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sábado, 25 de agosto de 2012

O FUTURO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA: BREVE REFLEXÃO

Acho a questão da formação de professores uma das mais importantes no momento. Tanto no que diz respeito à formação de professores de história (que tem tomado rumos obscuros, com a falta de profissionais), quanto ao que diz respeito à pesquisa em história. Sempre defendi que a pesquisa começa na escola, no dia a dia, incentivando os alunos a ter curiosidade a entender o que realmente é pesquisar, produzindo conhecimento. Nada mais dinâmico que o ensino aliado à pesquisa.  
O problema é que muitos pesquisadores (e cursos de pós-graduação) parecem achar que só se faz pesquisa na academia. Aí voltamos para a questão da formação: que profissional estamos formando? Acho que é algo no qual devemos refletir e algo fundamental, a meu ver para a sobrevivência da história enquanto disciplina.
Entra aí, também, a questão da valorização do profissional. Recentemente um aluno do ensino médio me disse que gostaria muito de fazer faculdade de história, mas como as perspetivas financeiras e a desvalorização do professor enquanto profissional pesam muito a família quer que ele invista em outra profissão e faça o curso de história quando não precisar se preocupar com dinheiro.
Talvez isso explique o porque de muitos cursos fecharem as portas, sem matrículas suficientes no vestibular para abrirem turma ( o que tem acontecido muito com faculdades particulares) e porque muitos graduandos tem quase horror quando lhes é sugerido que atuem na educação básica. Temos uma grande quantidade de doutores se acotovelando por uma vaga na docência superior, ao passo que faltam professores na educação básica.

Eu realmente tenho medo e sou pessimista com relação ao futuro do ensino de história (e quem me conhece sabe que pessimismo não combina comigo). Há grupos se organizando em torno do debate de temas como mestrado profissional, que acho muito válido, pois investe na questão da formação; há debates, também, acerca da valorização profissional do professor. No entanto, acho que a sociedade civil ainda não está falando alto o suficiente para que o Estado constituído, que regula profissões, que tem compromisso legal com a qualidade da educação possa ouvir.

Ou talvez ouça e ignore.

O fato é que estamos a beira do precipício: é preciso mobilizar e mudar. É preciso que o professor de história, e o magistério em seu todo, seja valorizado e se valorize. Isso tem que acontecer para que nossos jovens possam investir na sua vocação ao invés de trocar a realização profissional pela segurança financeira.

sábado, 28 de abril de 2012

Oficina MVMob de estímulo à criatividade na escola


Clique na imagem para ampliar

 Casa de Leitura Lya Botelho convida a todos os Professores, Supervisores, Técnicos de Ensino, Alunos e público interessado para a Oficina MVMob de estímulo à criatividade na escola e que propõe uma rede de aprendizagem interativa e intercambio cultural.

OFICINA EM LEOPOLDINA:
Dia: 03 de maio de 20012
Horário: das 13:00h às 17:00h
Inscrições (gratuitas) na Casa de Leitura Lya Botelho: R. José Peres, 4 (Centro)
Tel: (32) 3441-2090, com Maria Lúcia ou Alexandre

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

LANÇAMENTO: FORMAÇÃO E PROFISSÃO DOCENTE


Célia Maria Guimarães, Pedro Guilherme Rocha dos Reis, Abdeljalil Akkari & Alberto Albuquerque Gomes - orgs. 

Este livro reúne dois fatores particularmente relevantes na abordagem investigativa e teorizante da problemática da docência e da formação de docentes nos dias de hoje: (1) por um lado, a transversalidade institucional e de pertenças que congrega um conjunto de valiosos contributos de diversos pesquisadores e instituições, de vários países e com diversas tradições, de Portugal ao Brasil, da Suíça ao México e ao Canadá; (2) por outro, reúnem-se neste livro abordagens com enfoques diferenciados mas convergindo para um objeto comum complexo – a clarificação deste duplo objeto de estudo – a docência e a formação dos docentes - numa sociedade que configura realidades novas neste domínio. 

A própria estrutura e seleção adotada pelos organizadores traduz de forma feliz essas diferentes dimensões, incorporando eixos centrais como a relação teoria-prática, o lugar formativo da pesquisa, as dimensões éticas da profissão, a complexidade dos problemas identitários na história e atuação social dos docentes, a própria problematização diacrônica da ideia de profissão e profissionalidade nas últimas décadas. 


Para comprar e saber mais detalhes clique aqui!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

TEXTO MUITO BOM DO CARLOS FICO SOBRE A FORMAÇÃO NOS CURSOS DE HISTÓRIA

Neste blog não tenho por hábito postar textos de outras pessoas, nem reportagens de jornal, embora eu o faça ocasionalmente. O texto do Carlos Fico vai ser uma destas exceções. Gostei muito e concordo com muita coisa que ele fala.

A CARREIRA DO PROFESSOR DE HISTÓRIA


Muitos cursos de graduação em História privilegiam a formação do pesquisador apesar de a maioria dos estudantes acabarem atuando, depois de formados, como professores do ensino fundamental. Existe até mesmo uma percepção preconceituosa de que a pesquisa é a atividade mais nobre e o importante é a produção de conhecimento pelo historiador, a carreira acadêmica, associada ao ensino universitário.

Assim, é frequente que a “formação pedagógica” seja uma responsabilidade específica das faculdades de Educação. Quando eu fiz a graduação, havia o curso de bacharelado, que todos fazíamos, e as disciplinas da Educação, que deviam ser cursadas por quem quisesse fazer a licenciatura. Para tornar-se bacharel em História também era preciso redigir a monografia de bacharelado e, no caso da licenciatura, além das disciplinas da Educação, havia a necessidade de se estagiar em alguma escola. Creio que, na essência, isso pouco mudou.

Estranhamente, não havia qualquer contato entre a faculdade de Educação e o departamento de História. Era como se nós aprendêssemos um conteúdo histórico a ser ministrado segundo as técnicas ensinadas pela Educação.

Quando cheguei à faculdade de Educação fiquei muito espantado com o tecnicismo que imperava (estou falando do longínquo ano de 1980). Havia uma disciplina que apenas apresentava as leis sobre o ensino! Desisti da licenciatura quando percebi que aqueles conteúdos eram formalistas e pouco críticos. Eu também não tinha planos de atuar no ensino fundamental, para o qual não me sentia preparado ou vocacionado.Creio que a existência dessas duas habilitações, nesses termos, é um equívoco total. Entretanto, a ideia de que o ensino e a pesquisa são indissociáveis não deve encobrir a obviedade de que muitos estudantes de História serão professores e não farão pesquisa em termos estritos. É preciso, portanto, que os departamentos de História assumam, como uma tarefa que lhes é própria, a formação pedagógica. Isso significa, por exemplo, extinguir definitivamente a ideia de “conteúdos históricos” a serem “repassados”.

Leia o texto completo, clicando aqui!


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Trabalhando com projetos de aprendizagem

Amigos,
Estou realizando uma pesquisa com professores sobre o trabalho com projetos de aprendizagem nas escolas. Aqueles que puderem colaborar, por favor, respondam às perguntas abaixo e enviem para o e-mail natanianogueira@yahoo.com.br
Nome:Professor de:
Escola:
Cidade/Estado
É professor desde:

1 – Você já trabalhou com projetos? Quais?
2 – Destes projetos, quais foram trabalhados de forma interdisciplinar? Se a resposta foi sim, relate como foi a experiência de desenvolver um projeto com outros professores de outras disciplinas:
3 – Você tem hábito de escrever sobre os projetos que implementou com os seus alunos? Por que?
4 – Dos projetos que você já desenvolveu, qual(is) foram os que mais sucesso obtiveram? Você pode descrevê-lo? O que ele trouxe de positivo e o que você não faria novamente.
5 – Na sua formação acadêmica em algum momento você teve experiências ou informações sobre como trabalhar com projetos nas salas de aula?
( ) Sim ( ) não
6 – Na sua opinião, quais são as deficiências dos cursos de licenciatura e/ou de pedagogia, responsáveis pela formação de professores?
7 – Gostaria de fazer mais algum comentário?