sexta-feira, 6 de maio de 2016

VAGANDO PELA NA EUROPA – PARTE III

AVENTURANDO-SE EM PORTUGAL
Vamos para o ponto central da viagem, que foi Portugal. Foi para lá que eu fui realmente passar meu feriado mais que prolongado (e aqui fica o agradecimento às minhas diretoras que permitiram que eu pudesse fazer esta viagem em meio ao período letivo). Portugal é um país lindo e Lisboa é uma cidade maravilhosa.
Avenida no centro de Lisboa, onde ficam lojas de grifes famosas como Prada.
Para uma capital, ela é bem provinciana. É muito fácil de andar, de localizar as coisas. E nem é por conta de se falar o português, mas porque tudo é muito organizado e as pessoas são extremamente solícitas. Sem falar que o taxi lá é muito barato! Peguei o taxi para ir ao shopping com minha mãe e paguei o valor que pagaríamos se tivéssemos ido de ônibus.

 Dos lugares que visitei, de alguns eu gostei mais, por outros eu me apaixonei. O primeiro ponto turístico que conheci, oficialmente, foi a Praça Marquês de Pombal. Não poderia de ser outro! Acho o todo poderoso primeiro ministro de D. José I uma das figuras históricas mais emblemáticas da história lusitana. E eu o vi praticamente todos os dias em que estive em Lisboa, pois passava pela praça ao ir para casa. Eu fiquei hospedada na casa de um amigo, não cheguei a ficar em um hotel. Mas Ana e sua filha Isabela ficaram e elogiaram muito o serviço e o preço também compensou.
Praça Marquês de Pombal.
Nos três primeiros dias nós fizermos uma série de passeios pela cidade, naqueles ônibus turísticos de dois andares. Compramos o pacote completo, com quatro itinerários. Um deles nos levou para as praias de cidades próximas a Lisboa, como as de Estoril e Cascais. Lindas, por sinal. Tudo muito limpo, organizado. A orla muito bonita, com casas de verão lindas, bares e lojas. E havia pessoas na praia! Muitas por sinal, aproveitando o sol da primavera. A diferença de temperatura de Lisboa para as cidades litorâneas era grande. Não que tenhamos pegado frio. O clima estava agradável, embora à noite a temperatura baixasse um pouco, mas nada que atrapalhasse ou incomodasse.
Em Cascais, cidade de veraneio.
Um dos lugares que eu mais gostei e frequentei em Lisboa foi a Praça do Comércio, que tem ao centro a famosa estátua de Dom José I, da qual ouvia falar nas aulas da Marieta, no meu primeiro semestre de mestrado. A praça é mais conhecida por Terreiro do Paço e fica na parte baixa de Lisboa, às margens do famoso rio Tejo. Se eu não estivesse em grupo, seria certamente o lugar para onde eu iria todo final de tarde, sentar a beira rio e simplesmente ficar ali, contemplativa, bebericando uma taça de vinho.
Praça do Comércio (parte dela) - ao fundo, as bandeiras de todos os países de língua portuguesa.
Outro lugar que me encantou foi o Castelo São Jorge, também em Lisboa, construção medieval que fica num dos pontos mais elevados da cidade e que tem uma das vistas mais lindas de Lisboa. A construção em si é maravilhosa. O castelo é um monumento nacional e integra a zona nobre da antiga cidadela medieval (Alcáçova), constituída pelo castelo, os vestígios do antigo paço real e parte de uma área residencial para elites. Ele foi construído pelos muçulmanos em meados do século XI e conquistado em 1147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.  Com tanta história, eu poderia ficar horas, caminhando pelas muralhas, sentada em um dos recantos simplesmente admirando a beleza e deixar minha mente vagar no passado.
Castelo São Jorge, em Lisboa.
Um lugar que eu queria muito ir era o Convento do Carmo. Construído em 1389 pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira. O Convento da Ordem do Carmo possuía uma igreja em estilo gótico que chegou a ser uma das mais importantes de Lisboa. A Igreja sofreu com o grande terremoto de 1755 e acabou ficando em ruínas, que são preservadas como marcas do desastre ocorrido naquele ano (terremoto seguido de um maremoto e uma série de incêndios que destruíram grande parte da cidade). O Convento pode ser visto da Praça Pedro IV (Praça do Rossio), onde fica o Teatro D. Maria II.

Ele atualmente abriga o Museu Arqueológico do Carmo, que tem uma coleção incrível, que passa pela pré-história, pela América pré-colombiana e Portugal Medieval. Comprei um livro sobre o museu. Adoro arqueologia e quero conhecer melhor o trabalho que eles fazem por lá. Aliás, o museu tem uma pequena livraria que tem livros ótimos, para quem gosta do tema. Vale a pena dar uma paradinha, sentar-se numa poltrona e conferir. 
Entrada do Convento do Carmo.
Ainda em Lisboa, não posso deixar de falar da Torre de Belém. Construção lindíssima, que visitei duas vezes. Na primeira vez, no domingo, a fila estava tão grande, que eu desisti. Cheguei a ficar uns 20 minutos, mas ela simplesmente não andava. Na segunda tentativa foi bem mais tranquilo, durante a semana, numa terça. Sem falar que muito melhor para explorar os recantos do monumento. O seu verdadeiro nome é Torre de São Vicente e foi construída entre 1514 e 1520, no reinado de D. Manuel I, com a finalidade de defender o rio Tejo e da cidade de Lisboa. A torre é linda e tem uma vista impressionante do Tejo.


Torre de Belém.
O entorno não fica por menos. Além da proximidade com outros monumentos, museus e centros culturais, ainda há uma enorme área gramada, onde os visitantes se acomodam em toalhas, descansam, tomam sol ou fazem piqueniques. Bem próximo, por exemplo, está o Mosteiro dos Jerínimos, que data também do início do século XVI, do governo de D. Manoel I. Uma construção magnífica, em cuja igreja se encontra os túmulos de Luiz de Camões e Vasco da Gama. Uma dica é comprar as entradas para o Mosteiro e para a Torre juntas, sai mais barato. 
Entrada do Mosteiro dos Jerónimos.

Bem em frente ao Mosteiro e à esquerda da Torre está o monumento em homenagem aos descobrimentos portugueses, o Padrão dos Descobrimentosonde estão representados heróis portugueses como Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Camões, Fernão de Magalhães e, Pedro Álvares Cabral. 
Padrões dos Descobrimentos.
De todos os passeios que fiz em Portugal, o que eu mais gostei foi conhecer Sintra. Cidadezinha pequena e pitoresca cercada de montanhas, ela guarda um tesouro fantástico: o Castelo dos Mouros. O Castelo dos Mouros foi construído durante o séc.IX pelos Mouros, para guardar a cidade de Sintra, mas foi abandonado depois da conquista cristã em Portugal. 

O Rei D. Fernando II mandou restaurá-lo, em meados do século XIX. É um dos lugares mais lindo que eu já visitei. Uma verdadeira viagem ao passado, e todo mundo sabe que eu adoro isso. Além de ser a construção mais antiga que eu já visitei, pelo menos que eu saiba. Estive em lugares em Lisboa cuja data da construção é incerta, como a Igreja da Ordem dos Cavaleiros de Malta, que foi anteriormente uma mesquita.
Pequena (pequena mesmo) parte das ruínas do Castelo dos Mouros, em Sintra.
As ruínas se estendem por uma área enorme e não tem como ver tudo em apenas algumas horas. Mas eu fiz o que pude. Parecia uma criança num parque e não uma mulher adulta de 45 anos. Eu literalmente subi ladeiras e escadarias enormes correndo. Tomava fôlego e corria ainda mais. Queria ver tudo, queria subir e descer e nem sentia cansaço. Vou confessar que aquele passeio a Sintra valeu toda a viagem, mais até do que conhecer Torre Eiffel. Não estou desfazendo da magnífica obra de engenharia francesa, mas a felicidade de estar naquele castelo medieval foi diferente e maior.
Ruínas do Castelo dos Mouros. Em dias claros como este dá pra ver a cidade de Lisboa, bem ao fundo. 
Já conheci três castelos e dois palácios, mas o Castelo dos Mouros foi, para mim, o mais impactante. A natureza, as trilhas. Faltou quem quisesse me acompanhar em uma longa caminhada. Então, fica o convite: se algum amigo meu quiser ir a Portugal e quiser minha companhia para ir a lugares pitorescos, estou à disposição. Até porque, tem muitos outros lugares em Sintra que eu deixei de visitar.

Na próxima postagem o fechamento do meu enorme relato, com algumas impressões finais, algumas coisas que não gostei e, claro, vou falar das comidinhas que eu provei e das quais ainda não falei. Afinal, em Portugal a gente come muito bem!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

VAGANDO PELA EUROPA – PARTE II

AS ESCALAS
Coloquei os pés na Europa em grande estilo, entrando na União Europeia por Amsterdã. Tivemos algumas horas de escala no aeroporto e resolvemos fazer um passeio ao centro da cidade. Foi um pouco corrido, mas tiramos umas 3 horas para caminhar entre os jardins e casas de Amsterdã. Não não fomos a nenhum ponto turístico como museus, por exemplo, por medo de perder o avião. Mas poderíamos ter, tranquilamente, feito um passeio de barco pelos canais. A escala era de 8 horas, daria tempo suficiente.
Centro de Amsterdã.
Mas, enfim, tudo na primeira vez é perdoável. Pra quem for a Amsterdã e tiver escala longa, aproveite. Dá tempo. Não se gasta mais do que 15 minutos para chegar ao centro da cidade. A cidade em si é muito linda. Caminhar pelas ruas, atravessar as pontes que cortam os canais e tirar muitos fotos, já compensa. Mas quero voltar, claro, com mais tempo. Não posso dizer que conheci da cidade, apenas passei por lá. Quero ver mais, ir ao interior, ver os moinhos, conhecer os campos de cultivo de tulipas. Mas pra isso é preciso tempo, né?
Estacionamento de bicicletas.
Minha mãe ficou impressionada com a quantidade de bicicletas. É muita coisa. Eu fiquei fascinada com a organização dos estacionamentos. Eu, sinceramente, perderia minha bike ali, com certeza. Adorei a arquitetura, os prédios são maravilhosos. Alguns pareciam ter efeitos que enganavam os olhos. Gostei, também, das casas flutuantes. Numa delas duas senhoras tomavam um lanche na “varanda”. Ao contrário de Veneza, os canais de Amsterdã não fediam. Mas, em compensação dava para sentir o cheiro de maconha em alguns lugares pelos quais passei. O consumo lá é liberado. Nada contra quem fuma, mas sou alérgica e acabei dando uns espirros nada elegantes, próxima aos fumantes.
Casa flutuante (achei linda).
E já que comecei falando das escalas, vou pular para o final da viagem, para minha escala em Paris. Passei 22 duas horas na capital mais famosa do mundo e que, com certeza, merece o apelido de Cidade Luz. Olha, foi rápido. Chegamos ao hotel por volta das 18 horas, nos acomodamos, paramos numa padaria para lanchar e ficamos rodando na cidade até as 23 h, mais ou menos. 

O hotel era muito simples, mas bem localizado, limpo e confortável. Ideal para uma escala ou para poucos dias de viagem. Ele ficava em frente a uma linda igreja, do século XIX, se não me engano, que justamente atende à comunidade de língua portuguesa. Na Igreja há missas em português aos domingos. Legal, né?
Esta é a Igreja da qual eu falei, o Hotel Roi René, na Place du Dr Félix Lobligeois, onde ficamos, fica na rua à direita.
O que falam de Paris é verdade: é uma cidade linda, mas, também muito cara. Mas como eu ia ficar poucas horas, com meu grupo, não posso dizer que gastei muito. Na verdade, gastei pouquíssimo. Caminhamos um pouco pelas ruas para admirar os edifícios (lindos por sinal) e depois tomamos um taxi para ir ao ponto que todas nós concordamos ser prioridade: a Torre Eiffel. No caminho, o taxista, muito simpático, nos mostrou outros pontos. Cortamos a Champs-Élysées e eu pude ver de longe o Arco do Triunfo. Passamos pela  Place de la Concorde, pelo Opera Garnier e outros monumentos cujos nome não me recordo agora.
Caminhando pelas movimentas ruas de Paris!
Chegamos à torre ainda dia. Ah, pra quem não sabe da primavera para o verão os dias ficam mais longos na Europa. O anoitecer em Paris, por exemplo, foi por volta das 21h. Não dá pra descrever a sensação. Parecíamos crianças chegando a um parque de diversões. A torre Eiffel é magnífica, em vários sentidos. Dava vontade de ficar fotografando sem parar. 

Quando anoiteceu, ela ficou iluminada e ainda mais bonita. Para fechar a noite, quando saíamos, ela começou a piscar como uma arvore de natal, cheia de luzes piscando. Ana Cristina disse que ela pisca de hora em hora. É de tirar o fôlego. Foi uma das melhores experiências que tive, e que devo repetir, porque assim como a Holanda, quero conhecer melhor Paris e outras cidades francesas. Além disso, há pessoas lá que quero encontrar e eventos dos quais quero participar já há algum tempo.
Primeira foto que eu tirei da Torre Eiffel, logo abaixo dela. Eu me senti tão pequena!
Valeu ainda por ter reencontrado o Padre Eduardo, nosso amigo que está fazendo mestrado em Paris. Ele nos deu preciosas dicas e passamos com ele algumas horas agradáveis. Gostaria de ter feito outras coisas, mas como estava um pouco frio e o dia tinha sido cansativo, fica para uma próxima vez. A Cidade Luz certamente vai me ver de novo.

Finalizando esta parte, eu recomendo que, quem esteja com tempo e queira conhecer mais lugares, faça voos com escala. Escalas de mais de 8 horas, de preferência. Não é difícil sair do aeroporto. É um desembarque normal. Você já vai estar em posse do seu cartão de embarque e o retorno é tranquilo. Claro, sempre chegue pelo menos umas duas horas antes do embarque, não se arrisque desnecessariamente.


Na próxima postagem, a cereja do bolo: Portugal!

terça-feira, 3 de maio de 2016

VAGANDO PELA EUROPA – PARTE I


A primeira vez que viajei para o exterior foi em 1998, por sinal, meu destino foi um país europeu, a suíça. Por lá fiquei por 15 dias, na casa de uma amiga e colega de faculdade, Lúcia, casada com um Suíço. Conheci castelos e fiz amizades que duram até hoje. Visitei a Itália e andei pelas ruas  e canais de Veneza. Até fui a uma exposição de Vicente Van Gogh.

Na época não havia tablets ou mesmo notebooks onde pudesse registrar minhas impressões. Mas havia o papel, claro, e nos dias frios do outono suíço eu me sentava próxima ao aquecedor, à noite, e relatava em uma agenda tudo que eu havia visto e vivenciado. Colei coloquei folders, postais, tickets de entradas em museus, enfim, tudo que pudesse reavivar minha memória e manter viva aquela experiência.

Ainda tenho meu diário de viagem e lamentei não ter feito o mesmo desta vez. Por essa razão resolvi postar no blog alguns relatos sobre minha recente experiência e compartilhá-la com os amigos. Não que seja uma ideia original. Ano passado, depois da sua visita ao Brasil e á Rússia, Trina Robbins fez o mesmo, ressaltando o “bom” e o “ruim” das duas experiências. Vou fazer o mesmo, acrescentar alguns episódios cômicos porque, quem me conhece sabe, tem que ter alguma trapalhada senão não é comigo, e falar de alguns lugares onde estive.

Então, caro leitor, prepare-se, porque quem me conhece sabe que não economizo nas palavras. Tanto que vou dividir a postagem em partes.

O BOM
Vou começar pelas companhias de avião. Tanto a KLM quanto a Air France foram ótimas. Das duas preferi a Air France, tanto no conforto quanto no atendimento. Pra vocês terem ideia, no voo de retorno foi nos oferecido um cardápio variado no qual poderíamos escolher entre duas opções de refeição para o almoço, um jantar e ainda a possibilidade de solicitar um número expressivo de bebidas quentes e frias durante o voo.  Pedi um cappuccino, que degustei  enquanto escrevia parte deste texto.


O serviço de bordo começou nos primeiros 20 minutos de voo. Achei que seria servido o almoço, mas começou com bebidas e aperitivos (biscoitos salgadinhos). De cara, a comissária de bordo (uma portuguesa muito simpática chamada Gabriela) me ofereceu champagne. Eu estou viajando na classe econômica e me serviram champagne francesa! Falei com ela que estava em dúvida, se pedia o vinho (porque em todos os voos, mesmo os mais curtos, havia vinho francês e/ou da África do Sul, tinto ou branco). Ela simplesmente me disse: pegue os dois. E eu peguei e ela ainda me ofereceu mais no almoço. Já beberam vinho há 15 mil metros de altitude? Depois digo em off como é a sensação.
Champagne e vinho, só de boa qualidade.
O almoço foi delicioso. Salada, frango, queijo, pão, torta de maça e abacaxi (vejam, o cardápio). Um dos comissários ainda ofereceu uma porção extra de pão, que eu não recusei, claro. Depois do almoço resolvi assistir a um filme. Um pouco mais tarde passaram oferecendo um picolé delicioso, daqueles com casquinha de chocolate e recheio de creme. Depois, um sanduíche de queijo e, em seguida, o jantar. por sinal.Caramba, acho que vou engordar mais no voo do que pelas comidas que provei estes dias na Europa.
Almoço servido no avião - parece pouco mas é muita coisa!
E falando em comidas, não posso reclamar, pois comi muito bem, tanto na Holanda quanto em Portugal e na França. Claro, algumas coisas foram melhores que outras, mas no geral, não passei fome e adorei os vinhos. No shopping Colombo, um dos maiores de Lisboa, e que fica ao lado do estádio do Benfica, eu fui um dia à noite com a minha mãe e tomamos uma sopa deliciosa e barata. Com relação a preços, come-se bem sem gastar muito, mas é preciso procurar. Eu nem sempre fazia isso, às vezes escolhia um restaurante pela localização, a vista que ele tinha e mesmo pela sua aparência. Pagava caro, mas era um luxo que eu estava me dando na minha condição de turista. Mas numa segunda vez não farei o mesmo e certamente sairei satisfeita.
Bacalhau com batatas, em um restaurante da Rua Augusta, no centro de Lisboa.
Aliás, a Europa é cara, mas sabendo-se administrar pode-se fazer um bom passeio sem se gastar muito. Pelas minhas contas, eu teria me divertido da mesma forma, gastando metade do que eu gastei e olhe que não gastei muito, pois não sou daquelas que saem comprando tudo que vê. Gosto de fazer passeios, com eles não economizo. Meus únicos luxos foram uns óculos de sol, uma jaqueta e dois perfumes franceses (um Armani e um Lacôme, e estavam na promoção pelo dia das mães, tudo com descontos de 20 a 25%. Tanto que recebi meros cinco euros de Tax Free.

Aliás, fica a dica para quem for passear na Europa. Em países da comunidade europeia paga-se um imposto específico sobre produtos. Se você não é cidadão da comunidade tem direito ao reembolso deste importo, que pode ser solicitado no aeroporto, mediante a apresentação de um recibo emitido pelo estabelecimento onde você comprou. Normalmente, tem-se direito ao reembolso em compras acima de 60 euros.

Falei da comida, do avião, vou falar agora das pessoas. Todas foram muito amáveis comigo, em todos os países que fui. E encontrei neles muitos brasileiros, seja a passeio ou que moram e trabalham na Europa. Em Portugal, onde fiquei mais tempo, era comum encontrar brasileiros nos ônibus, trabalhando em lojas e restaurantes ou mesmo passeando como eu. E sabe o que é mais legal? Todos te dão dicas de passeios, indicam restaurantes, falam os lugares que temos que evitar, nos alertam com relação a medidas de segurança, etc. Como no Brasil, turistas são visados, principalmente os orientais que são mais descuidados e estão sempre carregando equipamentos eletrônicos caros.
Com André Diniz e Pedro Bouça, na fila do cinema!
Ainda falando das pessoas, conheci muitas, revi outras, fiz amizades e firmei contatos profissionais. Fui para Lisboa ficar na casa do meu amigo de longa data, Pedro Bouça, por quem fui muito bem recebida, e ainda levei minha mãe. Olha o abuso! Pedro reservou um quarto para nós e ainda me presenteou com duas coleções magníficas de quadrinhos, uma do Alix (quadrinho histórico que se passa durante o período do Império Romano, de Jacques Martin, autor que eu gosto muito) e dos Smurfs (em francês, para que eu possa treinar meu francês que atualmente está ridiculamente reduzido a poucas frases).

Ele também me presenteou com uma HQ de Jacques Martin sobre portugal, com dedicatória pra mim e tudo mais! Aproveitei para buscar a coleção e revistas da Ah! Nana!, periódico da década de 1970 o qual pesquiso e que comprei pela internet e pedi que fosse entregue na casa dele.

Imaginem o peso que as minhas duas malas ficaram. Um foi só para trazer as HQs. Com tanta coisa, acabei não comprando muito, apesar de ter ido a várias lojas da FNAC. Agora, a casa do Pedro é a maior gibiteca onde eu já estive, sem exagero. Ele tem de tudo! São basicamente quatro cômodos da casa com armários e parede a parede, todos lotados. Ele me mostrava todos os dias suas raridades e eu babava. Tinha até medo de segurar as revistas.
Quadrinhos que eu ganhei do Pedro Bouça!!
E falando de amigos que reencontrei com André Diniz, quadrinista brasileiro que se mudou para Portugal no início do ano. Fiz uma visita à sua casa, onde conheci sua esposa Marcela e sua filha. Conversamos bastante e depois fomos ao cinema, assistir Capitão América, Guerra Civil, filme sobre o qual não vou comentar agora, porque merece uma postagem a parte.

Na escala que fizemos na França reencontrei o ex-colega de trabalho, Eduardo, que largou o magistério para ser sacerdote e está em Paris, fazendo mestrado. Ele foi tomar café da manhã conosco, no hotel e nos conduziu ao aeroporto. Ele é um grande amigo da Ana Cristina Fajardo, que viajou conosco, juntamente com sua filha Isabela. Foi um programa de mães e filhas.

Por fim, uma das coisas boas foi minha palestra na Bedeteca de Amadora. Tanto pela experiência em si, quanto pelos contatos e amizades que fiz. Gostei muito do pessoal que gerencia a bedeteca, especialmente da Cândida, com quem tive mais contato. Fiz amizade com Gelrades Lino, do Clube de Banda desenha e ainda conheci José Ruy e Fernando Relvas, dois notáveis quadrinistas portugueses e Nina, uma artista plástica. Fui apresentada a outros, mas foi com eles com quem conversei e troquei contatos e ideias.


Agora, na parte II, os passeios! 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Palestra ‘Mulheres na BD brasileira’

25 de abril | 16h00
Bedeteca | Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos
Numa organização do Clube Português de Banda Desenhada, a Bedeteca da Amadora recebe, no próximo dia 25 de abril (segunda-feira), pelas 16h00, a especialista brasileira Natania Nogueira para uma palestra sobre ‘Mulheres na BD brasileira’.
Em 2 de novembro de 2003, no âmbito do Amadora BD sob o tema da mulher, Sónia B. Luyten e a autora Ciça fizeram uma primeira abordagem ao tema da mulher na BD brasileira. Em causa estava, sobretudo, uma mudança de paradigma decorrente do aparecimento de mulheres autoras. Escrevia Sónia B. Luyten em texto do catálogo do Festival: "As mulheres do novo milênio tentam fugir dos estereótipos da personagem feminina saídos da pena masculina, construída e produzida a partir de seu registro. As mulheres não querem ser mais como a ninfa Eco, de Ovídio, que apenas repete como um eco o que Narciso diz, e foi sem dúvida, desta repetição, que nasceu todos os equívocos e paradoxos que ilustram a fala da mulher em textos e desenhos feitos por homens".
Doze anos depois, no ano da polémica de Angoulême após a não inclusão de qualquer nome feminino na lista de candidatos ao Prémio da Cidade, a estudiosa Natania Nogueira vem fazer o ponto da situação.
Há duas grandes diferenças entre 2003 e 2016: em primeiro lugar, a Internet, a par da cena independente, possibilitou um enorme aumento da BD feita por mulheres no Brasil; em segundo lugar, há uma maior proximidade da BD brasileira ao grande público português, para além dos grandes clássicos.

Natania Nogueira |
 
Natania Nogueira é mestre em História do Brasil pela Universidade Salgado de Oliveira (UNVERSO), onde teve como orientadora a historiadora e escritora Mary Del Priore. O tema da dissertação foi “As representações femininas nas histórias em quadrinhos norte-americanas: June Tarpé Mills e sua Miss Fury (1941 – 1952).” É sócia fundadora da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), onde atualmente ocupa o cargo de Diretora Financeira, e membro da Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA), em Leopoldina, MG, e da Academia Lavrense de Letras (ALL), em Lavras, MG.  Contribuiu com artigos para a revista francesa Papiers Nickelés. Tem diversos textos publicados sobre a temática da mulher na banda desenhada e sobre banda desenhada e projetos educativos.


domingo, 20 de março de 2016

GOLPE A GENTE SOFRE NO BRASIL TODO DIA (OU REFLEXÕES SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA ATUAL DO BRASIL)

Pois bem, eu resolvi fazer algumas reflexões sobre o que eu acho sobre a situação do país aqui no blog depois que, lamentavelmente, a única postagem que fiz no facebook à qual anexei o texto de uma cientista social, sobre o assunto dando minha modesta opinião, foi sumariamente retirada. Então pensei: vou publicar no meu blog o que acho sobre isso e vamos ver o que acontece.

Para começar, eu gostaria de citar o Art. 5, inciso IX da Constituição Federal da República Federativa do Brasil, de 1988:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Não sou jurista, mas creio que ao apagarem minha postagem fui vítima de censura e, portanto, meu direito constitucional foi violado. Na ocasião, ao conversar com uma amiga, fiquei sabendo que não foi um caso isolado. Segundo ela, o mesmo aconteceu com Renato Janine e tantos outros, bem mais notáveis do que eu com certeza, cujos escritos estão sendo retirados e perfis sendo apagados.

Nem faço ideia de porque sociólogos, cientistas políticos, historiadores, jornalistas e gente do tipo estão sendo censurados. Você, caro leitor, pode imaginar?

O anonimato, relativamente fácil na internet, faz com que pessoas que agem de má fé se achem no direito de violar a Constituição ao impedir que eu ou qualquer outra pessoa possa dar sua opinião sobre o país onde mora. Imagino que estas mesmas pessoas que NÃO RESPEITAM A CONSTITUIÇÃO,saem por aí dizendo que estão lutando contra a corrupção.

E não pensem que isso é ação de uma meia dúzia. Para uma página cair, são necessárias milhares de denúncias. Existem grupos que se especializam em derrubar páginas no facebook. Normalmente atacam postagens de feministas, defensores da comunidade LGBT ou pessoas cuja opinião política não é tolerada ou é considerada perigosa para quem, com certeza, não respeita os direitos individuais constitucionalmente garantidos.

Mais triste ainda é o fato de que já li e ouvi pessoas defendo quem faz isso, com os argumentos mais torpes. Inclusive, algumas delas estão afirmando que defesa dos princípios democráticos é desculpa de governista para tentar impedir a queda do governo.

Vamos entender o que são princípios democráticos antes fazer tal afirmação?

Tomei como base, para falar de democracia de uma forma bem didática, trechos de um texto publicado no site da embaixada dos Estados Unidos, nomeado Princípios da Democracia (leia na íntegra do texto, clicando aqui).

A Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade. Ela baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a vontade da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias.

As democracias entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.

As democracias conduzem regularmente eleições livres e justas, abertas a todos os cidadãos. As eleições numa democracia não podem ser fachadas atrás das quais se escondem ditadores ou um partido único, mas verdadeiras competições pelo apoio do povo.

A democracia sujeita os governos ao Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos recebam a mesma proteção legal e que os seus direitos sejam protegidos pelo sistema judiciário.

Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades.
As sociedades democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e do compromisso.

Então, se alguém acha que podemos abrir mão da nossa democracia, que ainda está sendo construída, eu sinto muito. Sinto por você que não entende que não deve haver privilégios nem privilegiados; sinto por você que acha que a lei pode ser burlada se os “fins justificam os meios”; sinto por você que critica os corruptos mas que aprova certos tipos de corrupção e autoritarismo se isso não te atinge de alguma forma.

Não vou me alongar muito neste texto. Apenas gostaria de dizer que não sou governista, não concordo com o que vem acontecendo com nosso país e  não tenho boas expectativas positivas quanto ao futuro próximo do país, porque, assim como diz a frase título desta postagem (que apropriei de um amigo) nós estamos sofrendo um golpe atrás do outro, todo dia.

Mas espero que tudo que está acontecendo sirva para abrir os olhos das pessoas para algumas coisas. Uma delas é com relação a quem se coloca pra governar este país. Nas próximas eleições não podemos cometer os mesmos erros. Não podemos eleger pessoas que estão querendo governar acima da lei, que querem acabar com o Estado Laico, que não respeitam a Liberdade de Expressão, que não entendem o que uma Democracia e que não estão nem aí para as necessidades da nação e que pensam em seu ganho próprio.

E não me venham com a história de que é pobre que elege corrupto. Isso é preconceituoso, é infame e não é verdadeiro. TODOS somos responsáveis.  E por favor, não brigue com seus amigos porque eles têm outra opinião ou porque eles defendem político “X” ou “Y”. NÃO VALE A PENA! Muito melhor se unir a ele pra defender o Brasil porque, no fundo, é o que todos nós queremos.


OBS: Bom deixar claro que liberdade de opinião não significa destilar ódio contra pessoas ou grupos étnicos e/ou religiosos. Isso é desculpa para desrespeitar direitos civis de quem, como eu e você,  paga seus impostos, cumpre a lei e vive sua vida da forma que acham correta.


domingo, 13 de março de 2016

FALANDO SOBRE MULHERES NOS QUADRINHOS NA GIBITECA DE SANTOS


A Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes, localizada em Santos (SP), promoveu no dia 05 de março uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher com um bate-papo sobre as mulheres e o mercado de HQs. Participaram, além de mim (Natania), a jornalista Gabriela Franco, a quadrinista Germana Viana, a quadrinista Camila Torrano, a pesquisadora Dani Marino. A professora Sonia Luyten não pode participar mas eniou uma carta que foi lida no início do evento.

A princípio, acho que vale comentar sobre as participantes. Tanto pela sua experiência, quanto pelo seu conhecimento, elas tornaram aquele fim de tarde quente de março memorável. Já conhecia quase todas, mas elas ainda me surpreendem. Germana, como ela mesma diz, é uma fofa; Camila é de uma sobriedade impressionante e fala com muita paixão sobre o que faz (quadrinhos de terror); Dani tem se mostrado uma pesquisadora sóbria e uma ótima interlocutora; Gabriela eu ainda não conhecia, embora já tenha tido algum contato com o Minas Nerds, e foi uma grata surpresa poder conhecê-la.


Eu poderia ficar horas escrevendo sobre tudo que nós falamos (e eu falei demais, mais do que o normal), mas acho que o mais importante aqui é comentar sobre a participação do público. Era um público variado: homens, mulheres, adolescentes e até crianças. Enfim, pessoas de todas as idades. 

Meninas entre 12 e 14 anos de idade, encantadas por estarem próximas a mulheres que compartilha com elas a paixão pelo desenho e pelas narrativas sequenciais. Jovens estudantes universitárias que estão desenvolvendo arte ou pesquisando quadrinhos. Aliás, foi muito legal conhecer a Beliza Buzzolo e poder reencontrar a Karina Goto, que alias fez um excelente trabalho de conclusão de curso (TCC) sobre a produção feminina de quadrinhos no Brasil (que eu estou lendo e estou gostando muito, por sinal), e tem tudo para ser uma referência em pesquisa sobre mulheres nos quadrinhos.


Enfim, foi uma experiência ótima, um grande aprendizado e a oportunidade de conhecer pessoas interessantes. Retornei cheia de energia e focada. Haja visto que minha semana foi muito produtiva. Espero que continue assim! Ansiosa pelo próximo encontro com estas e outras pessoas maravilhosas.

SEMANA DA ALLA - 2016


III CONCURSO LITERÁRIO DA ALLA

TEMA LIVRE
MODALIDADE
CATEGORIA
Ensino Fundamental I
Poesia
Ensino Fundamental II
Poesia, Conto e Cartum
Ensino Médio
Poesia, Crônica e Cartum
Ensino Superior e Público em Geral
Poesia, Conto, Crônica e Cartum
CARTUM:  desenho caricatural que apresenta uma situação humorística, utilizando, ou não, legendas.

CONTO: Narrativa pouco extensa, concisa, e que contém unidade dramática, concentrando-se a ação num único ponto de interesse.

CRÔNICA: Narração histórica, ou registro de fatos comuns, feitos por ordem cronológica; texto jornalístico redigido de forma livre e pessoal, e que tem como temas fatos ou ideias da atualidade, de teor artístico, político, esportivo, etc., ou simplesmente relativos à vida cotidiana.

POESIA: Composição poética de pequena extensão; aquilo que desperta o sentimento do belo.
(Fonte: Dicionário Aurélio eletrônico)

PREMIAÇÃO:
  • Serão premiados os primeiros colocados em cada modalidade e categoria, no dia 09 de junho de 2016, às 19:30, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira (Praça Félix Martins – Centro – Leopoldina/MG).
  • Escola e o Professor com o maior número de alunos participantes no III Concurso Literário serão homenageados na cerimônia de premiação.
  •  Valor do Prêmio: R$100,00 (cem reais) por modalidade e categoria.
  • Os textos classificados em 2º e 3º lugares em cada modalidade e categoria receberão certificados de participação no Concurso.


Os primeiros colocados de cada uma das categorias do EFI, EFII e EM comporão a ACADEMIA JOVEM DE LETRAS E ARTES DE LEOPOLDINA por dois anos.

REGRAS PARA O CONCURSO:   
  • Conto e crônica: mínimo de 25 e máximo de 80 linhas;
  • Poesia: máximo de 2 páginas;
  • Cartum: 1 página;
  • Fonte: Times New Roman ou Arial – Tamanho: 12 – Espaçamento: 1,5 – Folha: A4 – Margens: esquerda e superior: 3 cm / direita e inferior: 2 cm;
  • Os textos participantes deverão ser inéditos;
  • Entregar o texto em 3 vias, em envelope lacrado, no período de 01 a 15 de maio de 2016, na Biblioteca Pública Municipal Luiz Eugênio Botelho (Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira – Praça Félix Martins – Centro – Leopoldina/MG), no horário das 8:00 às 16:00, de segunda a sexta-feira;
  • Identificar na folha do texto: pseudônimo, modalidade e categoria;
  • Identificar no envelope: nome do autor, pseudônimo, nome da escola, nome do professor, modalidade, categoria, endereço completo, telefone e e-mail para contato;
  • Cada envelope deverá ter apenas um texto por categoria. Para participar com mais de um texto, deverá ser utilizado outro envelope de referência e outro pseudônimo.

OBSERVAÇÃO:
  • 1       Nas modalidades ENSINO FUNDAMENTAL I e II e ENSINO MÉDIO as inscrições deverão ser realizadas pela ESCOLA que selecionará, no máximo, 10 (dez) textos por CATEGORIA;
  • 2       Os concorrentes deverão utilizar pseudônimo inédito, ou seja, que não tenha sido utilizado em outros concursos ou publicações.

  • JURADOS: membros da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.
Professor, incentive a participação de seus alunos!
Aluno, mostre seu talento!


Atenção!

Em 2016, acontecerá o 25º Concurso de Poesias Augusto do Anjos promovido pela Secretaria Municipal de Cultura. 

Professores e alunos, fiquem atentos aos prazos e participem!

LIVRO TRAZ IMAGENS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL



Fala-se pouco sobre a I Guerra Mundial nos livros de história, e ela têm uma importância muito grande nos acontecimentos que marcam todo o século XX. Imagens da guerra, então, são poucas. 

Eu particularmente achei interessante a proposta de Guillaume Doizy e Pascal Dupuy.  "La Grande guerre des dessinateurs de presse - Postures, itinéraires et engagements de caricaturistes en 1914-1918" é uma publicação das Universitaires de Rouen et du Havre. 

Está na minha lista de compras, tanto pelo fato de apresentar material que eu certamente poderei usar nas aulas de história, quando por trazer um trabalho de pesquisa imagética que certamente vai me ser útil em projetos futuros.

terça-feira, 8 de março de 2016

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: DIA DE TODOS NÓS

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga foi uma compositora, pianista e maestrina brasileira. O nome dela foi o primeiro que me veio em mente quando escrevia este texto. Ela é a mulher que eu gostaria de homenagear, e gostaria de ser. Talentosa, corajosa, ela construiu uma carreira de sucesso numa época em que as mulheres não tinha voz. E ela fez muito mais do que ser ouvida. Uma transgressora que, provavelmente,  ouviu muito mais insultos do que elogios, mas que nunca deixou de ter determinação e garra. Se eu conseguir ser 10% do que ela foi, com certeza eu serei uma pessoa realizada.
O Dia Internacional da Mulher não é apenas dia 08 de março. São todos os dias do ano em que mulheres do mundo inteiro lutam para criar seus filhos, para serem aceitas no mercado de trabalho em pé de igualdade com os homens, para conquistarem a oportunidade de mostrar seu talento, para serem realmente enxergadas pela sociedade.

Dia 08 de março é aquele dia em que lembramos às mulheres e aos homens do mundo de que estamos aqui para fazer deste pequeno planeta caótico um lugar melhor para TODOS viverem juntos, em igualdade. É um discurso feminista e não tenho vergonha dele. Eu me descobri feminista recentemente. Mas já sou há algum tempo.

Explicando melhor, eu sempre fui bombardeada por tantos discursos ditos como feministas que, no final das contas, eu não sabia com qual eu me identificava.

Algumas mulheres ditas feministas parecem ter ódio dos homens. Eu não odeio os homens! Pelo contrário! Eu os amo! Outras entoam um discurso de superioridade feminina. Também não combina comigo. Não acredito em superioridade de um gênero sobre outro.  Mas acredito na diversidade, tanto de homens quanto de mulheres. E ela é enorme! E se há tanta diversidade, que parâmetro eu poderia usar para determinar uma suposta superioridade que até hoje ninguém conseguiu provar?

Então, eu finalmente encontrei o feminismo que considero aquele que realmente representa o que eu penso e o que eu sinto. Vejo o feminismo como a luta pela igualdade, pela justiça social, para as mulheres e para todos aqueles grupos que são excluídos pelo discurso machista e preconceituoso que ainda impera numa grande parte da nossa sociedade. Se o feminismo parte das mulheres ele não é exclusivamente delas. Ele se soma a tantas outras lutas contra que ocorrem por todo mundo.

Ser feminista significa, para mim, não aceitar a injustiça contra as mulheres ou contra homens. Significa lutar contra a exclusão, sonhar e trabalhar por um mundo onde haja menos violência física ou simbólica e onde homens e mulheres não sejam rivais, mas parceiros. Se este mundo um dia vai existir, eu não sei. Mas é preciso lutar para que ele possa ter a oportunidade de se tornar uma realidade, caso contrário eu terei que aceitar que a sociedade está pré-determina a ser injusta e o fatalismo, definitivamente, não combina comigo.

Dia 08 de março pra mim é o dia internacional da luta pela justiça e igualdade social. E as mulheres representam muito bem esta luta, que é diária, que é sofrida e é de todos nós.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

GIBITECA DE SANTOS FAZ HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

A Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes, Posto 5, faz neste dia 05, uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher com um bate-papo sobre as mulheres e o mercado de HQs. Participam a jornalista Gabriela Franco, a desenhista Germana Viana, a professora Natania Nogueira, a quadrinista Camila Torrano, a pesquisadora Dani Marino e a professora Sonia Luyten, que irá participar à distância.

Gabriela Franco é jornalista especializada em Cultura Pop e cineasta. Colaboradora das revistas: Mundo dos Super-Heróis, Mundo Nerd e dos sites Judão e Popground. Fundadora do coletivo MinasNerds e editora do site MinasNerds.com.br

Germana Viana nasceu em Recife, mas mora em São Paulo. Desenhista e roteirista, é autora de “Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço” e integrante do coletivo de quadrinhos CBGiBi. Entre suas publicações estão também a coletânea "SPAM" (Zarabatana Books, 2015). Trabalha ainda como ilustradora, letrista e designer para editoras como a Panini e a Jambô.

Natania Nogueira formou-se em História pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cataguases (1992), fez especialização (lato sensu) em História do Brasil pela UFJF (1997) pesquisando História Regional, tendo como foco o papel das escolas na formação de elites mineiras. Uniu a paixão pelos quadrinhos com a história com o mestrado “As representações femininas nas histórias em quadrinhos norte-americanas: June Tarpé Mills e sua Miss Fury (1941 – 1952).”

A quadrinista Camila Torrano é uma ilustradora apaixonada por terror/horror e graduada em Artes Visuais na USP. Trabalhou para diversas publicações impressas, ilustrou livros, lançou alguns quadrinhos em revistas de publicação independente (Quadreca, Garagem Hermética, Cão). Em 2012 lançou seu primeiro trabalho solo, a história em quadrinhos A Travessia (Escrita Fina Edições). Atualmente trabalha em uma empresa de games para mobiles, faz freelance eventualmente e continua sua produção de quadrinhos e ilustrações autorais. É integrante da Organização Fictícia, onde trabalha com quadrinhos e ilustrações.

Dani Marino possui graduação em Letras - Inglês pela Universidade Metropolitana de Santos (2012). Integrante da Associação de Pesquisadores de Arte Sequencial (ASPAS) desde setembro/2014 e colaboradora do blog Quadro-a-Quadro desde 2013, também participa dos Colóquios científicos do Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA – USP. Recentemente aprovada para o Mestrado da Escola de Comunicação e Artes da USP, Dani fará sua dissertação sobre a Gibiteca de Santos.

A professora doutora Sonia Luyten é uma das pioneiras no estudo dos quadrinhos no Brasil e uma das primeiras a quantificar e qualificar o trabalho das mulheres nas HQs. Autora de várias obras sobre o estudo científico dos quadrinhos, Sonia foi professora convidada em universidades do Japão, Holanda e França. Especializada no estudo dos mangás, foi uma das fundadoras da ABRADEMI, Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações.

A Gibiteca fica na avenida da praia, no Posto 5, bem em frente à rua Oswaldo Cruz, no bairro do Boqueirão em Santos. Mais informações pelo telefone 32881300.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Mary Del Priore - Um Rio de Histórias

Mary del Priore​ agora participa de um programa na CBN toda segunda,  às 10h45. O primeiro programa fala sobre o transporte público no Rio e da Revolta do Vintém.

Vale a pena conferir!