terça-feira, 16 de setembro de 2014

II FÓRUM NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTE SEQUENCIAL - SEGUNDO DIA

No dia 11 de setembro o II FNPAS teve dois momentos distintos. Pela manhã, a palestra do Frei Beto, parte do Encontro Internacional de Teologia da EST, no qual o FNPAS estava inserido, como um Simpósio Temático. 

No segundo momento, a tarde, tivemos uma mesa redonda“Religiosidades e quadrinhos brasileiros” com  Laudo Ferreira Jr. e  Amaro Braga Jr.


A mesa colocou em pauta a produção de quadrinhos com temática religiosa. No caso de Laudo, a produção de uma série de quadrinhos bíblicos,  Yeshuah, publicado em 3 volumes,  a partir de estudos e pesquisas que ultrapassaram a simples leitura da Bíblia. 


Já Amaro Braga, além de produzir quadrinhos, é um pesquisador. Na sua apresentação fez um breve panorama da presença do tema religiosidade em quadrinhos produzidos no Brasil, além de relatar sua experiência com produção e quadrinhos que abordavam práticas religiosas afro-brasileiras.


Esse foi, aliás, o momento de reunião dos participantes do II FNPAS, que mais tarde se dispersaram pelas três salas onde se realizaram as apresentações de comunicação. 


Os trabalhos se estenderam até as 18:30. As 19:00 houve o lançamento de livros e quadrinhos na tenda montada em um praça, ao lado do prédio H. Além do lançamento, ainda um sarau, como MPB. 






quinta-feira, 11 de setembro de 2014

II FÓRUM NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTE SEQUENCIAL - PRIMEIRO DIA


Teve início, ondem, dia 10 de setembro, o II Fórum de Pesquisadores em Arte Sequencial, na cidade de São Leopoldo (RS). O Fórum reúne pesquisadores na área de Arte Sequencial, vindos de diversas partes do Brasil e com as mais variadas formações (artes, história, sociologia, teologia, antropologia, pedagogia, etc). O encontro está ocorrendo nas Faculdades EST e está tendo um número bem significante de participantes. ao todo serão apresentadas em três dias, 44 pesquisas. 

As boas-vindas aos participantes ficou a cargo do coordenador geral da ASPAS, Iuri Reblin, e seguida de uma homenagem a Elydio dos Santos Neto, membro da ASPAS que faleceu ano passado. A a palestra de abertura do encontro ficou por conta da pesquisadora canadense Christine Atchiso n,doutoranda em Estudos Culturais pela Kingston University de Londres. Em seguida tivemos as comunicações de pesquisas, ocorridas em três salas, todas com um bom público assistente. 


No geral, o encontro está atendendo às expectativas dos organizadores e esperamos que para a quinta (dia 11 de setembro), seja ainda melhor. 

O Fórum de Pesquisadores em Arte Sequencial é uma inciativa da Associação de Pesquisadores em Arte sequencia, com  sede em Leopoldina (MG). É um evento acadêmico itinerante, que ocorre a cada dois anos e que tem se mostrado um ótimo espaço para troca de conhecimentos e para o nascimento de novas tendências em pesquisa, tanto com quadrinhos quanto com cinema e animação.

domingo, 7 de setembro de 2014

Matéria do oitavo ano - II Reinado

Atenção, os slides são complemento para a matéria e não dispensam o estudo do conteúdo no livro e no caderno.




A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, CIVISMO E FALTA DE NOÇÃO



Acho que estou ficando velha. 

Velha no sentido de estar sendo implicante, porque cronologicamente eu já não posso mesmo ser considerada uma mocinha. 

Mas sério, eu tenho me sentindo incomodada com muitas coisas de um tempo para cá. Hoje, por exemplo, durante o desfile da Independência eu senti novamente aquele incômodo.  Eu tive a sensação de que os poucos alunos presentes, dos quase oitocentos da escola pública onde eu leciono, não faziam a ideia do que estavam fazendo no centro da cidade, uniformizados em um domingo ensolarado.

Vou ser mais clara. Todos sabiam que hoje, sete de setembro, se comemora o dia da Independência do Brasil, mas o que aparentemente eles não sabiam é o que isso significa ou deveria significar para cada um deles. E não sabem porque são alunos de periferia e com baixa renda em sua maioria, mas porque atualmente não se trabalha mais isso. Sei disso porque recentemente fui questionada por alunos de uma outra escola, de classe média, onde leciono  "por que eles tinham que comparecer ao momento cívico da escola". Eles não sabiam. 

E a gente percebe essa “falta de noção” dos jovens quando a escola os reúne para os momentos cívicos. Se um aluno em cem estiver cantando o hino nacional com entusiasmo o diretor da escola pode comemorar. Geralmente a música toca e se faz silêncio (ou pelo menos se espera que faça). A bandeira é hasteada, alguma palavras são ditas, mas não há significado.  Não se vê no semblante dos alunos aquele orgulho, aquele respeito e entusiasmo que deveriam ser característicos de um momento cívico. E isso está me incomodando.

Assista a um jogo da seleção brasileira e você verá 50 mil pessoas se acabando ao cantar o hino nacional. É só nesses momentos que somos brasileiros? 

Não sei se o que eu vou dizer faz algum sentido, mas eu tenho relacionado essa falta de civismo com uma crescente apatia com relação a normas, leis, direitos e deveres que regulam as relações entre as pessoas. Outro dia ouvi uma aluna dizendo na sala de aula “Se o professor me mandar copiar a matéria atrasada eu saio da escola”. “Não aceito que me mandem fazer nada!”. Pois é, foi uma menina de 13 anos que disse isso e seus colegas concordaram. Uma coisa completamente sem noção.

Os jovens parecem entender hoje que TUDO é permitido e que qualquer cobrança é punitiva. Ouço muito falar de perda de valores, em abandono da família (No sentido dos pais não passarem para os filhos as regras básicas de respeito ao outro, ao patrimônio a normas de convivência social. Aquela educação que a gente sempre diz que vem de casa). Veja bem, um jovem de 15 anos acha que é normal ir desfilar de boné e fone de ouvido. Outro acha que se tem alguém que é pago para limpar as ruas e os prédios públicos que ele pode jogar o lixo no chão. Uma moça acha que pode ser grosseira com uma pessoa mais velha porque ela só deve respeito ao pai a mãe.

Esses são uns exemplos que eu tenho visto e que têm me incomodado. Sei que entender esse comportamento requer uma longa e profunda análise psicossocial que eu realmente não tenho capacidade de fazer. Mas sei que nada disso é novo. Eu falo aqui de adolescentes, mas a falta de limites está entre os adultos, também. Basta ligar a televisão nesses programas policiais que a gente encontra casos arrepiantes envolvendo pessoas com mais de 35 anos de idade. O comportamento de muitas figuras públicas também está longe de ser exemplar.

Isso  me incomoda e me assusta. Assusta porque atualmente uma pessoa fala “vou matar você” com a mesma naturalidade que se diz “vou pegar um ônibus.” E com a mesma facilidade que se pega o ônibus no ponto se mata uma pessoa hoje.

E o que isso tem a ver com o Sete de setembro e os momentos cívicos? 

O desenvolvimento do sentimento cívico, de pertencimento à nação, de cumprimento do dever, longe de ser ufanista, é formador de caráter. E isso está fazendo falta. Se não há uma relação direta pelo menos indireta existe entre uma coisa e outra.

Temos uma lei que determina a obrigatoriedade de execução semanal do Hino Nacional nos estabelecimentos de ensino fundamental. É o tal momento cívico. No entanto, ele não dever ser apenas mais uma norma a ser cumprida. O momento cívico deve estar na sala de aula, onde o professor deve tirar um pouquinho do tempo para trabalhar certas noções, como as de pertencimento, participação, engajamento, solidariedade e civismo, independentemente do conteúdo com o qual leciona. É preciso dar sentido e significado às coisas, pois a vida para ser bem vivida precisa disso.

Acho que estou ficando velha, mas acho também que “coisas velhas” podem ser boas. A gente tem a mania de achar que práticas e tradições antigas estão desgastadas e desatualizadas. Podem até estar, mas algumas coisas precisam permanecer, para que a sociedade não entre em conflito consigo mesma, para que possa alcançar uma certa estabilidade no convívio social.



Veja a  Lei no 12.03, de 21 de setembro de 2009, que estabelece os momentos cívicos nas escolas.

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

Altera a Lei no 5.700, de 1o de setembro de 1971, para determinar a obrigatoriedade de execução semanal do Hino Nacional nos estabelecimentos de ensino fundamental.
O VICE – PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o .  O art. 39 da Lei no 5.700, de 1o de setembro de 1971, passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único:
“Art. 39.  ………………………………………………..
Parágrafo único:  Nos estabelecimentos públicos e privados de ensino fundamental, é obrigatória a execução do Hino Nacional uma vez por semana.” (NR)
Art. 2o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília,  21  de setembro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.

JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Fernando Haddad


sábado, 6 de setembro de 2014

COMENTANDO O LIVRO "UMA LONGA JORNADA"


Eu me dispus a tentar comentar os livros que eu leio aqui no blog. O problema é que eu leio muita coisa, e às vezes leio mais de um livro ao mesmo tempo. Daí acabo me enrolando e demorando bastante para comentar. Mas vamos lá, tentar tirar o atraso.

Ganhei o livro "Uma longa Jornada" de Nicholas Sparks, da amiga Ana Cristina Fajardo, no meu aniversário. Eu já li há um bom tempo, mas estava devendo uma postagem. Nunca tinha lido os romances do Nicholas Sparks. Sou daquelas que prefere um bom livro de fantasia, estilo Hobbit ou Instrumentos Mortais, mas o que não quer dizer que eu não posso, de vez em quando, experimentar outras coisas. Se o livro for bem escrito, ele me ganha. E "Um longa jornada" me ganhou.

Não vou ficar aqui repetindo sinopses onde se fala de cada personagem e coisa do tipo. Isso a gente encontra em qualquer site de livraria. Vou falar da experiência da leitura do obra em si. 

É um romance, então se espera um boa dose de sentimentalismo. Mas foi diferente de outros romances que eu já li. Eu diria que o escritor teve a sensibilidade de expor em cada capítulo, que é narrado por um dos personagens, aquela parte íntima que cada um de nós tem e que não expõe a ninguém. Pensamentos e sentimentos que nós guardamos para nós mesmos.

E ele faz isso de uma forma tão fluida que dá a impressão de estar dentro da mente do personagem, de vivenciar suas experiências, de compartilhar com ele suas aflições. A narrativa, no geral, é leve sem ser pobre. O vocabulário é simples, mas não é simplório. 

Eu gostei. Li com calma, sem aquela ânsia que geralmente tenho com outros livros, o que por si só é um ponto positivo. Enfim, recomendo e agradeço Ana Cristina pelo presente. Não sei se me tornei um romântica (acho que não) mas pretendo levar um livro do Nicholas Sparks para a praia, nas férias de verão.

SUGESTÃO DE LEITURA: JOGOS E ENSINO DE HISTÓRIA


O livro Jogos e Ensino de História (2013) foi organizado por Marcello Paniz Giacomoni e Nilton Mullet Pereira. Dele participam vários autores, todos com textos voltados para o tema central da obra. Cada capítulo promove uma reflexão acerca do Ensino de História e das possibilidades de usar ludicamente os jogos como instrumento e/ou estratégia nas aulas de Historia não apenas para estimular o interesse do aluno como para promover o aprendizado.

O livro, no geral, rompe com alguns tabus que envolvem o Ensino de História nas escolas, como aquela ideia antiga e ultrapassada (mais infelizmente ainda muito usada) de que História é matéria de estudo, o que se traduz como um conteúdo a ser decorado e não entendido. O raciocínio muitas vezes é associado a conteúdos das áreas de exatas, como se a História não precisasse ser compreendida ou analisada, mas simplesmente memorizada.

O livro traz novas ideias, trabalha conceitos e promove reflexões. Eu ainda não li todos os capítulos, mas o que já analisei valeu a pena. Além disso, não é sempre que uma editora coloca um livro sobre Ensino de História disponível para download.

O livro está disponível para download, assim como muitos outros na área do ensino no site do Laboratório de Ensino de História e Educação, da UFRGS, que pode ser acessado clicando aqui!