quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Fazendo algumas ressalvas


Amigos, acho que quem está acostumado a escrever sabe como é. Por mais que a gente leia e releia o texto, que outras outras pessoas revisarem, sempre sai alguma coisa errada. Pois bem. Eu encontrei dois erros no livrinho sobre Leopoldina. O primeiro, já no início, foi de digitação, na página 03. Nela está que eu fiz minha especialização na UFF. Está errado. Minha especialização foi na UFJF. Pois é, uma letra foi "comida" e acabou fazendo uma diferença enorme. Para os livros que já foram impressos, o que posso fazer é avisar sobre o erro, mas já estou providenciando na gráfica que seja feita a correção. Na página 71, duas escolas tiveram os nomes trocados. Também será corrigido e espero que os diretores, professores, supervisores e alunos destas escolas sejam compreensivos perante estas falhas que são realmente constrangedoras. Aliás, contamos com a ajuda de professores e alunos das escolas para nos apontares outros erros e sugestões/críticas quanto ao conteúdo do livro, para que ele possa ser melhorado e resivisado antes da próxima impressão.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Nominato José de Souza Lima

Fazendo algumas releituras de textos sobre a História Regional a fim de encontrar dados sobre Leopoldina que tenham me escapado em leituras anteriores – quando meu objetivo de análise era outro, deparei-me com o nome de Nominato José de Souza Lima, que, ao que parece, foi uma figura influente politicamente em Leopoldina e na Zona da Mata.

Ele seria neto de Euzebia Joaquina de São José, origem do nome do município Dona Euzébia. O avô teria sido Domingos de Souza Lima. Em Leopoldina temos uma Euzebia Joaquina de São José falecida a 4 de outubro de 1890. Foi mãe de Henriqueta de Oliveira, nascida em Dona Euzébia no ano de 1879. É provável que tenha sido mãe, também, de Antonio Gomes de Oliveira, pai de Nominato José de Souza Lima.[2]

Está sendo difícil encontrar informações sobre sua trajetória pessoal e política. Muitas das informações sobre este político não possuem comprovação documental, estando presentes apenas em literatura. Pude verificar, através de informações repassadas pela pesquisadora Nilza Cantoni, que Nominato era advogado. Tomou posse como vereador em Leopoldina em 1865, no dia sete de janeiro, havendo registros de sua atuação no cargo até dezembro de 1868. Em 1872 foi 3º Juiz de Paz de Leopoldina, presidente da Mesa da Assembléia Paroquial. Em 1897 era Secretário do Interventor em Questão de Limites Minas-Rio.


Segundo o Alistamento Eleitoral, mudou-se de Leopoldina por volta de 1900. Segundo o antigo site da Prefeitura de Muriaé, nesta época foi nomeado Juiz Municipal naquela cidade (informação ainda não comprovada). Consta também que chegou a ir à Europa em 1887 como representante do Império para contratar imigrantes e foi Fiscal do Distrito de Imigração sediado em Leopoldina na década de 1890.


Como deputado provincial e representante de Leopoldina, pertenceu à 19ª Legislatura, entre os anos de 1872-1873, tendo defendido os interesses da C.E.F. Leopoldina , da qual era detentor do direito de concessão e um dos mais importantes acionistas, juntamente como Antônio Santa Cecília e Cesário Alvim. Ao que parece a C.E.F Leopoldina teve um papel importante em sua vida pois em seu obituário citou o seu serviço à companhia como a sua maior contribuição para o desenvolvimento de Minas.


Antônio Santa Cecília, também foi representante de Leopoldina na Assembléia em 1882. Segundo a pesquisadora Nilza Cantoni, o fazendeiro foi 1º tabelião em Leopoldina, no ano de 1875, de acordo com o Almanaque da Província de Minas Gerais, (Ouro Preto: s.n., 1864-1875), 1875 fls 450. Teve três filhos batizados em Leopoldina:. Maria (1870), Antonio (1880) e Luiza Amelia Delfim Gama (1881). A mãe destas crianças foi Maria Sofia da Conceição.


José Cesário de Faria Alvim Filho, apenas para ilustrar, esclarecer, foi um dos políticos mais ativos de Minas. Fazendeiro, advogado, jornalista, político, durante o Império fez parte do Partido Liberal, tendo mais tarde se tornado Republicano. Em 1884, foi nomeado presidente da província do Rio de Janeiro, deputado para a 20ª legislatura (1886-1889), a última do Império. Participante do processo que culminou na Proclamação da República e foi nomeado por Deodoro da Fonseca governador provisório do estado de Minas Gerais, tendo governado de 25 de novembro de 1889 a 10 de fevereiro de 1890. Durante várias legislaturas foi deputado e senador.

Pelas relações políticas que possuía e pelos cargos que ocupou chega a ser estranho não encontrar mais informações sobre este personagem da nossa história. Na Assembléia Legislativa de Minas há apenas o período da sua legislatura. Estou em busca de dados e documentação que possa, quem sabe, fornecer mais dados sobre Nominato e, consequentemente, sobre a Leopoldina do tempo do Império.

1 - O povoadao que deu origem à cidade começou a se formar a partir de 1920. Uma fazendeira da região chamada de Euzébia de Souza Lima doou terras para a cosntrução da estação ferroviária e da Igreja de Nossa Senhara das Dores. Informação disponível emhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Dona_Eus%C3%A9bia, acesso em 09/09/2008.
2 - Informação fornecida por Nilza Cantoni, oriunda de fontes orais.
3 -
BLASENHEIN, Peter. Uma história regional: a Zona da Mata mineira (1870-1906). In.: Seminário de Estudos Mineiros: a República Velha em Minas. Belo Horizonte: UFMG/PROED 1982, p. 73-90; e As ferrovias de Minas no século XIX. In.: Locus: Revista de História. Núcleo de História Regional/UDUFJF, v. 2, n. 2, p.98
4 - Estou particularmente interessada neste personagem, uma vez que minha família, por parte paterna, tem sobre nome Delfim.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Leopoldina, povoamento, café e atualidade

Pessoal, depois de ficar fora mais de uma semana, retornei com uma boa notícia: o livro que eu e Lucilene Nunes fizemos sobre a história da cidade, para o ensino fundamental, está pronto. E ficou lindo!!! Capa dura, papel cartonado e colorido. A tiragem foi de 1000 exemplares. Eu tenho um cá comigo, mas espero poder receber mais alguns. Seguem algumas imagens do livro (mal scaneadas), com partes do texto, atividades e ilustrações. Ah, as ilustrações são de Igor Bastos!





sábado, 30 de agosto de 2008

Quarto dia de Seminário

No último dia de seminário eu fui assistir à mesa redonda sobre os 120 anos da abolição. Confesso que eu tinha me esquecido completamente da data. Aliás, foi o que chamou a atenção de todos a palestrante e ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, que iniciou a mesa falando sobre as políticas de igualdade social e racial no Brasil. Senti falta de inserção do gênero nos tópicos apresentados por ela, mas os 120 anos da abolição foram bem explorados.

Em seguida veio a fala de Giselda Melo, da UEL, que atua na área de literatura e teoria literária. A pesquisadora está trabalhando com antologias de escritoras afro-brasileiras e com confecção de material didático sobre estudos africanos, voltado para escolas de ensino regular.

A terceira, e confesso que a que mais me agradou, foi de Jurema Werneck, que trabalha mulheres negras na cultura brasileira. No caso, ela estuda a trajetória de mulheres sambistas. Apresentou três casos: Alcione, Leci Brandão e Jovelina Perola Negra. Ela as considera Ialodês (representante das mulheres, algumas mulheres emblemáticas, lideranças políticas femininas. aquela fala por todas as mulheres e participa das instâncias do poder.

Adorei uma frase que ele disse, com um tom de humor: "Na neutralidade científica, a gente pesquisa o que gosta".

A tarde eu fui para meu simpósio - consequi entrar desta vez - onde o tema do dia foi a violência e o mundo infanto -juvenil. Todas as falas foram ótimas, com destaque para uma pesquisadora (cujo nome me falha agora) que tratou da questão da violência física no início do século XX. No geral, foi um dia muito produtivo pena que foi o último.


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Fazendo Gênero: terceiro dia

Dia 27 de agosto de 2008.

Assisti à mesa redonda Corpo Violência e Discurso. Foi, no mínimo, inusitada. Desde 1995, quando fui à ANPUH Nacional de Recife, quando assisti a uma mesa com Luis Mott, não tinha tido oportunidade de ouvir conferências sobre homossexualismo e história. Chamou-se a atenção a palestra do prof. Durval Muniz de Alburqueque Jr, sobre escritor, poeta e dramaturgo Reinaldo Arenas, perseguido pela ditadura cubana, tanto pelas suas idéias quanto pela sua opção sexual.

Reinaldo Arenas era assumidamente homossexual e passou grande parte da sua vida combatendo o regime comunista e a política de Fidel Castro. Apesar de ter apoiado a revolução cubana nos seus primeiros anos, devido à extrema miséria em que vivia com a sua família nos anos de Fulgêncio Batista, acabou por ser vítima de censura e de repressão, tendo sido várias vezes perseguido, preso e torturado e forçado a abandonar mesmo diversos trabalhos (como conta na obra autobiográfica Antes que anoiteça), mostrando que o governo de Fidel Castro não havia trazido mais democracia à ilha.

Durante a década de 1970, tentou, por vário meios, abandonar a ilha, mas não obteve sucesso. Mais tarde, devido a uma autorização de saída de todos os homossexuais e de outras persona non grata e depois de ter mudado de nome, Arenas pôde deixar o país e passou a se estabelecer em New York, onde diagnosticaram o vírus da Aids. Nessa época, escreveu "Antes que anoiteça" (no original "Antes que anochezca"). Em 1990, terminada a obra, Arenas suicidou com uma dose excessiva de álcool e droga.

Na mesma mesa, estava a pesquisadora argentina Adriana Maria Valobra, que tratou da questão do corpo e da sexualidade nas escolas. Adorei. As experiências dela quanto pesquisadora e suas aflições em relação ao tema me vez refletir sobre minha própria realidade, como professora. Aceitar e entender as diferenças é um processo muito difícil, mas necessário para se construir uma escola e uma sociedade mais justa.

Por fim, houve a fala do sociólogo Richard Miskolci (UFSCa), que coordena o grupo de pesquisa Corpo, Identidade Social e Estética da Existência e orienta estudos que exploram intersecções dos marcadores sociais das diferenças (classe, gênero, raça e sexualidade) por meio de produtos culturais. Seu tema também foi a questão do homossexualismo. Leia um texto de Miskolci sobre o tema, clicando aqui.

Para minha tristeza, tive um probleminha de estômago na hora do almoço e me atrasei para o simpósio temático do qual estava participando e acabei ficando fora. Aliás, esta é minha única reclamação: uma professora da pedagogia levou todos os alunos para assistir o simpósio (sem terem feito/pago inscrição) e pessoas que estavam participando não puderam entrar, porque a sala estava cheia. Foi o meu caso e de outras pessoas.

Para não perder a minha tarde por completo, visitei as exposições de fotos e de porters, que estavam espalhadas pelo campus. Aliás, encontrei posters muito bons e que irão gerar ótimos trabalhos, futuramente.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Minha apresentação no Seminário Fazendo Gênero 8

Fiz minha apresentação ontem, no simpósio temático O UNIVERSO INFANTO JUVENIL: GÊNERO, PODER E VIOLÊNCIA. Segue a introdução do meu trabalho, cuja versão integral está disponível nos anais do evento.

REPRESENTAÇÕES FEMININAS NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS:
DA FICÇÃO À REALIDADE
Natania A. S. Nogueira[i]

Introdução

Um meio de comunicação em massa que está presente entre nós há mais de um século, as histórias em quadrinhos têm uma proposta democrática e se propõe a tingir públicos diferenciados, econômica e socialmente. Ao trabalhar com texto e imagem, os quadrinhos (ou HQs), podem ser entendidas por todos os tipos de leitores, independentemente de sua faixa etária, grupo sócio-econômico ou origem étnica. Esta virtude torna este tipo de leitura um espaço privilegiado de representações sociais. Dos cenários aos enredos, passando pelos personagens, tudo nas histórias em quadrinhos pode ser visto como uma apropriação imaginativa de conceitos, valores e elementos que foram, são ou podem vir a ser aceitos como reais.[ii]

Nas linhas que se seguem iremos analisar os quadrinhos norte-americanos, produzidos nas décadas de 1950-1960 e publicados no Brasil na década de 1960, pela Editora Brasil América (EBAL), uma das mais importantes editoras de quadrinhos do Brasil. Nestes quadrinhos iremos tentar entender como se construíam os papéis e gênero, cujo conceito para Scott significa,

(...) saber a respeito das diferenças sexuais. Uso saber, seguindo Michel Foucault, com o significado de compreensão produzida pelas culturas e sociedades sobre as relações humanas, no caso, relações entre homens e mulheres. Tal saber não é absoluto ou verdadeiro, mas sempre relativo. (...) O saber não se relaciona apenas a idéias, mas a instituições e estruturas, práticas cotidianas e rituais específicos, já que todos constituem relações sociais. O saber é um modo de ordenar o mundo e, como tal, não antecede a organização social, mas é inseparável dela.[iii]

Desde que surgiram, as histórias em quadrinhos se adaptaram e se integraram ao contexto histórico no qual estavam inseridas, sendo que os personagens e os enredos se tornam expressões dos anseios, valores, preconceito e mesmo das frustrações de seus criadores, eles mesmo produtos de sua época. Nos quadrinhos estão as representações do real, ou daquilo em que se deseja transformar a realidade.

“Protegidos pela tinta e pelo papel, os personagens das histórias em quadrinhos materializam representações que são constantemente retomadas, reatualizadas e normatizadas sob a forma de um simples exercício de leitura; do jogo lúdico entre palavra e imagem, que aparentemente desvinculado do mundo real, retoma, recria e fundamenta modelos e saberes.” (23)[iv]

O mundo das histórias em quadrinhos (HQs) norte-americanas é um mundo de supremacia masculina. Mesmo as personagens femininas sofreram nos quadrinhos de super-heróis. Por anos, elas foram quase que sempre retratadas ora como mocinhas indefesas que precisavam de heróis para salvá-las, ora como vilãs sem moral, que provocam os heróis virtuosos. Nos dois casos, elas sempre saem perdendo, seja pela dependência que desenvolvem em relação ao homem, seja por suas ações imorais, suas roupas decotadas, sua falta de pudor ao desfilar sua feminilidade – ou pelo menos aquilo que os autores transformaram em feminilidade.

Mas, mesmo precisando dos homens, as mulheres dos quadrinhos foram aos poucos ganhando sua autonomia, conquistando seu espaço. Dois exemplos são Diana Palmer, esposa do Fantasma, e Lois Lane, eterna namorada do Superman. Elas são mulheres decididas e arrojadas, que quando surgiram (entre as décadas de 30 e 40) apresentavam uma independência e determinação incomuns para a época. Diana era uma voluntária da ONU, quase uma diplomata, que viajava o mundo tentando corrigir injustiças. Já Lois Lane era uma repórter que se metia em diversas encrencas para que os seus leitores pudessem saber a verdade.[v]

Heroínas sem super-poderes, sempre dispostas a encarar o perigo, mas sempre esperando serem salvas pelos verdadeiros heróis, as mulheres dos quadrinhos assumiram modelos diversos, que foram se modificando à medida em que as mulheres reais iam conquistando seu espaço na sociedade. De simples heroínas românticas, elas ganharam poderes. No entanto, o poder maior, de se igualar aos homens nos quadrinhos, ainda está para ser conquistado.

[i] E-mail: nogueira.natania@gmail.com
[ii] BARCELLOS, Janice Primo O feminino nas histórias em quadrinhos. Parte I: A mulher pelos olhos dos homens. Disponível em http://www.eca.usp.br/agaque/agaque/ano2/numero4/artigosn4_1v2.htm, acesso em 18/05/2008
[iii] SCOTT, Joan Wallach. Prefácio a Gender and Politics of History. Cadernos Pagu (3) 1994, p. 12.
[iv] OLIVEIRA, Selma Regina Nunes. Mulher ao Quadrado - as representações femininas nos quadrinhos norte-americanos: permanências e ressonâncias (1895-1990). – Brasília: Editora Universidade de Brasília: Finatec, 2007, 23
[v] DOMINGUES, Guilherme Kroll. Mulheres nos Quadrinhos. Disponível em: http://www.homemnerd.com/coluna.php?sessao=COM&id=0, acesso em 23/03/2008

Fazendo Gênero: segundo dia

No Seminário Internacional Fazendo Gênero estão sendo apresentados mais de 2400 trabalhos. Tentar assistir a todos é impossível. Resta, então, tentar selecionar algumas mesas e simpósios e aproveitar o máximo possível.

Dia 26 de agosto de 2008

Mesa redonda: Gênero e educação
Muito boa. Nesta mesa eu assisti a duas apresentações, pois tinha interesse, também, em outra mesa redonda que estava acontecendo em outro prédio (como eu disse são muitas apresentações). Voltado à mesa, nela foi focada a questão das relações de gênero na escola.

A primeira apresentação que assisti foi da pesquisadora da UNCAMP, Ana Lúcia Goulart de Faria. Para ela a escola comete uma violência contra a criança ao reproduzir o modelo de família nuclear (pai, mãe, filhos), como se fosse o único, o ideal para a sociedade. Ela afirma que há muitos tipos de família e todos são legítimos, sendo, portanto, uma questão de respeito saber reconhecer todas as formas privadas de organização familiar.

Relata uma experiência realizada em uma escola italiana, com alunos entre 5 e 6 anos de idade. Estes alunos fizeram uma “pedinovela”, uma espécie de fotonovela onde os protagonistas são os pés das crianças. Na pedinovela, as crianças falam sobre o início e o fim de uma família, descrevendo uma crise conjugal, sob seu olhar infantil e atento. A novela termina com a conclusão de que é melhor separar do que viver junto sempre brigando. Experiência muito interessante, pois dá voz às crianças.

A segunda apresentação foi feita pela pesquisadora da FURG, Paula Regina Costa Ribeiro. Ela trabalha dentro da linha de Estudos Culturais. Ela faz uma análise sobre o estudo da sexualidade nas escolas e assinala que este estudo sempre foca os órgãos reprodutores, que nunca são caracterizados como órgãos de prazer, mas apenas como uma parte qualquer do corpo. Faz um balanço das pesquisas que estão em andamento no seu núcleo:
- mulheres nas ciências
- blogs, orkut e sites (tecnologias da informação), focando questões referentes à sexualidade.

Afirma que os artefatos e pedagogias sociais usam as mídias para veicular idéias equivocadas sobre a relação entre gêneros. Acha que o debate sobre a sexualidade deve estar presente nas escolas e na legislação que a ampara.

A segunda mesa que assisti foi a mesa Memórias do Feminino. Nela eu tive o prazer que assistir a apresentação a Dra. Heleieth Saffiot (PUC/SP), que fez um resumo da sua trajetória acadêmica, iniciada no ano de 1962. Feminista e marxista, a professora afirma que sobreviveu à ditadura graças às contradições. Começou sua vida acadêmica estudando mulheres que trabalhavam fora de casa, notadamente professoras e operárias da industria têxtil.

Sua pesquisa foi inovadora, pois envolveu, também, os maridos destas mulheres. Trabalhou com Florestan Fernandes, que foi seu orientador. Venceu as barreiras sociais impostas às mulheres no meio acadêmico. Tem pavor à frase: “Gênero é socialmente construído”, ela considera esta frase um pleonasmo. Também não gosta de ações protecinistas/assistencialistas do Estado em relação às mulheres, pois “quem protege sempre pede algo em troca”

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Fazendo Gênero 8

Estou participando, esta semana, do Fazendo Gênero 8, um Seminário Internacional, que vai até o dia 28 de Agosto. A cada dia tentarei fazer no Blog um resumo sobre minha participação no evento. Hoje foi a abertura, que contou com a participação da Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire. A fala da ministra foi muito interessante e motivadora, pois ela anunciou a abertura de um edital de pesquisa para ainda esta semana, cujo orçamento alcançou o teto de 5 milhões. Uma oportunidade para pesquisadoras e estudantes de pós-graduação que se dedicam ao tema.


Houve, também, uma homenagem especial a uma educadora de Santa Catarina, prof. Êgle Malheiros, que foi muito emocionante. O evento começou oficialmente com a conferência da pesquisadora argentina Dr. Maria Luísa Femenías, com o tema Corpo, poder e Violênia - o tema geral do seminário deste ano. Em seguida houve um lançamento coletivo de mais de 40 obras, ligadas aos estudos de gênero. Amanhã eu farei a apresentação da minha comunicação e darei mais detalhes sobre o Seminário.

domingo, 10 de agosto de 2008

Piacatuba: 3º Festival de Gastronomia e Cultura de Piacatuba


Hoje, dia dos pais, fiz um programa bem diferente: levei meu pai ao 3º Festival de Gastronomia e Cultura de Piacatuba, que começou na quarta-feira passada, dia 06 de Agosto. A pequena cidade de Piacatuba se tornou um restaurante ao ar livre, como pratos regionais e de cozinha internacional. As garagens, varandas e quintais receberam nestes últimos dias milhares de pessoas, dispostas a degustar os mais variados pratos e de apreciar o artesanato regional.

Juntamente com o Festival de Gastronomia ocorreu, também, o 6º Festviola, que contou com a participação de violeiros de várias partes do Brasil. Estes dois eventos contam com o apoio da Energisa (antiga Companhia Força e Luz Cataguases Leopoldina) e da Lei Estadual de Incentivo a Cultura. Eu não pude assistir às apresentações dos violeiros, mas fui almoçar em um dos restaurantes. Tudo muito aconchegante e um atendimento maravilhoso. Eu e meu pai comemos Picanha na Brasa ao Molho Chutney. Aprovadíssimo (e olhem que meu pai é um dos mais severos críticos culinários que eu conheço)!

Dentre os pratos que estavam sendo oferecidos nos restaurantes da cidade, estavam: Costela Autraliana ao Molho Barbecue, Tournedos ao Molho Gorgonzola, Leitoa à Pururuca com Feijão Tropeiro, Cordeiro Marroquino, Lombo com Tutu À Mineira, dentro tantos outros. Além dos restaurantes há, também, pequenos "cafés" que oferecem salgados, tortas, doces dentre os quais estava o "Bombom de cachaça", uma tentação em tempos de lei seca. Enfim, muito bom. Pena que não pude ir todos os dias. Seguem algumas fotos que fiz hoje pela manhã, quando os restaurantes estavam abrindo.

Um detalhe interessante: toda vez que vou a Piacatuba eu consigo encontrar uma casinha diferente para fotografar. Desta vez eu me encantei com uma que é toda coberta por hera.

sábado, 9 de agosto de 2008

Vida de Aleijadinho em quadrinhos e outras dicas

Ontem eu comprei na banca uma revista em quadrinhos (HQ) da Turma da Mônica Você Sabia? Aleijadinho, da Editora Globo (atualmente a Mônica está na editora Panini). É um daqueles encalhes que eles de vez em quando colocam nas bancas a um precinho bem barato (1,99). Pois bem, foi uma grata surpresa. Trata-se de um material altamente indicado para trabalhar nas salas de aula com alunos (entre 9 e 12 anos). A HQ é uma biografia em quadrinhos, voltada para crianças, mas que pode ser usada para elaborar questões para alunos até o 9º ano. Foi uma idéia muito feliz do Maurício de Sousa. Material indicadíssimo para trabalhos escolares. Ele conta a história do grande artista Barroco, Antônio Francisco Lisboa.

A revista possuí também atividades muito interessantes, além de falar das obras de Aleijadinho e trazer curiosidades. Ótimo para estudar história de Minas e período minerador. Eu recomendo. Estas revistas da série Voce Sabia? trazem muito material de história. Eu tenho muitas. Há outras, neste estilo biografia para crianças, como a que conta a história de Oswaldo Cruz e de Santos Dumond. Estas revistas vem com um selo que diz que são educativas e recomendadas para trabalhos escolares. Eu gostei realmente muito desta última que comprei, é para mim a melhor de todas.

Ah, neste meu garimpo na banca, encontrei um DVD especial lançado pela Globo News, com as reportagens sobre os 200 anos da chegada da família real no Brasil. É um encarte da revista Caras. É outra boa surpresa, pois estou preparando um material para falar sobre o tema, com o 8º ano. Já tenho a HQ Dom João Carioca, além de algumas edições especiais lançadas este ano sobre o tema. Sobre este material em quadrinhos eu fiz duas postagens no Blog da Gibiteca. Caso seja do interesse de alguém, é só clicar aqui e aqui.

sábado, 26 de julho de 2008

Portal da Educação Pública

Esta semana e tive a grata oportunidade de conhecer o Portal da Educação Pública, por intermédio do ilustrador Salmo Dansa, que conheci durante o V Encontro de Literatura Infantil, do qual participei recentemente. Como colaborador do portal ele me enviou o link e eu fiquei encantada com a quantidade e qualidade dos textos disponíveis, abarcando várias áreas de educação, inclusive a História. Não pude deixar de postar sobre o Portal no Blog e, especialmente sobre duas matérias que li.

A primeira é "Contos de Fadas como documentos". Na minha breve experiência como professora de metodologia de ensino de história, na UNIPAC, há alguns anos atrás, eu trabalhei com minhas alunas do curso de Normal Superior este tema. Eu particularmente acho a literatura infantil uma rica fonte de pesquisa - influência talvez da leitura que fiz do "Grande Massacre dos Gatos", de Robert Darton. No texto, que pode ser acessado aqui, a autora, Claudia Fortuna, faz uma análise muito interessante do tema, dando ao leitor-professor um material excelente para que ele possa criar suas aulas e seu material a partir dos contos de fadas. Aliás, aproveitando o assunto, não custa dar uma indicação de material para o professor usar com seus alunos. A Desiderata - editora do grupo Ediouro - lançou recentemente uma adaptação dos contos de fadas em quadrinhos, os Irmãos Grimm em Quadrinhos, que reúne 17 autores brasileiros para transformar as famosas fábulas em HQ.

Outro material muito interessante é a oficina que ensina a trabalhar mitos gregos. Além das orientações, ela traz também textos com resultados de experiências feitas com professores a partir da oficina. Super prático! Acho que falta muito isto, na internet: trazer soluções práticas para que possam ser usadas por professores. A oficina de mitologia, assim como outras oficinas de história, podem ser acessadas a partir deste link. Já os textos podem ser lidos, clicando aqui.

Há também textos sobre carnaval, festa junina, folclore, gênero, educação, etc. Eu não cheguei a nem a terça parte do que eu vi. Alguns textos eu salvei para uma leitura posterior, outros eu ainda pretendo separar, com calma. Vale a visita ao site.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Providência

Providência é um distrito de Leopoldina. estive lá, há pouco tempo, e tirei algumas fotos. Sei muito pouco sobre sua história, sendo minha referência o Colégio Franco (fundado no início do século passado) e a Estação da CEF Leopoldina. Fundado em 1890, o distrito de Providência possui uma história muito rica da qual espero um dia poder falar aqui.











sábado, 19 de julho de 2008

Carlos Coimbra Luz

Há pouco tempo eu estava dando e eis que surge o nome de Carlos Luz, nomeado interinamente Presidente da República até a posse do novo presidente, eleito pelo pleito de 3 de outubro de 1955, Juscelino Kubitschek, mas deposto cerca de dois dias depois. Perguntei aos meus alunos: “Vocês sabem quem foi Carlos Luz”? O silêncio foi total. Então, eu fiz minha parte e disse que ele tinha sido um político brasileiro, que havia morado em Leopoldina e que tínhamos até uma estátua e uma rua em homenagem a ele.

No entanto, naquele momento, eu percebi que também não sabia muita coisa sobre este personagem importante da nossa história local. Minha querida ex-professora de especialização, Claudia Viscardi, talvez dissesse nesta hora que eu me concentrei tanto em estudar José Monteiro Ribeiro Junqueira, que esqueci que Leopoldina produziu outros políticos que conquistaram certo prestígio no Estado e na Federação. Por esta razão eu fiz o que todos fazem em tempos de globalização: uma pesquisa na internet.

Assim, as linhas que se seguem não são exatamente uma pesquisa historiografia – isto eu pretendo fazer a partir dos dados que recolhi através desta primeira investida -, mas de uma tentativa de reunir o maior número possível de dados sobre este político a fim de disponibilizá-los em um só lugar para pesquisas escolares e como forma de aglutinar mais informações sobre Leopoldina.

Carlos Coimbra da Luz não era mineiro. Nasceu na cidade de Três Corações (MG). Foi um político brasileiro; presidente interino da República por três dias, de 8 a 11 de novembro de 1955. Advogado, era casado com Graciema Junqueira. Iniciou sua carreira política como vereador em Leopoldina (MG), cidade da qual se tornou prefeito (1923 - 1932). Foi secretário de Agricultura, Viação e Obras Públicas de Minas Gerais (1932 - 1933), secretário do Interior do mesmo estado (1933 - 1935), deputado federal (1935 - 1937) pelo Partido Progressista de Minas Gerais (PP-MG) e presidente da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro (1939 - 1946). Eleito deputado constituinte na legenda do Partido Social Democrático (PSD) em 1945, não chegou a tomar posse, pois foi nomeado ministro da Justiça e Negócios Interiores no governo de Eurico Gaspar Dutra (1946). Substituído no ministério, reassumiu seu mandato, reelegendo-se deputado federal pelo PSD nas legislaturas seguintes (1947 - 1961).

Assumiu a presidência da República por ser presidente da Câmara dos Deputados, em função do afastamento, por motivos de saúde, do presidente Café Filho (vice-presidente de Getúlio Vargas, que cometera suicídio no ano anterior). De acordo com a Constituição de 1946, o presidente da Câmara dos Deputados exerceria a presidência da República na ausência do titular do cargo e de seu vice-presidente. Assim, na qualidade de presidente da Câmara, Carlos Luz assumiu interinamente a presidência da República em 9 de novembro de 1955, como substituto legal de Café Filho, afastado da chefia do governo.

Após a vitória de Juscelino e João Goulart, desencadeou-se uma campanha contra a posse. No início de novembro de 1955, faleceu o presidente do clube militar – general Canrobert Pereira da Costa, um dos mais destacados conspiradores contra Getúlio. Em seu enterro, o coronel Birraria Mamede, atacou os interessados em defender aquilo que ele chamava de “mentira democrática”, referindo-se à eleição de Juscelino.

O General Lott, Ministro da Guerra desejava punir o coronel e limitar a politização das forças aramadas, mas só quem podia fazer isto era o Presidente da República. Com o abandono de Café Filho - por problemas de saúde - , Carlos Luz assumiu interinamente a presidência da República. Como ele se recusou a punir o coronel, Lott demitiu-se do Ministério da Gerra. A partir daí, ocorreu o chamado golpe preventivo, uma intervenção militar para garantir a posso do presidente eleitor e não para impedi-la.

Assim, em 11 de novembro de 1955, Carlos Luz foi deposto, sob a alegação de que estaria ligado a conspiradores que queriam impedir a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Carlos Luz ainda refugiou-se no cruzador Tamandaré, de onde tentou organizar a resistência, mas, ainda em 11 de novembro, por decisão do Congresso Nacional, foi considerado impedido, e substituído no cargo por Nereu Ramos, presidente do Senado. O navio foi alvo de disparos pela artilharia do exército porém não revidou devido a solicitação de Carlos Luz. A presidência foi, assim, entregue ao presidente do Senado Federal, Nereu Ramos. Carlos Luz faleceu no Rio de Janeiro, em 9 de fevereiro de 1961.

Fontes:
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 4ª ed. - São Paulo: Editora Universidade de São Paulo: Fundação para o desenvolvimento da educação, 1996, p. 421

domingo, 29 de junho de 2008

A cada dia, uma nova descoberta...

Tenho pesquisado bastante nas última semana, aproveitando que a afobação do seminário sobre quadrinhos acabou e eu tive um pouco mais de tranquilidade para me ater a outros assuntos. Junto com a prof. Lucilene tenho encontrado informações muito preciosas nas poucas fontes de pesquisa à qual temos disposição. Diria que temos feito boas descobertas, outras nem tão boas assim. Descobrimos, por exemplo, que os livros de registro de óbitos - fonte riquíssima de informações sobre a população da cidade, doenças, etc - praticamente perdeu-se no incêndio da prefeitura, ano passado. Restaram, agora, apenas registos relativamente recentes, de 1965 em diante.

Por outro lado, muitas curiosidades sobre Leopoldina tem aflorado. Uma, que me chamou atenção foi o fato da cidade ter tido, no ano de 1916 um RINK de patinação. Ora, qual foi minha surpresa quando, lendo a Gazeta de Leopoldina estava lá em destaque a inauguração do tal RINK! Se tantas coisas que eu já encontrei referências à cidade esta deve ser uma das mais exóticas. Seguem trechos da Gazeta que faz referência ao Rink.

“Será inaugurado em breves dias, o grande barracão para o rink em nossa cidade – esporte elegante e cultivado nos grandes centros, onde tem adquiro um desenvolvimento colossal”.

(...)

Sabemos que é pensamento dos ilustres diretores do Rink, no dia de sua inauguração, realizar um concurso de patinação, sendo oferecendo ao vencedor um mimoso prêmio.”[1]

“Foi indescritível o entusiasmo da nossa mocidade pelo novo esporte, que sofregamente esperavam, e assim é que, momentos após a inauguração, para mais de 20 jovens, moços e moças, deslizavam sobre o liso assoalho do Rink”.[2]

Para o Rink foi construído prédio próprio que teve que ser ampliado pouco mais de um mês depois, para atender aos usuários. O empreendimento partiu de uma sociedade feito pelos Drs. Costa Velho, Pedro Arantes, Custódio Arantes e Tenente Esdras Lintz, para quem foi oferecido um baile no dia da inauguração pelo Tenente João Chagas.

Caso as famílias dos descendentes destes homens tenham qualquer outra informação, tal como a localização do Rink e, quem sabe, documentos ou fotos, seria muito importante para ajudar a resgatar esta pequena parte da história desportiva da nossa cidade, além de ser uma forma de entender um pouco mais os hábitos dos leopoldinenses, naquele início de século XX.u fotos, seria muito importante para ajudar a resgatar esta pequena parte da hista inauguraçm, e assim pe que, mmentos ap


[1] Rink. Gazeta de Leopoldina, ano XXII, n. 27, 25 de maio de 1916
[2] Rink. Gazeta de Leopoldina, ano XXII, n. 35, 06 de junho de 1916.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Tebas: uma pouquinho da história deste distrito de Leopoldina
























Tenho me interessado em recolher informações básicas sobre alguns dos distritos de Leopoldina para, futuramente, quem sabe, poder fazer um estudo realmente aprofundado da sua história. Há muito realmente o que se pesquisar, pois a história do município ainda é um grande mistério. Fazendo uma busca na internet eu tive a sorte de encontrar um site dedicado a Tebas, distrito de Leopoldina desde 1880. Um site muito bem feito e muito bem cuidado, devo acrescentar. De lá tirei as informações que seguem.

O nome do distrito pode ser atribuído a Manoel Joaquim Thebas que foi vizinho da fazenda Feijão Cru, que pertencia a Manoel Antônio de Almeida, que teria vivido na região por volta da década de 1850. Povoado originalmente pelos índios puris, o distrito começou a ser ocupado nas primeiras décadas do século XIX, seguindo a cronologia de ocupação do município de Leopoldina. O povoado foi elevado a distrito pela lei provincial nº 2675, de 30.11.1880. A confirmação eclesiástica veio com a lei nº 2848 de 25.10.1881 que elevou o distrito a Freguesia. E a lei nº 3113, de 1882, registra o nome do distrito como Santo Antônio de Tebas.

A lei que criou o distrito autorizou a câmara municipal de Leopoldina a estabelecer as divisas. Para este fim a câmara nomeou comissão de vereadores que estudaram o assunto e apresentaram parecer, que foi aprovado em plenário com a ressalva apenas de que o nome do lugar passou a ser Santo Antônio dos Thebas, ao invés de Santo Antônio do Monte Alegre como anteriormente era conhecido.

O distrito de Tebas foi constituído por terras antes pertencentes a Leopoldina (sede), Piedade (Piacatuba) e Rio Pardo (atual Argirita). Assim, pela lei nº 2938, de 23.09.1882, algumas fazendas da Piedade foram transferidas para Thebas. Em 06.10.1883 foi a vez de Rio Pardo perder algumas propriedades que passaram para o novo distrito. E em 18 do mesmo mês, através da lei nº 3171, a fazenda de João Pereira Valverde foi transferida de Thebas para a freguesia de Piedade (7). Em 1882 a Lei 3113 instituiu o Distrito Policial em Tebas.

Curiosidades:
- O distrito já teve um jornal. O nº 01 da "Folha de Tebas" circulou em 1918, com noticias variadas, que falavam do cotidiano, dos projetos políticos, da preocupação em dotar o distrito de "força e luz elétricas", coluna social e anúncios classificados que revelam o comércio existente na Tebas da época. E tinha até poesia na primeira página. Dá pra imaginar como era a vida dos tebanos.

- O pai de Noel Rosa, Manuel Garcia de Medeiros Rosa, é filho de Leopoldina, viveu na cidade até os 18 anos e posteriormente passou a viver no Rio de Janeiro. Apaixonado por Marta, filha do casal Eduardo e Rita Corrêa de Azevedo, residentes no Brejo, hoje Tebas, acabou se casando com ela.

- Tebas, tem 2.007 habitantes de acordo com o censo IBGE 2000. Está situada às margens da BR 267, que liga Leopoldina a Juiz de Fora. As principais atividades econômicas são agricultura, pecuária e a fabricação artesanalde doces em compotas e em barras. Visite o site de Tebas e veja a linda galeria de imagens de janelas, clicando aqui.


Fontes: