domingo, 24 de julho de 2011

XXVI SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA - RESUMÃO

Vocês não fazem ideia da correria que foi nestes últimos dias, como Simpósio Temático a todo vapor, o minicurso e ontem a palestra no CCJ. Mas consegui um tempinho para respirar e falar um pouco mais sobre a experiência prazerosa que foi estar na USP estes dias, com pessoas tão especiais, trocando ideias, planejando novos encontros, enfim, lavando a alma. 

Amei cada momento e espero que possamos estar novamente juntos em Recife e nas Jornadas Internacionais de Quadrinhos, que pretendo participar, mesmo como ouvinte pois acabei não me inscrevendo para apresentar. Mas isso é o que menos importa. 

Enfim, ao final desta semana de trabalhos eu posso dizer que tivemos ótimos momentos acadêmicos, nasceram novas amizades e futuras parcerias. Já iniciamos um grupo na internet e estamos pensando na formação de um GT, futuramente.

No mais, eu finalizo colocando aqui meus sentimentos de saudades dos novos amigos, Alessandra, Nobu, Geisa, Thiago, Jefferson e tantos outros. Esta, com certeza, foi a melhor ANPUH dos últimos tempos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O ENCONTRO NA USP NÃO ACABOU!!

O encontro de história ainda não acabou, mas eu estou chegando tão cansada em casa, depois de horas de metrô e ônibus (e acordando cinco e meia para poder ir me arrumando), que não estou tendo  condições físicas de fazer meus relatórios diários.

Assim, vou deixar para falar sobre todo o resto no sábado. Aguardem!!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

XXVI SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA - SEGUNDO DIA DO ST DE QUADRINHOS

Segundo dia de ST. Se eu achei que não podia ficar melhor, me enganei. As apresentações hoje foram diferentes - em temática - das de ontem e levantaram debates de todos os tipos. Foram três apresentações (contanto com a minha). A primeira, do Luciano Henrique, versou sobre a questão da  construção histórica da linguagem dos quadrinhos, anterior à criação do Yellow Kid. Adorei. Não fiz comentários diretos, mas gostei muito da abordagem que ele fez e ela, de certa maneira me ajudou a ligar alguns pontos soltos na minha apresentação de quinta-feira próxima, no minicurso.

Gostei muito, também, da apresentação da Professora Alessandra Ferreira. Simpatizei com o trabalho principalmente pela descoberta (se posso assim dizer) que ela está fazendo dos quadrinhos nas aulas de história e, principalmente, como fonte de pesquisa. É raro encontrar professores em ST apresentando trabalho. Geralmente são mestrandos, doutorandos ou alunos da graduação. Espero que ela retorne no próximo encontro.

Aliás, o dia teve algo especial: a presença de Waldomiro Vergueiro e de Paulo Ramos. Inicialmente, os dois ficaram quietos lá no fundo, mas no final acabaram participando do debate, instigados pela Geisa. Foi muito bom, muito espontâneo. 

Recebi muitas perguntas, para algumas eu realmente não tinha resposta até porque meu enfoque sobre Nair de Teffé foi limitado, mas serviu para levantar novas hipóteses e ideias que de repente eu ou algum dos presentes podem desenvolver futuramente.

Aliás, eu achei que receberia poucas perguntas, tendo em vista o enfoque do meu tema, mas não foi assim, fiquei surpresa com o interesse dos participantes.

Quanto ao texto, eu vou disponibilizá-lo no blog em breve. Preciso antes fazer uns reparos de emergência, pois encontrei uns errinhos de digitação. 

Amanhã tem mais e em dose dupla. Vai ser o primeiro dia de minicurso. A apresentação de amanhã vai ficar por conta da Valéria, que vai falar sobre a História das Histórias em Quadrinhos. Quinta é a minha vez, com o trabalho que eu estou desenvolvendo sobre o uso de tiras cômicas na sala de aula. Estamos com 52 inscritos, mas quem quiser assistir como ouvinte será bem vindo (se a sala couber).

Para conferir a programação completa do ST, clique aqui!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

XXVI SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA - PRIMEIRO DIA DO ST DE QUADRINHOS

No primeiro dia de trabalhos do XXVI ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA, eu participei do ST sobre História e Quadrinhos, coordenado pela Dra Geisa Fernandes. Tivemos quatro apresentações. 

A primeira foi feita por Emília Teles da Silva, "Qu´est-ce que c´est?": O relato autobiográfico e a questão da memória, que examina a questão na narrativa auto-biográfica nos quadrinhos de Fábio Moon e Gabriel Bá. Emília não é da área de história ( é formada em designer), mas fez colocações muito pontuais. O texto da sua apresentação, que eu li, é muito rico. Ela ainda precisa se enquadrar um pouco mais dentro da perspectiva histórica, mas no geral a sua escolha teórica e suas análises estão muito boas. Arisco a dizer que bem melhores do que muitos graduados ou  mestrandos em história.

A segunda apresentação foi de  Priscila Pereira, com o título: “Todo lo humano es ajeno": sátira política e violência delirante nos quadrinhos de Boogie, o seboso  (1972-1983). Um delícia ouvir a apresentação dela, princialmente porque Priscila fala sobre quadrinhos argentinos. Ela nos apresenta um personagem diferente, um universo de quadrinhos novo e um autor que eu não conhecia, mas que agora gostaria de estudar, que foi Roberto Fontanarrosa.

A terceira apresentação foi de Aline Martins dos SantosO Gesto Profanador: Angeli e seus quadrinhos marginais “autobiográficos”. A pesquisadora trabalha com quadrinhos do Angeli, procurando  observar no trabalho deste autor  situações que me façam refletir no quadrinho também como gesto e no engajamento, na característica participante, na maneira empenhada, como autoria.

Por fim, tivemos a apresentação de Gustavo Montalvão FreixoReflexões da Guerra Fria nas páginas de "V de Vingança". Eu gostei muito do trabalho deste rapaz. Acho que ele tem tudo para desenvolver um boa pesquisa com o tema e com um quadrinho contemporâneo, lido, relido e republicado. Eu, particularmente, acho difícil fazer este tipo de estudo. Prefiro trabalhar com períodos mais distantes e admiro muito quem trabalha temáticas mais atuais sob a perspectiva da história.

Acho que o ST está cumprindo bem o seu papel e o público em si está muito interessado. Aliás, um dado que eu gostaria de colocar: as mulheres estão se destacando tanto na apresentação de trabalhos quando na participação do ST. Cai o mito de que quadrinhos são coisa de "meninos". As "meninas" estão arrasando.

Bom, amanhã tem mais. Aliás, amanhã tem Nair de Teffé, na apresentação que irei fazer no ST. Preparem-se para mais uma página do meu "diário de campo da ANPUH".

quinta-feira, 23 de junho de 2011

ESTATUTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LEOPOLDINA (1892)

Eu tive acesso a um exemplar do Estatuto da Câmara Municipal de Leopoldina, de 1892, de uma fonte privada. Já tinha até disponibilizado alguns trechos do documento em algumas postagens. Como sei que encontrar este documento é muito difícil resolvi, depois de conversar com alguns amigos, disponibilizar minha cópia para quem tiver interesse. É bom esclarecer que o Estatuto da Câmara é um documento público e, portanto, pode ser consultado livremente. Além disso, trata-se de um documento de valor e conteúdo histórico. Parece-me que, segundo informação recente, nosso Estatuto serviu de modelo para vários municípios mineiros, no início da República.

estatuto da câmara municipal de leopoldina

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os cursos de especialização e a formação do professor: uma necessidade profissional

Eu me lembro de quando terminei a faculdade, em 1992, descobri que poderia fazer cursos de especialização em história. Na época a oferta deste tipo de curso – lato sensu – era ainda bem limitada, principalmente na minha área. Eu teria que ir para outra cidade, possivelmente para a capital, o que tornava a situação um pouco complicada, pois eu precisava trabalhar para me sustentar.

Dois anos depois veio a sonhada oportunidade, na forma de um convênio entre a Universidade Federal de Juiz de Fora e o Governo do Estado. Eu faria uma especialização em história, cujas aulas de concentravam nas férias de julho e janeiro, com carga horária presencial completa. Posso afirmar, sem medo, que foi muito compensador, em vários sentidos. Tanto na minha formação como profissional de ensino quanto no incentivo que recebi para me dedicar à pesquisa.

Atualmente, fazer uma especialização não é tão difícil. Há bons cursos que podem ser feitos nos fins de semana. Há cursos de especialização à distância, que podem possibilitar ao professor ou outro profissional a se capacitar cada vez mais, desenvolvendo habilidades e competências que podem ser fundamentais até na conquista de um novo emprego ou na disputa por uma promoção na empresa.

Existe ainda, infelizmente, um certo preconceito em relação à formação à distância. Muitas pessoas argumentam que cursos de especialização, ou mesmo de graduação, realizados – ao menos em parte – sem a presença do aluno na sala de aula, em frente ao professor, não tem qualidade. Neste ponto eu discordo. Um curso à distância pode ser tão ou mais rígido. Acredito que o resultado depende muito do objetivo de quem se propõe a fazer uma formação à distância, da mesma forma que as expectativas depositadas em um curso presencial podem ou não serem confirmadas.

No caso dos professores, devo ressaltar, a formação deve ser continuada. Apesar da desigualdade salarial e das dificuldades diárias que temos com o trabalho nas salas de aula, a especialização - e depois outros níveis de pós-graduação como mestrado e doutorado - são formas de incentivo e de autoestima. Quanto mais se inverte na formação maior a chance de se alcançar os objetivos profissionais.

domingo, 5 de junho de 2011

REVISTA PRAXIS RECEBE ARTIGOS PARA PUBLICAÇÃO



A Revista Práxis, de História e Cultura, abre chamada pública para o seu sexto número. Artigos científicos, resenhas, ensaios e entrevistas poderão ser publicados nesta edição. Os trabalhos poderão ser enviados até o dia 31 de agosto. 
Maiores informações através do e-mail revistapraxis@unijorge.edu.br. 

Para ler o edital, clique aqui!
Para conferir os números anteriores da revista, clique aqui!

III FESTIVAL ARTE E CULTURA - CEFET

programação FESTIVAL

LANÇAMENTO DE LIVRO EM CATAGUASES: MEMÓRIAS E HISTÓRIAS DE GUIDO THOMÁS MARLIÈRE

Clique na imagem para ampliar!

REVISTA CONTRAPONTO: CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS


Dossiê Temático: História e Ensino de História

CONTRAPONTO – Revista Eletrônica de História (www.revistacontraponto.com) lança a chamada de artigos para a edição ano I nº 2, com dossiê temático de artigos sobre Historiografia e seção livre. O prazo para envio de trabalhos se encerra no dia 26 de Agosto de 2011. Segue abaixo o texto de apresentação desse número. 


Dossiê: História e Ensino de História
A questão do ensino tem se revelado uma temática das mais relevantes no campo da história. Paralelamente às transformações ocorridas na historiografia e no ofício do historiador nas últimas décadas, muitas têm sido também as mudanças que se operaram em sala de aula, no cotidiano da relação entre professores e alunos. É evidente que já não se ensina história como outrora. Novas metodologias, estratégias e experiências incorporaram-se a esse universo, sempre no intuito de tornar o ensino dessa disciplina do conhecimento algo mais atraente e proveitoso para os estudantes que se iniciam nessa área.


Sabendo da importância dessa temática, a Contraponto – Revista Eletrônica de História faz dela o seu próximo dossiê e receberá artigos que contemplem abordagens teóricas e metodológicas sobre o ensino de história. Trata-se de uma demonstração do quanto valorizamos essa questão e por isso queremos trazer para nossas páginas resultados de pesquisas (preliminares, parciais ou concluídas) sobre o universo cotidiano da sala de aula de história ou sobre o que Maurice Tardif denomina por “saberes docentes”.


Conscientes de que o ensino de história é hoje uma empreitada marcada pela diversidade e complexidade, temos certeza de que exatamente por isso deve estar no centro das preocupações do historiadores. Essa chamada para o dossiê se apresenta então como um convite no sentido de que dediquemos um olhar cuidadoso sobre esse domínio do conhecimento. Afinal, aí está o século XXI com seus novos instrumentos e novas tecnologias a nos desafiar, cobrando do historiador/professor reflexões apuradas e pesquisas criteriosas sobre como ensinar história na era da informação.


Clique aqui, conheça a revista e tenha mais informações!

FESTA DE LANÇAMENTO DO MEU LIVRO

A festa de lançamento do meu livro foi incrível. Tudo ficou perfeito e muitas pessoas queridas estavam lá para prestigiar. Fiquei muito emocionada, estou até agora. Tenho muitos agradecimentos a fazer, mas em especial para o Dr. Ronald, que me deu muito apoio, para Prof. Luiz, que fez a revisão paciente do meu livro, para a Marília, responsável pelo coquetel, para a UNIMED, que patrocinou o coquetel, para meu primo, que fez a impressão do livro na sua gráfica, para meus tios e todos os amigos e outros parentes que me ajudaram antes e durante o evento. Seguem algumas fotos.






O livro estará a venda a partir desta segunda-feira, na Papelaria e Livraria Central. Quem quiser adquirir diretamente comigo, escreva para nogueira.natania@gmail.com

quinta-feira, 2 de junho de 2011

I ENCONTRO LEOPOLDINENSE DE LITERATURA E EDUCAÇÃO: ÚLTIMAS NOTÍCIAS

As inscrições do I Encontro Leopoldinense de  Literatura e Educação estão a todo vapor. Ainda temos vagas, que estão disponíveis para profissionais do ensino e estudantes. No entanto, algumas das oficinas já estão com sua capacidade esgotada. 


Quem tiver interesse em participar, escreva para nogueira.natania@gmail.com para saber mais informações e efetuar sua inscrição. 


Atenção: só serão realizadas inscrições no dia do encontro caso haja vagas. Não deixe para a última hora!