A HQ "Pedro e o Imperador" foi lançada graças a este programa, que envolveu a embaixada do Brasil em Portugal e a de Portugal no Brasil, dentro das comemorações do bicentenário da Independência, comemorado em 1922. Ela narra uma série de interações entre o espírito de Dom Pedro I e seu filho, O Imperador Pedro II, que começam por ocasião do falecimento da princesa Leopoldina, filha caçula de D. Pedro II, em 1871, na Áustria.
O fantasma do pai (embora ele não se classifique desta forma) passa então a acampara o filho até sua morte no exílio em Paris, em 1892. O espirito de D. Pedro I estimula o filho a conhecer o mundo e o acompanha em suas viagens, Lisboa, Egito, Filadélfia e Alemanha. As viagem do Imperador que desejava ser um cidadão do mundo e que, na sua ausência do Brasil, não queria tentar ser uma pessoa comum, um viajante. Aliás, para quem tiver curiosidade, é possível acessar a transcrição dos 43 volumes dos diários do imperador d. Pedro II, escritos entre 1840 e 1891, no site do Museu Imperial (clique aqui).
Pai e filho falam sobre as dificuldades de governar, sobre a questão da escravidão, discutem sobre a possibilidade de uma república e até debatem sobre o prenso liberalismo de Pedro I, ironizado pelo filho. Falam de coisas triviais como amor e sobre frustações. Discordam de muitas coisas mas reafirmam seu amor pelo Brasil. Há, inclusive, alusão à frase de D. Pedro II, que quando perguntado o que faria quando não fosse Imperador teria afirmado que seria professor.
A HQ é um ficção histórica que resgata episódios da vida do Imperador D. Pedro II, afastado do pai ainda aos 5 anos de idade, e aborda temas que dizem respeito à vida destes dois personagens da História do Brasil, que conversam sobre suas frustações, falam de arrependimentos. Longe de ser uma obras historiográfica, trata-se de uma ficcionalização do passado cujo objetivo é a reflexão do que a exaltação do fato.
Um quadrinho agradável e que desperta a curiosidade, com passagens bem humoradas, apresentando um D. Pedro II menos rígido e mais bem humorado. Vale a leitura.
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