
Este site foi criado para que eu pudesse postar meus trabalhos sobre a História de Leopoldina, sobre História do Ensino e Educação. Com o tempo ele acabou se tornando muito mais do que isso. Hoje eu o uso para fazer reflexões sobre meu trabalho na escola, sobre minhas pesquisas com quadrinhos e sobre minhas opiniões sobre livros e filmes.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Fazendo algumas ressalvas

terça-feira, 9 de setembro de 2008
Nominato José de Souza Lima
1 - O povoadao que deu origem à cidade começou a se formar a partir de 1920. Uma fazendeira da região chamada de Euzébia de Souza Lima doou terras para a cosntrução da estação ferroviária e da Igreja de Nossa Senhara das Dores. Informação disponível emhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Dona_Eus%C3%A9bia, acesso em 09/09/2008.
2 - Informação fornecida por Nilza Cantoni, oriunda de fontes orais.
3 - BLASENHEIN, Peter. Uma história regional: a Zona da Mata mineira (1870-1906). In.: Seminário de Estudos Mineiros: a República Velha
4 - Estou particularmente interessada neste personagem, uma vez que minha família, por parte paterna, tem sobre nome Delfim.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Leopoldina, povoamento, café e atualidade
sábado, 30 de agosto de 2008
Quarto dia de Seminário
Em seguida veio a fala de Giselda Melo, da UEL, que atua na área de literatura e teoria literária. A pesquisadora está trabalhando com antologias de escritoras afro-brasileiras e com confecção de material didático sobre estudos africanos, voltado para escolas de ensino regular.
A terceira, e confesso que a que mais me agradou, foi de Jurema Werneck, que trabalha mulheres negras na cultura brasileira. No caso, ela estuda a trajetória de mulheres sambistas. Apresentou três casos: Alcione, Leci Brandão e Jovelina Perola Negra. Ela as considera Ialodês (representante das mulheres, algumas mulheres emblemáticas, lideranças políticas femininas. aquela fala por todas as mulheres e participa das instâncias do poder.
Adorei uma frase que ele disse, com um tom de humor: "Na neutralidade científica, a gente pesquisa o que gosta".
A tarde eu fui para meu simpósio - consequi entrar desta vez - onde o tema do dia foi a violência e o mundo infanto -juvenil. Todas as falas foram ótimas, com destaque para uma pesquisadora (cujo nome me falha agora) que tratou da questão da violência física no início do século XX. No geral, foi um dia muito produtivo pena que foi o último.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Fazendo Gênero: terceiro dia
Assisti à mesa redonda Corpo Violência e Discurso. Foi, no mínimo, inusitada. Desde 1995, quando fui à ANPUH Nacional de Recife, quando assisti a uma mesa com Luis Mott, não tinha tido oportunidade de ouvir conferências sobre homossexualismo e história. Chamou-se a atenção a palestra do prof. Durval Muniz de Alburqueque Jr, sobre escritor, poeta e dramaturgo Reinaldo Arenas, perseguido pela ditadura cubana, tanto pelas suas idéias quanto pela sua opção sexual.
Reinaldo Arenas era assumidamente homossexual e passou grande parte da sua vida combatendo o regime comunista e a política de Fidel Castro. Apesar de ter apoiado a revolução cubana nos seus primeiros anos, devido à extrema miséria em que vivia com a sua família nos anos de Fulgêncio Batista, acabou por ser vítima de censura e de repressão, tendo sido várias vezes perseguido, preso e torturado e forçado a abandonar mesmo diversos trabalhos (como conta na obra autobiográfica Antes que anoiteça), mostrando que o governo de Fidel Castro não havia trazido mais democracia à ilha.
Durante a década de 1970, tentou, por vário meios, abandonar a ilha, mas não obteve sucesso. Mais tarde, devido a uma autorização de saída de todos os homossexuais e de outras persona non grata e depois de ter mudado de nome, Arenas pôde deixar o país e passou a se estabelecer em New York, onde diagnosticaram o vírus da Aids. Nessa época, escreveu "Antes que anoiteça" (no original "Antes que anochezca"). Em 1990, terminada a obra, Arenas suicidou com uma dose excessiva de álcool e droga.
Na mesma mesa, estava a pesquisadora argentina Adriana Maria Valobra, que tratou da questão do corpo e da sexualidade nas escolas. Adorei. As experiências dela quanto pesquisadora e suas aflições em relação ao tema me vez refletir sobre minha própria realidade, como professora. Aceitar e entender as diferenças é um processo muito difícil, mas necessário para se construir uma escola e uma sociedade mais justa.
Por fim, houve a fala do sociólogo Richard Miskolci (UFSCa), que coordena o grupo de pesquisa Corpo, Identidade Social e Estética da Existência e orienta estudos que exploram intersecções dos marcadores sociais das diferenças (classe, gênero, raça e sexualidade) por meio de produtos culturais. Seu tema também foi a questão do homossexualismo. Leia um texto de Miskolci sobre o tema, clicando aqui.
Para minha tristeza, tive um probleminha de estômago na hora do almoço e me atrasei para o simpósio temático do qual estava participando e acabei ficando fora. Aliás, esta é minha única reclamação: uma professora da pedagogia levou todos os alunos para assistir o simpósio (sem terem feito/pago inscrição) e pessoas que estavam participando não puderam entrar, porque a sala estava cheia. Foi o meu caso e de outras pessoas.
Para não perder a minha tarde por completo, visitei as exposições de fotos e de porters, que estavam espalhadas pelo campus. Aliás, encontrei posters muito bons e que irão gerar ótimos trabalhos, futuramente.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Minha apresentação no Seminário Fazendo Gênero 8
DA FICÇÃO À REALIDADE
Natania A. S. Nogueira[i]
Introdução
Um meio de comunicação em massa que está presente entre nós há mais de um século, as histórias em quadrinhos têm uma proposta democrática e se propõe a tingir públicos diferenciados, econômica e socialmente. Ao trabalhar com texto e imagem, os quadrinhos (ou HQs), podem ser entendidas por todos os tipos de leitores, independentemente de sua faixa etária, grupo sócio-econômico ou origem étnica. Esta virtude torna este tipo de leitura um espaço privilegiado de representações sociais. Dos cenários aos enredos, passando pelos personagens, tudo nas histórias em quadrinhos pode ser visto como uma apropriação imaginativa de conceitos, valores e elementos que foram, são ou podem vir a ser aceitos como reais.[ii]
(...) saber a respeito das diferenças sexuais. Uso saber, seguindo Michel Foucault, com o significado de compreensão produzida pelas culturas e sociedades sobre as relações humanas, no caso, relações entre homens e mulheres. Tal saber não é absoluto ou verdadeiro, mas sempre relativo. (...) O saber não se relaciona apenas a idéias, mas a instituições e estruturas, práticas cotidianas e rituais específicos, já que todos constituem relações sociais. O saber é um modo de ordenar o mundo e, como tal, não antecede a organização social, mas é inseparável dela.[iii]
Desde que surgiram, as histórias em quadrinhos se adaptaram e se integraram ao contexto histórico no qual estavam inseridas, sendo que os personagens e os enredos se tornam expressões dos anseios, valores, preconceito e mesmo das frustrações de seus criadores, eles mesmo produtos de sua época. Nos quadrinhos estão as representações do real, ou daquilo em que se deseja transformar a realidade.
“Protegidos pela tinta e pelo papel, os personagens das histórias em quadrinhos materi
alizam representações que são constantemente retomadas, reatualizadas e normatizadas sob a forma de um simples exercício de leitura; do jogo lúdico entre palavra e imagem, que aparentemente desvinculado do mundo real, retoma, recria e fundamenta modelos e saberes.” (23)[iv]O mundo das histórias em quadrinhos (HQs) norte-americanas é um mundo de supremacia masculina. Mesmo as personagens femininas sofreram nos quadrinhos de super-heróis. Por anos, elas foram quase que sempre retratadas ora como mocinhas indefesas que precisavam de heróis para salvá-las, ora como vilãs sem moral, que provocam os heróis virtuosos. Nos dois casos, elas sempre saem perdendo, seja pela dependência que desenvolvem em relação ao homem, seja por suas ações imorais, suas roupas decotadas, sua falta de pudor ao desfilar sua feminilidade – ou pelo menos aquilo que os autores transformaram em feminilidade.
ma repórter que se metia em diversas encrencas para que os seus leitores pudessem saber a verdade.[v]Heroínas sem super-poderes, sempre dispostas a encarar o perigo, mas sempre esperando serem salvas pelos verdadeiros heróis, as mulheres dos quadrinhos assumiram modelos diversos, que foram se modificando à medida em que as mulheres reais iam conquistando seu espaço na sociedade. De simples heroínas românticas, elas ganharam poderes. No entanto, o poder maior, de se igualar aos homens nos quadrinhos, ainda está para ser conquistado.
[i] E-mail: nogueira.natania@gmail.com
[ii] BARCELLOS, Janice Primo O feminino nas histórias em quadrinhos. Parte I: A mulher pelos olhos dos homens. Disponível em http://www.eca.usp.br/agaque/agaque/ano2/numero4/artigosn4_1v2.htm, acesso em 18/05/2008
[iii] SCOTT, Joan Wallach. Prefácio a Gender and Politics of History. Cadernos Pagu (3) 1994, p. 12.
[iv] OLIVEIRA, Selma Regina Nunes. Mulher ao Quadrado - as representações femininas nos quadrinhos norte-americanos: permanências e ressonâncias (1895-1990). – Brasília: Editora Universidade de Brasília: Finatec, 2007, 23
[v] DOMINGUES, Guilherme Kroll. Mulheres nos Quadrinhos. Disponível em: http://www.homemnerd.com/coluna.php?sessao=COM&id=0, acesso em 23/03/2008
Fazendo Gênero: segundo dia
Dia 26 de agosto de 2008
Mesa redonda: Gênero e educação
Muito boa. Nesta mesa eu assisti a duas apresentações, pois tinha interesse, também, em outra mesa redonda que estava acontecendo em outro prédio (como eu disse são muitas apresentações). Voltado à mesa, nela foi focada a questão das relações de gênero na escola.
A primeira apresentação que assisti foi da pesquisadora da UNCAMP, Ana Lúcia Goulart de Faria. Para ela a escola comete uma violência contra a criança ao reproduzir o modelo de família nuclear (pai, mãe, filhos), como se fosse o único, o ideal para a sociedade. Ela afirma que há muitos tipos de família e todos são legítimos, sendo, portanto, uma questão de respeito saber reconhecer todas as formas privadas de organização familiar.
Relata uma experiência realizada em uma escola italiana, com alunos entre 5 e 6 anos de idade. Estes alunos fizeram uma “pedinovela”, uma espécie de fotonovela onde os protagonistas são os pés das crianças. Na pedinovela, as crianças falam sobre o início e o fim de uma família, descrevendo uma crise conjugal, sob seu olhar infantil e atento. A novela termina com a conclusão de que é melhor separar do que viver junto sempre brigando. Experiência muito interessante, pois dá voz às crianças.
A segunda apresentação foi feita pela pesquisadora da FURG, Paula Regina Costa Ribeiro. Ela trabalha dentro da linha de Estudos Culturais. Ela faz uma análise sobre o estudo da sexualidade nas escolas e assinala que este estudo sempre foca os órgãos reprodutores, que nunca são caracterizados como órgãos de prazer, mas apenas como uma parte qualquer do corpo. Faz um balanço das pesquisas que estão em andamento no seu núcleo:
- mulheres nas ciências
- blogs, orkut e sites (tecnologias da informação), focando questões referentes à sexualidade.
Afirma que os artefatos e pedagogias sociais usam as mídias para veicular idéias equivocadas sobre a relação entre gêneros. Acha que o debate sobre a sexualidade deve estar presente nas escolas e na legislação que a ampara.
A segunda mesa que assisti foi a mesa Memórias do Feminino. Nela eu tive o prazer que assistir a apresentação a Dra. Heleieth Saffiot (PUC/SP), que fez um resumo da sua trajetória acadêmica, iniciada no ano de 1962. Feminista e marxista, a professora afirma que sobreviveu à ditadura graças às contradições. Começou sua vida acadêmica estudando mulheres que trabalhavam fora de casa, notadamente professoras e operárias da industria têxtil.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Fazendo Gênero 8
domingo, 10 de agosto de 2008
Piacatuba: 3º Festival de Gastronomia e Cultura de Piacatuba
Hoje, dia dos pais, fiz um programa bem diferente: levei meu pai ao 3º Festival de Gastronomia e Cultura de Piacatuba, que começou na quarta-feira passada, dia 06 de Agosto. A pequena cidade de Piacatuba se tornou um restaurante ao ar livre, como pratos regionais e de cozinha internacional. As garagens, varandas e quintais receberam nestes últimos dias milhares de pessoas, dispostas a degustar os mais variados pratos e de apreciar o artesanato regional.
Juntamente com o Festival de Gastronomia ocorreu, também, o 6º Festviola, que contou com a participação de violeiros de várias partes do Brasil. Estes dois eventos contam com o apoio da Energisa (antiga Companhia Força e Luz Cataguases Leopoldina) e da Lei Estadual de Incentivo a Cultura. Eu não pude assistir às apresentações dos violeiros, mas fui almoçar em um dos restaurantes. Tudo muito aconchegante e um atendimento maravilhoso. Eu e meu pai comemos Picanha na Brasa ao Molho Chutney. Aprovadíssimo (e olhem que meu pai é um dos mais severos críticos culinários que eu conheço)!
Dentre os pratos que estavam sendo oferecidos nos restaurantes da cidade, estavam: Costela Autraliana ao Molho Barbecue, Tournedos ao Molho Gorgonzola, Leitoa à Pururuca com Feijão Tropeiro, Cordeiro Marroquino, Lombo com Tutu À Mineira, dentro tantos outros. Além dos restaurantes há, também, pequenos "cafés" que oferecem salgados, tortas, doces dentre os quais estava o "Bombom de cachaça", uma tentação em tempos de lei seca. Enfim, muito bom. Pena que não pude ir todos os dias. Seguem algumas fotos que fiz hoje pela manhã, quando os restaurantes estavam abrindo.
Um detalhe interessante: toda vez que vou a Piacatuba eu consigo encontrar uma casinha diferente para fotografar. Desta vez eu me encantei com uma que é toda coberta por hera.
sábado, 9 de agosto de 2008
Vida de Aleijadinho em quadrinhos e outras dicas
A revista possuí também atividades muito interessantes, além de falar das obras de Aleijadinho e trazer curiosidades. Ótimo para estudar história de Minas e período minerador. Eu recomendo. Estas revistas da série Voce Sabia? trazem muito material de história. Eu tenho muitas. Há outras, neste estilo biografia para crianças, como a que conta a história de Oswaldo Cruz e de Santos Dumond. Estas revistas vem com um selo que diz que são educativas e recomendadas para trabalhos escolares. Eu gostei realmente muito desta última que comprei, é para mim a melhor de todas.
Ah, neste meu garimpo na banca, encontrei um DVD especial lançado pela Globo News, com as reportagens sobre os 200 anos da chegada da família real no Brasil. É um encarte da revista Caras. É outra boa surpresa, pois estou preparando um material para falar sobre o tema, com o 8º ano. Já tenho a HQ Dom João Carioca, além de algumas edições especiais lançadas este ano sobre o tema. Sobre este material em quadrinhos eu fiz duas postagens no Blog da Gibiteca. Caso seja do interesse de alguém, é só clicar aqui e aqui.
sábado, 26 de julho de 2008
Portal da Educação Pública
A primeira é "Contos de Fadas como documentos". Na minha breve experiência como professora de metodologia de ensino de história, na UNIPAC, há alguns anos atrás, eu trabalhei com minhas alunas do curso de Normal Superior e
ste tema. Eu particularmente acho a literatura infantil uma rica fonte de pesquisa - influência talvez da leitura que fiz do "Grande Massacre dos Gatos", de Robert Darton. No texto, que pode ser acessado aqui, a autora, Claudia Fortuna, faz uma análise muito interessante do tema, dando ao leitor-professor um material excelente para que ele possa criar suas aulas e seu material a partir dos contos de fadas. Aliás, aproveitando o assunto, não custa dar uma indicação de material para o professor usar com seus alunos. A Desiderata - editora do grupo Ediouro - lançou recentemente uma adaptação dos contos de fadas em quadrinhos, os Irmãos Grimm em Quadrinhos, que reúne 17 autores brasileiros para transformar as famosas fábulas em HQ.Outro material muito interessante é a oficina que ensina a trabalhar mitos gregos. Além das orientações, ela traz também textos com resultados de experiências feitas com professores a partir da oficina. Super prático! Acho que falta muito isto, na internet: trazer soluções práticas para que possam ser usadas por professores. A oficina de mitologia, assim como outras oficinas de história, podem ser acessadas a partir deste link. Já os textos podem ser lidos, clicando aqui.
Há também textos sobre carnaval, festa junina, folclore, gênero, educação, etc. Eu não cheguei a nem a terça parte do que eu vi. Alguns textos eu salvei para uma leitura posterior, outros eu ainda pretendo separar, com calma. Vale a visita ao site.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Providência
sábado, 19 de julho de 2008
Carlos Coimbra Luz
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 4ª ed. - São Paulo: Editora Universidade de São Paulo: Fundação para o desenvolvimento da educação, 1996, p. 421
domingo, 29 de junho de 2008
A cada dia, uma nova descoberta...
Tenho pesquisado bastante nas última semana, aproveitando que a afobação do seminário sobre quadrinhos acabou e eu tive um pouco mais de tranquilidade para me ater a outros assuntos. Junto com a prof. Lucilene tenho encontrado informações muito preciosas nas poucas fontes de pesquisa à qual temos disposição. Diria que temos feito boas descobertas, outras nem tão boas assim. Descobrimos, por exemplo, que os livros de registro de óbitos - fonte riquíssima de informações sobre a população da cidade, doenças, etc - praticamente perdeu-se no incêndio da prefeitura, ano passado. Restaram, agora, apenas registos relativamente recentes, de 1965 em diante.
(...)
“Sabemos que é pensamento dos ilustres diretores do Rink, no dia de sua inauguração, realizar um concurso de patinação, sendo oferecendo ao vencedor um mimoso prêmio.”[1]
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Tebas: uma pouquinho da história deste distrito de Leopoldina
Curiosidades:







