Santa Terezinha, seja por comentário no blog ou pelo e-mail nogueira.natania@gmail.com

(1) O professor Calindo Alvarenga Mayrinck, foi diretor do Ginásio Leopoldinense e também lecionou no Colégio Imaculada Conceição. Nascido em 20 de agosto de 1897, em Santo Antîonio do Grama, falesceu em Belo Horizonte em 20 de outubro de 1962.

(2) Ignacio de Castro Buena Flor, nascido por volta de 1847 e falecido em Leopoldina no dia 8 de julho de 1920. Buena Flor construiu magníficos altares em igrejas da zona da mata mineira. Infelizmente suas obras foram desaparecendo, muitas vezes dilapidadas pelos próprios responsáveis por sua conservação, como dizem ter acontecido com a primeira capela do Colégio Imaculada Conceição de Leopoldina. Não podemos afirmar que tenha sido ele o autor dos artefatos que compunham a Igreja de Conceição da Boa Vista. Por antigos almanaques soubemos que “a Matriz de Leopoldina possue um altar-mór, que é um primor de talha do artista Ignacio Buena Flôr, ricamente dourado às expensas de Manoel Antonio de Almeida”. Em outra passagem informa que “Buena Flôr é o artista que talha seus altares e elegantes pulpitos por encomenda dos fazendeiros do distrito da Leopoldina que desejam ver seus santos protetores bem ornamentados”. (Capturado em http://arraialnovo.blogspot.com/2007/04/recreio-mg-monumentos-de-conceio-da-boa.html, acesso em 07/11/2010).

6 comentários:

Paulo Prado disse...

O nome das professoras está correto pois estudei neste educandário entre os anos de 1964 a 1968. Tenho um interesse muito grande em descobrir ( se possível for ) a lista completa dos meus colegas de ép0ca,para um contato futuro.

Natania Nogueira disse...

Paulo, eu tenho planos futuros para pesquisar a Escola, mas ainda não consegui me organizar. Um dos obstáculos é justamente localizar este material. Mas espero futuramente poder ter mais dados e, quem sabe, consigo a lista? Abraços!

luiz disse...

OLA NATANIA SOU LUIZ DE MATOS CORTES DE GOV VALADARES ESTUDEI NO EDUCANDARIO STA TEREZINHA COMO DIZIAMOS NA D. ZIZINHA NO PERIODO 1960 ATE 1962ONDE ESTUDEI NA VERDADE O RESTO IA SOMENTE NA ESCOLA MEU TEL DA VIVO FIXO (33)30150037 CEL(33)99370037 FACEBOOK LUIZ DE MATOS CORTES IMAIL LUIZLC.GV@HOTMAIL.COM TENHO VONMTADE DE REUNIR MEUS COLEGAS NESTE PERIODO DE 1960 ENDIANTE TENHO ALGUNS CONTACTO DE EX ALUNOS DA D ZIZINHA NAIR E CICI
GRANDE ABRAÇO LUIZ AGUARDO RESPOSTA NO FACE

Daniell Carrano Albuquerque disse...

Estudei no Educandário Santa Terezinha no período de 1954 a 1957. A Dona Zizinha, a mais idosa e diretora do colégio fôra professora de minha mãe no ensino público. Ela era quem alfabetizava pois ministrava as aulas do 1º ano. Dona Nair dava aulas pro 3º ano e Dona Cici pro 4º ano no qual também preparava para o exame de admissão ao ginásio (hoje 5ª série. Eram parentes, Dona Zizinha chamava-se Ana Maria Rezende e Donas Cici, acho, Aparecida. Eram muito rigorosas, havia castigos físicos (tapas, puxões de orelhas, coisas da época mas nada além disso. Eram todas solteiras, acredito, dedicavam-se integralmente aos alunos pois havia também o regime de internato. Eram excelentes professoras. A D. Cici tinha um grande talento para ensinar e nas aulas de História chegava a representar. Aos domingos, levava-nos à Missa na Igreja do Rosário com nosso uniforme de "gala" e fazia-nos participar das procissões com todos os adereços que nós mesmos aprendíamos a confeccionar. Caprichavam nas festas juninas. As aulas não tinham horários rígidos e sempre terminavam depois do horário em que os outros colégios já haviam liberado os seus alunos. Havia provas orais que eram feitas à noite. Acho que elas não tinham vida pessoal. Passei para o Colégio Estadual Botelho Reis em 15º lugar e lá cursei a 1ª série em 1958, tendo me mudado para o Rio com toda a família em dezembro daquele ano. Quando visitei Leopoldina muitos anos depois, tive a tristeza de ver o colégio demolido e a construção de um novo prédio em seu lugar. Tentei visitar a D. Cici mas não a encontrei. Tenho saudades.

Natania Nogueira disse...

Luiz e Daniel, gostaria muito de conversar com vcs sobre o educandário. Infelizmente, ando sem tempo por conta de atividades escolares e mestrado. Mas vamos mantendo contato. O assunto me interessa muito.
Obrigada pelos comentários!

mdn2012 disse...

Poxa lembro ainda quando criança deste colégio, não sei porque derrubaram.
Messias Dias