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Este site foi criado para que eu pudesse postar meus trabalhos sobre a História de Leopoldina, sobre História do Ensino e Educação. Com o tempo ele acabou se tornando muito mais do que isso. Hoje eu o uso para fazer reflexões sobre meu trabalho na escola, sobre minhas pesquisas com quadrinhos e sobre minhas opiniões sobre livros e filmes.
domingo, 15 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
LANÇAMENTO: EDUCAÇÃO INTERCULTURAL
Esta semana o professor Dr. Abdeljalil Akkari, membro da Comissão Suíça da Unesco, professor na Universidade de Genebra e membro do Département Fédéral des Affaires Étrangères, esteve em Juiz de Fora lançando seu novo livro, em conjunto com as professoras Mylene Cristina Santiago e Luciana Pacheco Marques.
O prof. Akkari trabalha com educação internacional e com multiculturalismo. Confira o release do livro, que saiu pela editora Vozes.
O prof. Akkari trabalha com educação internacional e com multiculturalismo. Confira o release do livro, que saiu pela editora Vozes.
Os capítulos deste livro convidam a fazer uma reflexão sobre os fundamentos teóricos e filosóficos da educação intercultural, como também a propor pistas e ferramentas que permitam operacionalizar o diálogo intercultural no cotidiano escolar. A obra representa um importante subsídio para todos os que se preocupam em fundamentar e desenvolver ações pedagógicas multiculturais, traçando panoramas e perspectivas para a área.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
ENQUETE MOSTRA O QUANTO (NÃO) SABEMOS SOBRE A NOSSA HISTÓRIA
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| Alunos/pesquisadores do 7º ano A |
Durante o ano, temos diversos feriados cívicos
nos quais comemoramos fatos importantes da história do nosso país. Nesses dias,
todos param para refletir acerca dos rumos que o Brasil deveria tomar, com base
na nossa trajetória histórica. Em tese deveria ser assim. Na verdade, a cada
feriado cívico ouvimos sempre alguém comentar: as pessoas gostam dos feriados
porque ficam em casa, descansando, ou podem sair para viajar, elas não sabem o
que estão comemorando.
Será que isso é mesmo verdade?
Será que nossa formação cívica é tão rasa?
Para tentar descobrir isso, os alunos do 7º
ano da turma A do Colégio Imaculada Conceição foram às ruas e perguntaram às
pessoas se elas sabiam o que se comemorava no dia sete de setembro. Foram
noventa e cinco entrevistas, envolvendo pessoas entre 18 e 82 anos de idade,
homens e mulheres, a grande maioria pertencendo à classe média.
Os resultados foram curiosos, assim como a
reação dos entrevistados, muitos deles surpresos com as perguntas. Das
pessoas entrevistadas 94,7% sabem que no dia sete de setembro comemoramos a
Independência do Brasil. Esse seria um resultado muito bom, acima de qualquer
expectativa, caso não houvesse mais uma pergunta sobre o tema.
Ao serem inqueridos sobre o significado dessa
data para o Brasil, 39% declararam não saber e outros 27,3% acreditavam que
sabiam, mas suas respostas estavam incorretas. Apenas 33,7% responderam
corretamente à pergunta. A maioria confunde a Independência do Brasil com o fim
da colonização. Se você também faz isso, não sinta vergonha, é um erro bem
comum.
Eu mesma, quando estudei no ensino regular, aprendi que a Independência
do Brasil significou o fim da colonização do nosso país. Apenas na faculdade eu
percebi meu erro. Infelizmente, vinte anos depois muitas pessoas ainda reproduzem
esse equívoco.
O Brasil deixou de ser colônia no ano de 1815, quando Dom João VI
o elevou a Reino Unido, igualando-o a Portugal. Na Independência, o que
aconteceu foi a separação do reino do Brasil do reino de Portugal. Assim, o
Brasil passou a ter uma autonomia política plena.
Outro dado levantado durante a
pesquisa pelos nossos jovens pesquisadores diz respeito aos nossos heróis
nacionais. A maioria acertou quando respondeu que Dom Pedro I foi responsável
pela proclamação da Independência. Mesmo aqueles que não sabiam o significado
do fato reconheciam aquele que o havia efetivado. No entrando, 19% das pessoas
acredita que Pedro Alvares Cabral foi quem proclamou a Independência do
Brasil.
Essa atividade escolar nos oferece dados para refletir verdadeiramente
sobre os rumos do nosso país, no que toca à educação, em especial àquela
educação voltada para a preservação da nossa memória, que ocorre na escola,
especialmente durante as aulas de história. Longe de querer o retorno das
enfadonhas aulas de Moral e Cívica, acredito que deva haver preocupação em se
ensinar não apenas os nomes dos heróis e dos fatos aos quais eles estão
relacionados, mas, principalmente, seu significado.
Que a maioria sabe o que se comemora no dia
sete de setembro ou que Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil não
significa que todos sabem e entendem o que isso significa. Muito mais do que o
feriado é importante pensar na formação do nosso povo, em dar a ele a
oportunidade de compreender o significado daquilo que comemora para que ele não
seja apenas um mero expectador da nossa história. Não é vergonha não ter
conhecimento, a vergonha está em não haver investimento para que nossos
professores sejam bem preparados para desempenharem bem seu papel de
formadores dos nossos futuros cidadãos.
Leia abaixo alguns trechos do relatório feito pelos alunos ao final da pesquisa.
“A primeira pessoa que eu entrevistei foi a
minha avó. ela ficou me contando histórias sobre a Independência, eu mal
consegui entrevistá-la. Minha tia estava almoçando, por isso respondeu corrido
e resolvi deixá-la em paz. Minha mãe não queria de jeito nenhum, ao contrário
do meu pai que já foi se oferecendo. Minha irmã de sete anos começou a chorar,
porque não sabia a resposta".
Ana Carolina Abreu Alves
"Na primeira e na terceira perguntas as
pessoas entrevistadas responderam rapidamente e aparentemente com certeza. Na
segunda pergunta, onde a pergunta é “Você sabe o que foi a Independência do
Brasil?”, a maioria hesitou para responder e quando responderam não pareciam
ter muita certeza em sua resposta e algumas corrigiram o que tinham falado logo
depois".
Lara M. O Brügger
"A maioria das pessoas sabiam o que era
comemorado no dia sete de setembro, mas a não sabiam o que era a Independência
do Brasil. Quase todas sabiam que Dom Pedro I foi o personagem responsável pela
proclamação. algumas ficaram bastante curiosas sobre o assunto e acharam legal.
elas se surpreenderam ao perceber que não sabiam o que era a Independência do
Brasil e ficaram curiosas para saber a resposta".
Laura Montan
"Pelo que notei, as pessoas confundem muito a
Independência do Brasil que é dia 07 de setembro, com a Proclamação da
República que é dia 15 de novembro".
Matheus Pacífico da Silva
"A maioria das pessoas se assustou com o tipo
de pergunta e depois chutaram as respostas porque na verdade não sabiam o que
estavam comemorando, algumas perguntaram por que esse tipo de pergunta, ou
perguntaram para mim a resposta porque elas não sabiam fazer o trabalho foi
muito divertido porque nunca pensar por esse lado".
Júlia Brito Moura Montan
domingo, 1 de setembro de 2013
A CHACINA DA LAPA - DITADURA MILITAR
Neste período eu me matriculei em uma matéria que trata da Ditadura Militar no Brasil. Eu confesso que não é um conteúdo que eu domine (e olha que sou professora há décadas) e que nunca me chamou atenção. Mas estou aprendendo muito e, acreditem, até gostando.
Quem é professor, ou tem qualquer outro tipo de profissão, sabe que a gente tem nossas preferências e acaba dando a elas mais atenção. Isso muitas vezes é um erro. Não há nada de errado em se especializar, muito pelo contrário, mas a gente tem que experimentar coisas "novas".
No meu caso, está sendo muito bom. Agora nesse fim de semana eu estava lendo alguns textos para um trabalho sobre o PC do B e fiz uma descoberta. A Chacina da Lapa. Juro que não sabia nada sobre o assunto. Até porque, nono ano, quando trabalho o tema, normalmente não conseguimos fechar a matéria no final do ano ( é muito extensa).
Bom, para quem, como eu, não sabe o que foi a Chacina da Lapa. Segue abaixo um pequeno esclarecimento:
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Pedro Pomar
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A Chacina da Lapa ou Massacre da Lapa foi uma operação do exército no comitê central do PCdoB, localizado no bairro da Lapa, em São Paulo. O comitê funcionava na ilegalidade e seus membros foram
surpreendidos pela ação militar. No episódio morreram Ângelo
Arroyo e Pedro Pomar. Outro dirigente, o economista João Baptista Franco Drummond, havia sido
preso no dia anterior e, encaminhado ao DOI/CODI, foi assassinado[1].
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| Foto tirada no local da Chacina da Lapa Fonte: http://www.apublica.org/2013/04/para-justificar-assistencia-militar-a-ditadura-eua-diziam-tortura-era-excecao/ |
Para saber mais sobre o assunto, eu fiz algumas buscas na internet e achei um vídeo com relatos de membros do PC do B. Não é longo, vale a pena tirar uns minutinho para ouvir.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
HOJE É DIA DO HISTORIADOR
O dia 19 de agosto foi escolhido para celebrar o Dia do
Historiador, profissional que pode atuar no âmbito da educação, como professor,
ou se dedicar à pesquisa. Ele também tem o papel de subsidiar ações, arquivos,
museus e investigações arqueológicas.
Quem é o historiador, afinal?
Desde antes de me formar na faculdade ouço as pessoas se
apresentando como historiadores. Professor de História, então, adora fazer isso. Eu, particularmente, me tornei historiadora
anos depois de formada, quando fiz minha especialização. Foi ali que eu comecei
a entender e a praticar o ofício de historiadora. Quase 20 anos depois ainda
acho que tenho muito que aprender. Afinal, historiador é aquele que coloca a
mão na massa e que busca um constante aprimoramento por meio da pesquisa e da
leitura. Ter um diploma não faz de ninguém historiador.
E alguns dos melhores historiadores que eu já conheci,
imaginem, nem eram formados em história. O historiador é aquele que encara a
história de forma ao mesmo tempo séria e serena. Séria poque sabe que tem
compromisso com seu objeto de estudo, que não pode se render às paixões
avassaladoras e por entender que o registro da sua pesquisa (seja por meio de
livros, dissertações, teses ou simples artigos) poderá servir de arcabouço para
pesquisas posteriores. Serena, porque deve manter sempre um grande equilíbrio,
fugir da tentações e vaidades, muito presentes no meio acadêmico.
Assim, caro historiador, parabéns pelo seu dia e pelo seu
trabalho, que vi durar enquanto dure a espécie humana.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
3ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA DE LEOPOLDINA
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| Renata e Berê |
Aconteceu neste último sábado, na Casa de
Leitura Lya Müller Botelho, a 3ª Conferência Municipal de Cultura de
Leopoldina. Eu, juntamente com Renata Arantes, Berê Salles e outras pessoas
comprometidas, fizemos parte da comissão organizadora.
Confesso que estava desanimada, a
princípio, mas não podia negar ajuda, por menor que fosse aos colegas. Falar de
cultura em Leopoldina é complicado, mas acredito que isso não seja uma
realidade apenas nossa.
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| Público aguardando o início da Conferência |
Eu me sinto, muitas vezes, em meio a um
tiroteio onde se usam palavras como munição. Fulano que fiz que beltrano não
faz o que tem que fazer que o sicrano não tem experiência ou conhecimento,
etc. Muitas críticas ao que se faz ou ao que se deixou de fazer.
A gente se vê entrincheirado nesse
conflito verbal, do qual muitas vezes acabamos participando. Nossas opiniões
estão sendo formadas ali, muitas vezes ficamos perdidos sem saber direito em
quem confiar (todos sempre acham que são donos da razão), sem saber onde estão
os exageros, onde a vaidade se esconde (e ela sempre está presente). Enfim, a
verdade é que, lá no fundo, estamos todos perdidos.
Independentemente dos resultados que
puderem vir a ser colhido pela nossa sociedade com as ações e decisões dessa
reunião, que foi importantíssima, eu acho que o maior ganho foi o fato de que
nós estamos nos "achando".
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| Plenária final |
Vendo a sala lotada, as pessoas tendo que
se sentar no chão porque faltavam cadeiras para todos, naquela tarde de sábado,
eu fiquei finalmente animada. Noventa pessoas reunidas onde se esperava apenas
cinquenta.
Mais do que propostas, foi valiosa a
presença da comunidade, representada de todas as formas, por pessoas de todas
as idades e de formações variadas. Foi ali que eu finalmente me encontrei e, o
que era uma desanimação, uma falta de fé no futuro da nossa comunidade, se
tornou um injeção de ânimo.
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| Plenária final |
Para mim, a conferência foi um sucesso.
Não importa se você não tem experiência e se lhe falta conhecimento sobre
determinado assunto, naquele dia um completava o outro e juntos tivemos a
felicidade de poder sair de lá depois de quase oito horas de trabalho com a
sensação de que Leopoldina tem uma cara nova.
Essa cara
nova é representada por todos aqueles que tiraram praticamente metade do
seu fim de semana, do seu momento de descanso, de lazer para fazer da nossa
cidade, uma cidade melhor. Nesses momentos, vaidade não tem espaço, e
comunidade ganha um sentido mais amplo.
Obs. Podem compartilhar, mas peço que não reproduzam meu texto sem minha devida autorização.
VALORIZANDO A CULTURA POPULAR EM LEOPOLDINA: CUMBUCA
Ás vezes o maior pecado é a falta de conhecimento, mesmo que involuntária. Eu me senti hoje uma pecadora porque não conhecia o trabalho do pessoal do Cumbuca. Para falar a verdade, eu acho até que já tinha feito uma visita ao site, há algum tempo, mas de forma corrida, sem dar a ele a devida atenção. O que, por sinal, torna meu pecado pior.
O que ele tem de especial? Ele é um site dedicado à cultura popular de Leopoldina. Um trabalho muito bonito, que reúne informações, imagens e relatos de quem participa de manifestações como a folia de reis e o congado. Gente nosso, fazendo uma coisa linda que muitas vezes, na escola, quando vamos pesquisar acabamos usando como referência grupos e pessoas de outra cidade.
Agora, em pleno mês do folclore, que fonte maravilhosa para se trabalhar com os alunos na escola. Falar o folclore, das tradições, dos costumes locais é muito mais interessante e traz a cultura popular para dentro da sala de aula não como algo que se lê nos livros, mas que se pratica na vida, alí do lado, no bairro vizinho, na área rural (que em Leopoldina nem sempre é tão distante assim).
Então, fica dica: http://cumbuca.org.br/, acesse, leia e conheça mais sobre nossas tradições.
domingo, 4 de agosto de 2013
PESQUISAS SOBRE QUADRINHOS ESTÃO EM DESTAQUE NO ST IMAGENS, REPRESENTAÇÕES E GÊNERO
O meu trabalho foi aceito no ST Imagens,
representações e gênero, para o Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 - Desafios
Atuais dos Feminismos se
realizará em Florianópolis,
Santa Catarina, entre 16 a 20 de setembro de 2013 e será promovido pelo Centro de
Filosofia e Ciências Humanas, pelo Centro de Comunicação e Expressão, bem como
por outros Centros da UFSC, em parceria com o Centro de Ciências Humanas e da
Educação da UDESC.
Mas eu ainda não tinha olhado a programação do ST, nem mesmo no meu dia de apresentação, que será 17 de setembro. Para minha (grata) surpresa a maioria esmagadora dos trabalhos é sobre quadrinhos. E não são poucos são, ao todo, oito pesquisas sobre quadrinhos e charges. Veja os temas e seus respectivos proponentes.
17/09 -
Terça-feira
- Lucilia de Sa Alencastro (Universidade Tuiuti do Paraná), Frederico de Mello Brandão Tavares (Universidade Federal de Ouro Preto) - A Melindrosa e o Almofadinha: Representações de gênero nos desenhos de J.Carlos
- Bruna Batista Abreu (Universidade Federal de Santa Catarina) - Analisando representações de gênero no gibi Turma da Mônica Jovem
- Alan Ricardo Witikoski (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Maureen Schaefer França (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) - As representações de gênero nos rótulos litográficos de Cachaça do Paraná
- Iuri Andréas Reblin (Faculdades EST) - De filha do barro à filha de Zeus: representações do feminismo através dos tempos a partir de um olhar às histórias da Mulher Maravilha
- Vinícius Liebel (Universidade de São Paulo) - De Saias na Guerra - Representações do feminino nas charges de Belmonte (1939-45)
- Thais Mannala (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Marilda Lopes Pinheiro Queluz (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) - Melindrosas e Garotas: representações de feminilidades nos traços de J.Carlos e de Alceu Penna
- Francielly Rocha Dossin (Universidade Federal de Santa Catarina) - Os diferentes “sonhos” femininos: As fotomontagens de Grete Stern e as fantasias de capa na revista Idilio
- Natania Aparecida da Silva Nogueira (Universidade Salgado de Oliveira) - Representações femininas nos quadrinhos de aventura das décadas de 1930 a 1950
- Isabella Cosse (Universidad de Buenos Aires) - “Ese monstruito”: Mafalda, género y generaciones en la Argentina de los 60´
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Onde está o Instituto Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Leopoldina?
Pois é, gente, existe o Instituto Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Leopoldina, ou pelo menos ele deveria existir. Foi criado pela a lei n. 1.662 de 13 de abril de 1984, durante o governo do prefeito Osmar Lacerda França. Nesse mesmo dia, a lei 1.663 decreta o tombamento municipal do imóvel localizado na rua Barão de Cotegipe, n. 386 que, se não me engano, é a casa de Augusto dos Anjos.
Fui à Câmara Municipal consultar algumas informações e me deparei com essa lei que, pasmem: está em vigor. Oficialmente nós temos um Instituto Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico. A lei de criação foi aprovada, o texto nunca sofreu modificação e ela nunca foi revogada. só não sei dizer se o Estatuto chegou a ser feito e aprovado pelo prefeito. É o caso de pesquisar (e se alguém sabe de alguma informação e quiser compartilhar fique a vontade).
Cito um trecho:
Art. 3º. O Instituto Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Leopoldina terá por finalidade incentivar as atividades culturais no município de Leopoldina e, colaborando com a Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA/MG), exercer a proteção, no município, aos bens móveis, de que tratam o Decreto Lei Federal nº 25, de 30 de novembro de 1937 e a Lei Estadual nº 5775, de 30 de setembro de 1971 e Legislação posterior.
Eu estou deixando disponível a lei, cuja cópia solicitei para análise, no scribd. Aguardo comentários!
Obs. Fiquem a vontade para copiar a lei, ela é de todos, mas peço que não reproduzam meu texto sem minha devida autorização
Imagens de Recreio na década de 1920
Quando
acho que o facebook não ia me trazer nada além dos convites para jogos que eu
detesto, aprece uma relíquia que me me fez ganhar um dia. Um vídeo com cenas de
Recreio na década de 1920. Oras, nessa época, Recreio ainda era distrito de
Leopoldina, portanto são cenas que fazem parte da história de Leopoldina.
Trata-se
do registro das curas milagrosas do Professor Mozart, médium espírita que
atendia na Estação de Recreio. Apresentado por Nóbrega da Cunha, Secretário da
Sociedade Brasileira de Estudos Psíquicos. A divulgação das curas mediúnicas do
Centro Espírita de Recreio era feita pelo jornal Vanguarda, através do seu
jornalista Rubey Wanderley.
O vídeo
conta, entre outras coisas, com um registro da presença do chefe político
local, o Deputado José Minteiro Ribeiro Junqueira. Ele mostra cenas do
cotidiano e a ferrovia ainda em funcionamento, com passageiros chegando e
embarcando. Há ainda a arquitetura da época,sobrados, casas, hotéis e outros
ambientes. temos também uma amostra do vestuário característico da época, muito
diferente daquilo que normalmente vemos nas novelas.
E vai o
crédito a quem é de direito. O vídeo foi divulgado no facebook por Leonardo
Ribeiro, pesquisador em Recreio.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Artigo sobre mulheres negras e quadrinhos publicado na revista IDENTIDADE!
IDENTIDADE!
é um periódico online semestral multidisciplinar de livre acesso (ISSN 2178-437X) do Grupo de Pesquisa Identidade da Faculdades EST (Escola Superior de Teologia). Publica textos inéditos e revistos em português, inglês e espanhol, em língua vernácula e traduzidos, de docentes e discentes vinculados a um programa de pós-graduação que versem sobre a questão negra em diferentes contextos sociais, culturais, religiosos, temas atinentes à questão da diversidade e da identidade, especialmente, no contexto brasileiro. Tem por finalidade ser um espaço de reflexão interdisciplinar e inter-religiosa, estimulando o debate por meio da divulgação da produção acadêmica e científica sobre temas relacionados à questão negra nas diferentes ciências. Missão: Promover a socialização da produção acadêmica acerca da questão negra. Ser um registro histórico e público do debate científico de temas atinentes à negritude, à identidade e à diversidade. Propagar o conhecimento científico acerca da questão negra.
Estou com um artigo publicado nele:
JACKIE ORMES: A OUSADIA E O TALENTO DA MULHER NEGRA NOS QUADRINHOS NORTE-AMERICANOS (1937-1954)
Natania Aparecida da Silva Nogueira
RESUMO
O presente texto faz uma análise das representações da mulher negra nos quadrinhos publicados nos Estados Unidos. Passando por histórias em quadrinhos de aventura e de humor, buscaremos identificar a evolução de personagens femininas tendo como referência a produção de Jackie Ormes, jornalista negra que publicou quadrinhos entre os anos de 1937 e 1954 e é considerada a primeira mulher negra a publicar quadrinhos.
O texto pode ser baixado (em pdf) na página da revista, clicando aqui!
sábado, 15 de junho de 2013
SLIDES SOBRE HISTÓRIA DE LEOPOLDINA: OCUPAÇÃO, POVOAMENTO E FORMAÇÃO DO MUNICÍPIO
Esses slides foram usados numa pequena palestra para alunos do curso de Pedagogia da UEMG, realizada no dia 14 de junho de 2013.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Sexualidade e Erotismo na História do Brasil - com Mary del Priore
Vídeos muito bons, com Mary del Priore, falando sobre a questão da sexualidade, tema ainda pouco tratado na escola, ou geralmente tratado e uma forma superficial. Falar sobre a sexualidade e a sensualidade ainda é um grande tatu. O que temos ainda é um "controle" sobre o corpo. O que se pode e não se pode fazer. No livro Histórias Íntimas, a abordagem é muito diferente, sob o prisma de pesquisa, onde esses temas são encarados com seriedade, apesar de algumas passagens divertidas. Assista os vídeos, são ótimos! E leia o livro, é excelente.
domingo, 26 de maio de 2013
CARTA DE REPÚDIO - GRUPO DE ESTUDOS DA LOCALIDADE
CARTA DE REPÚDIO
Diante desse
quadro, vimos por meio desta carta apresentar nosso manifesto, reiterando o
conteúdo da Carta Aberta resultante do Fórum SP Sem Passado: ensino de História
e Currículo, enviado pelo Grupo de Trabalho – GT Ensino de História e Educação
da ANPUH, assim como a denúncia publicada no artigo “Escolas empobrecidas: sem
História nem Geografia”, da
Revista Carta Capital (online), de autoria
de Maria Amélia Santoro Franco, Valéria Belletati, Cristina Pedroso e Ligia Paula Couto, do dia 25 de fevereiro de 2012.
Somos
contrários à política de exclusão ou redução da carga horária disciplinar de
História, Geografia, e Ciências da Natureza do currículo do Estado de São
Paulo. Entendemos que o domínio da linguagem não se limita à leitura e escrita
nos anos iniciais. Envolve, por outro lado, habilidades ligadas à interpretação
de contextos históricos, espaciais, políticos, sociais, dentre outros,
primordiais para o exercício pleno da cidadania. O currículo do Ensino
Fundamental das escolas da Rede Estadual não pode ser pautado pelas exigências
das avaliações externas. Não é possível reduzir o processo de
ensino-aprendizagem do Ensino Fundamental em mero treinamento do aluno para o
preenchimento de provas padronizadas. Tal ação inibe e reduz, substancialmente,
a utilização de diversas outras linguagens e tecnologias essenciais para
possibilitar a leitura autônoma e reflexiva do mundo atual.
A expectativa
é adensar essa manifestação para que repercuta na coletividade acadêmica e
escolar a fim de sensibilizar a todos sobre a importância da valorização das
diversas áreas do conhecimento escolar e sua fundamental influência na formação
do cidadão.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
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