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Parte da minha coleção de livros teóricos sobre Histórias em Quadrinhos. |
A certa idade, eu optei por me desprender daquilo que não é
necessário, reservando um espaço apenas pelo que eu considero útil tanto para o
meu trabalho na escola quando para fins de pesquisa. Posso dizer que estou
mais pragmática e menos emocional com relação ao meu acervo. Por isso, de
tempos em tempos eu reorganizo minhas coleções e reservo livros ou quadrinhos
do quais não mais necessito para doação.
Eu, normalmente, os repasso a ex-alunos ou conhecidos que sei que
terão interesse e farão bom proveito. No caso da minha coleção de quadrinhos,
eu a doei para a escola e a partir dela eu montei uma gibiteca, alimentada por
outras doações de colecionadores que, como eu, resolveram abri mão de parte do
seu acervo particular. Isso resolve, por exemplo, o problema do espaço, que é o
principal tormento de quem não consegue se desapegar de suas coleções.
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Parte da minha coleção de História do Brasil, já envolvida em papel filme. |
Eu, naturalmente, valorizo minhas coleções, tanto que estou
empregando, no momento, algumas técnicas de conservação de livros que aprendi
recentemente com a amiga Valéria Aparecida Bari, num dos programas que gravamos
para o canal da ASPAS - Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial, no
Youtube (clique aqui se quiser conferir).
A técnica consiste em envolver com papel filme meus livros e meus quadrinhos. Isso tanto possibilita a melhor conservação das obras como resolve dois problemas. O primeiro é o odor que o papel produz com o tempo e o envelhecimento. O segundo é com relação a limpeza, que fica mais fácil porque o pó não penetra nas laterais e nas páginas do livro. A limpeza fica mais fácil desta forma, e o ambiente do escritório mais apropriado para o trabalho, ainda mais em tempos de trabalho remoto.
A pergunta que alguém certamente vai fazer, e que eu fiz: " -
Mas e quando eu precisar do livro?" Bem, nesse caso, retirasse o plástico
e depois coloca-se outro. Dá um certo trabalho, eu sei, mas normalmente não
utilizo durante o ano nem 15% do meu acervo. O restante fica constantemente
exporto à poeira e agentes biológicos que podem acelerar seu processo de
degradação.
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Parte da minha coleção de HQs, já com papel filme. |
Optei por um sistema de classificação bem simples no qual eu estou
organizando minhas coleções a partir de alguns critérios. Primeiro, autoria.
Reúno obras do mesmo autor para ficar fácil encontrá-las. No caso das
quadrinhos, não apenas autor(a), mas também procedência e gênero. Por exemplo,
históricos, superaventura, mangás, manhwas. Optei por colocar o gênero acima da
procedência então tenho, por exemplo, superaventura tanto em português quando
em francês, grego, alemão e inglês.
Para os livros, eu adotei também o sistema de autoria, mas eles
estão subdivididos de acordo com o tema. Livros de história geral, de teoria da
história, de história do Brasil, de História das Mulheres, de Educação
Patrimonial, Educação ou de Ensino de História e livros teóricos sobre
quadrinhos. Percebi que isso facilita muito quando tenho que buscar por um tema
especifico e me poupa muito tempo.
Mantenho obras raras e revistas acondicionadas em caixas, separadamente. No caso das obras raras, eu as envolvo com papel de seda, e pretendo manter assim, pois acho mais adequado do que o plástico. Cada um acaba criando seu próprio sistema, até porque num acervo particular, o proprietário faz as regras uma vez que ele será o único usuário.
Mas estou aceitando sugestões, principalmente para a conservação do acervo, que acho ser a parte mais importante. O papel está sempre sujeito a agentes externos e, muitas vezes, só nos damos conta de que uma obra começou a se deteriorar quando o processo já está adiantado. Assim, quem quiser deixar sugestões, elas são bem-vindas!
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