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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

PROJETO MUSEU COM POESIA


O projeto "Museu com Poesia", que desenvolvi juntamente com a professora  Eva Aparecida da Silva, professora de língua portuguesa, recebeu uma Menção Honrosa do Projeto Boas Práticas 2025. Ficamos em primeiro lugar com um trabalho que realizado no primeiro semestre, com  alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II, do CEM Maria Luiza Junqueira Ferraz, em Leopoldina MG.

O projeto trabalha a questão do Patrimônio Cultural através do museu e da poesia, no caso, da poesia de Augusto dos Anjos. Enquanto os alunos tinha aulas de educação patrimonial, aprendendo o qual a função dos museus, em língua portuguesa, eles trabalharam o gênero poesia e a biografia do poeta Augusto dos Anjos.

Para quem tiver interesse, o projeto completo pode ser acessado clicando aqui!

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES


Em julho apresentei um trabalho sobre Educação Patrimonial no 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH, realizado na UFMG, em Belo Horizonte, usando Leopoldina como estudo de caso. O texto foi publicado nos anais e esta disponível para download.  Confira o o resumo:

A Educação patrimonial na formação de professores

Questões relacionadas ao Ensino de História e à Educação Patrimonial têm ganhado relevância nas escolas de ensino básico e universidades. No campo do Ensino de História destaca-se a importância de trabalhar o patrimônio cultural, tanto enquanto teoria como enquanto prática. Partindo deste pressuposto, propõe-se um trabalho que reúna a teoria e prática, dando ênfase à formação docente. O contato com estratégias de ensino, criadas a partir de materiais diversos, fornece uma base sólida para que o/a futuro docente possa, a partir daí, adaptar e/ou criar suas próprias estratégias. A educação patrimonial é um caminho para se trabalhar as questões relacionadas ao Patrimônio cultural, seja em âmbito local ou nacional, já a partir dos primeiros anos da educação básica. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), insere a educação patrimonial no currículo dos anos iniciais do ensino fundamental, no componente curricular História. Dada a base inicial de introdução do tema pelos docentes dos anos iniciais, cabe ao professor de história, a partir dos anos finais, reforçar conceitos, instigar o debate e promover estimular não apenas a preservação, mas a valorização das manifestações culturais como parte da identidade individual e coletiva. No processo de reconhecimento do Patrimônio Cultural, o/a professor/a é um dos agentes culturais responsáveis pela sensibilização da sociedade acerca da importância da preservação do patrimônio. Ele(a) possuí um papel fundamental no que diz respeito à preservação e do patrimônio cultural e da memória, dois importantes alicerces para a construção de uma identidade social e para a criação e o fortalecimento de um sentimento de pertencimento, principalmente entre os jovens. Vem daí a importância em na formação docente, que começa nos cursos de graduação e se estende aos professores e professoras que estão em exercício da função. Esta formação elemento essencial para questões relacionadas principalmente ao ensino de história local e da educação patrimonial. Entende-se que o ensino de história dever ir além do fato e debruçar-se sobre problematizações, volta-se para a realidade do estudante e das necessidades da sociedade, dentre elas a afirmação de uma identidade local e nacional, o que possibilita o melhor uso e entendimento da cidadania como prática. É preciso também pensar na formação de professores em exercício. É necessário e urgente proporcionar que professores, não apenas de História, mas, principalmente, dos primeiros anos do Ensino Fundamental possam ter acesso a este material e orientação adequada para trabalhar estes temas em sala de aula, criando a base para uma formação mais ampla do estudante, e fortalecendo o sentimento de pertencimento.

Para ler o texto completo, clique aqui ou aqui!

sexta-feira, 20 de março de 2020

O MUSEU DE LA CIÈNCIA I DE LA TÈCNICA DE CATALUNYA

Prédio principal do complexo do qual faz parte do Museu de la Ciència  i de la Tècnica de Cataluya, em Terraça, Espanha/Catalunha.
Este ano, nas férias de janeiro, tive o prazer de conhecer um com instalações muito amplas dedicado exclusivamente à tecnologia. Trata-se do Museu de la Ciència  i de la Tècnica de Cataluya (mNACTEC), ligado ao Departamento de Cultura da Generalitat da Catalunha, localizado na cidade de Terrassa, na Catalunha, região autônoma da Espanha.

Terrassa  é uma cidade com cerca de 200 mil habitantes que fica na comarca do Vallès Ocidental, cuja ocupação remonta à pré-história (com vestígios de quase um milhão de anos) e que fez parte do antigo Império Romano (Municipium Flavium Egara) e, é claro, uma cidade que passou por todo o processo de feudalização que marcou a Idade Média.  A Catalunha foi a região que primeiro se industrializou na Espanha e lá estão presentes muitas empresas, além de diversos centros universitários, como a Escola Técnica Superior de Engenharia Industrial e Aeronáutica de Terrassa e a Universitat Autònoma de Barcelona. 

Parte externa do museu.
Ele foi instalado numa antiga fábrica têxtil, a "Aymerich, Amat y Jover", construída entre os anos de 1907 e 1908, obra do arquiteto Luís Muncunill. O prédio em si é um patrimônio histórico, sendo considerado um dos maiores exemplos de arquitetura industrial modernista d a região autônoma da Catalunha.  

A ideia da criação do museu remonta à década de 1930, mas tornou-se realidade apenas em 2 de novembro de 1990, quando a Lei dos Museus declarou o lugar como museu nacional e estabeleceu-o como uma entidade independente. O prédio da antiga fábrica foi adaptado para receber a coleção que faz parte do seu acervo permanente, assim como para abrigar um grande número de peças e documentos que são exibidos nas exposições temporárias. Há ainda espaço para guarda e consulta de documentos.

As exposições fixas
O museu possui um acervo que gira em torno de 20.000 objetos, de instrumentos rudimentares utilizados na agricultura a réplicas de capsulas espaciais. As exposições fixas são as seguintes:

1. "A fábrica Têxtil”, que mostra objetos e máquinas, além de reproduzir parte do ambiente, de uma fábrica do final do século XVIII. A imagem abaixo mostra uma antiga máquina de fiar. A exposição apresenta uma mostra das diversas máquinas que foram utilizadas na indústria têxtil.

2. A exposição “Energia”, que apresenta objetos e informações, além de espaços interativos sobre a produção e uso da energia ao decorrer da história. A parte da interatividade é superinteressante, ideal para professores em visitas escolares.

3. A “LHS: Explorando as origens do Universo”, que explica a teoria física da junção de partículas para a formação do planeta terra. Infelizmente, as fotos que eu tirei não ficaram boas, por conta da iluminação.

4. “O enigma do computador”, com uma enorme coleção que mostra a evolução dos computadores, além do história do desenvolvimento tecnológico.

5. “Tudo é Química”, que apresenta fotos os elementos da tabela periódica, além de demostrar como a química influencia a nossa vida diária.

6. A exposição “O Transporte”, a maior delas, com uma coleção de objetos ligadas ao transporte, de automóveis a aviões.Uma das exposições que eu mais gostei, com modelos antigos e futuristas de automóveis, além de réplicas de aviões.






7. A “Viva Montesa”, que mostra a história da marca catalã Montesa de motocicletas (cujo modelo hoje é produzido pela Honda), com 67 motocicletas e três bicicletas. Deu até vontade de subir em uma daquelas motocicletas estilosas (pena que não podia), nem que fosse para tirar uma foto.





8. A “Homo Faber”, que conta a história das revoluções intelectuais e da evolução tecnológica oriunda delas; o “O Corpo Humano. Como estou?”: Conta características do corpo humano, explicando cada função e parte dele, de forma interativa. Também apresenta alguns dos grandes cientistas que contribuíram pra o desenvolvimento tecnológico, da antiguidade aos tempos atuais, sem deixar de fora a contribuição das mulheres.
A imagem mostra Augusta Ada Byron King, Condessa de Lovelace, uma matemática e escritora inglesa. Ela famosa principalmente por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage. Um algoritmo é uma sequência finita de ações executáveis que visam obter uma solução para um determinado tipo de problema.
9. Uma exposição sobre o arquiteto Luís Muncunill, que fala sobre a construção da fábrica na qual o museu se localiza e outros trabalhos realizados pelo arquiteto.


10. Por fim a “Mina Pública de Águas de Terrassa: A batida da cidade industrial”, que mostra como a tecnologia fez com que a água chegasse a Terrassa.

AS MINHAS IMPRESSÕES
Eu achei superinteressante a forma como as exposições foram organizadas no espaço da fábrica. Não há salas separando cada exposição, no máximo biombos. Elas possuem uma dupla função: contar a história da tecnologia e apresentar esta tecnologia, in loco, para o visitante. Algumas delas são interativas, particularmente as que tratam de energia. Outras chamam a atenção pelo cuidado que o museu teve em reproduzir objetos em seu tamanho original.

Cada mostra tem seu encanto e o museu, definitivamente, colocou a educação em primeiro lugar: é um lugar criado para receber visitas escolares e um espaço que pode se transformar em um laboratório de ensino tanto para professores da educação infantil quanto do ensino superior. E esta função pedagogia está presente em cada objeto, cada mostra.

Evidentemente, todo museu tem sua função pedagógica mas, para muitos, ela nem sempre salta aos olhos do expectador que, na maioria das vezes, se não possuí algum conhecimento prévio sobre o acervo ou o espaço não de consegue apreender tudo aquilo que o museu pode oferecer em termos de conhecimento.

Acho que esse foi o grande diferencial, pelo menos para mim, do mNACTEC. O tempo todo eu ficava pensando: - Nossa, o Rodrigo professor de física ia adora trazer os alunos aqui; - O Francisco, professor de Química ia poder dar uma senhora aula nesta exposição; - A Amanda, professora de Geografia, ia pode trabalhar geologia e energia de uma forma fantástica.


Eu, obviamente, fiquei imaginando as diversas formas pelas quais aquele espaço poderia enriquecer meu trabalho. Este é o tipo de museu que me encanta, porque ele faz minha mente brilhar, com tantas ideias e possibilidade que ele pode oferecer. E confesso que fiquei muito empolgada em poder entrar numa réplica de capsula espacial (quando era criança eu queria ser astronauta).



Se levarmos em conta que, de um modo geral, a função social do museu servira à sociedade e auxiliar e ser um instrumento para seu desenvolvimento, por meio da preservação e de um projeto educativo que transforme a memória num objeto de empoderamento coletivo, o Museu da Museu de la Ciència  i de la Tècnica de Cataluya é um dos exemplos mais incríveis de como o museologia pode auxiliar a educação.

Fontes consultadas.
MUSEU DE LA CIÈNCIA I DE LA TÈCNICA DE CATALUNYA. Site oficial. Disponível em: < https://www.mnactec.cat/>. Acesso em 3 mar. 2020.

Terrassa. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Terrassa>. Acesso em 3 mar. 2020.

O Museu: Funções e Responsabilidades. Disponível em: <https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/turismo-e-hotelaria/o-museu-funcoes-e-responsabilidades/23900>. Acesso em: 06 mar. 2020.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

EM BUSCA DO SENTIMENTO DE PERTENCIMENTO


Meu trabalho sobre educação patrimonial foi publicado nos anais da XI SEMANA DE HISTÓRIA POLÍTICA. Segue o resumo. Caso alguém queia ler ou fazer download  dos anais, é só clicar aqui

Em busca do sentimento de pertencimento: a importância da educação patrimonial para as cidades interioranas

Resumo: Desenvolver o sentimento de pertencimento, especialmente nas escolas, é fundamental para que o trabalho de educação patrimonial possa apresentar resultados significativos em uma comunidade. O jovem é o alicerce futuro de uma nação e uma nação começa numa localidade, seja ela urbana ou rural. Por isso, a importância de conhecer para valorizar. Conhecer a história local é uma forma de valorizar o presente encontrando no passado os exemplos que inspirem ações futuras. Quem conhece também cuida, preserva. Partindo desta premissa iremos apresentar possibilidades de se trabalhar educação patrimonial com alunos da educação fundamental a partir de experiências desenvolvidas nos últimos quatro anos no município de Leopoldina (MG). Tais experiências envolvem alunos de escola pública e privada e têm por objetivo desenvolver o sentimento de pertencimento nos jovens estudantes como forma de estimular seu interesse não apenas pela preservação do patrimônio cultural mas, também, pela história local. A educação patrimonial será aqui apresentada como uma formação para a cidadania e de promover o desenvolvimento local. 

Palavras-chave: Memória, patrimônio, educação.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

EDUCAÇÃO PATRIMONIAL EM LEOPOLDINA: BALANÇO DE 2014 E LANÇAMENTO DE CARTILHA


Iniciativas para promover a educação patrimonial em Leopoldina se destacaram no ano de 2014. E não falo isso como funcionária (leciono em uma escola municipal, como muitos sabem) mas principalmente como cidadã interessada no desenvolvimento material e humano da minha cidade, do meu município. 

Entendo que quanto maior a conscientização acerca da importância do nosso patrimônio cultural e histórico, maior a identificação da população com o local, com a cidade e com tudo aquilo que ela representa. 

O fortalecimento da ideia de pertencimento só vem a trazer benefícios para a comunidade em seu todo. As pessoas passam a valorizar mais o lugar onde vivem, a cuidar do bem público que, afinal, é de todos. Elas se tornam mais conscientes de seus direitos e deveres como cidadãos.  

O município só tem a ganhar. Ganha praças e ruas mais limpas, prédios mais conservados, pessoas interessadas em investir no local. O jovens podem até sair para estudar, mas pensam em retornar e contribuir para o crescimento econômico da cidade. Os bens culturais atraem visitantes que, por sua vez, trazem recursos que são gastos em lojas, restaurantes e hotéis.

Durante o ano de 2014, ano em que completou seus 160 anos de emancipação, o município de Leopoldina ganhou um sopro de cultura. Nosso calendário nunca foi tão recheado de opções que envolveram história local e educação patrimonial durante quase todos os meses. O primeiro semestre foi marcado pelas comemorações dos 160 anos, o segundo pelo centenário da morte do poeta Augusto dos Anjos.

Não apenas esses dois eventos, vários outros menores ocorreram nos bairros e escolas da cidade. Como não citar os 30 anos do Grupo de Dança Assumpreto? O que não dizer a enorme evolução do grupo de dança folclórica Peróla Negra, formado por crianças e adolescentes? 

Nosso município está despertando, está tomando consciência da importância de preservar e fazer conhecer seus bens culturais. E, fechando o ano com chave de ouro, temos o lançamento da cartilha de educação patrimonial, no dia 12 de dezembro, como resultado de um maravilhoso projeto desenvolvido pela arquiteta Lívia Muchinelli. 


Tivemos ainda lançamentos de livros, como o livro que conta a história do clube Cutubas ou o livro sobre o jornal Leopoldinense. Enfim pequenas e grandes ações que fizeram do ano de 2014 o ano da cultura em Leopoldina. E que 2015 possa ser ainda melhor, que possamos nos reinventar, nos superar a cada ano para fazer de Leopoldina um lugar cada vez melhor para viver.