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domingo, 26 de abril de 2026

UMA LEITURA COMPARADA DAS SÉRIES DRAMÁTICAS COREANAS MR. QUEEN E HAE-RYUNG, A HISTORIADORA

Este mês saiu finalmente um artigo que eu publiquei junto com a querida Fabiana Rubira. Nos nos desafiamos a fazer um estudo de gênero a partir de duas séries históricas coreanas. Foi muito instrutivo e prazeroso escrever sobre o tema.

Segue o resumo:

Na presente pesquisa iremos analisar duas séries dramáticas sul-coreanas, Mr. Queen (2021) e Hae-Ryung, A Historiadora (2019), disponíveis no serviço de streaming da Netflix, e distribuídos para diversos países. Estas séries têm por característica serem protagonizadas por mulheres e ambientadas na Coreia do século XIX, durante a dinastia Joseon. Outra característica é o fato de que, apesar de ambientadas no passado, essas séries dialogam com o presente, apresentando-nos questões que vão desde a necessidade de se combater preconceitos e estereótipos, relacionados a papéis de gênero, à corrupção política. Suscitando, assim, debates contemporâneos de grande relevância, o que torna a narrativa não apenas rica, mas altamente politizada, ao criticar, por vezes de modo muito bem-humorado e, em outras, bastante sério, valores socioculturais construídos sobre uma base moral neoconfucionista. A parte destas produções podemos realizar contrapontos com o tempo presente, e identificar discursos que ecoam atualmente na sociedade sul-coreana e mundial. Para tanto vamos trabalhar com autores como David Lowenthal, que trabalha a aproximação entre a ficção e a história, Roger Chartier e seus conceitos de apropriação e representação e Joan Scott, com base teórica para o estudo de questão de gênero.

O texto completo pode ser acessado clicando aqui!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

PRÊMIO ARTÉMISIA 2021 - OBRAS SELECIONADAS

O Prix Artémisia  anualmente premia as melhores autoras de quadrinhos publicados em idioma francês  e é oferecido pela Associação Artémisia, que leva o nome da artista italiana do século XVII Artémisia Gentileschi. A cada ano, a associação estabelece uma lista de prêmios e entrega seus prêmios a vários laureados.

As obras  selecionadas para a edição de 2021 foram publicadas em 2020 e sua escolha tive como critérios, sua qualidade, originalidade e criatividade. As vencedoras serão anunciadas dia 07 de janeiro de 2021 durante a abertura de uma exposição dedicada às obras de algumas das autoras premiadas em edições anteriores, na livraria Espace des Femmes-Antoinette Fouque, localizada na rue Jacob 35, em Paris, no 6º arrondissement.

A exposição  "Artemisia, du 15e  siècle  à  l’année de la BD" homenageará Artémisia Gentileschi, que nos brindou com obras maravilhosas até sua morte, em 1656. Artémisia Gentileschi foi umas primeiras mulheres a se destacar na história da arte. Na exposição serão expostas obras de Chantal Montellier, Catel, Laureline Mattiussi, Claire Mallary, Una e Jacky Flemming, assim como uma mostra de vídeos gravados durante a entrega dos prêmios anteriores, por Line Scheibling.

As obras selecionadas para a edição de 2021 são:

1 -  Anaïs Nin de Léonie Bischoff (Casterman)

2 - Baume du tigre de Lucie Quéméner (Delcourt)

3 - Corps en grève de Valentine Boucq et Amandine Puntous (Steinkis)

4 - Les Croques de Léa Mazé (Éditions de la Gouttière)

5 - La déesse requin de Lison Ferné (CFC éditions)

6 -  Hippie Trail de Séverine Laliberté et Elléa Bird (Steinkis)

- La mécanique du sage de Gabrielle Piquet (Atrabile)

8 - Melvina de Rachele Aragno (Dargaud)

9 - Moi Mikko et Annikki de Tiitu Takalo (Rue de l’Échiquier)

10 - Sauf imprévu de Lorena Canottiere (Ici même)

11 - Sourvilo d’Olga Lavrentieva (Actes Sud)

12 - Vent Mauvais de Cati Baur (Rue de Sèvres)


O júri deste ano é composto pela quadrinista, escritora e co-fundadora do Prêmio Artemísa, Chantal Montellier , pela professora de história e geografia Julie Scheibling, pela jornalista Laure Garcia , pelo teórico do cinema Gilles Ciment , ex-diretor da Cité Internationale de la comic et l’image Patrick Gaumer e o escritor, jornalista, autor do World Comic Book Dictionary (Larousse) , Pascal Guichard. O presidente do júri é Laurent Gervereau , artista visual, escritor, diretor de instituições de patrimônio (Musée du vivant) e redes internacionais, presidente do Institut des images. Escritor Gilles Ratier, autor do relatório anual sobre a situação econômica e editorial dos quadrinhos.


Na edição de 2020, o Grande Prêmio foi concedido a Barbara Baldi por seu romance gráfico Ada, publicado pelas edições Ici Even.

sábado, 1 de agosto de 2020

LANÇAMENTO DO LIVRO "GÊNERO, SEXUALIDADE & FEMINISMO NOS QUADRINHOS"


Live do dia 02 de agosto, com o lançamento do livro "Gênero, Sexualidade & Feminismo nos Quadrinhos", organizado por Amaro Xavier Braga Jr e por mim, um projeto que já vem rolando há uns bons dois anos.  O lançamento foi realizado no canal do Rapha Pinheiro, pesquisador e quadrinista, responsável pela linda capa do livro. Para acessar o canal e assistir à  gravação da live, clique aqui!

Agradecemos a todos os autores/pesquisadores, brasileiros e estrangeiros que contribuíram para a obra, assim como os colegas que ajudaram na edição, especialmente Iuri Andreas Reblin e Attila Piovesan.

O link para o livro já está disponível, clicando aqui!

sábado, 4 de julho de 2020

LIVRO "GÊNERO, SEXUALIDADE & FEMINISMO NOS QUADRINHOS"



Sabe aquele projeto que fica muito tempo na gaveta? Pois é "Gênero, Sexualidade & Feminismo nos Quadrinhos" foi um destes casos. Um projeto que ficou maturando durante quase três anos e que, finalmente, conseguimos concluir.  O mentor intelectual foi Amaro Braga, que já havia organizado outros dois livros com uma temática semelhante. Eu entrei como colaboradora e ajudei a reunir textos e fazer contato com alguns autores. 

Mas se a conclusão deste projeto talvez tenha sido tardia, o seu resultado valeu a a pena.  Os 10 capítulos que compõem esta obra trazem um rico material não apenas sobre a História das Histórias em quadrinhos, mas um debate profundo sobre as relações de gênero e do papel das mulheres na sociedade ao longo dos últimos cem anos. Temáticas que se complementam e alimentam a curiosidade dos amantes doa amantes dos quadrinhos e de pesquisadores que encontram neste produto da cultura pop uma fonte trabalhar questões extremamente pertinentes para a nossa sociedade.

São textos que perpassam várias realidades, com quadrinhos produzidos em países como França, Japão, Estados Unidos, Suécia e Chile. É uma obra que conta com a colaboração de autores nacionais e estrangeiros, alguns deles sendo traduzidos e publicados pela primeira vez no Brasil, como Trina Robbins e Fredrick Strömberg. O prefácio é de Sonia Luyten, uma das pioneiras nos estudos sobre quadrinhos no Brasil.

Confira o sumário:

Prefácio - Gênero, Sexualidade e Feminismo Comprova: a mulher não deve se converter em refém
de posição raramente escolhida por ela.
Sonia M. Bibe Luyten

Apresentação - Aprendendo as Questões de Gênero por Imagens Desenhadas
Amaro Xavier Braga Jr
Natania Aparecida da Silva Nogueira

1. Sangue de Artista: mulheres nos quadrinhos durante a segunda guerra mundial
Trina Robbins

2. Quadrinhos Suecos no Século XXI: a liderança feminina
Fredrik Strömberg

3. Ah! Nana - A Revolução Feminina nos Quadrinhos Franceses
Natania Aparecida da Silva Nogueira

4. Bécassine e as Selvagens: a mulher rural nas histórias em quadrinhos
Valéria Aparecida Bari

5. Mangá Feminino, Revolução Francesa e Feminismo: um olhar sobre a Rosa de Versalhes
Valéria Fernandes da Silva

6. Representação de Etnia e Gênero nos Quadrinhos de Super-heróis
Amaro Xavier Braga Jr

7. A Representação Feminina nas HQs de Super-Heróis:
uma demanda por superação de velhos estereótipos
das "Mulheres na Geladeira”
Amanda Freitas Ramos
Camila C. Magalhães de Miranda
Maria Amália Arruda Camara

8. Por esta eu não esperava! Gênero e Sexualidade
nas Páginas de X-factor
Lucas do Carmo Dalberto

9. Temidos e Odiados pela Sociedade que Juraram Proteger: a mutação como metáfora da condição queer
Guilherme Sfredo Miorando

10. Brasil e Chile: quadrinhos contra a lesbofobia
Daniela dos Santos Domingues Marino

Agradecimentos especiais e Attila Piovesan, responsável pela revisão dos textos, e Rapha Pinheiro, criador da capa do livro. 

O lançamento será dia 02 de agosto de 2020, e o livro ficará disponível gratuitamente, na forma de e-book. Mais detalhes, em breve!

terça-feira, 8 de março de 2016

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: DIA DE TODOS NÓS

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga foi uma compositora, pianista e maestrina brasileira. O nome dela foi o primeiro que me veio em mente quando escrevia este texto. Ela é a mulher que eu gostaria de homenagear, e gostaria de ser. Talentosa, corajosa, ela construiu uma carreira de sucesso numa época em que as mulheres não tinha voz. E ela fez muito mais do que ser ouvida. Uma transgressora que, provavelmente,  ouviu muito mais insultos do que elogios, mas que nunca deixou de ter determinação e garra. Se eu conseguir ser 10% do que ela foi, com certeza eu serei uma pessoa realizada.
O Dia Internacional da Mulher não é apenas dia 08 de março. São todos os dias do ano em que mulheres do mundo inteiro lutam para criar seus filhos, para serem aceitas no mercado de trabalho em pé de igualdade com os homens, para conquistarem a oportunidade de mostrar seu talento, para serem realmente enxergadas pela sociedade.

Dia 08 de março é aquele dia em que lembramos às mulheres e aos homens do mundo de que estamos aqui para fazer deste pequeno planeta caótico um lugar melhor para TODOS viverem juntos, em igualdade. É um discurso feminista e não tenho vergonha dele. Eu me descobri feminista recentemente. Mas já sou há algum tempo.

Explicando melhor, eu sempre fui bombardeada por tantos discursos ditos como feministas que, no final das contas, eu não sabia com qual eu me identificava.

Algumas mulheres ditas feministas parecem ter ódio dos homens. Eu não odeio os homens! Pelo contrário! Eu os amo! Outras entoam um discurso de superioridade feminina. Também não combina comigo. Não acredito em superioridade de um gênero sobre outro.  Mas acredito na diversidade, tanto de homens quanto de mulheres. E ela é enorme! E se há tanta diversidade, que parâmetro eu poderia usar para determinar uma suposta superioridade que até hoje ninguém conseguiu provar?

Então, eu finalmente encontrei o feminismo que considero aquele que realmente representa o que eu penso e o que eu sinto. Vejo o feminismo como a luta pela igualdade, pela justiça social, para as mulheres e para todos aqueles grupos que são excluídos pelo discurso machista e preconceituoso que ainda impera numa grande parte da nossa sociedade. Se o feminismo parte das mulheres ele não é exclusivamente delas. Ele se soma a tantas outras lutas contra que ocorrem por todo mundo.

Ser feminista significa, para mim, não aceitar a injustiça contra as mulheres ou contra homens. Significa lutar contra a exclusão, sonhar e trabalhar por um mundo onde haja menos violência física ou simbólica e onde homens e mulheres não sejam rivais, mas parceiros. Se este mundo um dia vai existir, eu não sei. Mas é preciso lutar para que ele possa ter a oportunidade de se tornar uma realidade, caso contrário eu terei que aceitar que a sociedade está pré-determina a ser injusta e o fatalismo, definitivamente, não combina comigo.

Dia 08 de março pra mim é o dia internacional da luta pela justiça e igualdade social. E as mulheres representam muito bem esta luta, que é diária, que é sofrida e é de todos nós.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

GIBITECA DE SANTOS FAZ HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

A Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes, Posto 5, faz neste dia 05, uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher com um bate-papo sobre as mulheres e o mercado de HQs. Participam a jornalista Gabriela Franco, a desenhista Germana Viana, a professora Natania Nogueira, a quadrinista Camila Torrano, a pesquisadora Dani Marino e a professora Sonia Luyten, que irá participar à distância.

Gabriela Franco é jornalista especializada em Cultura Pop e cineasta. Colaboradora das revistas: Mundo dos Super-Heróis, Mundo Nerd e dos sites Judão e Popground. Fundadora do coletivo MinasNerds e editora do site MinasNerds.com.br

Germana Viana nasceu em Recife, mas mora em São Paulo. Desenhista e roteirista, é autora de “Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço” e integrante do coletivo de quadrinhos CBGiBi. Entre suas publicações estão também a coletânea "SPAM" (Zarabatana Books, 2015). Trabalha ainda como ilustradora, letrista e designer para editoras como a Panini e a Jambô.

Natania Nogueira formou-se em História pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cataguases (1992), fez especialização (lato sensu) em História do Brasil pela UFJF (1997) pesquisando História Regional, tendo como foco o papel das escolas na formação de elites mineiras. Uniu a paixão pelos quadrinhos com a história com o mestrado “As representações femininas nas histórias em quadrinhos norte-americanas: June Tarpé Mills e sua Miss Fury (1941 – 1952).”

A quadrinista Camila Torrano é uma ilustradora apaixonada por terror/horror e graduada em Artes Visuais na USP. Trabalhou para diversas publicações impressas, ilustrou livros, lançou alguns quadrinhos em revistas de publicação independente (Quadreca, Garagem Hermética, Cão). Em 2012 lançou seu primeiro trabalho solo, a história em quadrinhos A Travessia (Escrita Fina Edições). Atualmente trabalha em uma empresa de games para mobiles, faz freelance eventualmente e continua sua produção de quadrinhos e ilustrações autorais. É integrante da Organização Fictícia, onde trabalha com quadrinhos e ilustrações.

Dani Marino possui graduação em Letras - Inglês pela Universidade Metropolitana de Santos (2012). Integrante da Associação de Pesquisadores de Arte Sequencial (ASPAS) desde setembro/2014 e colaboradora do blog Quadro-a-Quadro desde 2013, também participa dos Colóquios científicos do Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA – USP. Recentemente aprovada para o Mestrado da Escola de Comunicação e Artes da USP, Dani fará sua dissertação sobre a Gibiteca de Santos.

A professora doutora Sonia Luyten é uma das pioneiras no estudo dos quadrinhos no Brasil e uma das primeiras a quantificar e qualificar o trabalho das mulheres nas HQs. Autora de várias obras sobre o estudo científico dos quadrinhos, Sonia foi professora convidada em universidades do Japão, Holanda e França. Especializada no estudo dos mangás, foi uma das fundadoras da ABRADEMI, Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações.

A Gibiteca fica na avenida da praia, no Posto 5, bem em frente à rua Oswaldo Cruz, no bairro do Boqueirão em Santos. Mais informações pelo telefone 32881300.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Livro: Questões de Sexualidade nas Histórias em Quadrinhos

Foi lançada recentemente a coletânea "Questões de Sexualidade nas Histórias em Quadrinhos". O livro, publicado pela Editora da Universidade Federal de Alagoas, reúne as pesquisas feitas por diversos investigadores de quatro regiões do Brasil enfocando questões de sexualidade em diversos gêneros de HQ: mangá, comic e nos gibis.

A capa do livro foi produzida pelas desenhistas alagoanas do Studio Pau-Brasil Mariana Petróvana (Mari Youko Sama) e Janaína Araújo, homenageando os mangá Yaoi.
Ainda para este ano está previsto a continuação do estudo, o volume 2, intitulado: "Representações do Feminino nas Histórias em Quadrinhos"
Confira os artigos do volume 1:

1. Homossexualidade e Superaventura: uma questão de conquista ou de mercado?
Iuri Andréas Reblin (p.17-33)

2. Mulher Maravilha, Velta E Penitência: Protagonismo Feminino, Sexualidade E Religiosidade Nas Histórias Em Quadrinhos
Kathlen Luana de Oliveira
Iuri Andréas Reblin (p.35-59)

3. História Em Quadrinhos E A Perversão Feminina: A Mulher-Maravilha Como Estudo
Alexander Meireles da Silva (p.61-79)

4. Animês, Violência E Obscenidade: Conflitos Culturais No Ocidente
Quise Gonçalves Brito
Yuji Gushiken (p.117-137)

5. No Reino dos Sentidos: (Des)Construções de Gênero no Anime, Manga, Visual Kei e Estilo Lolita
Núria Augusta Venâncio Monteiro (p.139-197)

6. Pornografia, Erotismo e Perversões Sexuais: Uma análise dos Mangás Lolicon.
Natalia Marques Cavalcante de Oliveira (p.199-219)

7. Os Espelhos Em Fun Home, De Alison Bechdel: Mise En Abyme E Performatividade Na Representação De Sexualidades Dissidentes
Daiany Ferreira Dantas (p.221-239)

8. A Homossexualidade nos Quadrinhos Brasileiros 
Henrique Paiva de Magalhães (p.241-253)

9. O Discurso Gay Em Tiras De Quadrinhos: Diferenças De Gênero E Variação Lingüística
Maria Da Penha Pereira Lins (p.255-273)

10. Quadrinhos Eróticos ou Pornográficos?
Daniel Henrique Sarmento 
Luciano Henrique Ferreira da Silva (p.275-290)

Questões de Sexualidade nas Histórias em Quadrinhos
[Coletânea de Artigos]
2014 | 294 páginas | ilustr.|
R$ 30,00




sexta-feira, 16 de maio de 2014

"Discursos visuales, Humor y estereotipos de género/ Discursos visuais, Humor e Estereótipos de Gênero"

Durante XII Jornadas Nacionales de Historia de las Mujeres - VII Congreso Estudios de Género, que se realizará na cidade de Neuquén/Argentina, entre os dias 5 a 7 março de 2015, os quadrinhos serão tema de um Simpósio Temático. O  ST "Discursos visuales, Humor y estereotipos de género/ Discursos visuais, Humor e Estereótipos de Gênero", coordenado pelas professoras Mara Burkart, Veronica Giordani e Conceição Pires tempo objetivo agregar analises interessadas em refletir sobre a construção de estereótipos tanto femininos como masculinos, suas diferentes implicações políticas, culturais e sociais e sua especificidade histórica, ou seja, levar em conta as conjunturas específicas nas quais esses estereótipos atualizam-se, se revigoram ou se transformam. 

O ST convida a refletir sobre as características do ofício do desenhista, cartunista ou chargista. Durante boa parte do século XX, o trabalho do desenhista foi predominantemente masculino. Somente nos últimos anos, o campo das artes gráficas se abriu à participação das mulheres ou às identidades transgêneros.

Algumas questões que norteam as nossas reflexões são: Quais as implicações da produção de uma mensagem que se alimenta desse binômio estereótipo/humor? Quais os recursos discursivos e visuais empregados para favorecer sua difusão e reprodução? Como afeta a posição do “produtor” e as condições de “produção” no conteúdo do “produto”? Poderiam os estereótipos de gênero ser pensados como formas de estranhamento com respeito as crenças e valores socialmente ancilosadas? Poderiam contribuir à transformação das relações de gênero num sentido de democratização delas mesmas? Ou poderiam ser consideradas formas de desestabilização de movimentos sociais? 
  
Mais informações, clicando aqui!  

Ou diretamente para os emails das organizadoras:

Mara Burkart (UBA/CONICET) - maraburkart@yahoo.com
Maria da Conceição Francisca Pires (UNIRIO/CNPq/FAPERJ) -conceicao.pires@uol.com.br
Verónica Giordano(UBA/CONICET) - veronicaxgiordano@gmail.com

domingo, 4 de agosto de 2013

PESQUISAS SOBRE QUADRINHOS ESTÃO EM DESTAQUE NO ST IMAGENS, REPRESENTAÇÕES E GÊNERO


O meu trabalho foi aceito no ST Imagens, representações e gênero, para o Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 - Desafios Atuais dos Feminismos se realizará em Florianópolis, Santa Catarina, entre 16 a 20 de setembro de 2013 e será promovido pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas, pelo Centro de Comunicação e Expressão, bem como por outros Centros da UFSC, em parceria com o Centro de Ciências Humanas e da Educação da UDESC.

Mas eu ainda não tinha olhado a programação do ST, nem mesmo no meu dia de apresentação, que será 17 de setembro. Para minha (grata) surpresa a maioria esmagadora dos trabalhos é sobre quadrinhos. E não são poucos são, ao todo, oito pesquisas sobre quadrinhos e charges. Veja os temas e seus respectivos proponentes.

17/09 - Terça-feira
  1. Lucilia de Sa Alencastro (Universidade Tuiuti do Paraná), Frederico de Mello Brandão Tavares (Universidade Federal de Ouro Preto) -  A Melindrosa e o Almofadinha: Representações de gênero nos desenhos de J.Carlos
  2. Bruna Batista Abreu (Universidade Federal de Santa Catarina) - Analisando representações de gênero no gibi Turma da Mônica Jovem
  3.   Alan Ricardo Witikoski (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Maureen Schaefer França (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) - As representações de gênero nos rótulos litográficos de Cachaça do Paraná
  4.  Iuri Andréas Reblin (Faculdades EST) - De filha do barro à filha de Zeus: representações do feminismo através dos tempos a partir de um olhar às histórias da Mulher Maravilha
  5.   Vinícius Liebel (Universidade de São Paulo) - De Saias na Guerra - Representações do feminino nas charges de Belmonte (1939-45)
  6.  Thais Mannala (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Marilda Lopes Pinheiro Queluz (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) - Melindrosas e Garotas: representações de feminilidades nos traços de J.Carlos e de Alceu Penna
  7.   Francielly Rocha Dossin (Universidade Federal de Santa Catarina) - Os diferentes “sonhos” femininos: As fotomontagens de Grete Stern e as fantasias de capa na revista Idilio
  8.    Natania Aparecida da Silva Nogueira (Universidade Salgado de Oliveira) - Representações femininas nos quadrinhos de aventura das décadas de 1930 a 1950
  9.  Isabella Cosse (Universidad de Buenos Aires) - “Ese monstruito”: Mafalda, género y generaciones en la Argentina de los 60´

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Artigo sobre mulheres negras e quadrinhos publicado na revista IDENTIDADE!


IDENTIDADE!remédios emagrecer é um periódico online semestral multidisciplinar de livre acesso (ISSN 2178-437X) do Grupo de Pesquisa Identidade da Faculdades EST (Escola Superior de Teologia). Publica textos inéditos e revistos em português, inglês e espanhol, em língua vernácula e traduzidos, de docentes e discentes vinculados a um programa de pós-graduação que versem sobre a questão negra em diferentes contextos sociais, culturais, religiosos, temas atinentes à questão da diversidade e da identidade, especialmente, no contexto brasileiro. Tem por finalidade ser um espaço de reflexão interdisciplinar e inter-religiosa, estimulando o debate por meio da divulgação da produção acadêmica e científica sobre temas relacionados à questão negra nas diferentes ciências. Missão: Promover a socialização da produção acadêmica acerca da questão negra. Ser um registro histórico e público do debate científico de temas atinentes à negritude, à identidade e à diversidade. Propagar o conhecimento científico acerca da questão negra.remédios emagrecer

Estou com um artigo publicado nele: 

JACKIE ORMES: A OUSADIA E O TALENTO DA MULHER NEGRA NOS QUADRINHOS NORTE-AMERICANOS (1937-1954)

Natania Aparecida da Silva Nogueira


RESUMO



O presente texto faz uma análise das representações da mulher negra nos quadrinhos publicados nos Estados Unidos. Passando por histórias em quadrinhos de aventura e de humor, buscaremos identificar a evolução de personagens femininas tendo como referência a produção de Jackie Ormes, jornalista negra que publicou quadrinhos entre os anos de 1937 e 1954 e é considerada a primeira mulher negra a publicar quadrinhos.

O texto pode ser baixado (em pdf) na página da revista, clicando aqui!