domingo, 20 de dezembro de 2009

O Gato de Botas vai à aula


Fábulas infantis desvendam o funcionamento de sociedades medievais e permitem refletir sobre o mundo de hoje.

Fernando Seffner e Ramiro Bicca Jr.

O que a história do gato de botas, famoso personagem dos contos infantis, revela sobre a Europa de fins da Idade Média? A narrativa gira em torno das aventuras do gato que um pobre moleiro deixa de herança para seu filho caçula. Seguindo suas pegadas, acompanhamos as artimanhas para ajudar seu novo dono, descobrimos ofícios realizados por camponeses e espiamos um pouco da vida dos nobres, “ocupados” com banquetes, cavalgadas e caçadas.

Como se vê, não faltam nesse conto infantil referências a elementos das sociedades medievais. Nos últimos anos, as relações entre História e Literatura, exploradas em inúmeros estudos e seminários acadêmicos, vêm oferecendo novas possibilidades de trabalho nas salas de aula. Mais do que pura diversão, fábulas, histórias em quadrinhos e outros textos feitos especialmente para as crianças levam os alunos a conhecer épocas e lugares bem diferentes.

Ao trabalhar com a literatura infantil, os professores se vinculam ao movimento de renovação historiográfica iniciado pela escola francesa dos Anais a partir de 1930. Desde então, as fontes históricas não ficaram mais restritas aos documentos escritos tradicionais, como leis, decretos e relatórios. Pouco a pouco, os pesquisadores foram incorporando registros diversos a seus trabalhos, como pinturas, músicas, diários pessoais, fotografias e romances. Essas fontes deixaram de ser vistas como meras “testemunhas do passado” ou provas do que realmente aconteceu. A preocupação maior passa a ser a de discutir o contexto em que elas foram produzidas.

Tanto a História como a Literatura são formas narrativas de se conhecer o mundo. Por isso, quanto mais cedo essas disciplinas forem apresentadas às crianças, maior será sua intimidade com elementos como enredo, contexto, personagens, ação e trama, facilitando assim a compreensão dos dramas sociais vividos e da nossa capacidade de interferir neles. Esses recursos também desenvolvem habilidades para a leitura, a escrita e a visão histórica das sociedades.

Claro que há uma diferença fundamental entre essas duas áreas: enquanto historiadores se baseiam na noção de veracidade, escritores e literatos mantêm-se no terreno da ficção. Mas não será produtivo encarar as coisas de forma tão rígida, opondo verdade e mentira, acontecido e não acontecido. No momento em que se considera a ficção como algo “que não é verdade”, ela se torna um obstáculo para a compreensão da realidade. Ao contrário, é preciso saber observar o quanto de verdade existe na ficção. Em muitos casos, o que aparenta ser simples recurso literário pode representar um costume da época ou um símbolo essencial para a compreensão de algum acontecimento. O importante é localizar, no texto de ficção, situações e características que incitem discussões sobre o período abordado ou o contexto em que a obra foi escrita.

As fábulas medievais permitem ao aluno se familiarizar com conceitos como cidade, campos, camponeses, castelo, rei, comércio, igreja, impostos, cavaleiros, guerra, guerreiros, povos, ministros, dinastias, casamento, sucessão, etc., que terão utilidade mais adiante, quando ele se defrontar com a disciplina de História.

Por exemplo: tanto em O gato de botas, escrito pelo francês Charles Perrault (1628-1703), quanto em fábulas como “A guardadora de gansos”, recolhida pelos Irmãos Grimm na Alemanha do início do século XIX, e “As roupas novas do Imperador”, do dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875), os pobres são sempre retratados exercendo algum ofício. Já os mais ricos não têm uma profissão definida, dedicando-se apenas a passeios, festas e caçadas. Ao destacar esses pontos em comum entre os três contos, pode-se discutir a idéia de que, na Idade Média, “os nobres guerreiam, o clero reza e o povo trabalha”.

A figura do ladrão, ou do personagem que engana os outros para subir na vida, é também muito comum nas fábulas medievais. Ele está na contramão de histórias como “A Cigarra e a Formiga”, de La Fontaine (1621-1695), que, embora escrita no século XVII, teria grande disseminação após a Revolução Industrial, pela apologia que faz do trabalho.

Costumes do cotidiano aparecem em todas as narrativas. O que as pessoas comem? Que animais domésticos as rodeiam? Que objetos têm em casa? Que meios de transporte utilizam? Como é o local de moradia? Onde se passam as ações principais e as ações secundárias (no campo, à beira de um rio, no castelo)?

Um elemento sempre presente nas histórias infantis, e de fundamental importância para a compreensão da vida cotidiana, é a estrutura familiar, a rede de relações consangüíneas na qual cada indivíduo está envolvido. A abordagem da rede familiar envolve, por exemplo, o estudo da figura da madrasta, muito freqüente nos contos infantis. Há, porém, outros graus de parentesco interessantes, em geral acompanhados de características específicas: o primeiro filho, a filha mais velha, a filha mais nova, a função da tia, as funções das mulheres e dos homens, o papel das aias e dos agregados e outras figuras. Ao tratar da estrutura das famílias reais, é interessante se deter no estudo dos casamentos. O rei está sempre preocupado em casar filhos e filhas e garantir descendentes. Isso pode ser aproveitado para o estudo da sucessão dinástica e seus efeitos na História. Inclusive a História do Brasil, como no episódio da União Ibérica (1580-1640). A morte do jovem rei Sebastião de Portugal abriu uma crise sucessória, pois ele não tinha descendentes. O rei espanhol Filipe II reivindicou o trono por ser neto do falecido rei Manuel I, e com isso uniu sob o seu poder os reinos de Portugal e Espanha.

Os contos de Andersen e dos Irmãos Grimm referem-se a numerosos problemas políticos derivados de casamentos, ou da falta deles, preocupação com os nascimentos e as heranças, intrigas da corte e questões de valores e preconceitos, como em “A roupa nova do imperador” e “O patinho feio”.

Romances, contos e fábulas – como toda obra de arte – estão repletos de idéias subjetivas, emoções e interpretações dos fatos. Nem por isso devem ser desqualificados por seus supostos “erros históricos”. Mesmo que não sejam documentos históricos tradicionais, ajudam a identificar e compreender elementos culturais, econômicos, sociais e ideológicos de uma época.

Por meio da contação de histórias, do uso de gravuras e da leitura de pequenos textos, o aluno desenvolve o raciocínio e a descrição mais elaborada de cenários históricos. Mais do que simples obras de arte, as peripécias do gato de botas, da guardadora de gansos, da cigarra e da formiga têm muito a contar sobre a Europa moderna e medieval. E até mesmo sobre os dias de hoje.

Fernando Seffner é professor orientador de Estágios Docentes em História na Faculdade de Educação da UFRGS e Ramiro Bicca Jr. é professor de História e Literatura no Centro Universitário Metodista/IPA-RS

Um roteiro de trabalho

O projeto “Hora do Conto/Hora da História” é uma proposta de atividades a partir da relação entre História e Literatura, trabalhando com livros infantis e infanto-juvenis. As obras literárias são abordadas, em geral, a partir de um roteiro que organiza as atividades em cinco grandes eixos, permitindo estabelecer relações entre o ficcional e o histórico:

1) Descrever e analisar situações presentes na narrativa literária escolhida pelo professor que contenham elementos que possam ser relacionados e comparados com acontecimentos reais (revoluções, guerras, conflitos, tratados, casamentos, etc.);

2) Caracterizar os personagens ficcionais presentes na obra, suas trajetórias, profissões ou ocupações, buscando, através da pesquisa, elementos de aproximação com personagens históricos (reis, revolucionários, camponeses, artistas, cientistas, etc.);

3) Identificar e analisar os espaços ficcionais construídos pela narrativa – em geral representados pelo ambiente do castelo, o ambiente da aldeia, o ambiente da floresta, etc. – e procurar relacioná-los com a realidade histórica;

4) Perceber a crítica ideológica embutida na estrutura da história (a moral, os valores da época em que se passa a narrativa), por meio da análise das falas do narrador e dos personagens, buscando relacioná-la com os valores da sociedade moderna;

5) No fim, aprofundar, via debate, uma análise mais ampla da obra escolhida, enriquecida com elementos históricos e literários, tomando o cuidado de não frisar supostos “erros históricos” – ou seja, respeitando o aspecto criativo da obra literária que serve, nessa abordagem, como uma ferramenta para melhor compreensão e/ou interpretação do contexto histórico em diversos aspectos, e não como descrição científica.

Saiba Mais:

ANDERSEN, Hans Christian. Contos de Andersen. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
Centro de Pesquisas Literárias PUCRS. Guia de Leitura para alunos de 1º e 2º Graus. São Paulo: Cortez, 1989.
CHAVES, Flávio Loureiro. História e Literatura. Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 1988.
KHÉDE, Sonia Salomão. Personagens da Literatura Infanto-Juvenil. São Paulo: Ática, 1986.

Fonte: Revista de História

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mais comentários sobre a ONHB

Ontem peguei o restante das fotos que tiramos durante a Olimpíada Nacional de História e, inclusive, alguns dados disponibilizados pela organização para poder fazer um balanço geral do evento.

A organização do evento está preparando para disponibilizar a todos os participantes e interessados as avaliações estatísticas dos dados coletados ao longo da Olimpíada desses. O Museu Exploratório pretende fazer um “mapa” do ensino de história no Brasil, por região e em nível nacional.

Mas eu tenho aqui alguns dados, levantados parcialmente depois da análise dos resultados finais.
Quanto à participação de MG tivemos:
- 3 medalhas de ouro (se eu não me engano, uma foi para Juiz de Fora)
- 3 medalhas de prata
- 1 medalha de bronze
- 23 menções honrosas

No que diz respeito às escolas medalhistas, das 75 medalhas distribuídas temos que:
- 10 das 15 medalhas de ouro foram para escolas particulares
- 16 das 25 medalhas de parta foram para escolas particulares
- 17 das 35 medalhas de bronze para escolas particulares

Foram 134 equipes de escolas particulares contra 157 de escolas públicas na final (número aproximado, baseado na nomenclatura das escolas), totalizando 291 equipes finalistas. Algumas escolas mandaram até seis equipes (ou mais) para a competição. Das escolas públicas foram (se eu contei direito), apenas nove escolas municipais enviaram equipes, incluindo a nossa.

O sucesso do evento - que foi a primeira Olimpíada na área de Ciências Humanas aprovada pela CAPES - foi tanto, que já começaram os preparativos da 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. Isto quer dizer que ano que vem poderemos estar lá de novo, mas vamos ter que ralar muito, porque a concorrência tende a ser ainda maior.

Seguem algumas fotos do último dia:

Menção honrosa


Nossa equipe com a organizadora, professora Cristina Menegello


Nossa equipe com o diretor do Museu Exploratório, Marcelo Firer


Nossa equipe com o Presidente da Assocoação Nacional de História (ANPUH), Durval Muniz de Albuquerque Júnior

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A premiação da 1ª ONHB

A premiação ocorreu na manhã de domingo, tendo início às 09:00. Foi muito emocionante, tanto a fala dos organizadores e patrocinadores, quanto a empolgação dos estudantes. Para se ter uma idéia, eu me emocionava com cada medalha que era entregue, mesmo sem conhecer as equipes. Fiz torcida para as equipes de MG, claro. Encontrei dois colegas que não via há quase uma década, que foram levar equipes para a disputa. Encontrei com outros colegas, de outros estados com quem mantenho contato regular.

Para todos a experiência estava sendo compensadora. Minhas alunas estavam animadas, mesmo sabendo que a possilidade de medalha era pequena, pois haviam equipes mais bem colocadas do que nós. Mesmo assim, a festa da premiação não foi menos empolgante para nenhum de nós, ainda mais depois das falas dos organizadores, que enalteceram todos os participantes e lembraram que foram 16 mil inscritos e que estar na final entre os 1.164 finalistas, de todo o Brasil (291 equipes), já era motivo de comemoração.

Para conferir a lista de equipes medalhistas, clique aqui!

Todas as equipes receberam uma menção honrosa, assim como as escolas participantes. Só estando lá para ver a felicidade das meninas em receber o documento. Infelizmente, minha máquina teve alguns probleminhas, mas eu vou postar, ainda hoje se possível, fotos da entrega dos prêmios (vou pegar na máquina das meninas, mais tarde). Por enquanto, ficam algumas fotos que eu retirei do site da ONHB, referentes ao credenciamento e à prova.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Prova da Olimpíada Nacional de História


Chegamos em Campinas ontem a tarde, fomos fazer um reconhecimento do local da prova e depois levei as meninas para jantar no shoping. Elas adoraram, tanto a UNICAMP, quanto o shoping (tudo novidade). O tempo está instável. Hoje pegamos bastante chuva na volta da prova.

Mas vamos ao que interessa: A Olimpíada!


Chegamos bem cedo, antes das oito da manhã e já entrei na fila do credenciamento para retirada do material. Ganhamos da organização uma bolsa, uma blusa e uma caneta personalizada (cada participante). A prova começou nove e meia e terminou ao meio dia e meia. Consistiu em duas questões (divididas em a,b e c) e uma produção de texto.


As meninas fizeram tudo e ficaram satisfeitas (estavam preocuparas em deixar alguma coisa em branco). Enquanto elas estavam fazendo a prova, os professores assistiram a duas palestras, oferecidas pela organização do evento. Na ocasião, os organizadores - Cristina Menegello e Marcelo Firer -, falaram da proposta da Olimpíada e de como ela chegou ao formato que nos foi oferecido.

As palestras ficaram por conta de José Alves Freitas Neves e Durval Muniz de Albuquerque Júnior, presidente da ANPUH. Eles falaram da importância da Olimpíada e da História na firmação dos jovens. Destaco uma frase do Prof. Durval "A história serve para forma sujeitos".


Foram 16 mil alunos inscritos, de todo o Brasil, dos quais apenas 291 equipes se classificaram para a final. Nossa colocação já melhorou muito, na pior das hipóteses pulamos de 352º lugar para 291º lugar, o que já coloca nossa escola numa posição bem confortável.

Amanhã teremos a entrega dos prêmios e aí entra uma novidade: a premiação será ampla. Ser
ão entregues 15 medalhas de ouro, 25 medalhas de prata e 35 medalhas de bronze. Os demais receberão menções honrosas pela sua participação, que segundo os organizadores, é o objetivo da Olimpíada.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Partindo para a Final da Olimpíada Nacional de História


Caros amigos,

Apesar dos aborrecimentos que temos no dia-a-dia algumas alegrias fazem compensar todo o resto.
No meu caso, a alegria de poder acompanhar minhas alunas na Olimpíada Nacional de História do Brasil.

A à minha alegria se soma à alegria dessas moças, algumas que ficaram décadas longe da escola e agora se sentem parte de algo maior que é a verdadeira educação. Quando digo verdadeira educação falo do estímulo de aprender, da alegria de descobrir e do prazer de estar na escola.

Há alguns especialistas que dizem que a escola não tem que ser prazerosa, e sim funcional. Eu acho que para ser funcional a escola precisa ser prazerosa, senão o ato de estudar se compara a um remédio amargo: você só toma pq é obrigado.
Estamos partindo nessa madrugada para Campinas. Conseguimos patrocínio da Prefeitura Municipal de Leopoldina, que apesar de todas as dificuldade que enfrenta (a exemplo de outros municípios do Brasil que tiveram baixa arrecadação nesse ano de crise), está nos proporcionando uma viagem confortável, pagando nossas despesas e possibilitando nossa presença na final.

Agradeço a todos em nome da minha equipe pela torcida nestes últimos meses. Estamos nos esforçando para fazer o melhor possível e já nos preparando para o ano que vem estar de volta na disputa.

Nosso MUITO OBRIGADA!

domingo, 29 de novembro de 2009

Mestrado em Ciências Políticas

Pessoal, seguem informações sobre o Mestrado em Ciências Políticas. Uma turma está para ser aberta agora em dezembro.

Folder Mestrado

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Curso ONHB para professores de História


O Museu Exploratório de Ciências (MC) oferecerá Curso de Formação para 30 professores de História, entre os dias 14 e 18 de dezembro. Trata-se de uma contrapartida ao apoio oferecido pela Azul – Linhas Aéreas Brasileiras que possibilitará a vinda de 120 finalistas, de 24 estados brasileiros, na final da I Olimpíada Nacional em História do Brasil, que acontece nos dias 12 e 13 de dezembro.

“A contrapartida não poderia nos deixar mais satisfeitos: realizar a capacitação de docentes é algo que queríamos muito fazer, mas nos faltava ainda o apoio para realizá-la. Ao sugeri-la, a Azul mostrou compreender perfeitamente os objetivos da Olimpíada de História, que são o estudo e a divulgação científica e também a valorização do professor de História”, comemorou Cristina Meneguello, Diretora Associada do MC. “Nossa proposta é apoiar todos os projetos que tratem da questão da capacitação de professores, acreditamos que a educação é um dos maiores desafios do Brasil”, disse David Neeleman, fundador da Azul.

Dia 14, segunda
das 08h00 às 09h50
Boas vindas e Aula 1
Boas Vindas da Comissão Organizadora Aula 1: Profa. Dra. Aline Vieira Carvalho - História e Cultura Material: diálogos

Local Auditório Biblioteca Central/UNICAMP

das 09h50 às 10h00
Pausa
coffee break

Local Auditório Biblioteca Central/UNICAMP

das 10h00 às 12h00
Aula 2
Aula 2: Prof. Dr. Edgar De Decca - Historiografia. Sérgio Buarque de Holanda.

Local Auditório Biblioteca Central/UNICAMP

das 12h00 às 14h00
Pausa
almoço

Local Casa do Professor Visitante (CPV)/UNICAMP

das 14h00 às 15h50
Aula 3
Aula 3: Prof. Dr. Fernando Teixeira da Silva - História do Trabalho: do paradigma da ausência ao paradigma da agência

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 15h50 às 16h00
Pausa
coffee break

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 16h00 às 18h00
Visita Técnica 1
Palestra e visita guiada.

Local Biblioteca Sérgio Buarque de Holanda

Dia 15, terça
das 08h00 às 09h50
Visita Técnica 2
Palestra e visita guiada ao acervo.

Local Museu Paulista da USP

das 09h50 às 10h00
Pausa
coffee break

Local Museu Paulista da USP

das 10h00 às 12h00
Visita Técnica 2 (continuação)
Palestra e visita guiada ao acervo.

Local Museu do Ipiranga

das 12h00 às 14h00
Pausa
almoço

Local Imediações

das 14h00 às 15h50
Visita Técnica 3
Palestra e visita guiada ao acervo

Local Museu de Arte de São Paulo_MASP

das 15h50 às 16h00
Pausa
coffee break

Local Imediações

das 16h00 às 18h00
Visita Técnica 3 (continuação)
Palestra e visita guiada ao acervo

Local Museu de Arte de São Paulo (MASP)

Dia 16, quarta
das 08h00 às 09h50
Aula 4
Aula 4: Prof. Dra. Cristina Meneguello - Preservação do Patrimônio: um campo em expansão.

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 09h50 às 10h00
Pausa
coffee break

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 10h00 às 12h00
Aula 5
Aula 5: Profa. Dra. Margareth Rago - Memórias Insubmissas: as mulheres na resistência à ditadura militar no Brasil.

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 12h00 às 14h00
Pausa
almoço

Local Casa do Professor Visitante (CPV)/UNICAMP

das 14h00 às 15h50
Aula 6
Aula 6: Profa. Dra. Neri de Barros - Idade Média

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 15h50 às 16h00
Pausa
coffee break

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 16h00 às 18h00
Aula 7
Aula 7: Profa. Dra.Neri de Barros - Idade Média

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

Dia 17, quinta
das 08h00 às 09h50
Aula 8
Aula 8: Prof. Dr. Leandro Karnal - A Conquista e Colonização das Américas: novas abordagens

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 09h50 às 10h00
Pausa
coffee break

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 10h00 às 12h00
Aula 9
Aula 9: Prof. Dr. Sidney Chalhoub - A escravidão no Brasil do século XIX: interpretação de documentos judiciais

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 12h00 às 14h00
Pausa
almoço

Local Casa do Professor Visitante (CPV)/UNICAMP

das 14h00 às 15h50
Visita Técnica 4
Palestra, visita guiada e consulta a fontes históricas no arquivo.

Local Arquivo Edgar Leuenroth/UNICAMP

das 15h50 às 16h00
Pausa
coffee break

Local Imediações

das 16h00 às 18h00
Visita Técnica 4 (continuação)
Palestra, visita guiada e consulta a fontes históricas no arquivo.

Local Arquivo Edgar Leuenroth/UNICAMP

Dia 18, sexta
das 08h00 às 09h50
Aula 10
Aula 10: Prof. Dr. José Alves - Uma história próxima e desconhecida: abordagens sobre a América contemporânea

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

das 09h50 às 12h00
Encerramento
Confraternização entre os participantes e equipe Organizadora da ONHB.

Local Auditório da Biblioteca Central/UNICAMP

sábado, 21 de novembro de 2009

ONHB convoca 61 equipes da lista de espera



ONHB convoca as equipes em lista de espera para participar da final que acontece nos dias 12 e 13 de dezembro. Os participantes têm até a meia noite (horário de Brasília) da próxima quarta-feira, 25, para enviar a documentação.

Sessenta e uma equipes foram convocadas E NÓS ESTAMOS ENTRE ELAS!!!

Agora é correr atrás do patrocínio!!


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Reta final da Olimpíada Nacional de História

Amanhã ficaremos sabendo se seremos chamadas ou não para a final da Olimpíada. Até o momento, apenas 177 equipes (das 300 convocadas) confirmaram a presença. O prazo é até hoje, às 00:00.

Com a mudança na data do ENEM, parece que muitas equipas não confirmaram a presença na Fase Presencial. A universidade não pode trocar os dias, das provas (12 e 13 de Dezembro de 2009), porque que há vestibulares (primeiras e segundas fases) e provas tipo concurso durante os meses de Dezembro e Janeiro, seja durante a semana ou em fins de semana.

Assim, muitas equipes que são do ensino médio não estão confirmando. Há, portanto, a possibilidade e sermos convocadas. Troçam por nós!!!
Distribuição geográfica da equipes que concluíram a 5ª Etapa

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O Arquivo Público de Leopoldina vai receber R$ 15 mil para a sua implantação


A liberação destes recursos foi anunciada pelo secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Paulo Brant, e pela superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Nora Vaz de Mello, que divulgaram o resultado do Edital 2009 do Fundo Estadual de Cultura (FEC).

Centro Cultural Eva Nil, de Cataguases, ganha verba para restauração Arquivo Público de Leopoldina terá recursos da Secretaria de Estado da Cultura. Nessa quarta edição, na modalidade Liberação de Recursos.

Não Reembolsáveis, foram aprovados 147 projetos de todo o Estado, sendo mais de 82% apresentados por entidades do interior de Minas. As entidades da capital aprovaram 26 projetos e as do interior 121. Ao todo, foram 764 propostas apresentadas, sendo 643 do interior e 121 da capital, batendo todos os recordes de projetos inscritos.

Serão destinados R$ 9 milhões para a implementação destas propostas, que irão beneficiar 99 municípios. Desse total, o interior será contemplado com 88,28% dos recursos, ou seja, R$ 7,9 milhões.

O Fundo Estadual de Cultura (FEC) é um mecanismo de fomento da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais destinado a projetos que, tradicionalmente, encontram maiores dificuldades na captação de recursos no mercado. Nesta edição foi registrado um aumento de 47% no número de projetos aprovados na modalidade Liberação de Recursos Não Reembolsáveis, em relação à terceira edição. Este expressivo salto é fruto de uma das inovações
do Edital 2009, que permitiu que entidades de direito público apresentassem até dois projetos, sendo um deles voltado para a criação de arquivo público municipal. Só de projetos que previam a criação de arquivos públicos foram aprovados 23, dos 70 apresentados, incluindo o de Leopoldina.

Fonte: Jornal Atual, nº 32, p. 01 - Cataguases, 16 de novembro de 2009.

OBS: Legal ver que o projeto foi aprovado, e porque é relevante, visto que haviam outros concorrendo e só 23 conseguiram recursos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Antônio Augusto de Lima Júnior

Hoje recebi um e-mail que me chamou atenção. O Sr. Ludmilson Mendes leu minha apostila para o 6º ano e revelou que ficou contente com a menção do nome de Antônio Augusto de Lima, que morou na cidade durante um tempo, no século XIX. Sobre este personagem, eu tenha algumas informações, mas ele me brindou com outras sobre seu filho mais velho: Antônio Augusto de Lima Júnior. A partir dessas informações e fazendo praticamente uma pesquisa restrita à Internet, agora a noite, eu produzi um pequeno texto - um rascunho - sobre este homem, que é leopoldinense. Segue para apreciação.

Antônio Augusto de Lima Júnior

Obs: se alguém tiver indicações bibliográficas a respeito do pai e do filho, eu agradeço antecipadamente se puderem me passar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Material sobre Proclamação da República


Coloquei disponível para download um material que eu reuni sobre Proclamação da República. Não é um plano de aula, mas sugestões com atividades baseadas em histórias em quadrinhos sobre o tema. Há um texto introdutório, mas ele é meramente figurativo e pode ser substituído por outros. Eu coloquei no meu outro blog, por isto ao invés de postar o texto aqui vou apenas redirecionar.

Quem quiser conferir, clique aqui!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CASO UNIBAN: UMA VERGONHA!


Convido todos a lerem a postagem da minha amiga Valéria Fernandes sobre o caso da UNIBAN, uma vergonha para as instituições de ensino superior do Brasil.

Para ler a postagem, é só clicar aqui!

sábado, 7 de novembro de 2009

Considerações finais sobre o VII Encontro Perspectivas do Ensino de História


Para quem não sabe, eu cheguei hoje no início da noite do VII Encontro Perspectivas do Ensino de História, com uma bagagem de 25 quilos (20 só de livros e de quadrinhos). No blog a gibiteca eu comentei sobre a oficina de História em Quadrinhos e Ensino de História (clique aqui para ver a postagem), que ministrei junto com a amiga Valéria Fernandes. Aqui vou deixar para colocar minhas impressões gerais do encontro.

Bom, eu não tive muita sorte com a organização. Para começar eles omitiram meu nome na oficina, quando ela foi registrada no site. Demoraram, mas arrumaram. Na quarta, não achavam a minha inscrição. Acho que faltou um trabalho mais sincronizado. Nada contra os organizadores, que eu admiro muito, nem contra rapazes e moças que nos atenderam. Eles fizeram o melhor que puderam, faltou mesmo foi sintonia.

Senti falta de professores da nossa região. Não me lembro de ter visto algum, pelo menos aqueles que sempre estão presentes em eventos da ANPUH. Acho que a forma de distribuição das mesas redondas e dos GTs colaborou para seu esvaziamento. Talvez fosse mais interessantes menos GTs e menos mesas redondas para que as pessoas possam aproveitar mais.

Os trabalhos apresentados no meu GT foi de ótima qualidade, as coordenadoras fizeram boas intervenções e eu acredito que tenha sido produtivo para todos. Eu pude fazer muitos contatos e as pessoas que participaram da oficina se mostraram muito interessadas. Só acho que a participação do curso de história foi pequeno. Havia muita gente da educação e relativamente pouca gente da história - inclusive estudantes. Tipo de coisa que deveria ser debatida pela organização do próximo evento, que possivelmente será na UNICAMP, em 2011.

Para finalizar, gostaria de dizer que deixei o material que eu e Valéria usamos na Oficina (apresentações), diponíveis no outro blog. Quem tiver interesse em ter o material é só clicar aqui.

Meu texto, publicado nos Anais do VII Encontro Nacional Perspectivas do Ensino de História

Os desafios para a construção de uma história local_com citações e bibliografia em espaço simples