domingo, 2 de agosto de 2015

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE O SIMPÓSIO NACIONAL DA ANPUH

Centro de Cultura e Eventos da UFSC
Esta semana tivemos o XXVIII Simpósio Nacional de História, realizado na UFSC, em Florianópolis, organizado pela ANPUH. Eu participei de quase todas as atividades (e ainda sobrou um tempinho para relaxar).  Gosto dos encontros realizados na UFSC. Eu acho que a universidade tem uma boa estrutura e consegue, apesar do tamanho, reunir milhares de historiadores em locais específicos, como o Centro de Cultura e Eventos, onde aconteceram conferências e ficaram instaladas as livrarias.

Algumas coisas mudaram. Por exemplo, geralmente a abertura era realizada no domingo à noite, desta vez foi na segunda-feira. Eu achei estranha, também, a forma como a programação foi distribuída, ainda mais a concentração de Simpósios Temáticos (ST) na sexta. Mas acho teve sua lógica, pois permitiu que mais pessoas pudessem participar das reuniões dos GTs. Outra coisa que estranhei foi trocar o termo "mesa-redonda" por "diálogos contemporâneos". Continuou sendo mesa-redonda, mas com um nome diferente.


Mas nem tudo é perfeito. Não tenho escondido de ninguém meu desânimo com relação à ANPUH (Associação de Nacional de História), à qual sou associada desde 1994.  Acho que ela tem se distanciado muitos professores de História da educação básica. Muitos não são filiados por duas razões: ou não conhecem a ANPUH ou a consideram espaço apenas para professores universitários.

Por exemplo, no grupo do qual participei, apenas eu não estava diretamente ligada a algum programa de pesquisa em pós-graduação. Sinto falta da experiência do professor, a partir da sua vivência, sendo compartilhada. Imagino que eu os encontraria em STs sobre ensino de História, mas estes foram uma minúscula porcentagem dentro da miríade de temas que foram debatidos em 108 salas!

Eu acho isso uma pena, porque a educação básica é transformadora. É dali que vão sair futuros historiadores e leitores de livros de História.

Este é outro ponto, a leitura. Acho que a ANPUH deveria investir em um público leitor de História (se este investimento existe, eu desconheço) e os historiares devem parar de escrever apenas para seus pares. O conhecimento produzido na academia não deve ficar confinado à academia. Veja o sucesso que fazem livros de História que são escritos por jornalistas! Oras, não teriam que ser os Historiadores a escreverem sobre a História para o público geral? 

Um exemplo de como a História pode ganhar os mais diversos espaços e leitores são os livros da Mary Del Priore. Vendidos aos milhares, estão em todas as livrarias e lidos por um público eclético. São frutos de toda uma vida destinada à pesquisa. Não seguem o formato do livro acadêmico, possuem uma linguagem menos rebuscada e nem por isso são menos valiosos. Ao contrário! 

Mas apesar destas ressalvas, temos lá a parte boa, que foram os STs. A cada encontro eles têm ficado melhores e permitindo uma troca de conhecimentos enorme.
ST "Gênero, feminismos e identidades: novos luares e desafios"
Eu participei do ST "Gênero, feminismos e identidades: novos luares e desafios", coordenado pelas professoras Lídia Maria Vianna Possas e Alcileide Cabral do Nascimento e gostei muito. Não houve, em minha opinião, nenhuma apresentação que não tenha acrescentado alguma coisa a todos que estavam presentes. Sem dúvida, foram três dias produtivos e poderiam até ter sido mais.

Gostei muito da diversidade. Muitos trabalhos interessantíssimos, realizados por pesquisadores e pesquisadoras de norte a sul do Brasil e todos, de alguma forma, dialogavam entre si. 

Ah, e não podemos esquecer dos livros! Comprei muitos, mais do que eu poderia, menos do que eu gostaria, e ganhei outros. Ganhar livro é sempre bom, ainda mais sobre temas que a gente gosta.

Em resumo, foi uma semana muito proveitosa. Muitos contatos, muita informação e mais ânimo para encarar o final das férias, que já está batendo na minha porta.


sábado, 1 de agosto de 2015

ENCONTRO COM A CARTUNISTA NORTE-AMERICANA TRINA ROBBINS


No dia 19 de agosto, uma quarta feita, das 10:30 às 12:30 acontecerá um encontro inédito no Brasil: a quadrinista e historiadora dos quadrinhos Trina Robbins estará na Gibiteca Henfil recebendo interessados e convidados para falar sobre mulheres nos quadrinhos.

Será um encontro intimista com convidados que se interessam pelos trabalhos de Trina Robbins na área dos quadrinhos e, também, pelo seu engajamento nos trabalhos realizados pelas mulheres no universo das HQ’s. 

Trina Robbins, para quem não conhece é desenhista premiada, com uma longa carreira promovendo o trabalho das mulheres nos quadrinhos, criou o visual de Vampirella e foi a artista da minissérie The Legend of Wonder Woman. É autora dos livros Women and the Comics, A Century of Women Cartoonists, The Great Women Superheroes, entre outros.

O encontro é resultado de uma parceria entre a ASPAS (Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial) e o CCSP (Centro Cultural São Paulo, órgão da Prefeitura de São Paulo). Trina Robbins estará em São Paulo para as III Jornadas Internacionais de Quadrinhos, realizadas pela USP, o que permitiu a organização do evento, a ser realizado na Gibiteca Henfil. 

As inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas entre dos dias 3 a 14 de agosto, enviar e-mail para gibiteca@prefeitura.sp.gov.br com nome, endereço e telefone. A seleção será por ordem de recebimento de e-mail.

A lista dos selecionados será divulgada no site do CCSP (http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_debates_e_palestras_2.html) no dia 17 de agosto.





sexta-feira, 17 de julho de 2015

AFINAL, QUE TIPO DE VALORIZAÇÃO É ESTA?


Quem me conhece sabe que eu sou irritantemente otimista. Não costumo ficar reclamando de trabalho. Sempre tive disposição e sempre gostei de coisas novas. A novidade é como uma injeção de adrenalina. Por várias vezes já sacrifiquei uma tarde de folga para ficar na gibiteca da escola (que não tem funcionário) organizando material e separando as revistas que não estão em bom estado. E não estou cobrando isso: tudo o que faço fora do meu horário de serviço é porque gosto. 

Também nunca fui de reclamar de salário, afinal, quando optei pelo magistério sabia não ia nadar em dinheiro. Sabia que em muitas ocasiões ia ter que tirar dinheiro do meu bolso para poder tocar meus projetos na escola. 

Infelizmente, nos meus 24 anos trabalhando com educação (comecei em 1991) finalmente conseguiram me tirar o meu otimismo. Talvez ele retorne, não sei. Mas me sinto cansada e desmotivada. O que é uma ironia, pois nossos governantes estão dedicados a incentivar e valorizar o profissional docente. Bom, pelo menos os discursos políticos dizem isso.

Mas não foi isso que eu vi ou senti neste primeiro semestre de 2015. Vou dizer como foi, pelo menos pra mim. Eu me senti desrespeitada, em vários momentos, como se eu não tivesse direito a respeito. Como professora, e juntamente com outras colegas, fui alvo de piadas misóginas, de assédio moral, por parte de deveria estar trabalhando pela nossa valorização.

Encerrei o primeiro semestre do ano exausta, com uma jornada de trabalho de mais de 40 horas sabendo que no mês de agosto terei minha carga horária aumentada e vou perder meu único dia de folga da semana. 

Quase não tive tempo para meus projetos particulares. Não pesquisei nada sobre história local e acho um milagre ter publicado tanto coisa na área dos quadrinhos. Vou dizer a vocês, meu primeiro dia de recesso foi marcado por uma dor de cabeça incessante e um cansaço que parece que não acaba. O mais triste de tudo é que eu estou relatando isso no blog que eu criei para compartilhar meu material e minhas opiniões com os colegas. 

Mas eu precisava escrever. Aliviar um pouco a tensão. Quem sabe, depois de duas semanas de descanso o ânimo não volta? Ou quem sabe eu aceite o fato de que ser professor(a) no Brasil é um profissão em vias de extinção e que pedir melhores condições de trabalho seja considerado um ato de rebeldia para os nossos governantes e legisladores.

domingo, 12 de julho de 2015

HILDE ET LA CARICATURE POLITIQUE AU BRÉSIL

Este ano eu tenho publicado bastante, na verdade, bem mais do que em anos anteriores. Resultado de boas oportunidades que foram surgindo e da finalização de alguns trabalhos já realizados. 

Mas parece que meu ano mais produtivo está sendo também o ano em que eu tenho tido menos tempo para me dedicar à pesquisa. Então, ter publicado tanto, até o momento (e vem mais publicações agora no segundo semestre), com 40 aulas semanais (e agora com mais 3 horas semanais obrigatórias de reunião), 13 turmas e duas escolas é quase um milagre. 

Ameaça de estafa a parte, segue o texto que eu publiquei no primeiro semestre, na revista Papiers Nickelés, n. 44, a convite do editor Yves Frémion. Com tanta correira e tão pouco tempo acabei esquecendo de postar o texto no blog. Ainda não estou de férias, mas arrumei um tempinho para isso. Está em francês.

Ah, não sei porque colocaram que sou pesquisadora da UFJF. Não está certo, mas para minha próxima publicação isso será corrigido.



segunda-feira, 29 de junho de 2015

PONTE SOBRE O RIO POMBA - 1882

Melhor do que postar uma notícia ou uma descoberta que eu fiz é poder repassar a de um leitor, que se interessou pelo conteúdo do blog e ele mesmo fez sua pesquisa. 

Recebi o e-mail de um leitor do blog. Leia o relato dele:

Hoje “passeando”  nos jornais antigos do Leopoldinense  - 26 de janeiro de 1882 – achei uma noticia , em anexo, que acredito ser uma das primeiras PPP (Parceria Publica Privada ) do Brasil: uma lei concedendo o privilégio por 50 anos para a construção e cobrança de pedágio de uma ponte sobre o  rio Pomba , inclusive garantindo uma zona de 6 Km acima e abaixo onde não seria permitido a construção de outra ponte. Após o  prazo de 50 anos a ponte passaria ao domínio da província : uma perfeita Parceria Publica Privada.

Trecho pesquisado (O Leopoldinense, n. 07, 26 de janeiro de 1882, p. 03)

Estou, sempre que posso,vasculhando os jornais disponíveis na Biblioteca Nacional e não há uma vez que eu não encontre alguma coisa peculiar ou uma nova informação. E são, muitas vezes, naqueles notícias minúsculas que se escondem dados que podem levar à questionamentos, hipóteses e, mesmo, a uma pesquisa mais ampla.

Quando trabalhamos no projeto "Fragmentos da História" foi nisso que pensamos, em construir a história local a partir de pequenos fragmentos. Informação gerando conhecimento. 

Ao receber este e-mail eu fiquei sensibilizada. Uma pessoa se interessar por conhecer melhor o passado, não por um livro, mas por uma fonte produzida em dado período, compartilhando a informação e saboreando o prazer da descoberta é, no mínimo,recompensador e, também, estimulante. Eu só tenho a agradecer a este leitor em especial por ter deixado minha semana muito melhor.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

COMENTANDO O LIVRO "O MENINO DA LISTA DE SCHINDLER"

Não sou de ler livros sobre a II Guerra, mas quando me deparei com este, na livraria, comprei por impulso. E devo dizer que foi uma boa compra. Trata-se se um livro de memórias que conta as experiência de um menino judeu que, junto com a família, foi salvo pelo empresário nazista Oscar Schindler. Para que assistiu o premiado filme "A lista de Schindler", é um prato cheio. 

Nunca considerei Schindler um nazista, no sentido estrito do termo. Ele era um homem de negócios que lucrou com a guerra assim como muitos outros, na Inglaterra, nos Estados Unidos e em outros países envolvidos. Mas ele não conseguiu fechar os olhos para as atrocidades que aconteciam bem ali, ao seu lado.

Não era um tolo idealista. Schindler fez muito nazista de bobo e salvou muitos judeus. Aliás, para muitos judeus sobreviventes da II Guerra ele é praticamente um santo (embora judeus não acreditem em santos). 

O menino em questão é Leon Leyson e ele dá seu testemunho sobre os anos que ficou sob poder dos nazistas. Do gueto aos campos de concentração ele viveu entre a fome e a ameça constante de morte.

Acho que não preciso falar muito mais sobre o livro, além do fato de ser um leitura estimulante, triste em alguns momentos mas, por isso mesmo reconfortante.

domingo, 21 de junho de 2015

COMENTANDO A HQ BATMAN NOEL

Imagem disponível em: http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/batman-noel/ba011133/114961, acesso em 21 de jun. 2015
Acho que nunca resenhei no blog uma História em Quadrinhos de superaventura. Já publiquei textos, claro, mas acho que esta vai ser a primeira resenha do gênero. 

Eu sempre fui uma leitora de quadrinhos. Quando mais jovem fui colecionadora, daquelas de deixar o jornaleiro doido indo na banca toda semana para saber se a revista que eu acompanhava tinha chegado. Mas de uns tempos para eu limitei minhas leituras de HQs a álbuns selecionados. Não tenho mais disposição para acompanhar arcos e mais arcos de aventuras. 

A HQ que eu li esta semana (e estou lendo outras) é do Batman. Não sou uma fã incondicional da DC, sempre preferi a Marvel, mas gosto dos especiais que a DC lança. Eles sempre me passam um coisa boa. É, em síntese, uma leitura agradável. 

Batman é um personagem que eu gosto, ele é bem introspectivo e atormentado. Tão certo de que é capaz de superar todos os obstáculos sozinho que nem percebe que, na verdade, não consegue fazer nada sem a ajuda de alguém. É um personagem que, na minha modesta opinião, está sempre aprendendo alguma coisa sobre a vida ou sobre ele mesmo. Batman é teimoso mas, no final, acaba  baixando a guarda e sussurrando um "obrigado" ou um "desculpe-me" do jeito meio emburrado que ele tem.

Bem, a HQ que eu li chama-se Batman Noel e é inspirada  em Um Conto de Natal, de Charles Dickens. Na HQ Batman representa o velho Scrooge, que tem que entrar em paz com seu passado, encarar o presente e tentar construir um futuro melhor. 

O roteiro e a arte são do desenhista estadunidense Lee Bermejo e as cores da italiana Barbara Ciardo. E que arte! É de tirar o fôlego. Batman come o pão que o diabo amassou e cuspiu em cima, mas ele merece. No final, o herói mais teimoso e rabugento dos quadrinhos acaba encontrando um pouco de paz naquela alma torturada. 

Uma HQ encantadora e que pode ser lida por crianças e adultos. Recomendo.

COMENTANDO O LIVRO A LINGUAGEM DAS FLORES

Ganhei, há algum tempo, um livro da minha prima, Claudia, chamado a Linguagem das Flores. A autora é Vanessa Diffenbaugh. 

É um livro bem diferente dos que eu costumo ler. É um romance bem intimista e existencial, quase filosófico. É a narrativa da vida de uma jovem com sérios problemas para manter relacionamentos, com quem quer que seja. Uma pessoa que acha que não merece ser amada ou ser feliz. No livro Victoria está aprendendo a amar e a aceitar o amor de outras pessoas. 

A narrativa se alterna entre o presente e o passado. O leitor passa a ter contato, aos poucos, com os traumas da protagonista, Victoria.  É um livro gostoso de se ler e instrutivo, também.  Victoria tem paixão por flores e ela vai, a cada capítulo, ensinando um pouco sobre a linguagem das flores. 

Eu estava olhando no site da livraria e ele está esgotado, o que é um um bom sinal, afinal, se ele esgotou foi porque caiu no gosto do público.


OBS: É um livro que abre o apetite, também! Victoria gosta de comer e as descrições que ela faz das suas refeições é torturante. Pra ter uma ideia teve um dia que eu saí de casa desesperada pra comer um frango assado depois de ler um capítulo do livro.

REGULAMENTO DO CONCURSO DE POESIAS AUGUSTO DOS ANJOS

Já está disponível no site da ACADEMIA LEOPOLDINENSE DE LETRAS E ARTES (ALLA), o regulamento do  XXIV Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos. As inscrições começam em 01 de agosto e terminam em 10 de setembro. A final do concurso será dia 13 de novembro. 

O Concurso de Poesias Augusto dos Anjos é um concurso nacional. Todos os anos concorrem aos prêmios poetas de todas as o parte do Brasil.

Confira o edital, clicando aqui! 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O ALIENÍGENA E O MENINO E OUTROS LIVROS


Minhas mais novas aquisições. 

"O Alienígena e o Menino" é de autoria do teólogo Iuri Reblin. Ótimo livro, fruto da sua tese de doutorado. A pesquisa foi premiada pelo prêmio CAPES, tendo sido a primeira pesquisa sobre quadrinhos premiada em Teologia. Mas não é apenas para teólogos. O livro é muito informativo e vai agradar aos fãs de quadrinhos e demais pesquisadores da área, assim como outros leitores. Em breve, nas melhores livrarias!

Já os outros livros da foto duas coletâneas, uma sobre quadrinhos e educação e outra sobre quadrinhos e religiosidades. Tenho participação nas duas (e em mais uma, que não está na foto). Todos foram lançados durante o Entre ASPAS, no dia 28 de maio. 

Em "Quadrinhos & Educação" eu falo sobre as  gibitecas, de forma geral e ainda faço um relato da experiência da Gibiteca aqui em Leopoldina (MG), na Escola Judith Lintz Guedes Machado. Cito, também, outras iniciativas ocorridas na cidade, como a gibiteca criada pelos alunos da Escola Conhecer. O livro tem vários artigos interessantes e informativos tanto para quem pesquisa quanto para quem trabalha ou pretende trabalhar com quadrinhos e educação na escola. Ele custa R$ 35,00 e para adquirir é só entrar em contato com Thiago Modenese, pelo e-mail: thiagomodenesi@hotmail.com

No livro "Religiosidade nas Histórias em Quadrinhos" tenho um artigo sobre representações femininas nos quadrinhos europeus. Para escrever este artigo eu entrei em contato com várias autoras de Bande Dessinée. Foi extremamente proveitoso. Colho os frutos até hoje.

Esse livro será disponibilizado na forma de Ebook, mas vai ser possível encomendar, também, a versão impressa. Coloco mais informações sobre como acessar e/ou adquirir  o livro aqui no blog, em breve.

domingo, 31 de maio de 2015

RELATO DE EXPERIÊNCIA: CRIANDO UMA GIBITECA NA ESCOLA

Os alunos da Escola Conhecer (Leopoldina/MG), tiveram a iniciativa de criar sua própria gibiteca. Eles forma convidados a compartilhar sua experiência com pesquisadores de arte sequencial de todo o Brasil, que se reuniram pra o II Entre Aspas (evento realizado de 28 da 30 de maio). Assista o vídeo e conheça o trabalho dessas crianças.



Faça doações para a gibiteca dos alunos da Escola Conhecer. Entre em contato com a coordenadora pedagógica, Claudia Duque, pelo e-mail: claudia_duque11@hotmail.com 

II ENTRE ASPAS - BALANÇO FINAL

Arte de Danielle Barros

Nos dias 28, 29 e 30 de maio foi realizado o II Entre ASPAS, encontro de pesquisadores em arte sequencial, na cidade de Leopoldina (MG), reunindo 33 pesquisadores de várias partes do Brasil. O encontro foi realizado na Casa de Leitura Lya Müller Botelho, sede oficial da Associação de Pesquisadores (ASPAS).

Apresentação de propostas de GT pelo Coordenador Geral da ASPAS, Amaro Braga (UFAL)

Foram 3 dias compartilhando experiências, realizando debates e apresentando resultados de pesquisas, todos de excelente nível, sobre quadrinhos e arte sequencial de forma geral. 
Debate sobre os rumos da pesquisa em quadrinhos no Brasil

Foi aberto, ainda, espaço para que a comunidade pudesse participar, seja através de relatos de trabalhos, oficinas para jovens e minicurso para professores.
Alunos da escola Conhecer apresentam relato sobre a experiência de montar uma gibiteca escolar (dia 28 de maio, durante a abertura do Entre ASPAS).
Minicurso Humor, História em Quarinhos e Memes: alternativas para o professor nos ensino- aprendizagtem de línguas estrangeiras, com as Profª. Drª. Denise Maria Margonari (UNESP) Profª. Esp. Maria Eugenia Savietto (dia 30 de maio)
Oficina de RPG - para o público jovem (dia 30 de maio)
O encontro teve ainda momentos de ludicidade, lançamento de livros técnicos, fanzines e revisas em quadrinhos. 
Lançamento coletivo de livros, fazines e quadrinhos (dia 28 de maio).
Em clima de muita descontração, o Entre ASPAS consolidou o trabalho que vem sendo feito pela ASPAS fundada há dois anos. Inicialmente com 4 membros, a ASPAS hoje possui 55 associados ativos e, em 2015 estreou como editora, especializada em publicações científicas sobre quadrinhos e arte sequencial.
Livros sobre quadrinhos, inclusive lançamentos da ASPAS
De 2007 a 2015 Leopoldina já inaugurou 3 gibitecas escolares e está a caminho de inaugurar sua primeira gibiteca municipal.Acredito que não seja exagero afirmar que  Leopoldina esta a caminho de se tornar um dos mais importantes centros de referência sobre a pesquisa imagética no Brasil. A ASPAS tem colaborado para isso. Desde sua fundação, nossa cidade já sediou 3 encontros de pesquisadores e vem sendo referenciada em várias partes do país. 

sábado, 23 de maio de 2015

LANÇANDO LIVROS NO MUSEU ESPAÇO DOS ANJOS

Gostaria de convidar a todos para o lançamento de três livros sobre quadrinhos, dos quais eu faço participação. O lançamento vai acontecer durante o II Entre ASPAS, no dia 28 de maio de 2015, no Museu Espaço dos Anjos, às 20:30. Não é necessário apresentar convite. 

Quanto aos livros dos quais estou participando, seguem algumas informações.




Este livro é resultado do encontro realizado em Leopoldina, o I Entre ASPAS, em 2013. Conta com a participação de diversos autores, sendo dois deles (além de mim) leopoldinenses: Amanda Almeida e Cláudio Guerson. Dele fazem parte textos variados sobre quadrinhos, frutos de pesquisas realizadas em diversas áreas, como sociologia, historia, letras, artes, teologia, etc.O meu fala das história das mulheres nos quadrinhos, a partir da análise da personagem Brenda Starr. Este livro marca a estreia da ASPAS como editora.




Religiosidades nas Histórias em Quadrinhos reune uma série de artigos que relacionam os quadrinhos à religião. Mais do que um livro voltado à teologia, é uma forma de mostrar como a cultura pop pode se tornar um elemento importante não apenas para representar como compreender os aspectos mais gerais das práticas religiosas. No meu texto eu trabalho com representações femininas em quadrinhos europeus (bande dessinée) que envolvem temáticas ligadas à religião. Gostei muito de fazer e foi uma experiência gratificante pois me permitiu o contato com personagens e autores que passei a admirar.


Quadrinhos e educação é ima coletânea de textos sobre quadrinhos e ensino. Nele eu contribuo com a minha experiência com quadrinhos na escola, especialmente, como a criação e gerenciamento de gibitecas escolares. Nele temos a experiência da Gibiteca Escolar da E.M. Judith Lintz Guedes Machado, assim como outras ações voltadas para a criação de gibitecas em Leopoldina (MG) e outras partes do Brasil.


Será um lançamento coletivo, onde vários livros sobre o tema serão apresentados, contanto com a presença dos autores (claro). Também serão lançados quadrinhos e fazines. No evento estarão pesquisadores de várias partes do país. Vai ser, acima de tudo, uma chance de conhecer o trabalho que é realizado por pessoas que apostam na cultura e na educação. 

domingo, 10 de maio de 2015

AS MULHERES E A II GUERRA MUNDIAL: AS HEROÍNAS E SUPER-HEROÍNAS DOS QUADRINHOS E A LUTA PELA LIBERDADE

Fiquei um bom tempo afastada do blog, por conta de muitos compromissos e, devo dizer, de uma ausência de ideias. Escrever por escrever não faz o menor sentido. Então, já que estou ocupando este espaço virtual que ele seja ocupado com alguma coisa que possa ser relevante ou utilizável. Então, retornando às minhas postagens, hoje e nos próximos dias irei publicar alguns  textos sobre livros que li, sobre artigos que publiquei recentemente e deve voltar atenção aos meus fragmentos de história, que andam meio abandonados.

Para começar eu gostaria de divulgar o lançamento dos Anais do  II Congresso Internacional da Faculdades EST, do qual participei ano passado e onde apresentei uma pesquisa sobre "As mulheres e a II Guerra Mundial", analisando as personagens de Histórias em Quadrinhos criadas a partir da década de 1940, com a entrada dos Estados Unidos na Guerra. 

Para quem tiver interesse em conferir, é só clicar aqui e ir para a página dos anais, onde está meu texto e muitos outros.

quarta-feira, 15 de abril de 2015